A equipe de reportagem da Record foi a uma loja de Magalhães Bastos, na zona oeste, e conseguiu comprar peças do uniforme da Polícia Militar.
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terça-feira, 27 de março de 2012
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Mudanças no Fardamento e Equipamento da Policia Militar: Quem lucra ou já lucrou com isto?

Militares que trabalham na atividade operacional tem demonstrado um enorme descontentamento em relação às seguintes questões envolvendo o fardamento e o colete padrão utilizado no trabalho policial:
I – O colete padrão além de desconfortável, não possui compartimentos para conduzir equipamentos, como rádio HT, lanternas, luvas ou carregadores;
II- A Polícia proíbe a calça de elástico, contudo, o outro modelo de calça dificulta que o militar corra, pule um muro ou realize, outra atividade que exija mobilidade, tais como, uma busca pessoal minuciosa;
III – Os comentários do retorno do boné regulável, em substituição a boina, é visto como um retrocesso, bem como a chamada “farda fina”, para o serviço operacional.
Na verdade, os policiais não entendem por que a polícia Militar não autoriza a utilização de um colete com compartimentos para os equipamentos e, a pirraça em proibir a calça com elástico, em nome de uma disciplina que só dificulta a prestação de serviços.
Será que é, para forçar os militares a adquirirem estes equipamentos para desovar estoques de alguém, antes da mudança definitiva, que está sendo planejada?
Por fim, os militares esperam que, desta vez, as anunciadas mudanças no fardamento não tenham apenas o condão de enriquecer, ainda mais, grandes empresários do setor e tragam, de forma definitiva, um fardamento confortável e adequado com o trabalho policial.Continue lendo no Blog do Coronel Mendonça:>>>>>>>>>sexta-feira, 26 de agosto de 2011
No país da Copa: Rio > Sem fardas, policiais têm a formatura adiada pela PM
A sexta-feira passada, dia 19, deveria ter sido de felicidade para cerca de 500 alunos da primeira turma a começar o curso do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap) da Polícia Militar (PM) este ano. A expectativa de que a formatura acontecesse naquele dia foi frustrada pela falta de fardas. Pelo regulamento, os uniformes deveriam estar com os futuros soldados desde 31 de janeiro, primeiro dia de aula. O atraso na cerimônia de conclusão pode comprometer os planos de criar novas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), já que os recém-formados devem ocupar esses postos nas comunidades.
Os alunos chegaram a pensar em comprar as fardas.
— Eu não gastaria um centavo para comprar a farda para a formatura, pois é obrigação do Estado fornecê-la — disse um dos alunos, cuja identidade foi preservada.
A proposta foi rejeitada também pela maioria na comunidade do site de relacionamentos Orkut intitulada "PMERJ concursos CFSd".
A PM confirmou que a formatura aconteceria no dia 19, mas ainda não escolheu a nova data. A corporação também informou que as fardas não foram entregues devido a problemas na licitação para a compra das roupas. Ainda segundo a corporação, o cronograma do curso está sendo seguido.
No rígido código que regula a conduta militar, o zelo pelo uniforme é importante. Botas engraxadas e roupas passadas e arrumadas são essenciais, podendo provocar detenção em caso de não cumprimento das normas. Para contornar a falta de material, o Cfap determinou que os alunos deveriam usar calças jeans azuis e camisetas brancas, que ganharam o apelido de "bichoforme".
— O pior é que tivemos que comprar as camisas e as calças — disse outro aluno, que não quis se identificar.
Aumento da demanda
Atrasos na entrega das fardas e no pagamento dos alunos do Cfap podem ser reflexos do aumento da demanda por novos policiais, acreditam especialistas em segurança pública. Por causa do programa das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), a PM espera colocar 2.500 novos policiais nas comunidades e nas ruas até o fim do ano, segundo o coronel Íbis Silva Pereira, porta-voz da corporação.
De acordo com o consultor de segurança Paulo Storani, ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM, a questão é que a administração pública não consegue agir de forma tão rápida quanto a iniciativa privada. Assim, quando há algum problema no meio do caminho, o tempo de resposta é sempre mais lento.
— Se você tem uma empresa e precisa comprar algo, faz o pagamento e pronto. No caso do governo, há todo um rito que precisa ser seguido, desde a liberação da verba até a escolha da empresa, por meio de licitação — declarou Storani.
Djalma Oliveira e Mario Campagnani
Jornal Extra.globo.com
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