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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Rio de Janeiro - Deputado do Rio prende coronel dos bombeiros e denuncia espionagem


 
Encontro de parlamentares do PSOL e do PR com grupo de policiais e bombeiros termina em confusão. Oficial do serviço reservado que filmava o encontro foi detido por seguranças do Legislativo

 Pâmela Oliveira e Cecília Ritto, do Rio de Janeiro - G1

Uma reunião entre bombeiros, policiais militares e deputados terminou em confusão no fim da tarde desta terça-feira, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Um grupo de cerca de 100 militares e suas famílias reunia-se com os deputados Marcelo Freixo e Janira Rocha, do PSOL, e com Geraldo Pudim e Clarissa Garotinho, do PR. 


Em pauta: a PEC 300, que estabelece patamares únicos de remuneração para policiais e bombeiros em todo o país, e a anistia dos líderes grevistas de 2012. A confusão começou quando, ao fim do encontro, Pudim e os militares foram para o Palácio Tiradentes, onde fica o plenário da Alerj. O parlamentar afirma ter visto que homens à paisana fotografavam o grupo, posicionados nas escadarias e ao redor do Palácio Tiradentes.

 
Pudim deu voz de prisão a um coronel dos Bombeiros identificado como Jorge Benedito. Ele seria, segundo o deputado, o líder do grupo que captava imagens. “Percebi uma movimentação estranha e identificamos 32 agentes da P2 e do B2 (serviços reservados da PM e dos Bombeiros). A Alerj estava cercada por Arapongas. Perguntei o motivo das fotos, mas o coronel só me disse que estava trabalhando. Dei voz de prisão”, disse Pudim. “Chamei a polícia. Eles serão levados para a 5ª DP)”, disse.

De acordo com Pudim, agentes do Corpo de Bombeiros e da Polícia estão sendo vistos na Alerj já cerca de uma semana. "Eles querem identificar os militares que denunciam os abusos que acontecem nos quartéis. E a assembleia não pode ser conivente com isso".


O coronel e um subordinado estão detidos por seguranças da Alerj. Um tenente-coronel da PM foi à Assembleia para uma reunião na sala da presidência da Casa. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Corpo de Bombeiros negou que alguém da corporação tenha sido preso, e deu sua versão para o ocorrido: "Uma equipe de militares do serviço de inteligência estava do lado de fora da Alerj monitorando os acontecimentos, de modo a subsidiar estratégias que evitem manifestações radicais contra a instituição e contra a sociedade". Também procurada pelo site de VEJA, a comunicação da Polícia Militar não se manifestou.

O líder da greve dos bombeiros no Rio de Janeiro, Benevenuto Daciolo, em 2011, integrava o grupo que foi à Alerj conversar com parlamentares. Daciolo foi expulso da corporação por ter organizado uma série de protestos no estado, entre eles a invasão ao Quartel General, e por ter sido acusado de incitar o movimento grevista de fevereiro de 2012. Na ocasião, o cabo foi flagrado em escutas telefônicas combinando a nacionalização do movimento da categoria com Marco Prisco, então líder da Associação dos Policiais, Bombeiros e dos seus Familiares da Bahia. Daciolo foi levado para a 5º DP(Centro).

Na semana passada, o site de VEJA mostrou que os Bombeiros espionam facebook e e-mails de militares para identificar e prender os que criticam a corporação. Na última segunda-feira, um grupo de 20 bombeiros foi preso por discutir pelo facebook e e-mails pessoais questões consideradas internas pelo Corpo de Bombeiros. 
Fonte: Blog do Cabo Fernando 
Dedo duro tem que se ferrar...provar do próprio veneno...

quarta-feira, 28 de março de 2012

AJUDEM OS BMs e PMs EXCLUÍDOS DO RIO


Como ajudar? 


DOAÇÕES

Senhores, o movimento tem muitos gastos com transporte, ônibus, fitas, faixas e outros custos. Estamos em um momento em que a colaboração de todos é fundamental. Doações podem ser feitas no Banco Itaú, Ag. 5.665 Conta Poupança 23.608-8/500, em nome de Úrsula Dias Madeira, companheira esposa de um dos 439 presos e que cedeu o nome para a abertura da conta.


sexta-feira, 23 de março de 2012

ALERJ: deputados querem anistiar policiais militares e bombeiros expulsos

Um grupo de deputados estaduais do Rio de Janeiro vai apresentar um projeto de lei para anistiar os policias militares e bombeiros expulsos após participarem do movimento reivindicatório do último mês de fevereiro.
Ao todo, já foram expulsos 12 policiais militares e 13 bombeiros.
Expulsão seria ilegal
De acordo com o deputado Paulo Ramos (PDT-RJ), autor da proposta, a expulsão dos agentes de segurança só poderia ser decidida na Justiça:
"O Regimento Interno da Polícia Militar prevê que policias só podem ser expulsos por decisão judicial, e não por atos administrativos, como ocorreu", explica o parlamentar, que também foi major da Polícia Militar.
Ainda segundo Ramos, a atitude foi uma determinação direta do governador, apenas cumprida pelas corporações:
"Os comandantes da PM e dos Bombeiros agiram sob o comando do governador Sergio Cabral. E eu me sinto na obrigação de entrar com um projeto para anistiar esse profissionais. Eu sempre me posiciono contra a exclusão dos PMs e Bombeiros que participam de movimentos reivindicatórios", acrescenta.
O também deputado Luiz Paulo (PSDB-RJ) afirma que havia solicitado uma postura diferente do governo do estado:
"Eu já tinha pedido à presidência da Câmara que levasse ao governador Sergio Cabral um apelo para perdoar esses profissionais, seria um grande gesto da parte dele. Como não tivemos nenhuma resposta, está claro que está na hora de apresentar um projeto nesse sentido", lembra.
Governista também é contra a expulsão
O presidente da Comissão de Segurança Pública da Alerj, Zaqueu Teixeira (PT-RJ), membro da base governista, é mais um a fazer coro pela anistia dos agentes de segurança.
"O regulamento da PM e dos Bombeiros tem vários tipos de punição pro que aconteceu. A gente pede ao governador que reveja essa punição e readmita os policiais e bombeiros".
Jornal do BrasilJorge Lourenço

quarta-feira, 21 de março de 2012

Trabalhador demitido por incitar greve será indenizado, na iniciativa privada...

"A despedida com fundamento na participação em greve pune o exercício regular de um direito fundamental do trabalhador, o que não pode ser admitido, justificando-se a responsabilização do empregador pelos danos morais decorrentes." Com esse entendimento, a 9ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul condenou a Thorga Engenharia Industrial a indenizar em R$ 14 mil um trabalhador dispensado por justa causa sob a justificativa de incitação à greve abusiva.

A decisão reforma, neste aspecto, sentença do juiz Paulo José Oliveira de Nadai, da 1ª Vara do Trabalho de Bagé. Em primeira instância, o magistrado converteu a despedida por justa causa em dispensa imotivada, mas indeferiu o pedido de indenização.

Segundo os autos, o empregado foi admitido em agosto de 2009 para o cargo de mecânico ajustador e dispensado por justa causa em junho de 2010, sob a alegação de que fazia parte da comissão de greve, responsável por incitar os demais trabalhadores ao movimento, em desrespeito à lei de greve. O mecânico, por sua vez, afirmou não ter participação em qualquer ato da greve e decidiu ajuizar ação na Justiça do Trabalho para reparar o dano.

O juiz de Bagé, ao negar o pedido de indenização por danos morais, argumentou que a dispensa motivada foi um ato reprovável da empregadora, baseada em fundamentos inconstitucionais. Por outro lado, segundo o magistrado, a mera rescisão do contrato não acarretaria, por si só, em violação moral. Insatisfeito com essa conclusão, o empregado apresentou recurso ao TRT-RS.

No julgamento do caso, o relator do acórdão na 9ª Turma, juiz convocado Ricardo Hofmeister de Almeida Martins Costa, salientou que o tema é bastante conhecido pelos julgadores. "A situação delineada nos autos é de que o autor foi despedido por exercer de forma legítima o direito de greve que lhe é assegurado pela Constituição da República (artigo 9º)", explicou o magistrado, que reconheceu o dano e, como consequência, determinou a indenização. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRT-RS.
Clique aqui para ler a decisão. 

Fonte: Conjur

segunda-feira, 5 de março de 2012

Conselho considera Daciolo culpado, diz mulher de líder grevista dos bombeiros

Decisão sobre exclusão do cabo caberá ao comandante da corporação

Os três oficiais responsáveis pela banca do conselho disciplinar do Corpo de Bombeiros julgaram o cabo Benevenuto Daciolo como culpado nesta segunda-feira (5). Segundo Cristiane Daciolo, mulher do líder grevista, eles consideraram que seu marido “mancha a imagem da corporação”.

Apesar de o conselho ter votado contra a permanência de Daciolo no Corpo de Bombeiros, quem dá a palavra final é o comandante Sérgio Simões, que definirá pela exclusão, ou não, do cabo.

Daciolo responde por aliciamento e incitamento a motim depois que escutas telefônicas, autorizadas pela Justiça, supostamente flagraram o cabo negociando estratégias grevistas com líderes do movimento na Bahia e no Rio. Após o episódio, o militar chegou a ficar nove dias preso na penitenciária de segurança máxima Bangu 1, na zona oeste.

O cabo contou que esteve na última terça-feira (28) no Quartel Central dos Bombeiros, no centro, para a última audiência do conselho disciplinar. Em sua defesa, Daciolo argumentou que a visita a Salvador, durante a greve de bombeiros e policiais militares da Bahia, foi para ajudar na negociação do movimento

- A nossa viagem para a Bahia foi notificada ao comando da corporação. Isso foi publicado no boletim interno dos Bombeiros. Nós estávamos acompanhados de um juiz federal e de deputados estaduais e federais durante o tempo em que estivemos em negociações com o movimento grevista da Bahia.

Segundo a Secretaria de Estado e Defesa Civil, a audiência serviu para que novos documentos fossem anexados ao processo. Com isso, estabeleceu-se um prazo de três dias para que o Corpo de Bombeiros e o cabo Daciolo sejam informados sobre o conteúdo.

Com esta etapa cumprida, será marcada nova audiência para definir o futuro de Daciolo e encaminhar a decisão ao comandante Sérgio Simões, que terá, então, cinco dias para anunciar o veredicto. 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A PRISÃO POLÍTICA do Cabo Daciolo por Sérgio Cabral deve ser imediatamente denunciada ao Governo Italiano e a imprensa de lá

PRISON POLITICA Cape Daciolo di Sérgio Cabral deve essere immediatamente segnalato al governo italiano e la stampa ci
Inviato il 21/02/2012 da Reinaldo
Ricardo Gama Blog

Beh, la situazione è molto complicata, molti poliziotti militari sono stati arrestati dal governo ILLEGALMENTE Cabral, illegalmente e inviato al carcere di massima sicurezza Bangu 8, dopo un viaggio mogli dei militari a Brasilia, il giorno stesso Cabral ordinò che erano preso dal carcere e trasferito alle unità militari.
Come tutti sanno, l'arresto della Polizia Militare e del fuoco è stato ordinato da Sergio Cabral per reprimere lo sciopero dei militari, o di arresti per motivi politici, sottolineando che tutti gli eventi sono sempre stato pacifico e ordinato.

E 'anche noto che tutta la polizia militare e del Fuoco sono stati liberati dalla "giustizia" sotto la Daciolo Capo Vigili del Fuoco.

Perché Daciolo non è stato rilasciato, se tutti i soldati che sarebbero stati arrestati sono accusati dei medesimi fatti?

Ricordando che la Daciolo del Capo è stato arrestato senza un mandato, che è stato organizzato solo quando era in Bangor 8, che è illegale e un crimine.

La verità è che tutti questi arresti militari erano di natura politica, ma il Capo Daciolo oltre ogni limite, dal momento che tutti sono stati rilasciati, tranne lui.

Oggi ho parlato con la famiglia Daciolo Capo, e che stanno pensando di chiedere aiuto al governo italiano, come Daciolo è di origine italiana, e il suo arresto è politico.

E 'quasi comico, ma la verità è che il Brasile offre asilo politico a un terrorista e assassino italiano Cessare Battisti, ma detiene un discendente politico dei lavoratori italiani, che solo in modo pacifico e colleghi hanno cercato di migliorare i salari e di lavoro .

Tutti sanno che il governo italiano e dei media lì non ha accettato il fatto che il Brasile offrire rifugio a un assassino e terrorista, Cesare Battisti, certo, saranno interessati a conoscere questa atrocità commesse contro Daciolo.

Come ho detto oggi alla famiglia del Capo Daciolo, devono cercare con urgenza il consolato italiano qui a Rio de Janeiro (Avenida Presidente Antonio Carlos, 40 Castle - 20020-010 - Telefono             021 3534-1315      ), ed a mio parere chiedere asilo la politica per lui e certamente sarebbe ottenere il successo, i fatti sopra, ma questa non è una decisione per me.

Anche a mio parere, il Consolato italiano e può aiutare molto la daciolo Capo.
Da parte mia farò il prossimo, se non il cavo Daciolo essere rilasciata fino a domani alle ore 14:00, vi posterò qui sul blog una sintesi di tutto ciò che è accaduto a lui, e gli altri soldati, tra cui tradotti in italiano, anche metteree-mail è del governo italiano, e le principali quotidiani italiani che tutti inviano messaggi a loro.

Sono sicuro che il governo italiano e la stampa italiana saranno interessati sul caso di Cape Daciolo.

Non possiamo tacere da questa dittatura imposta dal governo Cabral.

'Ve Got diverse persone attraverso le reti sociali che sono disposti ad aiutare, anche le persone che vivono in Italia.

Se siamo tutti uniti, siamo sicuri fare la differenza.

Ricordando, inoltre, che cercano di denunciare le politiche di detenzione della polizia e dei vigili del fuoco ordinati per Sergio Cabral alle organizzazioni internazionali interessate, sto facendo un report di tutto.

I contare sull'aiuto di tutti.

Abbracci,

Ricardo Gama
Leia esta postagem em português, no blog Amigos de Caserna:>>>>>>

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Agradecimento aos que apoiaram a classe na prisão dos PMs e BMs do RIO

Assim como não nos sentimos bem, quando somos julgados pelos erros dos outros de nossa classe, também é um erro não reconhecer e generalizar toda a classe política. Por isso, devemos respeito e gratidão para com os deputados federais que mais uma vez lutaram por nossa classe: ARNALDO FARIA DE SÁ, MENDONÇA PRADO e PROTÓGENES QUEIRÓS, PARABÉNS PELO APOIO AOS PRESOS POLÍTICOS-MILITARES DO RIO. Além das esposas dos militares em questão e a nossa grande batalhadora da PM SP Dri Borgo. A vitória será sempre dos justos.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

RJ: Policiais e bombeiros grevistas são transferidos para prisões militares

Por Paula Bianchi, via Folha.com
Os 11 bombeiros e dez policiais grevistas que estavam detidos no Presídio de Segurança Máxima Bangu 1, na zona oeste do Rio, foram transferidos por volta das 22h para unidades prisionais militares.

A informação foi confirmada por Cristiane da Silva, esposa do cabo Benevenuto Daciolo, primeiro grevista a ser preso.

A solicitação de transferência foi feita ontem pelo comando da PM e do Corpo de Bombeiros, que considera que não há mais ameaças à ordem pública no Rio de Janeiro.

Mais cedo um grupo de deputados da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados do Rio de Janeiro apresentou um pedido de habeas corpus para os grevistas.

Liberdade para Daciolo e todos os grevistas presos pelo governo Cabral

Policiais e bombeiros suspendem greve e exigem libertação imediata dos presos políticos
Apesar de policiais militares, civis e bombeiros terem suspendido a greve no Rio nesse dia 13, os grevistas apontados como líderes do movimento continuam presos no presídio de segurança máxima de Bangu 1. O cabo Benevenuto Daciolo e mais 10 outros bombeiros, além de nove policiais militares, estão presos na penitenciária da zona oeste do Rio. Além deles, estão detidos ainda em quartéis da polícia sete PM?s e 162 bombeiros, por terem aderido ao movimento de paralisação.

Dacíolo está em greve de fome desde que foi preso por ?incitamento à greve?, na noite de quarta-feira, dia 8. A prisão ocorreu poucas horas após uma gravação telefônica do bombeiro com parlamentares sobre a mobilização dos militares ter sido transmitida pelo Jornal Nacional e momentos antes da desocupação da Assembleia Legislativa da Bahia, então tomada pelos grevistas.

Cabral ditador
A determinação para a prisão dos dirigentes da greve na penitenciária de Bangu partiu diretamente do governo de Sérgio Cabral (PMDB). O governador instaurou um verdadeiro estado de exceção no Rio para sufocar a greve dos bombeiros e policiais, aprovada no dia 9. Além de determinar a prisão imediata para quem aderir à greve, editou um decreto reduzindo pela metade o prazo para investigação disciplinar dos militares, com a possibilidade de expulsão da corporação.

A prisão dos dirigentes em Bangu, além disso, é ilegal, como apontam a própria OAB, já que a detenção de policiais militares e bombeiros deve ocorrer em locais especiais (Batalhão Especial Prisional para os PM?s e Grupamento Especial Prisional para os bombeiros). Para intimidar os policiais e isolar o movimento, Sérgio Cabral passa por cima da própria lei que diz defender ao reprimir grevistas.

Liberdade já aos presos políticos
A brutal repressão desencadeada pelo governo petista de Jaques Wagner na Bahia, articulada com o Governo Dilma e a mobilização de tropas federais, assim como a truculenta ação de Cabral no Rio, representam uma escalada repressiva do Estado frente aos movimentos de greve. Além dos soldados do Exército, foi revelado o uso de grampos telefônicos contra grevistas, além de agentes infiltrados em assembleias e atividades do movimento.

Governo Federal e os governos estaduais da Bahia e Rio mandam, assim, mais que uma mensagem aos demais policiais e bombeiros de outros estados. A ação rápida e enérgica foi uma demonstração de força do Estado, a dois anos da Copa e quatro das Olimpíadas, representando um marco na criminalização do direito de greve e aos movimentos sociais.

A greve no Rio foi suspensa e será rediscutida após o carnaval. A mobilização agora se centra na libertação imediata de Daciolo e demais grevistas, presos políticos do governo Cabral. 
 
Midia Independente.org

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

SOS BOMBEIROS – O DESABAFO DE UM 439 PRESOS.


UMA NOVA FORMA USANDO A MESMA FÔRMA.

Em abril deste ano, vi um grupo de Bombeiros, corajosos e ávidos por mudanças na nossa Corporação.A atitude daqueles militares, fez com que eu e muitos companheiros, acreditássemos que era chegado o momento do fim da opressão em que vivemos. Em 28 anos de serviço, fui de Praça a Oficial, trabalhando de sol a sol, para educar meus filhos, e chorei noites a fio, ao ver tantas injustiças praticadas dentro da Corporação.

Juntos, lado a lado na ALERJ, fazendo passeatas, pedindo dignidade, conseguimos o apoio da população, acreditando que a luta não era contra comandantes e nem Oficiais e sim contra o Sistema.

Depois de um passo mal dado, fiquei preso junto com 438 Bravos, mas não me arrependo, porque foi esta besteira do BOPE, que o Governador autorizou, que deu visibilidade mundial ao movimento. Só estou triste, porque o movimento desviou o foco para Brasília, se organizou, fez alianças políticas e empresariais, se tornou mais uma entre as oito associações que já existiam, abandonou o front de batalha que era no Rio de Janeiro, poupando 70 Deputados e um Governador, para encarar 700 parlamentares que já são raposas velhas no Distrito Federal.

Há cinco meses, aquele grupo de meia dúzia de gatos pingados (foi como o Governador classificou), não pediu mensalidade, sem apoio das oito associações, exceto a ASSINAP que colaborou, fez pressão na ALERJ, para cobrar apenas R$ 2.000,00, fim das gratificações e dignidade.

Na verdade, nada ganhamos nada mudou dentro da caserna, vamos deixar de agradecimentos, festas e passeios na orla para depois, temos de cobrar é na ALERJ, do mesmo jeito que conseguimos juntar sete mil pessoas nas ruas no dia 03 de junho de 2011, para que o Governador seja obrigado a cumprir o que já é Lei.

TROCAR A DITADURA MILITAR POR ASSOCIAÇÃO DITADORA

Não vou legitimar, nem levar a sério, mais uma associação que não divulgou chapas para concorrer, não divulgou estatuto com antecedência e foram distribuídos cargos aleatoriamente. Cadê a democracia? Cadê meu direito de voto? Dois meses sem passeatas não deu tempo para preparar esta eleição?A minha liberdade de expressão só vale se for contra o sistema?

Há meses que o movimento de protesto dos Bombeiros parou aqui no RJ, mesmo discordando de decisões, continuei calado apoiando o grupo SOS BOMBEIROS, acreditando que daríamos a volta por cima, pedi pessoalmente ao CB DACIOLO para não misturar Política com religião no nosso movimento de protesto, agora chega.

No dia 30 de junho, no evento da copa na Marina da Glória, protestei sozinho, tentando retornar ao ponto que paramos no dia da nossa prisão, mesmo com a minha insistência, o SOS não apoiou a idéia, e as mais de cem pessoas que convidei não apareceram, porque o SOS não publicou no site, o que entendi claramente que não interessa mais fazer protestar nas ruas.

Sei que dependemos da Política para muitas coisas, mas não era esse o momento, muitos estão pensando igual a mim, mas todos tem medo de se expor, sofrer críticas,mas como não devo favores a ninguém, ninguém paga minhas contas, vai aí o meu recado.

O SOS BOMBEIROS virou mais uma associação, o Cb DACIOLO ESTÁ num pedestal, mesmo sem ter alcançado o real motivo que nos levou as ruas para protestar.Agora o objetivo é angariar adeptos, entrar na Política, declarando guerra ao PMDB e PT. O SOS BOMBEIROS, quer visibilidade como um “ PALANQUE ELEITORAL’’.

QUEREM AUMENTO DE SALÁRIO? OU FAZER POLÍTICA?

Eu pergunto : cadê os R$ 2.000,00 no salário de soldado? Foram removidas as gratificações? A caserna mudou para melhor? São tantas coisas erradas que daria para escrever um livro.

E o pior, fomos nós que deixamos isso acontecer. Aceitamos dar muitos passos atrás.Ainda quero voltar ao foco inicial. Não aceito as esmolas dadas até o momento.

Um pequeno grupo irá para as ruas protestar, agora foi formada mais uma Associação, o SOS BOMBEIROS vai apoiar ou vai se esconder igual as outras? Vai negar o movimento? Vai par a mídia dizer que é errado protestar? Ou só apóia se todos os Bombeiros virarem sócios e contribuírem?

E antes de comentários agressivos, informo que sou um dos 439 presos por protestar, estou nessa luta desde o início, convidado pelo Sargento Cristovão logo após a transferência dos colegas, e não me considero herói, não sou melhor nem pior que nenhum companheiro que dormiu nas escadarias da ALERJ para nos soltar, fui a Brasília duas vezes, apoiando a maioria, me reservo o direito de não aceitar provocações, quero preservar a minha liberdade de expressão.

439 está atrapalhando?

Na guerra, mortos e feridos, são carregados, recuar abre espaço para o inimigo, se mostrar uma arma e não atirar vai preso por tentativa de homicídio, o que fizemos: Blefamos!!!!!

Dia 03 de junho, cinco mil pessoas na ruas, estou enganado? Tudo isto foi um sonho? Ficamos presos para atrapalhar os 4.561 demais? Desculpe a franqueza, mas o Governo está segurando a anistia para acalmar os ânimos no RJ, se vc aceita a chantagem, fica paralisado. É muita estratégia e pouca ação, é muita festa e agradecimentos na orla, isto cansa mais do que gritar na porta da ALERJ. Os Deputados estão satisfeitos porque fizemos o trabalho deles. QUEIMAMOS AIMAGEM DO GOVERNADOR MUNDIALMENTE. Mais quem vai pagar as contas de todos os que largaram o bico para protestar durante meses? Cadê os R$ 2.000,00 líquidos, sem gratificações no contracheque dos Soldados?

Já ia me esquecendo, durante todo o tempo vi muitos inativos com os olhos brilhando de felicidade, vamos conseguir muitas coisas no futuro, inclusive a PEC 300, mas temos de ganhar um aumento do Governador é agora, para esses inativos poderem viver o suficiente para esperar a nossa vitória, se conseguirmos esse aumento, teremos o triplo de Bombeiros nas passeatas e nas viagens para Brasília. Se tivermos aumento real, com dinheiro no bolso vou de avião para cobrar a PEC 300.

PENSEI QUE EU FOSSE O ÚNICO EXTRATERRESTRE.

Acho que vcs não entenderam qual é a estratégia do Governador com as gratificações dadas para a PMERJ, enquanto estamos fazendo política contra o PMDB e PT, parados e acuados por causa de uma anistia, o Governo se articula, O CBMERJ está maravilhoso com tantos avanços conquistados para os soldados e cabos, abertura de vagas em cursos, com tantas mudanças de comando, com novas unidades, novos CBAs, voltou a ser Secretaria com Comando Próprio, estou pasmo, ora caiam na real, só estão fazendo sua obrigação, é uma estratégia para acalmar os ânimos, quando voltarmos para dentro da senzala, preparem o lombo para receber as chibatadas, vcs pensam que não estamos sendo monitorados? que o Comando está dormindo? Acreditam mesmo nessa falsa democracia? Acreditam em Papai Noel? Que bela trégua, já espalhei sal nas minhas costas, depois que eu apanhar, vou fazer o que sempre fiz, dar queixa no Ministério Público e esperar sentado. Minha primeira queixa demorou quatro anos, perdi, na segunda depois de anos, desisti, a terceira já faz quatro anos e muda de mãos em mãos. Com muita fé, um Defensor Público com aspirações políticas vai cumprir a Lei.

Nas passeatas chegamos a sete mil pessoas nas ruas, acreditei que a maneira mais rápida de resolver problemas políticos é a pressão popular, será que fui enganado? O Slogan JUNTOS SOMOS FORTES, foi ilusão, melhor trocar para VAMOS DAR A OUTRA FACE.

NÃO É PRECISO BURLAR LEI. RECLAMAR UNIDOS RESOLVE.

Posso falar o que eu quiser, não sou político, não devo favores a ninguém, não pedi ninguém para entrar na luta por mim, entrei porque quis, acompanhou quem achou certo, ficou preso quem tinha de ficar, chorou quem tem sangue de Bombeiro, se eu sofrer retaliações por causa das minhas convicções, não terei feito mais que minha obrigação, no final vou lembrar de todos, quem entrou, quem saiu, quem não podia ir, quem gastou o que tinha e o que não tinha ou quem apenas fez doações. Todos têm o seu valor, até os que nos amordaçaram para bater, graças a todos, o espírito de união renasceu das cinzas.

"MESMO SEM GANHAR UM TOSTÃO, ESTOU FELIZ PORQUE MEU CORAÇÃO VOLTOU A VIBRAR, A CHAMA DA ESPERANÇA SEMPRE REACENDE, SE HOUVER UM BRAVO A LUTAR, MESMO MORRENDO DE MEDO".

Se as passeatas com muito apelo popular voltarem, largo este computador e vou gritar nas ruas, o Rio de Janeiro é o espelho do Brasil, o que acontece aqui, ecoa no mundo inteiro.O momento é agora, todos sabem que estamos no período pré Copa.PORQUE PAROU? PAROU PORQUE? Estamos cansados? com medo? Satisfeitos? Felizes? Ainda estou tentando achar uma razão porque foi dado ao Governador o direito de respirar e se articular contra os Bombeiros. O Foco inicial está dentro da ALERJ. É só pressionar.

Tenente Bombeiro Militar Adilson Bandeira
 
blog Coronel Paulo Paúl