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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Garotos “perderam a conta” dos estupros sofridos por tropas internacionais

GENEBRA – Relatos de crianças de nove anos revelam que as tropas internacionais enviadas à República Centro Africana promoveram estupros quase diários e até mesmo dentro de suas unidades militares, enquanto estavam sob o mandato da ONU para proteger os refugiados em total desespero em Bangui.
Este blog obteve trechos das entrevistas realizadas com as vítimas e que revelam que os crimes não ocorreram apenas de forma isolada. Na semana passada, a ONU afastou um de seus funcionários de alto escalão, Anders Kompass, sob a alegação de que ele entregou documentos confidenciais da investigação para a Justiça francesa, apontando para os responsáveis pelos crimes. Os soldados eram franceses e atuavam sob um mandato da ONU em 2014.
Entre maio e junho do ano passado, uma equipe das Nações Unidas entrevistou seis crianças nos campos de refugiados e que teriam sido alvos de abusos ou testemunhas. O que os relatos apontam é uma vida de terror. Segundo um garoto de apenas nove anos, os estupros contra ele eram frequentes. Em sua explicação, ele revela que “perdeu a conta” das vezes em que foi abusado. Em todas as ocasiões, a situação era parecida. Em troca de comida, ele era obrigado a se humilhar diante do soldado francês.
Os relatos apontam que os abuso ocorria em plena luz do dia. Um deles revelou que foi estuprado em uma rua, enquanto outro garoto contou que dois soldados alternavam entre quem o violentava e quem monitorava o local para impedir que fossem vistos. Continue lendo no Estadão

sábado, 13 de agosto de 2011

Militares da missão da ONU no Haiti abusam de crianças e usam drogas em campo

A Minustah é comandada por militares brasileiros. Até agora não se sabe de que países seriam os acusados, mas uma Comissão de Investigação haitiana, há “má conduta dos capacetes azuis”

A Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), encabeçada por militares brasileiros praticamente desde sua criação, confirmou que há investigações sobre as denúncias de abusos sexuais de crianças envolvendo militares que integram as tropas no país. A denúncia foi feita pela Comissão de Investigação para o Desenvolvimento e Organização de Port Salut.

Alguns integrantes da Minustah teriam entrado em contato com autoridades do governo haitiano e realizado a denúncia contra seus colegas. Segundo a Comissão de Port Salut, existe “má conduta dos capacetes azuis” - expressão utilizada para identificar os integrantes das forças de paz que atuam no haiti -, embora, até o momento, ninguém tenha sido indiciado.

“Há militares envolvidos na prostituição de crianças desfavorecidas, com quem mantêm relações sexuais”, afirmou o representante da Comissão, Emso Valentin. As denúncias,porém, não comprovam se os militares envolvidos são cidadãos do Brasil ou de outros países que fazem parte da Minustah.

“O pior é que tiram fotografias das crianças nuas com os seus telefones [celulares] para mostrar a outros militares”, disse Valentin. “[Há militares] que têm fumado maconha na presença de menores”.

O Haiti é país mais pobre das Américas. Desde 12 de janeiro de 2010, as autoridades haitianas com ajuda da comunidade internacional, tentam reconstruir a região que foi devastada por um terremoto. Os tremores de terra foram responsáveis por cerca de 220 mil mortes, além de destruírem prédios públicos e privados, e provocarem uma desorganização geral na região.

A crise se agravou ainda mais com a epidemia de cólera que tomou conta do Haiti. Até hoje as autoridades do país tentam controlar a doença. Recentemente, organizações não governamentais informaram que aumentou o número de casos de pessoas que passam fome em cidades haitianas

Redação ÉPOCA, com Agência Brasil