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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Crime organizado


Ponto de Vista, Jornal Correio de Uberlândia.

*Por Diógenes Pereira da Silva

Expressou-se o poeta Fernando Pessoa sobre as questões sociais de sua época, causa-efeito: “Uma causa Infinita necessariamente produzirá um efeito infinito. Como o efeito, porém se opõe à causa, será infinito de outra maneira. O nosso universo, porém é-nos dado como finito e temporal, pois, se o víssemos infinito e eterno, não o poderíamos ver”.

Assim, ainda que se busque uma visão mais incisiva e realista da Segurança Pública brasileira, não há como ter uma visão prospectiva de sucesso no alcance de metas e objetivos sem analisar as causas. As demandas das polícias brasileiras, em termos de repressão, caracterizam-se, na identificação e prisão de cidadãos infratores, à vista das superlotações dos presídios brasileiros. Em que pese todas as prisões constatadas, não têm sido suficientes para resguardar a segurança da sociedade brasileira.

Algumas visões de causa-efeito são claras para nós brasileiros. A história brasileira registra, de forma acentuada, a concepção de uma modalidade de crime que cresce (crime organizado), com fortíssimo impacto sobre a estrutura política e presença ainda muito forte nas relações entre os cidadãos. As relações políticas não estão tendo a visão focada na diminuição da criminalidade e, vez por outra, acontece o que se espera: aumento da criminalidade e demonstração de poder do crime organizado. Ações e causas não nascem “do nada” nem por momentos simples característicos por demandas.

A amostra da perda de autonomia do Estado no combate ao crime organizado e a ineficiência dentro do presídio foi recentemente verificado: é o maior complexo penitenciário do Estado do Maranhão/MA, (Pedrinhas), em São Luís, além dos fatores alarmantes de inúmeras mortes de presos no interior da prisão, estupros de familiares de presos em horário de visitação, inclusive, muitos em comum acordo para salvaguardar a segurança de presos, eles mandam e desmandam. O crime organizado lá continua a revelar-se por sua força, ou melhor, pela falta de organização do poder estatal em colocar ordem e cumprir suas obrigações.

Essas ações ineficientes se igualam à dos marginais e às prisões brasileiras, muitas delas, ao invés de progredir no seu foco maior que é o da ressocialização dos reclusos, funcionam mais como aprendizado para graduação do crime, permitindo que os presos, quando colocados em liberdade, após o cumprimento de suas penas, retornem à sociedade sem condições de conviverem junto à sociedade e isso reflete diretamente na insegurança como tônica que hoje compartilhamos uns com os outros.

Querem combater a criminalidade e a violência, mas não dão condições para que os presos de hoje retornem ao convívio social amanhã de forma civilizada. Nossa justiça é lenta e insuficiente, renegada a uma política desqualificada para dar respostas à sociedade. Que política de segurança é essa? Até quando irão enxugar gelo ou continuar na ineficiência com entra e sai de presos sem socializá-los? Assistimos cotidianamente cidadãos infratores sendo presos, com fichas quilométricas, com incontáveis prisões e que nada de bom ou útil aprenderam na cadeia e continuam a engrossar as estatísticas criminais. Deve-se considerar que as consequências destes prejuízos, continuarão a refletir na sensação de insegurança da sociedade e colocarão por terra todo o bom trabalho da PM na qual as críticas se centralizam injustamente.

Diógenespsilva2006@hotmail.com

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Tráfico expulsa três policiais de casa, em favela do Rio


O terror começou no último fim de semana. Foi quando traficantes do morro da Caixa d’Água, em Mesquita, passaram a ameaçar três PMs que moram na comunidade. E na porta de casa. Segundo o relato dos policiais, que não quiseram se identificar, os bandidos chegavam na parte da noite, armados de pistolas e fuzis, e montavam guarda em frente às casas dos PMs. Temendo por suas vidas e de suas famílias, eles deixaram os imóveis no início desta semana.


— Os traficantes passaram as madrugadas de sábado e domingo na porta de nossas casas. É uma intimidação que assusta e indigna muito. Minha mulher está grávida de oito meses e não posso arriscar. Tive que sair de lá — disse um soldado, de 29 anos, que saiu de casa na segunda-feira.

No dia seguinte, foi a vez de um sargento ir com a família para a casa de parentes, fora da Caixa d’Água, onde nasceu e foi criado.

— Meus filhos não conseguem mais dormir, estão todos atordoados. Esta situação é um absurdo e chega a ser vergonhosa. Não quero ter que deixar a minha casa de vez — revelou o sargento que está na corporação há cerca de 12 anos.

Os PMs não chegaram a ser abordados por traficantes, mas seus parentes, sim. Foi por meio deles e de vizinhos que as ameaças chegaram.
— São piadas como: “avisa para ele sair, senão vai ser morto” e “é a gente é que manda agora aqui”. Os vizinhos nos ligam a todo momento para avisar que estão rondando nossa casa. Todos estão aterrorizados — conta um dos policiais.



Vídeo mostra criança sendo queimada viva (no país da copa...)


fonte: blog do Ronald Coelho

sábado, 4 de janeiro de 2014

Caos no Maranhão: Quartel alvejado, ônibus queimado, presos decaptados (no país da Copa...)



youtube.com/tvguara23
Comento: Em qualquer país sério, no mínimo o ministro da Justiça, ou até mesmo o presidente da república já teriam se manifestado, inclusive com a eventual intervenção federal enviando tropas para o estado. No Brasil é diferente. No estado do Maranhão, para os que não sabem, é terra do senador José Sarney, que pertence ao PMDB; simplesmente o maior partido do país. Em ano eleitoral, qualquer fato que possa arranhar a relação do PT, partido da presidente Dilma, como seu maior apoiador, o PMDB, com certeza está fora de qualquer agenda. Enquanto isso a população continuará refém desse absurdo que chamam política...e os políticos que foram eleitos para resolver problemas, acabam por perpetuar as cenas violentas (clique aqui e leia), presos e, mulheres e crianças sujeitos às ordens de estupro dentro e fora das cadeias naquele estado; por acordos políticos. No país da Copa 2014: "Welcome"

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Marido de policial militar é decapitado no Rio (pacificado...)


Marido de policial militar é decapitado em Realengo, na Zona Oeste do Rio


Cabeça foi deixada em mochila frente ao imóvel na Rua Laura Dias, em Realengo (Foto: Reprodução / TV Globo)
Um homem foi brutalmente assassinado na madrugada desta terça-feira (29) em Realengo, na Zona Oeste do Rio. Segundo policiais militares, João Rodrigo Silva Santos, de 35 anos, foi decapitado e sua cabeça deixada na porta da casa da esposa dele, PM que trabalha na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Mangueira, na Zona Norte.

A cabeça da vítima foi deixada dentro de uma mochila em frente ao número 19 da Rua Laura Dias, onde o casal residia, por volta das 6h. Não há informações sobre as motivações do crime.
As primeiras informações coletadas por agentes do 14º BPM (Bangu) dão conta que traficantes das favelas Minha Deusa, Vila Vintém ou Curral podem ter cometido o crime. A Polícia Militar procura os responsáveis.
Policiais da Divisão de Homicídios (DH) foram para o local para realizar perícia.

sábado, 27 de abril de 2013

Polícias de MG, GO e SP traçam estratégias contra criminalidade (contra o crime "organizado"


Encontro Polícias (Foto: Reprodução/TV Integração)
Representantes das polícias Militar, Civil e Federal, e do Ministério Público (MP) dos estados de Minas Gerais, Goiás e São Paulo, se reuniram nesta sexta-feira (26), na sede da 9ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp), em Uberlândia. Foram discutidas ações de integração das polícias dos três estados no combate a crimes comuns nas divisas. “A partir daqui nós vamos formalizar um trabalho, através até de um convênio, para o combate à criminalidade que transita nas fronteiras dos três estados", disse o secretário de Defesa Social de Minas Gerais, Rômulo Ferraz.
Tráfico de drogas e armas, roubo de cargas e explosão de caixas eletrônicos foram apontados como os crimes que mais preocupam. "Estão ocorrendo em volume preocupante, principalmente o tráfico de drogas e as explosões de caixas", completou Rômulo.
O objetivo da integração entre as polícias é a troca de informações e experienciais. De acordo com os policiais, a iniciativa possibilitará o monitoramento dos criminosos. “Essa migração de informações, passando o que deu certo em um Estado para o outro é muito importante", afirmou a chefe adjunta da Polícia Civil de Minas Gerais, Maria de Lourdes Camilli.
Foi decidido na reunião que serão feitas operações conjuntas nas divisas dos três estados. “O aparato da PM de Goiás vai dar suporte e colaborar com a troca de informações sobre a criminalidade, que está cada vez mais rompendo fronteiras", garantiu o coronel Márcio Gonçalves Queiroz, da Polícia Militar de Goiás.
G1

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Ministério Público de São Paulo mega equipamento de escuta telefônica


Ministério Público de São Paulo compra o Guardião por R$ 2,1 milhões

O Ministério Público de São Paulo acaba de comprar, por R$ 2,1 milhões, o Guardião, equipamento usado para identificar e organizar informações coletadas em interceptações telefônicas. De acordo com reportagem publicada neste domingo (4/12) no jornal O Estado de S.Paulo, a nova aquisição ficará à disposição das unidades mais sensíveis da promotoria, empenhadas exclusivamente no combate ao peculato e à violação aos princípios da moralidade na administração pública. O Guardião já é usado hoje pela Polícia Federal nas missões contra o crime organizado e a corrupção.
Em entrevista ao jornalista Fausto Macedo, o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Fernando Grella Vieira, explicou que o contrato de licitação inclui o aparelho para escuta e gravação, programa, software e treinamento de servidores do Ministério Público.
Os promotores do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Gedec, que reprimem cartéis, poderão fazer uso do grampo, amparados em ordem judicial. Não mais irão depender da Polícia para rastrear os movimentos sob suspeita. Além do Guardião, Grella defende a infiltração de agentes e a colaboração de delatores na luta contra o crime organizado.
Ao jornal, o procurador-geral falou sobre projetos de lei que são de interesse direto do Ministério Público porque tratam do enfrentamento a desmandos com dinheiro público e à lavagem de ativos financeiros.
Abriu pela primeira vez a sala cofre, que guarda a base de dados da instituição – ali, por exemplo, estão armazenadas informações sobre 70 mil procedimentos criminais, 25.069 inquéritos civis, outros 31.391 procedimentos em curso, mais 2.493 procedimentos preparatórios de inquéritos civis e 1.399 termos de ajustamento de conduta celebrados.
O procurador-geral também anunciou ato que disciplina atuação conjunta dos promotores da primeira instância com procuradores de Justiça que integram a Câmara Especializada em Crimes de Prefeitos.CONTINUE LENDO NO FERROSCAPINELLI.ADV.BR

domingo, 18 de novembro de 2012

Facção infiltra criminosos em curso de explosivos em SP


O PCC (Primeiro Comando da Capital) infiltrou integrantes em cursos que ensinam a manusear explosivos, realizados em pedreiras do Estado de São Paulo. A informação consta de investigações da Polícia Federal e do setor de inteligência do Exército.

Os documentos, sigilosos, informam que o objetivo da facção é aumentar a eficácia de suas ações em explosões de caixas eletrônicos.

Suspeita-se, no entanto, que a técnica também possa ser usada pelos criminosos para atacar policiais.

O treinamento para o uso de explosivos pode estar sendo feito por membros do PCC há, pelo menos, quatro anos. Continue lendo na Folha de São Paulo

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Crime organizado e o Estado desorganizado


A Política de Segurança Pública no Estado de São Paulo beira a falência. O botão de alerta já havia sido acionado há meses, pelo próprio crime organizado, demonstrando claramente a desorganização e a ineficiência do Estado em combatê-lo.

A escalada de violência poderia ter sido evitada se os agentes públicos responsáveis admitissem, de plano, a sua existência, em vez de menosprezar o poder de fogo da facção criminosa conhecida por PCC, que em um mês já tirou mais de 200 vidas, 90 delas de policiais.

Em entrevistas, o secretário de Segurança Pública chegou a afirmar que se tratava de casos isolados, oportunismos de marginais para acertar contas. Puro ilusionismo. A sensação de insegurança e de pânico só aumenta na população.

Relatórios de agosto da área de inteligência da Polícia Civil, da Polícia Federal e até do Ministério Público anunciavam a tragédia, mas os policiais, aqueles que estariam na linha de frente, foram esquecidos e entregues à própria sorte. Tudo em nome da vaidade para admitir a falência da política adotada. Foi a desumanidade escancarada --a perda de dez, 20 ou 30 vidas nada representa em um Estado tão populoso...

Os delegados de polícia, que também não foram avisados, embora o documentos relacionados ao atentados apresentados em rede nacional leve o timbre da Polícia Civil, se solidarizam com o caos. Sentem na pele há anos, como navalha na carne, os reflexos do enfraquecimento da Polícia Civil, que é a polícia investigativa, judiciária, do tirocínio.

Crime se combate com inteligência, não com truculência ou com redobrada violência. Hoje, cerca de 90% dos crimes não são investigados por falta de recursos materiais e humanos, por falta de investimento e de claro protecionismo. O desestímulo na carreira é crônico.

Os delegados, dirigentes da Polícia Civil, amargam uns dos piores salários do país, com precárias condições de trabalho e com um agravamento do cenário que está por vir: 20 dos 200 novos delegados em treinamento na Academia de Polícia já pediram exoneração, enquanto muitos aguardam resultados de concursos em outras carreiras jurídicas. Preparamos profissionais para outras carreiras ou para outros Estados... A história se repete a cada concurso...Continue lendo na Folha de São Paulo

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Santa Catarina vive mais uma madrugada de terror



Santa Catarina viveu mais uma madrugada violenta nesta quarta-feira. Ataques foram realizados em várias cidades como Criciúma, Navegantes e Florianópolis. Esses atentados se somam aos registrados entre a noite de segunda e a madrugada dessa terça-feira, quando três ônibus e uma viatura foram incendiados.

Em Blumenau, o atentado aconteceu no local conhecido como Portal da Saxônia, no bairro Ponta Aguda. Após o desembarque dos passageiros de um coletivo, dois homens que estavam em uma moto alvejaram o veículo, forçando a saída do motorista e do cobrador. Em seguida atearam fogo. Eles chegaram a trocar tiros com policiais.

Em Florianópolis, outros três ônibus e uma viatura foram alvos de criminosos. Em um dos ataques, um homem armado invadiu e incendiou um coletivo da linha Tican-Lamin. Pouco depois, quatro homens abordaram um ônibus e ordenaram que os passageiros descessem. O terceiro atentado foi contra um ônibus que fazia a linha Canasvieiras-Cachoeira, na SC 401. Uma viatura da Polícia Civil, estacionada em frente à 2 DP, no bairro Saco dos Limões, foi incendiada por ocupantes de um Corsa. Com ajuda de vizinhos, agentes conseguiram controlar as chamas. Na perícia foi encontrada uma bucha encharcada de gasolina em cima do banco do passageiro. A DP teve a segurança reforçada. No sábado passado, um posto da PM em Palhoça, na Grande Florianópolis, foi alvejado a tiros.

Ontem à tarde, o governo do Estado anunciou medidas para evitar novos ataques. O policiamento será reforçado, haverá ações conjuntas de unidades especiais das polícias Militar e Civil em áreas consideradas críticas e o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) vai investigar e acompanhar essas ocorrências. Linhas de ônibus que foram alvo das investidas de criminosos terão escoltas durante a madrugada.

O secretário da Segurança de SC, César Augusto Grubba, disse que a polícia apura se os atentados têm relação entre si. Negou, porém, que o Estado vá solicitar auxílio do governo federal. Grubba disse não falar em sigla de facção criminosa para "não espetacularizar o crime".

"Reconhecemos que podem haver ações típicas do crime organizado com origem dentro do sistema prisional. No entanto, sabemos que muitas ações são praticadas por indivíduos e grupos que se aproveitam do contexto para realizar seus objetivos e interesses,"  disse o secretário. Ontem, foi anunciada a captura de dois suspeitos de alvejarem o presídio de Blumenau.

Fonte: Correio do Povo/blog do Capitão Assumção

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

QUAL PARTIDO ESTÁ POR TRÁS DA MATANÇA DE PMs

        A pergunta que não quer calar: Qual o partido que está por trás do PCC? Quem financia esse grupo, além do tráfico, roubo, jogos de azar e o contrabando? Quais são os políticos que estão lucrando com o terror e tragédia alheia? A quem interessa um código penal defasado? 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

PCC ATUA EM 123 CIDADES PAULISTAS



Cerca de 400 documentos revelam que o PCC possui ramificações em 123 das 645 cidades de São Paulo. Esses arquivos mostram que os bandidos da organização estão espalhados por todas as regiões do Estado. A facção tem 1.343 criminosos nas ruas, o que equivale a dois batalhões da Polícia Militar.

domingo, 29 de abril de 2012

Policial criminoso

O policial que comete crime, agindo individualmente ou ligado a um bando criminoso, já não age como policial, mas como simples criminoso. Além de praticar uma grave falta funcional, ele compromete seriamente a autoridade das instituições policiais e pratica uma traição aos seus colegas que atuam nessa área, contribuindo para que se crie deles uma imagem negativa, que poderá ser extremamente prejudicial para eles próprios e também para seus familiares, em todas as relações sociais. O policial está entre aqueles servidores públicos dos quais mais se espera um comportamento exemplar, pelos poderes que lhe são conferidos assim como pelas graves conseqüências de seus desvios de conduta. E por isso os seus desvios deverão ser julgados e condenados com o maior rigor.

Essas observações são necessárias e oportunas em face de gravíssimas e preocupantes informações divulgadas recentemente pela imprensa, mas também pelo registro de uma atitude positiva do novo Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que deve ser tomada como exemplo por todos os dirigentes das organizações policiais, sejam elas militares ou civis. Com efeito, além de outras notícias informando sobre o envolvimento de policiais em práticas criminosas, na edição do dia 22 deste mês o jornal “O Estado de São Paulo” dedica uma página inteira ao tema (pág. C1), sendo a matéria encimada pelo título “Policiais corruptos viram “consultores de risco” do crime organizado em São Paulo”. Associados a bandos de criminosos, esses policiais utilizam os recursos técnicos da Polícia para dar informações e instruções aos seus companheiros de ações criminosas, valendo-se de recursos e informações que lhe são proporcionados por sua condição de policiais, mas deixando de agir como policiais e passando a ser simplesmente criminosos. Esses policiais, que são, antes de tudo, criminosos, devem ser punidos com o maior rigor, pois aos efeitos maléficos que decorrem da prática de um crime acrescenta-se, nesse caso, a degradação da instituição policial, com a inevitável decorrência de um sentimento de desconfiança e de uma imagem negativa de toda a Polícia perante a população. Continue lendo no Jornal do Brasil

domingo, 22 de abril de 2012

PMs corruptos viram consultores do crime

Segurança Pública
WILLIAM CARDOSO

O crime organizado criou um novo bico para PMs de São Paulo: o de consultores de risco. Nessa função, policiais fazem o papel de olheiros de quadrilhas especializadas em arrastões a condomínios e roubos a caixas eletrônicos. Usam o acesso aos equipamentos de rádio da PM para avisar os bandidos, por celular, quando algum policial fora do esquema se aproxima do prédio ou do banco durante a ação dos criminosos.

Neste ano, duas investigações já flagraram a participação de três policiais militares acusados de dar cobertura a ladrões durante os assaltos, mas existe a suspeita de que outros também estejam envolvidos. No ano passado, 20 PMs foram detidos por colaborar com quadrilhas que furtavam caixas eletrônicos – apenas dez continuam presos. “O crime está apelando cada vez mais para a informação e depende, também cada vez mais, das dicas de quem está por dentro. É necessário fortalecer os grupos que combatem o crime organizado dentro das instituições policiais”, afirma o coordenador do Observatório de Segurança Pública da Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp), Luís Antônio Francisco de Souza.

Desde 2008, a PM tem usado rádios comunicadores digitais, que dificilmente seriam interceptados por ladrões. Por isso, as quadrilhas passaram a aliciar PMs corruptos, que as mantêm informadas. São eles que avisam quando o roubo é descoberto porque um vizinho ligou para o 190, por exemplo. Também avaliam os riscos de um assalto ser malsucedido e alertam sobre o patrulhamento na área do roubo. Um PM bem informado poupa o trabalho que caberia a pelo menos quatro bandidos: o de contenção durante eventual fuga. Também sai mais barato, porque são três a menos para dividir o que foi roubado.

Em março, por exemplo, um protesto de professores nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes deslocou o efetivo para o Morumbi e obrigou o PM envolvido com a quadrilha a sugerir que os ladrões abortassem o assalto a uma residência porque a área estava cheia de viaturas.


Investigação Neste ano, duas investigações levaram a PMs suspeitos de cooperar com quadrilhas. Na 5.ª Delegacia do Patrimônio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o cabo Dario Roberto do Carmo, do 26.º BPM, foi flagrado em escutas sugerindo a uma quadrilha o nome do soldado Alexandre Siqueira, do 45.º BPM, para um “bico” na Chácara Klabin. O trabalho era monitorar o arrastão a um prédio na Rua Pedro Pomponazzi, que terminou com a prisão de 15 pessoas em uma operação da Polícia Civil no dia 7, horas antes do assalto. 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Delegados e juízes estão sofrendo ameaças de morte na PB, diz polícia


Dois suspeitos de envolvimento no atentado contra o diretor do Presídio Regional de Patos, no Sertão paraibano, foram detidos na quinta-feira (13) em um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) próximo a Pombal. Conforme o órgão, a prisão foi feita com base na denúncia de que a dupla iria assaltar a agência dos Correios de Catolé do Rocha. Um deles tem 16 anos de idade e outro tem 19. Este último seria ex-presidiário natural da cidade de Sapé, na Zona da Mata. Os dois passaram a noite na delegacia da Polícia Civil para prestar depoimento nesta sexta-feira (14).
Segundo a Polícia Civil, autoridades policiais e do Poder Judiciário da Paraíba estão recebendo ameaças de morte desde que a operação Laços de Sangue foi desencadeada em setembro, resultando na prisão de 17 suspeitos de praticar 'pistolagem' no Sertão.
G1 PB