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domingo, 16 de junho de 2013

Turquia: "Verão Árabe"? (Brasil: Inverno Árabe?)

Teoricamente, pelos relatos da impressa ocidental, a revolta turca deve-se a um projecto imobiliário no centro de Istambul e da proibição de venda de álcool, entre outros, mas tudo isto, apesar de ser verdade, não faz uma revolução, as verdadeiras causas estão muito para além disto.

A Turquia como tampão entre o Ocidente e o Oriente.

Por trás da "revolução turca", existe um primeiro ministro, Erdogan, que apesar de negar, sempre foi próximo ou até membro da Irmandade Muçulmana, e esta organização radical sempre foi apoiada pelos Estados Unidos para semear a confusão nos países árabes.

Todos os governos no Médio Oriente e na África do norte foram colocados no poder pelos Estados Unidos. Quando os fantoches no poder já não serviam os interesses americanos, os seus representantes foram simplesmente mortos, como foi o caso da Saddam Hussein no Iraque ou Muammar al-Gaddafi na Líbia.

Outros dirigentes foram destronados pelas "Primaveras Árabes" (patrocinadas pelos Estados Unidos), como foi o caso de Ben Ali, na Tunísia e Mubarak no Egipto. As revoltas populares, na sua essência, visavam unicamente uma melhoria socio-económica e não a substituição dos seus lideres.

Radicalização tolerada a troco de subserviência.

Em toda a África do Norte a Irmandade Muçulmana foi colocados no poder pelos Estados Unidos, com a excepção da Argélia. A chamada "democracia" muçulmana na realidade permitiu à ortodoxia islâmica impor as suas regras em troca do "apoio" americano e, claro, dos recursos energético existentes.

A radicalização desses países árabes, supremacia do homem sobre a mulher, por exemplo, (que o Corão condena, mas que os seus textos posteriormente redigidos, com fins políticos e sociais, promovem) é a moeda de troca em relação a apoio americano desses governos.

A Irmandade Muçulmana forneceu a ideologia a um grupo terrorista chamado "Al-Qaeda", cujo os seus lideres, como Ben Laden, foram formado pela CIA, na altura para lutar no Afeganistão contra o Império Soviético, tal como Al-Zawahir.


Uma ditadura progressista.

A Turquia é actualmente uma ditadura progressista, com controlo total da impressa. A tomada do poder por Mustafa Kemal Atatürk, instalado no poder pelos Estados Unidos no fim do Império Otomano, país que integra a NATO pouco depois, é apenas um exemplo.

As forças armadas são o pilar da "democracia" turca que há mais de dez anos pretende aderir à União Europeia. Em 2010 o crescimento da Turquia era de 9,2%, em 2012 é de 2,2%. Um dos seus parceiros económicos era a Líbia, após a sua queda, perdeu mercado, e os turcos vivem pior.

Pressionada pelo Estados Unidos, lançou-se numa guerra que não lhes interessa contra a Síria. Com todas estas atitudes, o governo turco afastou-se da sua população. Se é verdade que 50% da sua população é sunita, no entanto, 20% é aloita, 20% curdos e 10% pertencem a minorias. O radicalismo muçulmano é o menos desejado pela população turca esclarecida.

A queda do governo turco significa também o fim do apoio aos "rebeldes" sírios e dadas as condicionantes, é muito pouco provável que os Estados Unidos consigam colocar no poder outra marionete como Erdogan.