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terça-feira, 24 de março de 2015

Candidato ao curso de formação da PM morre durante teste físico

A entrada do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças, em SulacapUm candidato ao Curso de Formação da Polícia Militar do Rio morreu, na tarde desta segunda-feira, após passar mal durante o exame físico que era realizado nas dependências do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap), em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. Diego Rodrigues de Queiroz, de 29 anos, chegou a ser levado para a UPA de Realengo, mas não resistiu.

De acordo com a assessoria de imprensa da PM, Diego passou mal quando participava da “corrida de 12 minutos", e precisou de atendimento. A equipe de paramédicos do Grupamento Especial de Salvamento e Ações de Resgate (GESAR) estava acompanhando os testes, prestou os primeiros socorros e conduziu o rapaz numa ambulância até a UPA. Ainda segundo a assessoria, o comandante do Centro de Recrutamento e Seleção de Praças (CRSP), tenente-coronel Roberto Bandeira de Melo, informou que o candidato havia apresentado atestado médico comprovando estar apto para a execução da atividade física prevista no edital.  Continue lendo jornal Extra

repórter Carolina Heringer 


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Morre aspirante da Marinha que passou mal em treinamento no Rio (por isso o militarismo deve ser questionado)


ean Maroto Sousa estava na UTI do Hospital Naval Marcílio Dias
O aspirante a oficial da Marinha Jean Caleb Maroto Sousa, de 22 anos morreu ontem (24) à noite no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio, onde estava internado desde o último dia 8 deste mês, um dia depois de passar mal durante treinamento na base do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha do Governador.


Jean cursava o 3° ano da Escola Naval. No dia da instrução, ele e o também aspirante Vinícius da Silva Cunha, de 22 anos, tiveram problemas respiratórios após participar de um treinamento em que precisavam atravessar um túnel de cerca de 3 metros de comprimento com a presença de fumaça.

A Marinha informou, em nota, na ocasião, que “o exercício em questão é regular e faz parte da prática profissional naval, prevista no programa de ensino da Escola Naval, tendo sido cumprido pelos demais 32 aspirantes fuzileiros navais sem incidentes”.

Em comunicado, por meio do Comando do 1º Distrito Naval, a Marinha informou a morte do militar, na noite desse sábado. Apesar de toda a atenção médica dispensada, desde o imediato atendimento no local do exercício até os cuidados especializados recebidos no Hospital Naval Marcílio Dias, a morte foi constatada às 19h35.


"Reitera-se que as circunstâncias do fato estão sendo devidamente apuradas por meio de inquérito policial-militar já instaurado". A nota não informa o local, o dia e a hora do enterro.


O presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Wadih Damous, disse que a morte do aspirante em treinamento é “inaceitável”. Ele lembrou que esta não é a primeira vez que um jovem acaba morrendo em decorrência de treinamento em academia militar e que é preciso “reformar” a formação das Forças Armadas.


“Claro que o treinamento militar pressupõe condições rudes e duras, requer uma série de habilidades e condições físicas de quem pleiteia seguir carreira militar, em contexto diferente daquela da vida civil. Agora, não pode chegar ao ponto de causar danos à integridade física dos recrutas, muito menos a morte”, declarou, em entrevista à Agência Brasil.

Wadih também defendeu uma investigação criteriosa do Ministério Público Federal (MPF). “Não se pode exigir do ser humano, mesmo daqueles que pretendem ser soldados, um esforço maior do que aquilo que seu corpo pode dar. E é o que acontece nesses treinamentos”.