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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Policial civil é morto com tiro na cabeça (no país da Copa...)


Um policial civil foi morto na noite desta quinta-feira (20) na Praça do Ó, Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. O inspetor Marcelo Mazzei Ramalho, de 36 anos, que trabalhava na 18ª DP (Praça da Bandeira), foi abordado por três jovens quando entrava no carro. Ele reagiu, levou um tiro na testa e morreu no local.
Agentes da Divisão de Homicídios (DH) foram alertados por testemunhas, fizeram buscas e apreenderam nas imediações do crime F. , de 16 anos. Reconhecido como um dos criminosos, ele estava com um revólver calibre 38. Uma operação foi montada com apoio da Core e, na Favela Rio das Pedras, Wallace Gomes do Carmo, 20 anos, foi preso. A DH busca ainda por Antônio João da Silva Júnior, o Arcanjo, 18. 

"Quero ressaltar a ajuda da população, que nos chamou e, por isso, conseguimos deter dois dos três acusados. Ainda hoje vamos encontrar o outro envolvido. Quando a população se aproxima da polícia todos nós saímos ganhando. Quero agradecer e fazer um apelo para que as pessoas fiquem indignadas com a criminalidade e denunciem", disse o delegado titular da DH Rivaldo Barbosa.

Segundo as investigações, os três assaltantes entraram no carro junto com a vítima. Wallace sentou no banco do carona e ficou apontado o revólver para Marcello. Ao perceber uma distração dele, o inspetor segurou a arma, mas levou uma gravata de Antônio, que estava no banco de trás. "Nessa confusão, a arma disparou e atingiu o policial", explicou Rivaldo. Wallace é oriundo da Favela Parque União, no Complexo da Maré. Ele tem passagem pela polícia por roubo e era foragido do sistema penitenciário.
O inspetor Marcelo Mazzei, que era casado e tinha um filho, estava praticando corrida na praia antes de ser abordado pelo trio. A DH informou que ele não reagiu puxando a própria pistola, que estava no porta-malas do carro. Wallace vai responder por latrocínio (roubo seguido de morte) e pode pegar de 20 a 30 anos de cadeia.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Estatística de Policiais Mortos e Baleados em 2012

Chegamos ao final do mês de outubro e o ano de 2012 contabiliza 118 policiais baleados no Estado do Rio de Janeiro. Destes, 9 eram policiais civis, 107 eram PMs, 1 era PFem e 1 era agente da Polícia Federal – sendo que 9 eram reformados, 1 era aspirante a oficial, 1 era oficial, 42 deles estavam de serviço e 60 morreram. (Só no RIO...em São Paulo já são 84 policiais mortos, principalmente no horário de folga).

4 de Janeiro: 2 PCs baleados
Lotados, respectivamente, no Posto Regional de Polícia Técnico-Científica (PRPTC) de Angra dos Reis e no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) de Campo Grande, os inspetores Paulo Sérgio Martins Castelo Branco, 34 anos, e Thiago Pedro da Silva, 30, foram baleados por traficantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) que controlam a venda de drogas no Morro do Chapadão, em Costa Barros, na Zona Norte do Rio. Os dois policiais, que não haviam dado saída no rádio e nem estavam em missão oficial, ocupavam um Renault Logan descaracterizado quando foram surpreendidos pelos criminosos, na Rua Projetada A, onde ficaram encurralados por cerca de três horas. Após intenso tiroteio, os inspetores foram resgatados por policiais militares. Enquanto Paulo Sérgio foi atingido de raspão nas costas, Thiago – conhecido como Thiagão – foi baleado com um tiro de fuzil no braço esquerdo. Os dois foram encaminhados para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, também na Zona Norte do Rio, onde o segundo – que tem uma filha recém-nascida – permanece em cirurgia. Ele corre risco de morte.

12 de Janeiro: 1 PM baleado
Lotado no 12º BPM (Niterói), um policial que não teve a patente e nem o nome divulgados foi baleado na mão durante confronto com criminosos da facção Comando Vermelho (CV) que controlam o tráfico de drogas no Morro do Viradouro, em Santa Rosa, na Zona Sul de Niterói. O trânsito na Rua Mário Viana e na Estrada da Garganta – que ligam a Zona Sul à Região de Pendotiba – chegou a ser interditado durante o tiroteio. Viaturas também foram atingidas.

12 de Janeiro: 1 PM morto
Lotado no Centro de Manutenção de Material (CMM), o cabo Francisco José dos Santos Poiava, 33 anos, morreu ao reagir a um assalto no Centro de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. O PM possuía uma barraquinha de cachorro quente, na Estrada do Mendanha, próximo ao West Shopping, onde foi surpreendido por um homem armado. O criminoso efetuou vários disparos contra o PM e dois tiros atingiram a cabeça do cabo, que ainda foi socorrido e levado para o Hospital Estadual Rocha Faria, no mesmo bairro, mas não resistiu. O bandido fugiu levando a arma do PM.

13 de Janeiro: 1 PM baleado
Um policial militar reformado, que não teve o nome e nem a patente divulgados, foi baleado ao reagir a um assalto, no bairro da Piedade, na Zona Norte do Rio. O PM passava pela Rua Goiás em seu Vectra quando foi rendido por dois homens. Quando a dupla anunciou o assalto, o PM sacou a arma, mas foi baleado pelos bandidos, que fugiram em seu veículo.

19 de Janeiro: 1 PM morto
Lotado na Banda Música do 12º BPM (Niterói), o terceiro sargento Elir de Freitas da Silva, 45 anos, foi assassinado com seis tiros de pistola pelas costas quando passava de moto na Rua Nova de Azevedo, no bairro de Neves, em São Gonçalo. A carteira dele estava ao lado do corpo. A Polícia investiga se ele foi morto ao ter a identidade descoberta ou ao reagir a uma tentativa de assalto. CONTINUE LENDO NO BLOG PAUTA DO DIA

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

ACS/ES lamenta morte de soldado em atividade física e pede mudança na lei do TAF para promoção


O presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado do Espírito Santo (ACS/PMBM/ES), Jean Ramalho, defendeu nesta segunda-feira (05/09) a revogação de parte da lei que obriga os policiais militares a fazerem o Teste de Aptidão Física (TAF) para promoção e transforme a atividade física num valor a ser seguido pela corporação.

No sábado, o soldado Valdecir Uhillyg da Silva, 43 anos, que era lotado no 10º Batalhão da Polícia Militar, em Guarapari, morreu depois de sofrer um enfarto enquanto treinava para o TAF que faria no início dessa semana.

Ele teria sido avisado do teste no início da semana passada. Uhillyg passou mal por volta das 20h30 durante caminhada na Praia do Morro. Ele chegou a ser socorrido, mas acabou morrendo. Uhillyg se preparava para o Curso de Habilitação de Cabos (CHC). Ele tinha 21 anos de PM e nunca havia sido promovido.

Para ser promovido a cabo, o soldado precisa fazer uma prova escrita ou estar há pelo menos cinco anos na PMES. Em ambos os casos, é obrigatório passar pelo TAF. Mas policiais com mais de 20 anos de carreira (caso do Uhillyg) ainda são soldados.

O diretor da ACS/ES, Flávio Gava, lembra que em estados vizinhos, como Rio de Janeiro e Minas Gerais, não é necessário o teste físico. O problema  para os policiais, segundo Gava, não seria o teste em si, mas a falta de condições para que os policiais se preparem.

"Não oferecem treinamento físico. Querem que o policial se vire e treine por conta própria. Isso cria uma frustração. A polícia não oferece treinamento mas cobra condições físicas. Que a PM dê, durante a própria escala do policial, condições para se cuidar, como acontece com os bombeiros. Se isso não acontecer, vai continuar morrendo policial no Espírito Santo", diz Gava.

O presidente da ACS/ES, Jean Ramalho, cita o artigo 25 da Portaria Interministerial n° 002, do Ministério da Justiça e da Secretaria Especial de Diretos Humanos da Presidência da República, de 15 de dezembro de 2010, que "Estabelece as Diretrizes Nacionais de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos dos Profissionais de Segurança Pública".

O artigo diz: "Estimular a prática regular de exercícios físicos, garantindo a adoção de mecanismos que permitam o cômputo de horas de atividade física como parte da jornada semanal de trabalho".

Segundo Ramalho, a PMES não permite que o policial militar conte como parte integrada de sua jornada de trabalho a atividade física que faz no dia-a-dia.

"Defendemos que a educação física é preponderante para a nossa atividade policial e deve ser encarada de forma institucional. Ela (atividade física) deve ser de responsabilidade da Corporação, obrigando o policial a fazer seus exercícios, mas com acompanhamento médico e com profissionais capacitados. Será que se o soldado Valdecir Uhillyg estivesse realizando suas atividades físicas com acompanhamento adequado ele teria morrido?", questiona Ramalho. "A morte dele poderia, então, ter sido evitada".

Portanto, salientou Ramalho, a ACS/PMBM/ES defende que o governo do Estado revogue a parte da lei que aborda o TAF como parte obrigatória para promoção e transforme a atividade física num valor a ser seguido pela Polícia Militar.

Jean Ramalho lembra, contudo, que o Corpo de Bombeiros do Espírito Santo já permite que seus praças e oficiais façam atividade física como parte da jornada de trabalho.

ACS/ES