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Frase de Ruy Barbosa

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domingo, 3 de junho de 2012

Mais de 140 MIL assinaturas no site do Senado pedem aumento para as Forças Armadas


"Se o Senado não levar isso em consideração alguém poderá dizer que os pleitos dos cidadãos militares tem menos importância do que dos outros cidadãos brasileiros" (Leitor).


Imagine uma fila com milhares de pessoas, em que 26 individuos se acotovelassem para dar um jeito para assinar seu nome em apenas um minuto, ou seja, cada cada um teria que assinar em menos de 3 segundos. Absurdo? Se assustou? Pois é, assim é que anda a “fila virtual” para assinar a proposta de discussão no Senado para avaliar os SALÁRIOS dos militares das Forças armadas. A proposta "apareceu" esta terça na grande rede, inicialmente divulgada por três grandes sites voltados para os militares, sociedademilitar.com, militar.com.br e montedo.blogspot.com, e logo teve enorme aceitação e visibilidade entre os militares das forças armadas.


Desde terça (30/05) as 20:00hs até o dia seguinte (31/05) as 08:30 a lista já tinha recebido mais de 14.000 adesões. Não temos notícia de outra “fila” virtual que tenha corrido tão rápido. Em menos de 48 horas ja contava com cerca de 50.000 assinaturas, alguns assinantes apostaram, pela situação por que passam os militares, que a relação chegaria a mais de100.000 apoios em menos de sete dias, acertaram. Eles também acreditam que se o Senado colocar a proposta em discussão os militares poderão receber um reajuste ainda em 2012.

Todos sabemos que as propostas para reajustes partem do executivo, mas a voz de um grupo tão grande de pessoas não pode ser ignorada e o governo parece que vai ter que discutir a questão no senado, diante dos verdadeiros representantes da sociedade.

O Senado brasileiro possui essa ferramenta interessante, chamada e-representação, ela possibilita a participação e propostas de debates por parte de cidadãos comuns. Observando o portal percebe-se um fato inusitado, a proposta que tem de longe o maior número de adesões é uma solicitação de discussão sobre os salários dos militares. É uma proposta simples, não tão elaborada, logica e inegavelmente direta, feita por uma pessoa comum, provavelmente um inativo. Sem citar leis e referências legais o pequeno texto expressa exatamente o que passam os militares nesse momento.  "Não há aumento há mais de onze anos e a classe se vê obrigada a fazer empréstimo consignado para sobreviver e não passar por privações".

Não é necessario a identificação, porém para que seja válido, por verificação de IP, só pode-se clicar uma vez.


domingo, 28 de agosto de 2011

União prevê reajuste das Forças Armadas em 2012

Pagamento de dívidas judiciais, como os 28,86%, depende, porém, de verba adicional

Rio - Esperado por 568 mil militares ativos, inativos e pensionistas das Forças Armadas, o reajuste dos soldos e pensões no ano que vem ganhou amparo legal e indicação de custeio. O dispositivo está na Lei Orçamentária de 2012, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff e pelos dois ministros “linha dura” da política econômica, Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento). No Artigo 81 da lei, está escrito: “Fica autorizada a revisão da remuneração dos militares ativos e inativos e pensionistas, cujo percentual será definido em lei específica”.A legislação faz uma ressalva que “quaisquer aumento de despesa com pessoal decorrente de medidas administrativas ou judiciais” que não se enquadrem nas exigências previstas em artigos, como o 81, dependerão de créditos adicionais. Ou seja, o governo está disposto apenas em garantir o reajuste aos soldos. Pagar dívidas judiciais, como a dos 28,86% (referentes a erro cometido durante o governo Itamar Franco), dependerá de que uma manobra orçamentária para sair do papel e entrar nos contracheques de quem estava em serviço em 1993.“Falta definir o índice. Já ouvimos falar em 75%, 40% e até em míseros 2,9%. Acreditamos e esperamos os índices maiores”, revela suboficial, reproduzindo o conversas travadas em quartel do Rio.Gasto menor com pensõesO percentual de reajuste dos soldos depende do cenário econômico mundial. Mas estudo em posse do Planejamento revela que recursos podem vir da economia que está sendo feita com os gastos com pensões e inativos. O levantamento aponta que a mudança (e quase extinção) do direito à pensão vitalícia das filhas dos militares acena com redução de gasto e maior margem de aumento de soldos para militares da ativa e da reserva. A sinalização do estudo é que um aumento maior para os soldos não esbarra em gasto contínuo por longo tempo. Antes, o cálculo dos reajustes tinha que levar em consideração que pensão de filhas é paga, às vezes, por até 70 anos.Aumento viria escalonado até 2014 Nas Forças Armadas há ainda outras margens financeiras para o reajuste, entre elas a extinção do direito à transferência para reserva com vencimentos do posto superior e o congelamento, desde 2000, do adicional do tempo de serviço. Trata-se de dois pesadelos dos quartéis que resultarão em soldos maiores. Ante a redução gradual de gastos com pensões e contenção de gastos com inativos, ganha força a ideia de que seja anunciado com o reajuste de 2012 aumento escalonado para os anos de 2013 e 2014. “O aumento tem como argumento as baixas antecipadas. Os pedidos de sargento e até oficiais aviadores”, conta militar da FAB que serve no Rio.
POR MARCO AURÉLIO REIS/ODIA

sábado, 13 de agosto de 2011

Força Militar: Reajuste ainda "sem números"


POR MARCO AURÉLIO REIS

Rio - O ministro da Defesa, Celso Amorim, falou ontem abertamente sobre soldos dos militares das Forças Armadas. Em rápida entrevista à Coluna, Amorim reconheceu a necessidade de discutir reajuste, mas diplomaticamente afirmou que não falaria “em números” porque acabou de assumir a pasta.

Amorim veio ao Rio para passagem de comando da Força de Pacificação que atua nos complexos do Alemão e da Penha. O general Cesar Leme Justo assumiu no lugar do general Carlos Maurício Barroso Sarmento. Foi o primeiro evento público do qual Amorim participou como ministro da Defesa.

Na ocasião, admitiu que terá que avaliar quando as Forças Armadas deixarão apenas com a PM a missão no complexo de favelas. Mas não falou em data, apesar de a previsão inicial ser outubro deste ano.

Perguntado sobre o movimento dos quartéis em torno do aumento da remuneração, expresso publicamente este ano por panelaços das esposas em Brasília e no Rio, Amorim evitou comentários ou avaliações. Fez apenas referência a seu discurso de posse, feito na segunda-feira. Nele, disse não desconhecer “as legítimas aspirações dos militares no que se refere à garantia de condições de vida compatíveis com suas responsabilidades, vitais para toda a nação.”

COMANDANTES FICAM

O ministro Celso Amorim também falou que os atuais comandantes das Forças Armadas estão mantidos. “Nada muda”, afirmou, mesmo sendo forte nos quartéis os comentários que pelo menos um deles pediu para ser substituído este ano.

SOBRE A MESA

A complexa reivindicação remuneratória se traduz em documentos que já estão à disposição de Amorim na Defesa. Neles está a proposta de reajuste parcelado a contar do ano que vem até o fim do mandato da presidenta Dilma.

DILMA, DILMA

Em seu pronunciamento na troca de Comando no Alemão, o primeiro após a posse, ministro Celso Amorim citou o nome da presidenta Dilma Rousseff cinco vezes. Falou de improviso para uma plateia formada quase toda por oficiais do Exército.

COMISSÃO DA VERDADE

No Rio, o ex-chanceler Celso Amorim também afirmou não ver motivo para atraso no trâmite na Câmara do projeto que propõe apurar crimes de violação de direitos humanos no regime militar. “A questão está bem encaminhada”, disse.

fonte: ODIA