Fonte: vídeo extraído do blog Papo de PM
Editorial do blog: Meus parabéns ao senhor coronel Márcio Sant'ana pelo êxito em galgar o posto máximo na Polícia Militar de Minas Gerais. Posso falar com um pouco de propriedade desse oficial, que chefiou a 9ªRPM, com sede em Uberlândia. Na ocasião era um homem de tropa, operacional, discreto e próximo a tropa, jogando futebol nos finais de semana junto com os Praças.
Um fato lamentável que ocorreu na época em que comandava a região, foi quando um jornal local, de maneira genérica tentou macular a imagem de toda a guarnição, estampando na capa da edição de domingo, a infeliz manchete: "Policiamento em troca de lanche". Imediatamente o coronel foi até o COPOM, e operou o rádio dizendo: "não vamos nos abater a essas críticas injustas, acredito na tropa". Isso foi mais uma atitude de apoio profissional e moral naquele momento difícil. Daí a turma do contra pode dizer: "ele não fez mais que a obrigação". Porém, quantos não tiveram aquela atitude em situação parecida?
Sinceramente, desejo toda a sorte do mundo e espero que algumas injustiças e arbitrariedades que ainda perduram, até porque as instituições são feitas por homens, que erram e acertam, possa ter sob o vosso comando o equilíbrio necessário e isento para dirimir as dúvidas. Julgar com pensamentos pré-julgados, quando acontece desestimula a todos.
Alguns pleitos antigos, alguns feitos pessoalmente ao senhor, como:
Instalação do Colégio Tiradentes;
Carga horária regulamentada;
Redução no tempo de promoção para Oficiais e Praças;
Reconhecimento das punições que estiverem prescritas, sem que haja necessidade de acionamento jurídico para corrigir tais distorções;
Canal aberto com os blogueiros, pois se as denúncias aparecem é porque ainda existe o temor da represália. Nós seremos sempre parceiros do comando que defender a instituição. E defender a instituição significa defender quem a constrói no seu dia-a-dia, "mesmo com o sacrifício da própria vida", ou seja, nós policiais.
É claro que nem todos serão contemplados, mas, que ao menos tenham um canal aberto para que possam ser ouvidos, respeitados, trat de maneira digna, nos preceitos dos Direitos Humanos. Pois, se não tivermos esse tratamento internamente, como poderemos ser os propagadores de algo que não eventualmente não vivenciarmos?
Cordialmente
Marcelo Anastácio de Rezende, CB PM