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domingo, 13 de maio de 2012

MILITARES ACUSADOS DE LIGAÇÃO COM TRÁFICO E AGIOTA, EXTORSÃO E DESVIO DE COMBUSTÍVEL: Corregedoria da PMES inocenta tenente e pede a expulsão de soldado

Em maio de 2011, a Corregedoria Geral da Polícia Militar abriu Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar denúncias, anteriormente investigadas numa sindicância feita no âmbito do 2° Batalhão (Nova Venécia), contra um tenente e um soldado. Ambos eram acusados, praticamente, de cometer crimes como o de ligação com traficante e agiota, extorsão e desvio de combustíveis, dentre outros.

A conclusão, entretanto, foi diferente para os dois: para o tenente Antônio Ednis Bergamin Júnior, a Corregedoria pediu à Vara da Auditoria da Justiça Militar autorização para novas diligências, além de inocentar o oficial na maioria das acusações. Já o soldado Wellington Charles Rocha Viana, a Corregedoria mandou para o Conselho de Disciplina, pedindo a sua expulsão da PMES.

A sindicância aberta no 2° BPM para investigar o soldado Charles e o tenente Bergamin chegou a desaparecer por algum tempo na Corregedoria Geral da PM, em Vitória. Reapareceu depois que este Blog publicou reportagem, com base em uma cópia obtida com policiais militares ligados à própria Corregedoria,  informando sobre a conclusão da sindicância.

O Blog do Elimar Côrtes publicou reportagem sobre o assunto em 11 de fevereiro de 2011. Em maio, a Corregedoria entrou em ação. Inclusive, ouviu depoimento do titular deste Blog, Elimar Côrtes, para tentar saber quem forneceu ao jornalista a cópia do resultado da sindicância feita no 2° BPM.

Ao soldado Charles, foram atribuídas às seguintes acusações:

1) De ser usuário de drogas ilícitas;

2)De vender drogas utilizando a viatura policial;

3)De vender informações privilegiadas das ações policiais a traficantes de drogas ilícitas, indicando data/horário de Operações Policiais que visavam a repressão a este tipo de delito;

4) De exercer a atividade policial fardado em certa ocasião mantendo com apenas uma munição no tambor do revólver, vez que as demais munições sob sua cautela teriam sido trocadas por drogas ilícitas;

5) De que teria sido vítima de overdose de cocaína provocada pelo consumo excessivo de drogas, que resultou na sua internação no Hospital Maternidade Nossa Senhora Aparecida, em Montanha, em 24 de julho de 2007;

6) De ter, em novembro de 2007, junto com outro soldado, invadido uma residência na localidade de Vinhático, em Montanha, para cobrar uma dívida de R$ 15 mil para um fazendeiro da região. Na residência, os dois PMs teriam ameaçado o dono da casa que devia dinheiro ao fazendeiro;

7) De realizar cobranças de dívidas de juros para um sargento, que seria agiota.

Charles foi considerado culpado. O Boletim Geral da PM n° 009, de 8 de março deste ano, designa o major Evandro Teodoro de Oliveira para presidir o Conselho de Disciplina que vai decidir o futuro do soldado Charles, que poderá ser expulso a qualquer  momento.

Segundo o Aditamento Reservado do Boletim Geral da PMES n° 12, o oficial encarregado de investigar o tenente Bergamin, o tenente-coronel Marcos Assis Batista, comandante do 13° Batalhão (São Mateus), concluiu que Bergamin não cometeu nenhum dos 13 crimes a que foi acusado pela sindicância. Continue lendo no Blog do Elimar Côrtes

sábado, 10 de março de 2012

A quem interessa uma crise militar?

Por Silvia Palacios

A tensão criada entre a cúpula do Governo Federal e o comando das Forças Armadas, em torno do rumo a ser tomado pela denominada Comissão da Verdade, não pode ser entendida apenas sob a visão estreita de que se tratariam dos desdobramentos de um passo necessário para que o País acerte as contas com a História.

Em realidade, essa insistente investida dos setores ideológicos radicais, encastelados no Partido dos Trabalhadores (PT) e agremiações políticas congêneres e em uma pletora de organizações não-governamentais (ONGs) com a mesma orientação, que chegaram ao Governo Federal na presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, integra uma campanha de décadas dos centros de poder anglo-americanos contra as instituições dos Estados nacionais ibero-americanos, em especial, as suas Forças Armadas. Agora, o objetivo imediato é provocar uma reorientação da política externa brasileira, de forma a realinhá-la com os EUA e abandonar o processo de uma diplomacia independente em relação à integração da América do Sul e ao Oriente Médio. É com esse pano de fundo que vem sendo exacerbado o tema dos direitos humanos, quase às vésperas da visita da presidente Dilma Rousseff aos EUA. 

O mais preocupante é que esse tipo de acomodação às pressões externas têm determinado uma série de decisões estratégicas no País, como se viu em diversas oportunidades, nos governos anteriores, tais como nos casos das delimitações de grandes reservas indígenas e da draconiana e restritiva política ambiental nacional.

Nesse empenho, se insere a militância ostensivamente assumida por representantes da mídia, como é o caso da jornalista Míriam Leitão, das Organizações Globo, notória representante dos interesses anglo-americanos no País.

É possível que nem a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes, nem sua colega de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci, se deem conta desse fato, quando proclamam as suas diatribes contra as Forças Armadas e insistem em vocalizar as demandas da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) contra a Lei da Anistia, a forma institucional encontrada pelos brasileiros, ao final da década de 1970, para se reconciliarem os interesses nacionais.

Diplomacia dos direitos humanos

Não obstante, o fato é que os temas dos direitos humanos, proteção ambiental, questões indigenistas e fundiárias e "igualdade racial", têm sido intensamente manipulados pelos centros de poder anglo-americanos, como parte de sua agenda "globalista" de enfraquecimento das instituições dos Estados nacionais soberanos, dentro do igualmente utópico conceito de um mundo "pós-westfaliano", no qual um papel crescente vem sendo atribuído a entidades como as ONGs, que, supostamente, representariam melhor as demandas das sociedades. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

MILITAR É PRESO POR TRÁFICO EM JABOATÃO DOS GUARARAPES - PE

Um recruta do Exército foi preso em flagrante com 23 papelotes de cocaína em Prazeres, Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. O jovem de 19 anos foi detido em uma abordagem de rotina da Polícia Militar na Rua 13 de Maio, na noite deste sábado (19).

A droga estava no bolso do suspeito, que estava acompanhado de um menor de 14 anos. De acordo com a polícia, o adolescente foi liberado em seguida.

O recruta foi levado para a Delegacia de Prazeres, onde foi autuado por tráfico de entorpecente. Ele foi transferido para o 14º Batalhão de Infantaria e pode ser desligado do exército para responder por tráfico de drogas.
 
Fonte: g1.com/pe

domingo, 20 de novembro de 2011

SUBTENENTE MORRE NO TAF EM CAMPO GRANDE

Militar morre ao fazer teste de aptidão física na Capital

LAíS CAMARGO

Na manhã desta quinta-feira (17 de novembro de 2011), o subtenente da 9ª Região Militar, em Campo Grande, Wildson Câmara dos Santos morreu de "mal súbito" ao fazer o teste de aptidão física (TAF). Aos 43 anos de idade, o subtenente fazia atividades físicas obrigatórias de segunda a quinta-feira e era atleta. Pai de dois filhos, Wildson era natural de Natal (Rio Grande do Norte), onde será sepultado.

Segundo informações do Tenente Coronel Ocampos, da 5ª seção, o teste de aptidão física é realizado três vezes por ano e, a julgar pela patente de Wildson, ele já havia passado várias vezes pela bateria de exercícios de corrida, abdominais e flexões. Ele não registrou hipertensão em nenhum dos testes e assim que se sentiu mal foi atendido no local e levado para o Hospital Militar. O hospital não concluiu o laudo da morte.

CORREIO DO ESTADO

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Justiça comum deve julgar crime de militar contra militar fora de serviço


Crime cometido por militar contra militar, ambos da ativa e fora de serviço, por motivos sem vinculação com a função militar, deve ser julgado pela Justiça comum, por meio do Tribunal do Júri. A conclusão é da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao negar habeas corpus a um policial militar acusado de matar um bombeiro militar, por causa de dívida.

Segundo a denúncia, o crime foi praticado por vingança, “motivo torpe”, após a vítima ter cobrado uma dívida do irmão do réu, referente a um serviço de segurança. Após o recebimento da denúncia, foi confirmado o Tribunal do Júri para o julgamento do caso. A defesa alegou, em preliminar, a incompetência da Justiça comum, mas o argumento não foi aceito pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

“Malgrado o crime ter sido cometido por militar contra vítima integrante do quadro de corpo de bombeiros, a conduta foi praticada quando não estavam em serviço, não havendo vinculação com a função militar. Por esta razão, afastou-se a competência da justiça castrense”, asseverou o TJRJ. A defesa impetrou habeas corpus, com pedido de liminar, no STJ. Requereu que o processo não fosse incluído na pauta do Tribunal do Júri, até o julgamento final do habeas corpus.

Em parecer, o Ministério Público Federal opinou pela concessão da ordem, afirmando que crime cometido por militar em atividade deve ser regido pelo artigo 9º, II, “a”, do Código Penal Militar. No entanto, a Quinta Turma denegou a ordem em decisão unânime.

Para a ministra Laurita Vaz, relatora do caso, a tese defendida pela defesa encontra-se em direção oposta ao entendimento da Terceira Seção, que é firme no sentido de que compete ao Tribunal do Júri o julgamento de homicídio praticado por militar contra outro militar, ambos fora do exercício de suas funções. “Ademais, apresentando o delito motivação alheia às atividades militares, resta afastada a incidência do artigo 9º do Código Penal Militar”, concluiu a relatora.

Do portal do Superior Tribunal de Justiça