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quinta-feira, 7 de março de 2019

POLÍTICA É PROFISSÃO? A reforma das reformas...


    Política é profissão? NÃO! Então é inimaginável sermos ameaçados de uma reforma da previdência, que supostamente estaria deficitária, reforma essa feita por funcionários temporário, a saber a da classe política. Que dia que política foi profissão? Político é um funcionário voluntariado, que se candidatou a um cargo publico temporário, para o qual não deveria haver sequer salário, muito menos aposentadoria. É uma excrescência nos submetermos a uma classe que só legisla em causa própria e que se arvora de direitos dos trabalhadores, em nome de um benefício que não deveria ter. Quem trabalha gera renda. A pergunta que não quer calar: Qual a renda que um político profissional gera? Políticos deveriam ser empregados da classe trabalhadora e geradora de impostos. Deveria, porque nã prática não é. Infelizmente o bojo da população brasileira não questiona essa condição perversa na relação da classe política versus classe trabalhadora de fato e direito. Se não vejamos, qual o trabalhador que depois de oito anos de serviço tem aposentadora integral, vitalícia e ainda pode desfrutar de motoristas, passagens aéreas, plano de saúde privado, servidores à disposição e etc? Basta ser governador ou presidente e se reeleger. A máxima de que "todos somos iguais perante a lei", cai por terra diante dessas imoralidades. Vergonha maior é aceitar que essa classe de verdadeiros carrapatos dos trabalhadores brasileiros, com raríssimas exceções, peguem carona sobre a questão da aposentadoria, sendo que sequer constam no rol de profissões da justiça trabalhista. Devemos antes de cogitar qualquer possibilidade de discussão sobre a reforma da previdência, lutarmos para que os políticos não tenham mais o direito de se aposentar. Essa é a primeira reforma! A reforma das reformas...

    

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Estado de calamidade moral...


          Depois de alguns estados decretarem estado de calamidade econômica (que na prática não tem efeito jurídico nenhum), o braço armado da democracia, aqueles que defendem os governantes, bem como a população de bem; finalmente resolveram agir. Ou melhor, respeitar as esposas e a família, como primeiro núcleo social que merece total proteção. Começou no Espírito Santo, agora chegou no Rio de Janeiro e a tendência é se alastrar feito rastilho de pólvora, pelas demais unidades da federação. Há tempos que a maioria dos governadores trata a segurança pública e seus profissionais com improviso. O legislativo é muito bom na retórica, mas nada pragmático. O Código Penal, por exemplo, é de 1940, e ninguém faz nada para mudar. Portanto, é impossível pensar em mudanças com leis anacrônicas e na contra mão dos anseios da população. Mas, será que esse caos não beneficia alguém? Será que tem gente ganhando, "mamando" nos serviços prestados aos presos, comida, roupa, colchão, material de higiene, e por isso quanto mais presos, melhor?

         Com esse quadro dantesco é que os trabalhadores da segurança se organizam de maneira independente, desassociados das associações comprometidas, na maioria das vezes com os governos. Algumas até empregam parentes no executivo, impedindo minimamente uma posição isenta ou combativa contra o poder instituído. 
      
             O sujeito estuda, presta um concurso disputado, consegue a vaga, faz o curso de formação, trabalha 30 anos, e quando vai se aposentar vê o sua aposentadoria esvaindo no ralo da corrupção. Enquanto governadores trabalham quatro anos e têm aposentadoria integral. Se esse concursado entrou com 18 anos e trabalhou 30, é lógico que vai se aposentar antes dos 50. Os políticos geralmente socializam a miséria e os gastos de seus e as consequências da corrupção.

              Enquanto as esposa dos militares estão nas portas dos quartéis do Espírito Santo defendendo o fundamental direito, que é a vida, pois sem salário não tem  como comprar e manter o essencial; alguns políticos estão falando em nome delas, não para defendê-las, mas, para distorcer suas reivindicações, anestesiar suas vozes, enfraquecer os seus pleitos...
           
            

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Policial é trabalho ou sacerdócio?


            Em meio as várias manifestações pipocando por todo o país, algumas reivindicam salários atrasados, como no Rio de Janeiro. Outros lutam contra o projeto de reforma da previdência, que promete incluir e mudar de 30 para 35 anos, o tempo de contribuição, inclusive dos militares. Afinal de contas, o policial é um trabalho ou um sacerdócio? O trabalho pressupõe direitos, deveres, e jamais, jamais o trabalhador irá arrendar a própria vida em nome de quem quer que seja. Qual seria o adjetivo para o sujeito que aceita doar a própria vida em nome do próximo? Sacerdócio! Cujo poder e ou autoridade lhe foram conferidos para agir em nome de deus. E se deus não precisa de salário, não precisa fazer greve, tem poderes e dons especiais, não precisa de periculosidade, nem receber adicional noturno. Enfim, quem exerce o sacerdócio também tem, ou deveria ter dons e poderes divinos. 
       Mas porquê envolver deus numa discussão tão humana? É a desmilitarização a razão dessa referência. Sobretudo quando esbarramos na dicotomia entre o ser militar, algo completamente sacerdotal, e que portanto eleva a condição de seu agente (divino), a ausência completa de direitos; com a de trabalhadores humanos, cumpridores de deveres e postulantes aos direitos comuns a qualquer trabalhador meramente moral.
            O que não pode é "ser divino" e querer se comportar como humano. Palavras como greve, fome, tempo, sacrifício são incompatíveis para quem tem poderes metafísicos. Não há ironia, por mais que pareça que tenha. Assim como não há ironia quando o militar faz seu juramento à bandeira, e declara o "sacrifício da própria vida para defender seu semelhante". Quem se mata pelo próximo é deus, pai, filho, irmão ou qualquer outro grau de parentesco. Portanto, antes de criticar esse texto, ou atacar quem o escreveu, reflita sobre essa condição paradoxal entre dar a própria pelos outros, sem ser deus, ao mesmo tempo em que vê seus direitos preteridos em nome da coletividade, (aumento salarial, direito de greve, periculosidade, adicional noturno, FGTS, aposentadoria por tempo de serviço). 
                 Policial é trabalho ou sacerdócio?