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domingo, 20 de maio de 2012

Segurança Pública em SP: uma engrenagem de mortes e impunidade…Elegeram os culpados pelos ataques do PCC

Mudanças no alto escalão da Secretaria de Segurança Pública e na Polícia Militar, denúncias de corrupção e histórias novelísticas, algumas delas desvendadas em capítulos pela mídia nos últimos meses, expuseram parte da estrutura dos governos tucanos – há 17 anos no Palácio dos Bandeirantes – que reforçou a violência policial e a impunidade como características de políticas do Estado. A reportagem é de Fábio Nassif.

Fábio Nassif

São Paulo – Um dos episódios mais bárbaros de violência policial da história do país completa 20 anos no próximo dia 2 de outubro. O Massacre do Carandiru aconteceu na véspera das eleições municipais paulistanas que elegeram Paulo Maluf (antes PDS, agora PP) como prefeito. Era um momento em que a violência era escancaradamente defendida como política pública de segurança ilustradas pelo mantra malufista “Rota na rua”. Só naquele ano, a polícia matou cerca de 1400 pessoas. Ao mesmo tempo que é um exemplo de violação dos direitos humanos praticado pelo Estado, Carandiru é também um caso emblemático de impunidade. Apenas uma pessoa foi condenada até hoje, dentre todos os policiais que invadiram o presídio e mataram mais de cem presos à sangue frio.

O tempo passou sob o governo do PSDB. Em 2006, o governo tucano de Geraldo Alckmin selou de vez o compromisso do Estado com os setores mais violentos da polícia, ao jogar para debaixo do tapete centenas de mortes cometidas por policiais durante confronto com o PCC, a maioria delas com marcas evidentes de execução. A maioria dos assassinatos ocorreu nas periferias da cidade de São Paulo e na Baixada Santista.
Foram os mesmos personagens que se moveram na cena policial nos dois episódios e em outros de menor notoriedade, mas que expõem a polêmica relação das polícias com o crime organizado. Vários personagens envolvidos nesses casos permanecem ligados entre si, presentes e poderosos na vida política.


Mudanças no alto escalão da Secretaria de Segurança Pública e na Polícia Militar, denúncias de corrupção e histórias novelísticas, desvendadas em capítulos pela mídia nos últimos meses, expuseram parte da estrutura dos governos tucanos – há 17 anos no Palácio dos Bandeirantes – que reforçou a violência policial e a impunidade como características do Estado.

Do Carandiru ao PCC As políticas de segurança eram centrais na gestão do governador Luiz Antônio Fleury Filho (PMDB, 1991-1994). O decreto 33.134, pelo qual as unidades prisionais deixaram de ser responsabilidade da Secretaria da Justiça e passaram para a área de Segurança Pública, data do primeiro dia de seu governo, 15 de março de 1991. A “militarização” do sistema prisional estava longe de ser conflitante com a personalidade do governador do Carandiru, cuja origem era o Ministério Público: no governo anterior, de Orestes Quércia (PMDB, 1987-1991), Fleury ocupava a Secretaria de Segurança Pública. 

Posteriormente, em 1993, depois do Massacre do Carandiru, foi criada a Secretaria de Administração Penitenciária. Nesse período, prevaleceu como política de segurança o encarceramento em massa, expressa na maior curva de crescimento na história, até os anos 2000. Junto com isso, o Estado viu também, depois do massacre realizado pela PM no Carandiru, nascer o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Existem várias versões acerca do momento exato do surgimento do PCC. Mas nenhuma delas contesta o fato que este teve como mote, inicialmente, responder às políticas prisionais do Estado e ao mesmo tempo estabelecer normas de convivência entre os presos. Essa articulação nos porões do sistema penitenciário sempre foi sustentado pela chamada economia do crime, principalmente o tráfico de drogas.Continue lendo no FLIT PARALISANTE

sexta-feira, 27 de abril de 2012

SÃO PAULO: PM LANÇA EDITAL DE CONCURSO PARA SOLDADO COM 1.160 VAGAS


A Polícia Militar do Estado de São Paulo divulga a publicação de edital para o preenchimento de 1.160 (um mil, cento e sessenta) cargos de Soldado masculino e feminino, mais os que vierem a existir, obedecendo aos critérios da conveniência e oportunidade da Administração Pública. Vencimentos iniciais no valor de R$ 2.242,38 (dois mil duzentos e quarenta e dois reais e trinta e oito centavos).

O Edital deve ser consultado no Diário Oficial do Estado (D.O.E.) - Nº 78, de 25 de abril de 2012, Executivo I, página 188, no site www.policiamilitar.sp.gov.br (seção concursos) ou no site www.vunesp.com.br.

Neles encontram-se todas as informações sobre a realização do concurso. É importante que o candidato leia atentamente todo o edital.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES:
1. O candidato escolherá onde realizará a Prova Escrita (Partes I e II), dentre 11 (onze) municípios do Estado: Araçatuba, Bauru, Campinas, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo e Sorocaba.
As demais etapas serão realizadas exclusivamente na cidade de São Paulo.
2. O concurso será de Provas e Títulos, composto das seguintes etapas:
a. Prova Escrita (Partes I e II);
b. Prova de Condicionamento Físico;
c. Exames de Saúde;
d. Exames Psicológicos;
e. Investigação Social;
f. Análise de Documentos e Títulos.


REQUISITOS PARA INGRESSO
a. ser brasileiro;
b. contar, no mínimo, com 18 (dezoito) e, no máximo 30 (trinta) anos de idade;
c. ter concluído o ensino médio ou equivalente;
d. estar em dia com as obrigações eleitorais;
e. estar em dia com as obrigações militares;
f. ser habilitado para a condução de veículo motorizado entre as categorias "B" a "E";
g. ter boa conduta social, reputação e idoneidade ilibadas e não registrar antecedentes criminais;
h. não ter respondido e não estar respondendo a processo administrativo cujo fundamento possa incompatibilizá-lo com a função policial-militar, se agente público;
i. ter, no mínimo, descalço e descoberto, 1,65m (um metro e sessenta e cinco centímetros) de altura, se homem e 1,60m (um metro e sessenta centímetros) de altura, se mulher.

PROCEDIMENTOS PARA INSCRIÇÃO
As inscrições deverão ser realizadas somente pela INTERNET, no site www.vunesp.com.br, no período de 02 a 23 de maio de 2012.
O valor da inscrição será de R$ 50,00 (cinquenta reais) e poderá ser pago em qualquer agência bancária.

REDUÇÃO DO VALOR DA TAXA DE INSCRIÇÃO
O candidato terá direito à redução de 50% do valor do pagamento da taxa de inscrição, nos termos da Lei Estadual nº 12.782, de 20 de dezembro de 2007, desde que cumpridos, cumulativamente, os seguintes requisitos:
a. seja estudante regularmente matriculado em uma das séries do ensino médio, curso pré-vestibular ou curso superior, em nível de graduação ou pós graduação; e
b. perceba remuneração mensal inferior a 2 (dois) salários mínimos, ou estiver desempregado.
A solicitação da redução do valor da taxa de inscrição deverá ser feita ANTERIORMENTE à inscrição do candidato, nos dias 03 e 04 de maio de 2012. Demais procedimentos verificar no edital.
CALENDÁRIO:
1. De 02 a 23 de maio de 2012: Período das inscrições;
2. 03 e 04 de maio de 2012: Solicitação da redução do valor da taxa de inscrição;
3. A partir de 15 de maio de 2012: Publicação das solicitações deferidas.

MAIS INFORMAÇÕES:
Disque PM 0800.555.190
Disque VUNESP 3874.6300
Fundação VUNESP - www.vunesp.com.br

Fonte: POLICIALBR

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Em protesto, Anonymous invade site da PM paulista

São Paulo – O site da Polícia Militar de São Paulo foi alvo de uma invasão do grupo de hackers Anonymous, que publicou uma mensagem de protesto no site da PM.


A polícia paulista está no centro de uma polêmica desde que contratos de tecnologia da PM passaram a ser questionados pelo Ministério Público e por deputados de oposição ao governo do PSDB na Assembleia Legislativa de São Paulo.

De acordo com os denunciantes, houve direcionamento em licitações para a compra de softwares usados na gestão de dados da PM. UM grupo de deputados também questiona a aquisição de tablets 3G pela polícia que, na avaliação desses parlamentares, não funcionariam corretamente.

Em resposta, o governo paulista suspendeu temporariamente a compra de softwares. O governador do Estado, Geraldo Alckmin, defendeu o comando da PM, mas disse que todas as denúncias serão investigadas.

Agora, o grupo de ciberativismo dispara uma ação contra a polícia, publicando uma mensagem em sua página na web. No texto, o grupo não faz acusações diretas, mas apenas críticas genéricas contra a “opressão, corrupção e pobreza”.

Veja abaixo a íntegra da mensagem publicada pelo grupo na página da polícia. No mesmo link, há um vídeo do YouTube em que aparecem políticos já acusados de desvios éticos, como o ex-presidente José Sarney e o deputado federal Paulo Maluf.

“Olá Povo Brasileiro, permitam-me introduzir-me a vocês como Anônimo. E apenas como Anônimo, pois não sou mais do que uma ideia, uma ideia de um mundo livre, sem opressão e pobreza e que não é comandada pela voz tirânica de um pequeno grupo de pessoas no poder.

Um mundo onde o verdadeiro propósito e prioridade é viver em liberdade sem ser restringido por regimes corruptos e governado apenas pela sede de lucro e poder. Talvez você já tenha ouvido falar de mim.

Nós não desejamos ameaçar o jeito de viver de ninguém. Nós não desejamos ditar nada a ninguém. Nós não desejamos aterrorizar sua população. Anonymous já esta e sempre esteve entre ela. Anonymous é a voz de cada oprimido sem rosto dentro deste país, nós estamos em todos os lugares, vocês nos veem todos os dias, quando andam na rua observando vocês, observando os erros dos seus governantes e a corrupção crescer a cada dia.

Não toleramos corrupção!”

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Secretário suspende compras de antenas e softwares da PM de SP

Governador Geraldo Alckmin usa tablet que deveria auxiliar o trabalho da Polícia Militar de São Paulo
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, determinou a suspensão de todas as compras da PM na área de Tecnologia de Informação feitas desde dezembro de 2011.

PM de SP paga R$ 25 milhões por tablets que funcionam mal

Segundo o secretário, a decisão ocorreu após "uma série de comentários" e de um relatório apontar direcionamento para compra das antenas e dos tablets. Na lista de compras atingidas estão duas das maiores licitações da PM, que envolvem compras de antenas repetidoras de rádio e de 36 softwares para a inteligência.

A determinação não atinge a compra dos 11.750 tablets por R$ 25 milhões --ela foi feita em 2010. A Folha revelou ontem que os aparelhos não funcionam direito e que chegaram a ser usados sem autorização da Agência Nacional de Telecomunicações.

A PM não se manifestou oficialmente ontem sobre as declarações do secretário.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

SP: polícia relata mau funcionamento em tablets de R$ 25 milhões

Comprados para auxiliar a Polícia Militar a registrar ocorrências online, 11.750 tablets apresentam problemas de funcionamento, de acordo com relatório produzido pelos próprios policiais e enviado à Assembleia Legislativa. De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira, os aparelhos utilizam tecnologia GSM, anterior à 3G dos celulares comuns, e "não conversam" bem com a rede da operadora Vivo, que fornece à corporação paulista os chips de conexão ao preço de R$ 30 mensais a unidade - um total aproximado de R$ 4,2 milhões por ano.

Ainda segundo informações da publicação, os tablets foram comprados pela PM após uma licitação realizada em novembro de 2010, por R$ 25 milhões, em negociação que foi bastante comemorada pelo governador Geraldo Alckmin à época. A empresa vencedora foi a Neel Brasil Tecnologia, que já enfrentou problemas anteriormente por fornecer GPSs ilegais (sem homologação da Agência Nacional de Telecomunicações) à Guarda Civil.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Comandante da Polícia Militar de São Paulo deixa cargo


Coronel Álvaro Batista Camilo entregou cargo nesta segunda-feira (2). Ele ficou no posto por quase três anos; motivo da saída não foi anunciado. 


 O comandante da Polícia Militar do Estado de São Paulo, coronel Álvaro Batista Camilo, deixou o cargo no início da tarde desta segunda-feira (2). Em nota enviada pela corporação, o coronel disse que entregou o cargo ao governador Geraldo Alckmin e que agradece a “fundamental colaboração” ao seu comando. 
O coronel encerrou a nota dizendo que “foi um orgulho e grande privilégio comandar uma instituição da grandeza de São Paulo”. Não há informações sobre a motivação da saída do cargo. 

Ele havia sido nomeado para o posto em 16 de abril de 2009. Em sua posse, o então governador José Serra, que é palmeirense, brincou dizendo ter hesitado em deixar o comando da PM com um corintiano. No evento, ele afirmou ter como meta combater "desvios de conduta" e "modernizar" a corporação. 

Foi sob o comando de Camilo que a Polícia Militar fechou convênio com a Universidade de São Paulo (USP) para monitoramento do campus. A medida gerou protestos de estudantes, que ocuparam prédios da universidade. 

Críticas recentes à PM 
 O coronel deixa o comando da PM meses após críticas à ação da corporação na desocupação do bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos. Imagens mostraram a agressão de policiais contra moradores. À época, Camilo disse ao G1 que determinou a abertura de uma investigação. 

Neste mês, a PM foi questionada sobre a atuação no caso da briga entre torcedores de Palmeiras e Corinthians. Camilo disse que a corporação faz o monitoramento das torcidas nas redes sociais, negou falha e afirmou que uma equipe da Polícia Militar estava na região onde houve o confronto e acionou o reforço rapidamente.

SITE: G1 

quinta-feira, 29 de março de 2012

PM SP DESCOBRE PLANO DE SEQUESTRO AO APRESENTADOR JOSÉ LUIZ DATENA

Investigação da PM descobre que Datena seria sequestrado

O crime aconteceria entre às 20h30 e 21 horas, na rodovia Castelo Branco, entre os municípios de São Paulo e Osasco


JORGE RODRIGUES/CARTA Z/ARQUIVO


Através de investigação nas redes sociais a Polícia Militar de São Paulo, descobriu que criminosos planejavam sequestrar o apresentador da Rede Bandeirantes José Luis Datena na noite desta quarta-feira (28). O crime aconteceria entre às 20h30 e 21 horas, na rodovia Castelo Branco, entre os municípios de São Paulo e Osasco, trajeto que o jornalista faz quando deixa seu trabalho.
 
O apresentador foi alertado. Ele está tomando providências para deixar sua família protegida. As informações são do colunista Flávio Ricco.

Fonte: Blog do Cabo Fernando

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Associação da PM paulista faz protesto por melhorias e em apoio à greve na BA

Principais sindicatos da categoria, porém, não compareceram; grupo também pede aprovação da PEC 300

SÃO PAULO - Associações de policiais militares e seus familiares fizeram na manhã desta quarta-feira, 8, a primeira manifestação da categoria depois da greve na Bahia e dos protestos que já ameaçam greve em oito Estados brasileiros. O evento, realizado em apoio ao movimento dos militares baianos e para reivindicar melhorias salariais em São Paulo, ocorreu na Avenida Tiradentes, nas esquinas entre os quartéis da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e o Comando Geral da PM.

Faixa dos manifestantes apoia greve da PM baiana
Durou três horas, contou com cerca de 150 participantes, que levaram faixas com frases de efeito. Em uma delas, em resposta a autoridades federais que afirmaram ter reservado celas para as lideranças baianas, afirmavam que as vagas em presídios tinham que ser reservadas aos "corruptos do Governo Federal".

As principais entidades de cabos, soldados, sargentos, subtenentes e oficiais da PM não compareceram. Estavam no movimento a Associação de Praças da Polícia Militar de São Paulo, Associação de Policiais Civis, Militares e Funcionários Públicos do Brasil (Asbra), além de grupos de familiares e outras pequenas entidades. "Isso não significa que o movimento não seja importante, mesmo porque na Bahia o movimento começou com lideranças de associações com poucos associados", afirmou o deputado estadual Major Olímpio Gomes (PDT), presente à manifestação.

Na parte da tarde, um pequeno grupo foi ao diretório executivo do PT, no centro, para pressionar pela votação no Congresso Nacional da PEC-300, favorável à criação de um piso nacional para as Polícias Militares do Brasil. "Nossa categoria arrisca a vida em defesa dos cidadãos e ganha salário de fome", diz o subtenente Clóvis de Oliveira, idealizador da PEC-300, apresentada pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB).

O presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM de São Paulo, cabo Wilson Morais, que representa 60 mil oficiais, disse que a manifestação não significa que a categoria esteja disposta a entrar em greve. "No ano passado, percorri 20 quartéis. Claro que os policiais estão descontentes com o salário. Mas encontrei só um disposto a entrar em greve. Os soldados paulistas sabem que o maior prejudicado com a greve é a população".

As lideranças paulistas que estiveram no movimento viajam nesta quinta-feira, 9, ao Rio de Janeiro para participar para a Assembleia dos Policiais que ocorre às 18 horas.