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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Observadores da ONU acompanham greve da PM na Bahia

A Organização das Nações Unidas (ONU) mantém representantes e observadores desde os primeiros dias de ocupação da Assembléia Legislativa da Bahia por integrantes dos movimento grevista da Polícia Militar no último dia 31.


De acordo com Eliseu Fagundes, diretor da missão da Federação Brasileira de Direitos  Humanos (FBDH), diversos excessos foram cometidos nos últimos dias. “Quero deixar claro que não estamos aqui apoiando qualquer lado. Queremos contribuir para que não haja um banho de sangue”.


O diretor da entidade revela que há observadores da ONU junto aos manifestantes nas dependências da Assembleia. “O que nos preocupa ainda mais é que lá existem crianças, mulheres e idosos”.


Fagundes ressalta ainda que o método de cortar o fornecimento de água e alimentação também não é aceitável nesta situação. Para ele, diante da situação a que se chegou, deixar as crianças e idosos sem comer pode provocar danos psicológicos desnecessários. Ele argumenta que não é favorável à participação destas pessoas no protesto, contudo, o fato é que a condição agora é essa.


O representante dos Direitos Humanos também se posiciona contrário ao tratamento dado aos manifestantes. No entendimento da instituição não se pode marginalizar trabalhadores que buscam melhorias de condições trabalho através de greve.


Sobre a estratégia dos manifestantes de ocupar espaços públicos, o membro da FBDH diz que ainda que estejam nestas condições não se pode justificar “banho de sangue”.


Ele avaliou o governo baiano como inábil por ter convocado o Exército para conter o protesto. Segundo Fagundes, os policiais não são terroristas, nem estão ameaçando explodir a Assembleia ou ainda colocando em risco o patrimônio público.


“Estamos aqui e vamos continuar acompanhando tudo para garantir a integridade física e psicológica dos envolvidos. Não podemos deixar uma marca tão negativa para a Bahia. Isso não é bom para ninguém”.  


Foto: Gilberto Júnior // Bocão News

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

PEC 300 e a crise internacional

          Editorial do blog No Q.A.P/Anastácio 

          Nesse momento em que policiais e bombeiros do Brasil a cada dia se mostram mais unidos, fazendo pressão para aprovar a PEC 300, que tráz isonomia salarial entre esses profissionais no país, o governo engana, mente, dissimula. E no momento mais do que oportuno, se aproveita da turbulência internacional para justificar o seu engodo. Nada melhor do que uma crise...é o que muitos deles pensam. Porém já havia essa crise quando no início de 2011 esses mesmos políticos se autoreajustaram seus salários em mais de 60%. E daí, não havia crise? O impacto desse aumento não traria danos a economia? A presidente Dilma, mal tinha entrado no governo e já cobiçava o reajuste. Multipliquem senhores 26 mil, fora a verba de gabinete, por mais de 500 deputados...e veja o quanto dá...a educação também sofreu corte no seu orçamento, nas obras da Copa tentaram criar o "sigilo absoluto" para que gastassem infinitamente livres da fiscalização da opinião pública. Agora me vem com essa de "faxina" nos ministérios. Sinceramente, para nós policiais, isso é uma simples contra-inteligência ou contra-informação como queiram. Apagam um escândalo através do fomento de outro. O pior é que não temos oposição! No Brasil tem uns na direita, outros na esquerda do cofre...o povo sempre estará no centro dos cambalachos, atônico, rindo, sambando ou vendo um jogo do Brasil. Esse país está em crise, desde o seu nascimento...crise de identidade. de carácter, moral, ética. Algúem disse um dia: "cada povo tem o governo que merece"...e polícia também...no paradoxo que não é manchete: políticos são eleitos para lutarem contra os anseios do povo.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

PEC 300-RS: Brigada Militar protesta por melhores salários

Sabemos que é uma medida quase desesperada, mas para não sermos presos como foram os "Bombeiros do Rio de Janeiro", apelamos para meios mais tradicionais, mas é a realidade que todos deveriam ver....
O Secretario de Segurança esteve em Santa Rosa, inaugurando mais uma Delegacia da Mulher, preocupado com a Violência Doméstica.
Se o Sr. Secretário estivesse passado por Iraí, talvez pudesse ter visto esse simples protesto, que nada mais é do que expor a forma que o Governo do Estado do Rio Grande do Sul trata seus Policiais, isso sim é uma VIOLÊNCIA, e é praticada contra milhares de famílias ou melhor contra uma  só família, a BRIGADIANA...

Fonte: Noroeste notícias

sábado, 13 de agosto de 2011

Até a ONU apoia a PEC 300: ONU é a favor de aumento dos policiais no Brasil.




Policiais em milícias no Brasil matam por dinheiro, diz ONU

RIO DE JANEIRO (Reuters) – Policiais no Brasil cometem execuções quando estão fora de serviço para complementar a má remuneração, contribuindo para que o país tenha uma das mais altas taxas de homicídio do mundo, afirmou um relatório da Organização das Nações Unidas apresentado nesta segunda-feira.
Segundo Philip Alston, relator especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre Execuções Arbitrárias, Sumárias ou Extrajudiciais, os policiais são inclusive estimulados por seus superiores a procurar um segundo emprego ilegal, na maior parte das vezes com uso da força, para complementar o salário.
“Além das mortes por policiais em serviço, existe um número importante de grupos em todo o Brasil, formados basicamente de agentes do governo que não estão em serviço, que cometem vários atos criminosos, inclusive execuções extrajudiciais”, afirmou Alston no documento, elaborado com base numa viagem de 10 dias pelo Brasil, em novembro de 2007. 

“A motivação para o segundo emprego é bastante clara: a polícia é muito mal paga… Os grupos de extermínio e os grupos de justiceiros são formados por policiais e outros com a finalidade de matar, principalmente em busca do lucro. Tais grupos às vezes justificam seus atos como uma ferramenta extralegal de ‘combate ao crime”‘, acrescentou.


O documento afirma que o Brasil tem mais de 48 mil pessoas mortas por ano vítimas de homicídio, uma das mais altas taxas do mundo. Os últimos dados divulgados pelo governo brasileiro, de 2005, revelam que 43 mil pessoas foram vítimas de homicídio no país naquele ano.


A Secretaria Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça, informou que ainda não decidiu se irá se pronunciar sobre o relatório da ONU.
POLICIAIS MORREM MAIS NAS FOLGAS



Em 2007, quase quatro vezes mais policiais do Rio de Janeiro foram mortos quando estavam de folga do que em serviço –119 mortos de folga e 32 no exercício da profissão–, de acordo com dados do Instituto de Segurança Pública do Estado.

Já em Pernambuco, 70 por cento dos homicídios registrados no Estado são realizados pelos chamados “esquadrões da morte”, formados na maioria por policiais, segundo Alston, que encontrou-se com autoridades e representantes da sociedade em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Brasília durante sua passagem pelo Brasil.
“Esquadrões da morte e grupos de extermínio atuam como justiceiros, usando as execuções como uma técnica de ‘controle do crime’ quando estão fora de serviço, ou operam como assassinos de aluguel para complementar seus baixos soldos”, afirmou o relator da ONU.
Alston apontou como medida para melhorar a situação o aumento de salário na polícia e um controle mais amplo sobre o segundo emprego dos policiais.


“Policiais deveriam receber salários significativamente maiores; quando fora de serviço, não deveriam, em nenhuma circunstância, serem permitidos de trabalhar em empresas de segurança privadas”, afirmou.


Em junho, Alston havia apresentado um relatório preliminar sobre a situação do Brasil no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, e havia criticado as “megaoperações” da polícia do Rio nas favelas.


De acordo com o relator, a polícia matou 25 por cento mais pessoas em 2007 que em 2006 no Estado, onde 18 por cento dos homicídios teriam sido cometidos pela polícia –”matando uma média de três pessoas por dia”.


Na versão final, ele acrescentou: “As atuais políticas estão matando um grande número de pessoas, desperdiçando recursos e fracassando em seus objetivos”.

Segundo o relator, “o escopo das reformas necessárias é assustador, mas a reforma é possível e necessária.”


Por Pedro Fonseca; edição de Alexandre Caverni

Fonte: Comunidade PolicialBR