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Frase de Ruy Barbosa

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domingo, 29 de abril de 2012

Policial criminoso

O policial que comete crime, agindo individualmente ou ligado a um bando criminoso, já não age como policial, mas como simples criminoso. Além de praticar uma grave falta funcional, ele compromete seriamente a autoridade das instituições policiais e pratica uma traição aos seus colegas que atuam nessa área, contribuindo para que se crie deles uma imagem negativa, que poderá ser extremamente prejudicial para eles próprios e também para seus familiares, em todas as relações sociais. O policial está entre aqueles servidores públicos dos quais mais se espera um comportamento exemplar, pelos poderes que lhe são conferidos assim como pelas graves conseqüências de seus desvios de conduta. E por isso os seus desvios deverão ser julgados e condenados com o maior rigor.

Essas observações são necessárias e oportunas em face de gravíssimas e preocupantes informações divulgadas recentemente pela imprensa, mas também pelo registro de uma atitude positiva do novo Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que deve ser tomada como exemplo por todos os dirigentes das organizações policiais, sejam elas militares ou civis. Com efeito, além de outras notícias informando sobre o envolvimento de policiais em práticas criminosas, na edição do dia 22 deste mês o jornal “O Estado de São Paulo” dedica uma página inteira ao tema (pág. C1), sendo a matéria encimada pelo título “Policiais corruptos viram “consultores de risco” do crime organizado em São Paulo”. Associados a bandos de criminosos, esses policiais utilizam os recursos técnicos da Polícia para dar informações e instruções aos seus companheiros de ações criminosas, valendo-se de recursos e informações que lhe são proporcionados por sua condição de policiais, mas deixando de agir como policiais e passando a ser simplesmente criminosos. Esses policiais, que são, antes de tudo, criminosos, devem ser punidos com o maior rigor, pois aos efeitos maléficos que decorrem da prática de um crime acrescenta-se, nesse caso, a degradação da instituição policial, com a inevitável decorrência de um sentimento de desconfiança e de uma imagem negativa de toda a Polícia perante a população. Continue lendo no Jornal do Brasil

domingo, 22 de abril de 2012

PMs corruptos viram consultores do crime

Segurança Pública
WILLIAM CARDOSO

O crime organizado criou um novo bico para PMs de São Paulo: o de consultores de risco. Nessa função, policiais fazem o papel de olheiros de quadrilhas especializadas em arrastões a condomínios e roubos a caixas eletrônicos. Usam o acesso aos equipamentos de rádio da PM para avisar os bandidos, por celular, quando algum policial fora do esquema se aproxima do prédio ou do banco durante a ação dos criminosos.

Neste ano, duas investigações já flagraram a participação de três policiais militares acusados de dar cobertura a ladrões durante os assaltos, mas existe a suspeita de que outros também estejam envolvidos. No ano passado, 20 PMs foram detidos por colaborar com quadrilhas que furtavam caixas eletrônicos – apenas dez continuam presos. “O crime está apelando cada vez mais para a informação e depende, também cada vez mais, das dicas de quem está por dentro. É necessário fortalecer os grupos que combatem o crime organizado dentro das instituições policiais”, afirma o coordenador do Observatório de Segurança Pública da Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp), Luís Antônio Francisco de Souza.

Desde 2008, a PM tem usado rádios comunicadores digitais, que dificilmente seriam interceptados por ladrões. Por isso, as quadrilhas passaram a aliciar PMs corruptos, que as mantêm informadas. São eles que avisam quando o roubo é descoberto porque um vizinho ligou para o 190, por exemplo. Também avaliam os riscos de um assalto ser malsucedido e alertam sobre o patrulhamento na área do roubo. Um PM bem informado poupa o trabalho que caberia a pelo menos quatro bandidos: o de contenção durante eventual fuga. Também sai mais barato, porque são três a menos para dividir o que foi roubado.

Em março, por exemplo, um protesto de professores nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes deslocou o efetivo para o Morumbi e obrigou o PM envolvido com a quadrilha a sugerir que os ladrões abortassem o assalto a uma residência porque a área estava cheia de viaturas.


Investigação Neste ano, duas investigações levaram a PMs suspeitos de cooperar com quadrilhas. Na 5.ª Delegacia do Patrimônio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o cabo Dario Roberto do Carmo, do 26.º BPM, foi flagrado em escutas sugerindo a uma quadrilha o nome do soldado Alexandre Siqueira, do 45.º BPM, para um “bico” na Chácara Klabin. O trabalho era monitorar o arrastão a um prédio na Rua Pedro Pomponazzi, que terminou com a prisão de 15 pessoas em uma operação da Polícia Civil no dia 7, horas antes do assalto. 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Delegados e juízes estão sofrendo ameaças de morte na PB, diz polícia


Dois suspeitos de envolvimento no atentado contra o diretor do Presídio Regional de Patos, no Sertão paraibano, foram detidos na quinta-feira (13) em um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) próximo a Pombal. Conforme o órgão, a prisão foi feita com base na denúncia de que a dupla iria assaltar a agência dos Correios de Catolé do Rocha. Um deles tem 16 anos de idade e outro tem 19. Este último seria ex-presidiário natural da cidade de Sapé, na Zona da Mata. Os dois passaram a noite na delegacia da Polícia Civil para prestar depoimento nesta sexta-feira (14).
Segundo a Polícia Civil, autoridades policiais e do Poder Judiciário da Paraíba estão recebendo ameaças de morte desde que a operação Laços de Sangue foi desencadeada em setembro, resultando na prisão de 17 suspeitos de praticar 'pistolagem' no Sertão.
G1 PB