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sábado, 30 de março de 2013

Coronel Telhada: Vocês querem saber quantos eu matei? E quantos tiros eu tomei?


Ao coronel são imputadas 36 mortes durante o período em que atuou no Tático Móvel e depois como policial da Rota:

Você quer que eu conte quantos eu matei, eu não sei. Filha, eu sou um policial de 34 anos de serviço. Você sabia quantas vezes eu fui baleado? Você nunca perguntou… Vocês querem saber quantos eu matei, mas nunca perguntaram quantas vezes eu fui baleado. Você sabe quantas alças de caixão de policial eu já carreguei? Nunca perguntaram. Isso não interessa. Isso não interessa para vocês… O que interessa é que o coronel é um assassino, o coronel matou 48, 50 alguns falam 36, não sei onde arrumaram esse número… Eu não sei, eu nunca contei.

 Questionado sobre o paradoxo entre matar e frequentar igreja, Telhada afirma:

Eu estou em paz. Todos os caras que eu matei eram bandido. Não foi nenhum inocente. Essas mãos, aqui, filha, estão suja…de lama e sangue…Não tem nenhum sangue de inocente aqui.


Blog VIOMUNDO/Foto Blog da Renata

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Entrevista do vereador Coronel Telhada: " - na política fala-se muito"...



Coronel Telhada não é um homem que foge de perguntas e muito menos das polêmicas. “Elas me perseguem”, diz o quinto vereador mais votado de São Paulo. Telhada admitiu que ainda não está totalmente à vontade na atividade política, e diz que sua prioridade no mandato será combater o que ele chama de “desordem pública”. 

O vereador também comentou a polêmica envolvendo o repórter André Caramente, deu uma nota para a segurança pública e passou sua opinião a respeito do apelido “bancada da bala”, apelido recebido por seu grupo na Câmara dos Vereadores. Confira abaixo os principais trechos da entrevista: 

Como está sendo sua adaptação ao ambiente da política?

Eu sou policial militar, mas estou vereador em São Paulo. Eu aprendi a ser policial, a trabalhar com planejamento, e no meio político fala-se muito e faz-se pouco, e isso me incomoda.  

Ainda estou me sentindo um pouco “perdido” na Câmara.  Eu sou um cara de ação, que gosta de chegar e resolver. Na política você tem que conversar com um, com outro, o negócio não sai e eu fico desesperado. 

Estava pensando: caramba, será que eu vou me dar no meio político? É muito cedo pra falar se eu sirvo ou não [para a política], tenho que tatear, conhecer e pesquisar.  
Por outro lado, temos ajudado muito as pessoas e isso têm sido muito gratificante. Mas, para mim, isso ainda é pouco. Tenho pretensões de marcar reuniões, porém sinto muita dificuldade neste negócio de partidos. A gente foi eleito para atender o povo, mas é complicado fazer isso. 

Meu partido é o PSDB, mas a minha preocupação, o meu modo de trabalhar é a Polícia Militar. Jamais vou compactuar com coisas erradas. 

Por exemplo, eu critico essa “mancada” que a prefeitura deu na Operação Delegada, já que eles não estão pagando o pessoal. Mas eu também critico o governo estadual, que cassou mais de 10.000 pessoas que tinham direito adquirido. 

O senhor pensa em algum momento em fazer como o Tiririca, que já declarou em pensa em deixar a política?

Eu não vou fazer como o Tiririca. Eu acho que ele tem todo o direito de não querer se eleger novamente, mas eu não sou um cara de desistir fácil não. 

Como o senhor avalia a polêmica envolvendo seu nome e a comissão de Direitos Humanos na Câmara [houve um movimento para desmembrar a comissão, a fim de vetar o nome dele no grupo]?

Quando você fala em Direitos Humanos, você tem que falar em todos os direitos. E a violência que o policial sofre não deve ser analisada pelos direitos humanos? 

[Dizer que ele não é adequado para a comissão] é uma hipocrisia de pessoas mal-intencionadas e que visam simplesmente se promover criticando as forças de segurança e não trabalhando. 

Em relação às pessoas que criticam muito a polícia, queria saber o que elas fazem de bem. Falar até papagaio fala. 

Qual o principal problema na segurança pública de São Paulo?

A segurança é um problema terrível. Vivemos atualmente uma crise de segurança. Normalmente quando se pensa em segurança se fala no crime, no bandido, no homicídio, no roubo. Quando ocorre um homicídio ou roubo, isso atinge aquela família. Quando ocorre um pancadão, um churrasco inadequado (o que eu chamo de desordem urbana), isso atinge toda a rua. 

E para combater isso, não é necessário criar uma nova lei. Nossa pretensão é criar uma frente parlamentar de segurança municipal, que envolva todos os partidos. 
Queremos envolver toda a sociedade para que os bailes sejam feitos em locares fechados, com segurança.  Não vou reinventar a roda, quero que a lei seja cumprida. 

O grupo na Câmara que trata de segurança já foi apelidado de “bancada da bala”. O que o senhor acha disso?

É um apelido infeliz, pois faz referência a caras violentos. Não somos nada disso. Temos uma postura firme, então somos vistos como radicais, loucos, insensíveis. Uso as palavras do meu colega [vereador] Conte Lopes: ‘melhor ser bancada da bala do que ser bancada da mala’. 

O nome pegou e eu sei que vou ser chamado por isso, então a melhor coisa é aproveitar né?

Gostaria que o senhor comentasse o episódio envolvendo o repórter André Caramente, da Folha de SP [o jornalista ficou três meses fora do país após publicar reportagem sobre Telhada].

Aquilo lá foi uma infelicidade por parte daquele cidadão. Ele sempre teve uma atitude tendenciosa. Aquele cidadão sempre falou mal da polícia, principalmente enquanto eu estava no comando da Rota. Respeito a opinião dele, mas em um momento ele começou a falar alguns absurdos da minha vida particular. 

Não gostei, fiz um email de repúdio à Folha [de São Paulo], e isso faz com que algumas pessoas, levadas pela emoção, fizessem ameaças. Eu mesmo nunca fiz qualquer ameaça. Não o conheço pessoalmente, se ele passar do meu lado não sei quem é. 

Ele está querendo pegar uma carona na minha fama, e por isso se fez de vítima. Acabou saindo de país, gozado, deve ganhar bem como repórter, porque até onde consta estava morando na Europa.  Em parte a polêmica foi boa, porque acabou me promovendo. 

Estou muito tranquilo, porque não fiz estas ameaças, sou um homem da lei. Estou tomando providências a respeito do fato. Busco os meus direitos, já que o prejuízo muito grande, tenho família. Eu só posso dizer uma coisa: que cada um corra atrás do seu prejuízo. 

Se o senhor fosse dar uma nota para a segurança pública, qual seria?

Você quer me ferrar né? [Risos]. Segurança tem o nível estadual, municipal, é tão complicado analisar segurança....ela precisa mudar muito, ser apoiada principalmente pelos governos  e não pode ficar atendendo favores políticos. O Brasil colonizado por bandidos, degredados, então já começou errado. 

Nota? Eu vou dar um cinco para todo mundo [país e São Paulo], e estou sendo bonzinho. Há muita coisa para fazer e muito para aprender. 

A polícia tem que aprender a divulgar seu trabalho, e não pode se corromper. Não pode ser violenta e sim que saber responder à violência à altura.