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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A queda de ministros x modelo político e os aperitivos da felicidade

           Artigo blog No Q.A.P
           Por Marcelo Anastácio

          Com menos de nove meses de governo, a presidente Dilma Rousseff perde o quinto ministro. Está claro que o modelo político brasileiro é arcaico, ultrapassado e o pior de tudo viciado. Primeiro pela quantidade de ministérios escolhidos: 37. Qual a governabilidade com essa quantidade toda de ministros? Talvez tenham sido criados, não pela necessidade real dos ministérios, mas, pela falta de "galhos" capazes de satifazer a todos os apoiadores.

           Os ministros não deveriam ter sido escolhidos pela presidente e sua equipe? Quais foram os critérios para a indicação: políticos, competência, experiência? A idoneidade não foi levada em conta? Isso demonstra mais uma vez o quão atrasado é o nosso sistema político. Os partidos não têm conteúdo programático; ao contrário têm apenas o interesse pragmático de obter vantagens financeiras, exercer o tráfico de influência e por conseguinte fazer as barganhas. A isso eles dão o nome de política. É óbvio que no Brasil não há política de governo, não se projeta a longo prazo. Não há planejamento, cumprimento de metas, etc. Tudo isso fica no campo da utopia, no sonho dos idealistas. De concreto, os partidos buscam apenas o poder, pelo poder, e não para através deste mudar, fazer as reformas estruturais que o país precisa.

          Em 1993 perdemos a oportunidade de escolher um novo modelo político, talvez o mais coerente e combativo com o tipo de político brasileiro: o parlamentarismo, no qual escolheria-se um primeiro ministro, e qualquer denúncia contra algum deputado, após direito de defesa, o afastamento seria menos burocrático.

          O povo continuará refém, as vezes com algumas sensações de felicidade advindas do carnaval, do futebol, da cachaça. A esperança está nas eleições, é a chance de ganhar uma sacola de feijão, dentadura ou caminhão de terra. Enquanto a maioria dos partidos buscam ocupar espaços....ou pedaços, querem apenas dividir o corte do gado. Só não avisaram aos brasileiros que povo e gado são considerados sinônimos na política do Brasil.

          
foto: AP/G1

quarta-feira, 13 de julho de 2011

PM's x Política: Herói ou subversivo? Contradição em termos...

           Por quê polícia e política não se combinam? Depende do lado em que se vê. Não existe instituição mais política do que as polícias, especialmente a militar. O entrosamento começa nas indicações para o posto maior da PM/BM, que são indicados pelo governador, passando por repasse de verbas das prefeituras para ajudar a custear a manutenção das cidades do interior, que as vezes culmina com a compra de viatura, inclusive por alguns prefeitos. A isso dão o nome de polícia comunitária, pelo bom relacionamento com a sociedade, os órgãos e entidades voltadas à cidadania, inclusive com os Conselhos de Segurança Pública, popularmente conhecidos como CONSEP. Até aí nenhuma novidade, pois é a política institucional, ou seja polícia e política com "P" maiúscula. Portanto esse é um lado da moeda.
           O outro lado é composto por aqueles que fazem política, de maneira independente, não instituicionalizada. Aí é que mora o problema, pois é algo sobre o qual a instituição além de não ter o controle, esta ainda teme que a tropa seja influenciada negativamente, (palavra tão relativa para o exemplo...que é negativo, positivo em se tratando de cidadania, direitos individuais, coletivos?...). Vemos alguns exemplos na história, de militares que pagaram com a vida pelo seu enganjamento, visão crítica e envolvimento político e liderança como Capitão do Exército Carlos Lamarca, Cabo Valério da PMMG. Outros não morreram, mas, padeceram como João Cândido, líder da "Revolta da Chibata" e ultimamente vimos o caso dos Bombeiros do Rio, que foram presos e anistiados pela repercussão negativa que trouxe para o governador do Sérgio Cabral. 
            O que dá hojeriza para muitos é imaginar que alguém que trabalha no estado, (policiais, bombeiros), e tem conhecimento de como funcionam os bastidores possam querer questionar aquilo que, para qualquer leigo seria inquestionável. Para os militares é fato, pela vivência e conhecimento ainda que superficial dos problemas do estado. Por isso eles são tão "caçados" pela administração, que teme que essas chamadas "lideranças negativas possam propagar esses problemas.
            Cabo Daciolo, um dos líderes dos bombeiros cariocas prometeu greve de fome até que a PEC 300 seja aprovada. Sinceramente não sei se terá forças para suportar, mas, com certeza é mais um exemplo clássico de militar que pagaria com a própria vida por acreditar na sua ideologia e defender suas crenças. Todos sabemos que o governo federal tem dinheiro para bancar a diferença salarial. Ora, senão como explicar o projeto "trem bala", o aumento para os 39 ministros e a própria presidenta Dilma, sem falar nos dinheirinhos na cueca, o mensalão, as obras superfaturadas, o enriquecimento ilícito de muitos políticos. Os militares tem certeza da verdade sobre tudo isso, disso eu tenho certeza. Por isso política e PMs são antagônicos...pois, se servimos ao sistema somos "heróis", se lutamos contra ele, nos tornamos subersivos...
          
            Anastácio/blog No Q.A.P