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sábado, 15 de março de 2014

Por policiais menos subservientes


Por policiais menos subservientes
É bom desconfiar de quem sempre concorda com alguém. Por motivos óbvios: cada um possui experiências particulares e se relacionou com ideias e pessoas distintas durante sua trajetória, de modo que dificilmente terá a mesma visão das coisas que qualquer outro indivíduo. Por isso desconfie de quem concorda sempre, cem por cento, com o que você diz, defende e idealiza.

Há três possibilidades para esse comportamento. Medo, interesse ou manipulação. As três são quase a mesma coisa, com sutis diferenças. O medo ocorre quando a discordância pode gerar castigo ou represália. O interesse se refere à concordância para manter um privilégio ou benefício. A manipulação ocorre quando alguém concorda apenas para alcançar resultados previamente estabelecidos.
“AS POLÍCIAS PRECISAM CULTIVAR AS DISCORDÂNCIAS, VALORIZAR A CRÍTICA, ABRIR-SE AO CONTRADITÓRIO”
Por isso a tendência geral de uma organização onde a discordância não é possível é caminhar para uma espécie de sultanato, onde cada um busca agregar-se a um “sultão”, concordando sempre com ele, fazendo-lhe favores e dando-lhe tratamento acrítico visando apenas manter a condição de súdito, ou, quem sabe, tornar-se um súdito um pouco mais  próximo e, por isso, beneficiado.
Quanto menos técnicos, profissionais, científicos e, antes de tudo, humanitários forem os pressupostos culturais de uma corporação policial, mais ela estará afundada nesse contexto de subserviência praticada por robôs defensores do “sim, senhor”.
As polícias precisam cultivar as discordâncias, valorizar a crítica, abrir-se ao contraditório. Sem isso, patinaremos eternamente no solo escorregadio do conservadorismo, o que menos precisamos nesse tempo em que vivemos reclamando do atual estado de coisas.
Comento: Em muitos casos alguns policiais concordam para não contrariar, se vendem em nome de uma boa avaliação que irá garantir as promoções futuras. Para o cidadão que necessita da qualidade do serviço policial e para a própria instituição que precisa, por vezes ser oxigenada, isso é um retrocesso sem precedentes...

segunda-feira, 25 de março de 2013

Governador Anastasia transforma militar em monstro e desmotiva a tropa


O Governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, comandante em chefe da Polícia Militar, preocupado com popularidade e marketing, condenou, prematuramente, o Cabo Divino do BPTRAN, responsável pela ocorrência no último dia 17, na Estação do Metrô José Cândido da Silveira, à execração pública, ao apoiar-se unicamente em uma versão publicada pela imprensa mineira. 

As imagens que circulam o mundo é o registro de parte de uma ocorrência que, nem sequer mostra agressões vindas do policial, mas sim a infratora algemada. Além disso, mostra duas cidadãs convencidas de que a mídia prefere o sensacionalismo, pois aumenta a audiência, à apuração correta dos fatos. Ao mesmo tempo também convencidas de que a legislação protege mais o infrator do que “a autoridade” da qual estava investido Cabo Divino, se sentiram no direito de desafiar a lei e se defenderem agredindo fisicamente o policial.

O militar agiu corretamente de acordo com a legislação em vigor, e, dentro das doutrinas operacionais estabelecidas pelo Estado para sua atuação, uma vez que a legislação não distingue sexo para uso de algema.

O Policial Militar agiu corretamente também ao solicitar prioridade na rede rádio. Afinal, havia risco de fuga e as infratoras agrediram o militar que estava sozinho. O pedido de prioridade foi para garantir a integridade do policial e também para que a lei pudesse ser cumprida.
Governador Anastasia transforma militar em  monstro e desmotiva a tropa

A Aspra está convencida que a versão apresentada pelo Cabo Divino para os fatos são os verdadeiros, e, que a Polícia Militar como sempre fez, através do devido processo legal, irá apurar os fatos. O que é lamentável é saber que Cabo Divino já está condenado pela mídia, que só ouviu e quis ver os fatos a partir de uma imagem com uma versão parcial e distorcida, publicando-a e construindo uma opinião pública.

Para o presidente da Aspra, Cabo Marco Antônio Bahia Silva, “é inaceitável que o Governador Antônio Anastásia tenha patrocinado um julgamento e uma condenação pública do Cabo Divino, ao determinar a presença da Coronel Cláudia, Comandante da 1ª RPM e do Assessor de Comunicação Social da PMMG, Tenente Coronel Alberto Luiz, à casa das infratoras. O governador passa um recado claro aos infratores e bandidos: podem agredir e matar policiais que o Estado irá lhes proteger. Haja vista que no sepultamento do soldado que foi cruel e covardemente assassinado no último dia 21, por dois infratores,  não houve nenhuma repercussão na mídia e/ou condenação pública por serem menores de idade. Estávamos nós, seus companheiros de farda e de risco, mas a imprensa não estava presente. Talvez pelo fato do sepultamento ter sido à tarde, e, um policial assassinado ser mais um. Isso não dá IBOPE”, ressaltou Cabo Bahia.

A Aspra foi, em defesa do policial militar, e, em visita ao Batalhão de Trânsito conversou com Cabo Divino e Ten Cel Lemos, que destacou a conduta do policial por cumprir as doutrinas do Estado.

A Aspra considera essa execração pública patrocinada pelo Governo e pela mídia, uma violação dos direitos constitucionais do Cabo Divino. Assim, irá recorrer à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia para realizar uma Audiência Pública, talvez o único espaço em que o Cabo Divino terá para se manifestar publicamente e apresentar sua versão dos fatos.

Será que a mídia e o governo vão aparecer?

/ Jornalista responsável pela Assessoria de Imprensa

comunicacao@aspra.org.br