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sábado, 27 de setembro de 2014

Policial civil é baleado por militar em Uberaba

Um policial civil foi baleado por um militar durante a madrugada deste sábado (27), em Uberaba. O disparo ocorreu após o Civil desobedecer ordem de parada. De acordo com o comandante da Polícia Militar (PM), tenente-coronel Waldimir Soares Ferreira , um vigilante de uma agência bancária, no Centro da cidade, acionou a polícia devido a uma movimentação suspeita próximo ao local.

Soares explicou que duas viaturas foram enviadas a agência. Pouco tempo depois um carro estacionou e um homem desceu e seguiu em direção aos policiais. Como não obedeceu às ordens de parada e fez um movimento brusco, ele foi baleado.
Ainda de acordo com o comandante, o policial civil ferido estava armado. O militar que atirou foi detido em flagrante, mas, liberado sob a alegação de legítima defesa.
O ferido foi encaminhado ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM). A unidade não repassou detalhes do estado de saúde do baleado, mas, informações extraoficiais, apontam que ele não corre risco de morrer.
O delegado regional de Polícia Civil de Uberaba, Francisco Gouvêa, ainda não foi encontrado para comentar o assunto.

domingo, 2 de março de 2014

Acre: Policiais Militares invadem delegacia e libertam sargento que foi preso (por isso apoio a PEC 51)



Policiais militares invadiram na noite deste sábado (1°) a Delegacia Central de Flagrante (DEFLA), no bairro Cadeia Velha, para resgatar um sargento da Polícia Militar, que foi preso após conduzir um condutor suspeito de dirigir embriagado à unidade de segurança pública.
Segundo informações de policiais militares, o sargento identificado como Wendel, teria recebido voz de prisão do delegado Leonardo Santa Bárbara, que perguntou ao motorista conduzido à Defla, por suspeita de dirigir alcoolizado, se ele queria fazer o teste do bafômetro.
O delegado teria ordenado que o sargento PM submetesse o suspeito ao bafômetro, alegando que o condutor tinha o direito de fazer o teste, mas o  militar teria se recusado a proceder o exame, destacando que no momento da abordagem o motorista não aceitou faze-lo.
Mais de 50 policiais militares teriam invadido a delegacia para resgatar o sargento. Uma confusão generalizada tomou conta da unidade após a chegada de um tenente que não teve o nome divulgado. Ele teria regatado o sargento e ordenado que ele se retirasse do local.
Os protagonistas do confronto chegaram a empunhar armas. O delegado informou que iria lançar o episódio no livro de ocorrências da Defla.  Duas guarnições do BOPE é várias viatura de patrulhamento foram estacionadas na frente da delegacia da Polícia Civil.
O delegado Leonardo Santa Bárbara solicitou reforço dos demais delegados. Portas da delegacia chegaram a ser quebradas pela ação dos policiais militares. Uma multidão de curiosos se formou na frente da delegacia, filmando toda a briga de policiais militares e policiais civis.
Os policiais militares fizeram uma reunião e deliberaram que só entregarão os presos em flagrante na unidade, após a saída de Leonardo Santa Bárbara, dos plantões da Delegacia Central de Flagrante. Segundo o delegado Alcindo Júnior, foi dada voz de prisão ao sargento por falso testemunho. O delegado afirma ainda que o militar que foi retirado da delegacia é considerado como foragido.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Confronto entre Polícia Militar e Polícia Civil do DF

Por mais que queiram disfarçar as autoridades, existe uma disputa corporativa histórica entre as polícias civis e polícias militares brasileiras. Richa fruto principalmente de um modelo de polícia em que uma corporação depende da outra para exercer seu trabalho, tornando-as organizações deficientes e ineficientes. Como o Estado brasileiro costuma ser um péssimo agregador para a execução de políticas públicas conjuntas, haja vista toda a politicagem e jogo de interesses, as PM’s e PC’s vivem isoladas em suas ilhas, tendo geralmente como discurso acusações contra a co-irmã “responsável pelo mau andamento do serviço policial”.

É aí que de vez em quando surgem casos de embates diretos, e até físicos, entre policiais que deveriam se ocupar de um problema comum. O mais recente caso de irracionalidade deste tipo ocorreu em Brasília, Distrito Federal, quando policiais civis que reivindicavam benefícios classistas juntamente com outras categorias do funcionalismo público federal entraram em confronto com PM’s que realizavam a segurança em frente ao Ministério do Planejamento, local dos protestos:

"Os manifestantes fizeram um enorme protesto em frente ao Palácio do Planalto, onde realizaram o enterro “simbólico” da presidente Dilma Rousseff. Apesar de a previsão inicial ser de a presidente Dilma estar no Planalto, ela acabou transferindo o despacho com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para o Palácio da Alvorada. As manifestações em frente ao Planalto têm sido praticamente diárias, ao contrário do que acontecia no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Policiais Militares, seguranças do Planalto e militares do Exército faziam a segurança das instalações do Planalto. Havia uma preocupação, desde cedo, de que alguns servidores mais exaltados tentassem sair da Praça dos Três Poderes e seguir em direção ao prédio do Planalto, como já aconteceu em outras ocasiões, além do fato que o número de integrantes do protesto era considerado muito grande".

Enquanto policiais se degladiavam, embora tenham mais interesses em comum do que divergências, não é demais perguntar onde estavam os negociadores e os donos da caneta que pode garantir o acalmar dos ânimos. Talvez rindo daqueles que incorporam em si o projeto de poder dos outros.
(A emblemática foto que ilustra este post é de Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr. Veja mais.)

Autor: Danillo Ferreira - Tenente da Polícia Militar da Bahia, associado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública e graduando em Filosofia pela UEFS-BA. | Contato: abordagempolicial@gmail.com

FONTE - ABORDAGEM POLICIAL