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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

"O Conhecimento Pode Matar"


Por *Júnior Silva

O conhecimento pode matar. Embora essa seja uma afirmação forte, existe outra que também traz um desconforto: tentar levar conhecimento aos outros pode levar a morte. A história é testemunha disso através de vários personagens que tentaram realizar a socialização do conhecimento.

O que existe em comum entre Jesus Cristo, Sócrates e Che Guevara? E o que essa pergunta tem haver com o tema deste texto? A resposta é bem objetiva e responde as duas perguntas ao mesmo tempo: todos os três morreram por causa do conhecimento, ou melhor, por querer socializar o conhecimento.

Primeiro foi Sócrates, defendendo a ideia de que o conhecimento é uma produção da humanidade, e que não é possível produzir um conhecimento próprio sem o diálogo com o conhecimento de outro. Por isso foi perseguido e morto pelos poderosos e conservadores da cidade de Atenas, que queriam monopolizar o conhecimento para a manutenção de seus privilégios.

Depois veio Jesus Cristo, que não levou apenas pão para quem tinha fome e devolveu a visão ao cego, mas ele alimentou o espírito das pessoas com informação, e o cego que não enxergava viu que o que o imobilizava era a ignorância diante da tirania e autoritarismo dos poderosos. O resultado disso é a história mais antiga da humanidade: ele foi crucificado ao lado de criminosos, e suas palavras foram transformadas em mera autoajuda semanal repetida nos cultos e celebrações religiosas.

Por último, Che Guevara, que além de liderar o povo cubano na luta contra um governo desumano e explorador percebeu que era necessária outra arma para manter uma revolução: o conhecimento e a informação do povo. Por isso ajudou Fiedel Castro, de quem foi companheiro na Revolução Cubana, a realizar um grande mutirão de alfabetização no país. Eles estabeleceram que cada pessoa alfabetizada iria se tornar responsável pela alfabetização de três ou quatro pessoas. Conseguiram acabar com o analfabetismo no país em quatro anos, o que faz Cuba ser hoje um dos países com maior índice de desenvolvimento intelectual do povo e referência em educação no mundo. Continue lendo no blog Sarcasmico:>>>>>>>>>

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Após marco civil, ministro da Justiça diz que web precisa de limite (CENSURA?)

Brasília - Um dia após a presidente Dilma Rousseff ter encaminhado ao Congresso Nacional a proposta de um marco civil para a rede mundial de computadores, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, negou que a proposta represente uma "intervenção" do governo na relação dos usuários na web, mas disse que até o uso da Internet precisa de limites.
"A liberdade é um direito e todo direito envolve limite", disse Cardozo"Nas relações humanas, no mundo privado, uma das características é a liberdade. A liberdade é um direito e todo direito envolve limite. É uma característica da vida humana. As relações sociais são assim. Já dizia o jurista: 'toda noção de direito envolve uma noção de limite'. O importante é que nós sabermos qual é o direito e qual é o limite. O marco regulatório para relações saudáveis no plano social é algo indispensável', afirmou o ministro, que participa de audiência no Senado Federal, em Brasília.
Cardozo admitiu que qualquer tipo de regulação de práticas na Internet sempre estará envolta em polêmicas, mas afirmou que o texto apresentado pelo Poder Executivo tem uma "forte dose de consenso".
"A liberdade é um direito e todo direito envolve limite", disse Cardozo
"Tudo que se fala no plano de regulação de relações da Internet é polêmico, mas buscamos ouvir a sociedade. Acredito que polêmica sempre existirá, é inevitável. Eu sinceramente tenho muita esperança que possamos aprovar com uma expressiva maioria esse projeto, claro com as melhorias e aperfeiçoamentos que o Legislativo sempre faz nas proposituras", disse.
Em meio a protestos por liberdade na Internet e discussões sobre o polêmico projeto que criminaliza práticas cometidas por meio da rede mundial de computadores, Dilma Rousseff encaminhou nesta quarta ao Congresso Nacional a proposta de marco civil da Internet, um projeto de lei que busca estabelecer regras, direitos, deveres e princípios para o uso da web.
Pela proposta apresentada, o marco civil da Internet traz princípios básicos para o ambiente virtual, como a liberdade de expressão, a privacidade e os direitos humanos. Ao contrário do projeto relatado por Azeredo, o texto traz teses gerais sobre a rede mundial de computadores e não aborda diretamente situações como cibercrimes, comércio eletrônico ou direito autoral.
Ainda assim, ele prevê que possam ser responsabilizados sites, blogs e portais não pelos conteúdos postados por terceiros, mas por se recusarem a cumprir uma decisão judicial que determine a remoção do conteúdo. "A proposta busca evitar que sites e blogs tenham que fazer um controle prévio de tudo o que for inserido ali por terceiros, o que seria contrário à liberdade de expressão e à natureza colaborativa da Internet", diz o Ministério da Justiça.
Em consonância com o projeto de Azeredo, o marco civil da Internet também propõe que os registros de conexão de usuários sejam guardados sob sigilo pelos provedores. Para o relator do projeto sobre criminalização de práticas cometidas por Internet, o prazo de armazenamento dos IPs deve ser de três anos, ao passo que a proposta enviada pela presidente Dilma Rousseff sugere prazo de um ano. Em ambos os textos essas informações só poderão ser fornecidas pelos provedores mediante ordem judicial.
Tecnologias
Para além dos aspectos de conteúdo, o texto encaminhado nesta quarta ao Congresso Nacional estabelece, entre as diretrizes para o poder público, a obrigação do Estado de promover programas de capacitação para o uso da internet e diminuir desigualdades no acesso e uso das tecnologias da informação, além de proporcionar que a web possa ser aplicada como ferramenta de transparência e controle de informações públicas.

JB online