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terça-feira, 6 de maio de 2014

Pacificação? A violência recrudesce na cidade maravilhosa (welcome...)

As comunidades do Rio de Janeiro estão vivendo uma verdadeira guerra. Enquanto a cidade está voltada para a Copa do Mundo, estamos perdendo a cada dia muitas vidas inocentes dos moradores de favelas. A cada dia perdemos um trabalhador que perde sua vida graças à violência que recrudesce nas favelas ditas “pacificadas”. 
Estamos vivendo com o terror e a insegurança, já não podemos andar pela nossa comunidade sem o medo de a qualquer momento vivenciar um tiroteio, ou até mesmo ser vítima de uma bala perdida. Nossas crianças precisam ficar em casa e sofrem com medo e falta de lazer.
Com toda essa guerra, ainda continuamos vivendo com os mesmos problemas da Rocinha de quarenta anos atrás. Vivemos em um subdesenvolvimento, as margens dos direitos básicos de qualquer cidadão. Enquanto isso, a cidade está sendo vendida como palco para os grandes eventos internacionais.
Antigamente, nenhum morador queria sair da Rocinha. Hoje a situação é diferente. Tiroteios diários, especulação imobiliária, falta de lazer e segurança fazem com que a maioria das pessoas sonhe em morar em outro lugar. A pacificação nunca será verdadeira enquanto for permitido que as pessoas convivam em um lugar com tanta pobreza e descaso, e enquanto o Governo não fizer ao papel dele com seriedade nas comunidades. Nunca haverá paz enquanto pessoas viverem com tanta desigualdade.
A maquiagem não dura para sempre, e no caso da pacificação, ela já acabou. O problema está sendo revelado e intensificado a cada dia. Um verdadeiro absurdo o que se tem feito com tantas vidas, inclusive com as dos policiais que são jogados sem nenhum preparo dentro dos labirintos das favelas. E como resultado tiram a vida de muitos inocentes. 
Quantas vidas se perdendo, quantos sonhos deixando de acontecer, quantos filhos perdendo seus pais e quantos pais enterrando seus filhos. 
Isso é pacificação?
Jornal do BrasilDavison Coutinho *
*Davison Coutinho, 24 anos, morador da Rocinha desde o nascimento. Bacharel em desenho industrial pela PUC-Rio, Mestrando em Design pela PUC-Rio, membro da comissão de moradores da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, professor, escritor, designer e liderança comunitária na Comunidade, funcionário da PUC-Rio

quarta-feira, 4 de abril de 2012

PM morre após ser baleado na Favela da Rocinha (não dizem que estava pacificada? turistas...socorro!!!)

Um policial do Batalhão de Choque foi morto no início da madrugada desta quarta-feira (4) na Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio. Segundo as primeiras informações da polícia, o PM foi baleado na axila durante um patrulhamento na comunidade. Essa é a terceira morte em menos de dez dias e a nona em quase dois meses na comunidade. Nesta manhã, não há registro de novos tiroteios na favela.

O policial chegou a ser levado por colegas para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, também na Zona Sul, mas não resistiu.

O BPChoque informou que o policial e outros PMs faziam um patrulhamento a pé na localidade conhecida como 199, na parte alta da Rocinha, quando foram surpreendidos por quatro homens armados por volta de meia-noite. Após os tiros, os criminosos fugiram.

O caso será investigado pela Divisão de Homicídios (DH), na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Continue lendo no G1

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O que a mídia se esqueceu de falar sobre a Rocinha

            Por Marcelo Anastácio - blog "No Q.A.P" 

         A mega operação na Rocinha, que resultou na apreensão de vários veículos, drogas, armas, ocorrida em outras favelas cariocas (chamadas de comunidades), como no Morro do Alemão, traz apenas um lado da moeda. Se por um lado a população se sente insegura, aflita e temerosa pela violência nessas comunidades habitadas por uma minoria de traficantes poderosos, por outro, quase ninguém fala o porquê o sucesso do tráfico nesses locais. Como explicar um bairro de classe média alta, com moradores ilustres que vão de jogadores de futebol renomados passado por atores atrizes e músicos, igualmente famosos, possam ter ao lado o maior entreposto de drogas do Rio de Janeiro? A resposta é imediata, e as vezes veiculada na grande mídia, pois só existe o traficante, se existe o consumo, quem alimenta essa rede criminosa. Portanto muitos daqueles que dizem apoiar as operações de pacificação nos morros cariocas, são justamente os maiores fomentadores, os que mais contribuem para a perpetuação desse círculo vicioso. Afinal, quem era refém dos traficantes?Os moradores ricos, alguns em seus carros blindados, ou com seguranças que iam comprar cocaína ou maconha no morro, ou o morador da Rocinha ou do "Alemão" que de fato vivia sob ameaça do tráfico, além do total esquecimento do estado? Não existe ladrão se não houver o receptador, assim como não existe o traficante se não houver o usuário. Portanto, o problema de "pacificação" no Rio de Janeiro foi apenas suavizado, remediado, e está longe de ter um fim. Ou será que com a retomada dos principais morros cariocas dizimaram os usuários de drogas? Esse dilema parece estar longe do fim...e é muito mais cultural do que policial.

          Marcelo Anastácio





Cenas do filme "Tropa de Elite"

Rocinha: Bope apreende 24 fuzis e 25 quilos de cocaína


Policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) apreenderam, nesta segunda-feira, 24 fuzis, dois lança-rojões, sete pistolas, duas granadas e cerca de 25 quilos de cocaína. O material foi encontrado pelo Bope na comunidade Dioneia, localizada no acesso da mata da Rocinha.

O Bope também apreendeu, na localidade conhecida como Curva do S, na Rocinha, 150 camisas falsificadas semelhantes às da Polícia Civil.


Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/rocinha-bope-apreende-24-fuzis-25-quilos-de-cocaina-3240114.html#ixzz1dmYz9tKb



Extra.globo.com

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Policiais encontram ‘microondas’ na Rocinha

Durante a megaoperação da Polícia Civil, que teve início na manhã desta quinta-feira, na Favela da Rocinha, os agentes encontraram, na Rua 02, pilhas de pneus usados como ‘microondas’ - para matar os desafetos dos traficantes - e uma série de explosivos.

O objetivo da ação é reprimir o tráfico de drogas na favela e prender o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, e integrantes da quadrilha.

EXTRA.GLOBO.COM
Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/policiais-encontram-microondas-na-rocinha-3082797.html#ixzz1cgv5t2nC