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terça-feira, 10 de abril de 2012

Soberania de porre: EUA reconhecem cachaça brasileira, mas querem mesmo é tomar nosso pré-sal

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Por Jorge Serrão

Dilma Rousseff matou seu ex Lula da Silva. De inveja! A Presidenta ganhará o título distintivo de Melhor Amiga da Cachaça. Mesmo que não tome um gole sequer ou se resolver tomar todas. Ela assinou ontem, em Washington, com o Presidente Barack Obama, um acordo bilateral com os EUA para o reconhecimento da cachaça como produto tipicamente brasileiro. É a soberania do goró. 

O Brasil produz cerca de 1,3 bilhão de litros de cachaça por ano. Mas só exporta 1% da produção nacional. Os maiores compradores da nossa cachaça prime são Alemanha e Inglaterra. As exportações para os EUA são insignificantes. Até o acordo, nosso produto genuinamente nacional só entrava lá classificado como “rum”. Uma injustiça com a cachaça de alta qualidade produzida pelos 30 mil produtores tupiniquins – a maioria em pequenos alambiques - que ostentam cerca de 5 mil marcas de caninha.

Cachaceiros do mundo, uni-vos para bebemorar! O governo petralha – que é um porre – mostrou “Atitude” (famosa marca de cachaça mineira). Dilma tomou uma correta “Providência” (outra marca mineira). Há cerca de 40 anos que o “Tratado da Cachaça” fazia parte de tentativas de acordos entre Brasil e EUA. 

Agora que os EUA nos abriram o mercado para a matéria-prima da caipirinha, governo do Brasil fica à vontade para lhes dar uma contrapartida justa. Tio Sam compra nosso líquido ouro branquinho, e nós também facilitamos a exploração do ouro negro do pré-sal para as petrolíferas deles. Funcionando como garoto propaganda da Oligarquia Financeira Transnacional, que domina o setor de óleo & gás, Obama pediu a Dilma mais facilidades para as petroleiras norte-americanas trabalharem no Brasil.

Moral de um encontro sem maior importância prática: os norte-americanos tomam a nossa cachaça e tomarão ainda mais o nosso petróleo. E a gente vai tomando...