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quarta-feira, 27 de março de 2013

VERGONHA NA POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS


ESCÂNDALO NA POLÍCIA MILITAR DEIXA OFICIAIS E PRAÇAS PERPLEXOS.
Cinco militares foram acusados de receber da empresa São Gonçalo propina para intensificarem a abordagem aos perueiros em Contagem.

Após interceptação telefônica ficou comprovado a participação do então Major Adailton Geraldo de Assis que nos grampos telefônicos conversava com os militares.

RESULTADO:

O Major foi promovido a Tenente Coronel e reformou.
Os praças foram excluidos hoje conforme BGPM nº 23.
E AGORA CORREGEDOR?

O QUE VAI EXPLICAR AO SEU TRAVESSEIRO AO DORMIR?

NÃO DEVERIAM SER TODOS EXONERADOS, OU TODOS REFORMADOS?



SHOPPING em BH, foi promovido e hoje se encontra na Corregedoria? Se lembra de outro determinado oficial que teve a arma da corporação furtada dentro do veiculo "oficial" enquanto ele se encontrava em um motel? Se lembra de outro oficial que foi encontrado na zona com um travesti usando crack, o que aconteceu com ele? Se lembra de um determinado oficial que bulinava praças principalmente recrutas em um batalhão da capital, o mesmo foi até alvo de uma audiência pública da C.D.H da ALMG, o que aconteceu com ele, "nada"? Enfim são vários casos escusos envolvendo oficiais superiores que em vez de punição, receberam promoções.

A bola da vez esta com você Cabo Julio e com o Sgt Rodrigues, voces se quiserem podem mudar esta situação através de uma emenda no EPPM, para que as nossas corporações cumpram o que diz o art. 5º da Constituição Federal que é: " Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:"

quarta-feira, 20 de março de 2013

Tenente Coronel discute com Deputado durante reunião

Um tenente da PMMG entrou sem autorização judicial na casa de um policial militar. A esposa do PM denunciou à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa. A corregedoria da PMMG convidou a esposa do PM para ser ouvida. Numa reunião da Comissão que apurava o assunto, o Deputado Estadual Cabo Júlio disse que ia acompanhar a esposa do PM na oitiva, na condição de advogado dela. Um tenente coronel da PMMG, lotado na corregedoria, disse que “ia avaliar” a presença do Deputado, que não gostou do que do que ouviu.

Fonte: Blog Abordagem Policial

sábado, 26 de janeiro de 2013

Marginal chama Corregedoria da Policia Militar Minas Gerais de comédia



Primeiro ele diz ter "roubado" (furtado), um gps da Corregedoria, depois xinga os policiais de "comédia". Esse é o Direito dos Manos...

MAJOR USANDO CRACK COM TRAVESTI É DOENTE, SGT ALCOOLIZADA É BANDIDA


SGT DO 18º BPM É PRESA ACUSADA DE EMBRIAGUEZ
Hoje pela manhã a Corregedoria da Polícia Militar esteve em Nova Contagem e prendeu uma Sargento (FEM) acusada de estar com sintomas de haver ingerido bebida alcoólica durante o serviço. A militar foi presa pela patrulha da corregedoria e levada para a sede so 18º BPM, autuada em flagrante.
A militar vinha a tempos fazendo tratamento contra o alcoolismo, fato considerado pela OMS - Organização Mundial de Saude, como doença. A militar precisa de tratamento e não de prisão.
Me revolta a covardia da Polícia Militar contra a sargento. Ninguém é a favor obviamente de que um militar se apresente com sintomas de alcool no serviço, pois tal fato alem de colocar em risco a vidas dos militares e da própria sociedade, denigre o nome da corporação.
O que me revolta neste caso, e a forma como a Polícia Militar trata diferenciadamente casos envolvendo oficiais superiores e praças.
A poucos dias atrás, um Major foi pego em um hotel na zona boêmia da capital na companhia de um travesti usando crack. O fato foi matéria de capa de jornal com ampla repercussão negativa para a Polícia Militar. O militar foi tratado como doente e recebeu apoio de todos, inclusive minha solidariedade para se tratar. O nome da PM foi jogado na lama, e como é um doente, pois dependência quimica é doença, e precisa de tratamento, nada aconteceu com o Major e ele foi internado.
Mas, agora quando o caso aconteceu com uma sargento, comprovadamente doente de alcoolismo, ela foi presa em flagrante. E o caso da sargento nao teve nenhuma repercussão externa.
Vergonhoso isso!
CORREGEDORIA COVARDE, DEVIAM TER VERGONHA DE SITUAÇÕES COMO ESTA.
MAJOR USANDO DROGAS COM TRAVESTI É DOENTE, SARGENTO ALCOOLIZADA É TRATADA COMO BANDIDA.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Major que chamou policiais da ROTAM de ladrões é indiciado

Major
 MedeirosO Major PM Paulo Roberto de Medeiros, convocado pelo deputado Sargento Rodrigues para  Audiência Pública, na Comissão de Direitos Humanos, foi indiciado em Inquérito Policial Militar (IPM) por crime militar de “publicação ou crítica indevida”, previsto no art. 166, do Código Penal Militar, conforme publicado na portaria N.111.626/2012-EMPM , de dezembro de 2012.

Medeiros chegou a dizer, durante palesta ministrada no Curso de Procedimentos Rotam, que “A maioria dos policiais daquele batalhão são ladrões”. As informações dos próprios alunos foram endossadas por meio de um relatório apresentado por um major do Estado do Pará, que também participava do curso. Ele ainda disse ser comum militares da Rotam plantarem provas  para justificar prisões e violações de domicílios, prática esta, também conhecida na gíria policial como “javanesa”.

À época, o deputado indignado com as declarações do major, defendeu a seriedade da ROTAM e disse: “Ao insinuar isso, o major também chama os policiais, dentre outras coisas, de traficantes, pois é este o nome dado a quem leva drogas de um lugar para o outro”.

Para Rodrigues é inaceitável a afirmação de Medeiros que praticamente generaliza a corrupção e a bandidadgem na Rotam. E lembra, ainda, que o major já foi preso por praticar furto em um supermercado.

Veja a íntegra do Boletim Geral da Polícia Militar (BGPM) com a publicação da Portaria e do IPM.

Foto: Guilherme Dardanhan/Arquivo ALMG
Fonte: Site Deputado Estadual Sargento Rodrigues 

Comentário nosso: Será que a Corregedoria vai abrir IPM contra o deputado Sargento Rodrigues? É por essas e outras que temos que manter e aumentar a nossa representatividade. Parabéns deputado Rodrigues!!!

domingo, 9 de dezembro de 2012

PM de São Paulo é exonerado por fazer denúncias, essa é a demogracinha brasileira...



HOJE,OS DEFENSORES DA EXTINÇÃO DA JUSTIÇA MILITAR,GANHARAM A MAIS FERRENHA ALIADA:EU! QUERO DEIXAR MINHA INDIGNAÇÃO,MEU NOJO PROFUNDO CONTRA COMANDANTES DÉSPOTA
S QUE USAM TRÁFICO DE INFLUÊNCIA E O ABUSO DE AUTORIDADE PARA ACABAR COM A VIDA DE HOMENS E MULHERES CUJA MISSÃO,FOI ESCOLHIDA E DEFINIDA POR DEUS,PRA SEREM POLICIAIS MILITARES! CHEGARÁ O DIA EM QUE VOCÊS ESTARÃO A FRENTE DO TRONO DE DEUS, E TODAS AS COISAS QUE FIZERAM DE MAL A TANTOS SUBORDINADOS, SERÃO COBRADAS DE VOSSAS MÃOS. NESSE DIA, NÃO HAVERÁ ESTRELAS E NEM AS MERDAS DE PATENTES:TODOS SEREMOS IGUAIS! E EU SEI COMO RESPIRO HOJE,QUE A JUSTIÇA SERÁ FEITA. Joaquim Honorato Neto, FOI DEMITIDO NESTA MANHÃ,POR TER DENUNCIADO AS ARBITRARIEDADES QUE IMPERAM NA INSTITUIÇÃO DA POLICIA MILITAR. TODO O POSSÍVEL SERÁ FEITO PARA QUE ELE RETORNE AO LUGAR QUE LHE É DE DIREITO! POLICIAIS QUE SE IMPORTAM COM A MUDANÇA E COM A VALORIZAÇÃO SUA E DOS OUTROS COMPANHEIROS, SERÃO RESPEITADOS E PRA ISSO, COMEÇAMOS UMA BATALHA INCANSÁVEL PARA ACABAR COM ESTA PATIFARIA TENDENCIOSA E MANIPULADA DE FAZER "JUSTIÇA". O SD.HONORATO, SACRIFICOU SUAS FOLGAS,TEMPO E FAMÍLIA,PARA ESTAR PRESENTE EM TODAS AS AUDIÊNCIAS PÚBLICAS EM BRASÍLIA E PELO INTERIOR,LUTANDO PELA PEC 300. É UM GUERREIRO INCANSÁVEL EM BUSCA DA VALORIZAÇÃO DO SER HUMANO POLICIAL,SENDO MEMBRO DA COMISSÃO DOS DIREITOS HUMANOS DOS POLICIAIS DE SP,TAXADO MUITAS VEZES DE 'LOCO IDEALISTA" ATÉ MESMO PELOS PARCEIROS DE POLICIA. SE ACHAM QUE CALARÃO A BOCA DELE, SE ENGANARAM, SRS. COMANDANTEZINHOS! ELE AGORA NÃO ESTARÁ MAIS SOB O CABRESTO IMPERADOR DE UM RD FALIDO E ARCÁICO QUE CALA A BOCA DOS NOSSOS POLICIAIS QUE HOJE VIVEM TODO E O MAIOR DESRESPEITO QUE UM SER HUMANO PODE VIVER.NÃO TEM ESTA DE DIZER: " SE NÃO TÁ BOM,SAÍ"! NÃO SÃO OS BONS QUE TEM QUE SAIR,MESMO PORQUE SE SAIREM APÓS 10,15,20 ANOS DE PROFISSÃO,NEM UM MALDITO FUNDO DE GARANTIA ELES RECEBEM. QUEM TEM QUE SAIR,SÃO VOCÊS! É O MAL! E ISTO EU NÃO GENERALIZO,PORQUE EXISTE BONS COMANDANTES, JUSTOS E HUMANOS. VOCÊ É LIVRE,HONORATO! TRAGA A TONA A IMPRENSA E A ONDE PUDER,TODA A PODRIDÃO DESTE SISTEMA.NÃO SE ESQUEÇA, VOCÊ TEM AMIGOS,TEM POLÍTICOS QUE TE DARÃO FORÇAS PRA CONTINUAR E O MAIOR DE TUDO: VOCÊ TEM DEUS E A SUA CONSCIÊNCIA! LOUCO?LOUCO É QUEM PENSA E ACREDITA QUE O MAL VENCERÁ O BEM! ESTAMOS JUNTOS,AMIGO...E JUNTOS,SOMOS FORTES! E O RETORNO, SERÁ TRIUNFANTE!

ADRIANA BORGO
PRES. DA COM.DOS DIREITOS HUMANOS DOS POLICIAIS DE SP
AFAPESP

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Após denúncia da Comissão de Direitos Humanos, major é transferido da Corregedoria para a PM 4


Do Site do Deputado Sargento Rodrigues
Foto da notícia
Major PM Paulo Roberto de Medeiros em audiência pública na ALMG

O ato de transferência do major PM Paulo Roberto de Medeiros para a PM 4 foi assinado nesta segunda-feira (01/10), pelo Comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Márcio Martins Sant'Ana. Ele ocupava o cargo de chefe da Seção de Análise de Procedimentos Administrativos da Corregedoria, posto questionado pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, após receber denúncias de que ele havia afirmado que “90% dos policiais do Batalhão Rotam são ladrões”.

A manutenção do major na Corregedoria foi também criticada pelo deputado Sargento Rodrigues, que cobrou do Comando da corporação providências em relação ao assunto, uma vez que o oficial já foi preso por praticar furto em um supermercado.

Veja o ato:  

CORREGEDORIA BGPM RESERVADO n. 202 de 03/10/2012 Fl. 2


POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS

COMANDO-GERAL
CORREGEDORIA

BGPM RESERVADO n. 202/CPM

Belo Horizonte, 03 de outubro de 2012.

Para conhecimento e devida execução na Polícia Militar, publica-se o seguinte:

1) PRIMEIRA PARTE (Assuntos Normativos) -Sem alteração.
2) SEGUNDA PARTE (Assuntos de Pessoal)
3) TERCEIRA PARTE (Assuntos Diversos) -Sem alteração
4) QUARTA PARTE (Justiça e Disciplina)

SEGUNDA PARTE
ASSUNTOS DE PESSOAL

TRANSFERÊNCIA DE OFICIAL – NECESSIDADE DO SERVIÇO

O CORONEL PM COMANDANTE-GERAL DA POLÍCIA MILITAR, em conformidade com o artigo 1º, II, do Decreto n. 36.885, de 23/05/95 e artigo 168, I, da Lei n. 5.301, de 16/10/69 -EMEMG, transfere para a PM.4 o n. 090140-5, Maj PM PAULO ROBERTO DE MEDEIROS, da CPM.

QCG, em Belo Horizonte, 02 de outubro de 2012.

(a) Márcio Martins Sant'Ana, Coronel PM
Comandante-Geral

Entenda o caso:

Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais realizou, no último dia 26 de setembro, audiência pública para discutir as supostas declarações feitas pelo major PM Paulo Roberto Medeiros, de que "90% dos policiais do Batalhão Rotam são ladrões". A autoria do requerimento foi do deputado Sargento Rodrigues, que recebeu a denúncia de que o major teria feito essa afirmação durante o Curso de Procedimentos Rotam. Continue lendo no BLOG DEBATE POLICIAL

 Parabéns ao Comando Geral da PMMG pela atitude sensata, ouvindo os anseios da tropa. Corregedoria é sinônimo de conduta ilibada.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

ASSOCIAÇÃO VAI ENTRAR COM AÇÃO JUDICIAL CRIMINAL E CIVEL CONTRA O MAJOR DA CORREGEDORIA QUE CHAMOU OS MILITARES DE LADRÃO

A ASCOBOM - Associação dos Servidores da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais vai ingressar com ação criminal e cível contra o Major da Corregedoria que durante a instrução do Curso Rotam disse que 90% dos militares daquela unidade são LADRÕES.
Os militares que tiverem interesse em entrar com a ação individualmente podem procurar nosso departamento jurídico por meio do telefone 3332-3785 e agendar seu atendimento.

sábado, 18 de agosto de 2012

COMANDO DA PM MANDA ABRIR IPM CONTRA MAJOR QUE CHAMOU MILITARES DA ROTAM DE LADRÕES

Hoje na parte da manhã estive na Cia de Cães da Polícia Militar no Bairro Saudade e os militares da Rotam que lá encontrei estavam revoltados, para piorar a situação fiquei sabendo que além de tudo ja relatado na postagem anterior, estava na sala de aula do curso Rotam um Major do Pará que veio também fazer o curso e assistiu o oficial chamar os militares de ladrões.
Alem disso o Major da Corregedoria afirmou que os militares que usam tatuagens são marginais, e os oficiais da Rotam Comando são frouxos. "Por mim acabava com esse Batalhão, eu defendi isso no caso serra", disse oficial que parece ter ficado louco.
  PARABÉNS AO COMANDO QUE AGIU RÁPIDO.

MAJOR DA CORREGEDORIA CHAMA MILITARES DA ROTAM DE LADRÕES

Durante instrução do curso Rotam um Major da Corregedoria da Polícia Militar humilhou os militares da Rotam.

O oficial disse que 90% dos militares do Batalhão SÃO LADRÕES e que o batalhão só aprende muitas armas porque forja as apreensões.

Para piorar disse ainda que o CEL Lisboa, atual Comandante Regional de Governador Valadares e ex-comandante do Batalhão Rotam (e que foi promovido a coronel por competência) é incompetente e não teve pulso na condução da ocorrência na Serra em Belo Horizonte.

O fato causou revolta no batalhão. Os oficiais e praças do batalhão estão revoltados.

Esse Major é aquele que tempos atrás foi pego em flagrante ROUBANDO em um supermercado e a Polícia Militar administrou para que não fosse excluído. 

MAJOR, LAVE SUA BOCA PARA FALAR DO BATALHÃO ROTAM.

Comentário nosso: Esse cidadão, baluarte da ética e do pundonor militar, está processando este blogueiro, por postar notícia verídica no blog. Repito, notícia VERÍDICA, no blog, infelizmente não é contra ou a favor deste major, porém demonstra apenas um fato verdadeiro, com registro de ocorrência, reportagem pela imprensa, propagação na Audiência Pública promovida pelo Deputado Sargento Rodrigues e mais, confirmado pelo próprio major, que assumiu ter cometidos erros no passado. Mesmo assim, este blogueiro responde por dano moral, é mole, dano moral...isso mesmo...ele é que cometeu o crime, eu é que tenho que responder pelo crime que não cometi...

quarta-feira, 11 de julho de 2012

VERGONHA NA PM MG - PARTE II CORREGEDORIA AINDA SIGNIFICA FISCALIZAR?

Mais novidades no caso do tratamento diferenciado na hora de punir. Vejam nossas descobertas:

1 - O Coronel corregedor  (anterior) foi a autoridade que mandou abrir a sindicância para apurar a denúncia de recebimento indevido para prender pirueiros;

2 - A sindicância ficou a cargo do Coronel Evandro.

3 - Na sindicância o Major (promovido a Tenente Coronel) arrolou como testemunha sabem quem? o Corregedor, que foi ouvido compromissado a dizer a verdade.

4 - O sindicante apurou que havia transgressão do oficial e de um praça somente.

5 - A sindicância foi pra quem? para o mesmo corregedor que puniu o oficial com oito dias de balão e discordou do sindicante e mandou abrir PAD em todos os praças.

O CORREGEDOR ABRIU SINDICÂNCIA, TESTEMUNHOU NA SINDICÂNCIA E RECEBEU OS AUTOS. ISSO PODE?
 
Fonte: BLOG OFICIAL DO CABO JÚLIO/Blog Política Cidadania e Dignidade

quarta-feira, 27 de junho de 2012

ESCANDÂLO NA CORREGEDORIA DA POLÍCIA MILITAR EM MG


VERGONHA NA POLÍCIA MILITAR - TEN CEL É ACUSADO DE RECEBER DINHEIRO DE EMPRESÁRIOS EM CONTAGEM



Um Major (que foi promovido a Tenente Coronel) foi acusado) juntamente com 04 (quatro) praças, de estar recebendo dinheiro de uma empresa de ônibus em Contagem para combater perueiros na cidade. O CEL Corregedor anterior, que é da mesma turma de CFO "administrou" para o oficial, e pasmem, o transferiu para a corregedoria e mandou abrir o PAD dos praças.
Gravações telefônicas autorizadas pela justiça militar comprovam o fato:

Cabo A.: e ai seu comandante?
Major A:beleza?
Cabo A:ah, o senhor ta onde?
Major A:eu too aqui em Belo Horizonte.
Cabo A:ah , eu digo assim...e trabalhando??
Major A:ah, CORREGEDORIA.
Cabo A:Uai, então, tem um negócio bom ai, ó. Eu vou mandar uma mensagem pro senhor.
Major A:tá.
Cabo A:negócio bom pelando. Pessoal até adianta.
Major A:tá.
Cabo A:beleza?
Major A:então pó mandá.
Cabo A:então falou chefe.
Major A:valeu.
Praça:e aí, chefe, recebeu?
Oficial:tô, tô recebendo, é porque tô na estrada.
Praça:Beleza, A vaca gorda ta mais gorda do que antes, viu.
Oficial:Eu vô lê aqui, ai vô ve que é, e te respondo aí.
Praça:Beleza, assim, nó.
Oficial:Falô então.
Praça:Dez vezes..

Praça:Cê entendeu? Então, assim. e outra coisa que é, aquele serviço que a gente fazia junto, senhô lembra?
Oficial:certo.
Praça:agora ta dez vezes melhor, má muito bom. coisa assim de. uai, eu tô de notebook.
Oficial:É ta certo. Não, mais ocê me pagando aquele troco lá, que eu que, botei na sua conta ta bom demais.
Praça:se o senhô quiser agora dia dez de maio, tá, tá na mão do senhô.
Oficial:cê lembra que eu deposite e, ocê falou que sua conta tava furada?
Praça: Lembro, ué, lembro disso.

Oficial:beleza.

  

Praça:É mil reais por semana, assim, senhô veim..
Oficial:Vamos entrar na fita sim, vamos voltá a fazer a parceria. 

Praça: o JUNINHO, euC to tranquilo, eu agora fiquei feliz sô, o MAJ A..., tinha tempo que não me ligava.
Paisano: hã.
Praça: e ai, me ligo hoje pra saber como é que tá a familia, aquele negócio todo, aí eu perguntei: e o Senhor Comandante o senhor tá onde? Aí ele falô assim: CORREGEDORIA, aí eu falei ah, onde apura coisas irregulares de policia...

Paisano:Aonde que ele tá?

Praça:CORREGEDORIA.
Paisano: Cê me falou nisso aí. 

Major A.: Oi?
Cabo A.:Ô chefe, cabei de falar com o JUNINHO, marquei prá terça-feira, duas horas e os mil, o senhô ja vai sentá na sala ganhando mil.

Major A: como é que é?
Cabo A: Marquei pá terça, duas horas, o senhô já vai sentá na sala ganhando mil.
Major A: duas horas aonde?
Cabo A: Na empresa.
Major A: Na empresa né?

Cabo A: isso:
Major A: Tá.
Cabo A: O senhor vai ficar é muito bem.
Major A: tá ok.

Cabo A: JUNIN?
JUNINHO: É ele?
Cabo A: Beleza? só pra te dar conhecimento...
JUNINHO: Ah...
Cabo A:....eu já to indo pra empresa, o ...Major A, qué dizer Majó não né, TENENTE CORONEL A, já ta lá.
JUNINHO: Dez minutos eu tô lá.
Resumo:
Esses são apenas uma parte dos grampos que estão na justiça. OMajor (depois promovido a Tenente Coronel), segundo a acusação, estaria  recebendo dinheiro de donos de empresas de ônibus em Contagem para combater os perueiros na cidade.
O interessante que após o fato ter chegado ao conhecimento do então corregedor da PM, Coronel Romero, este "administrou" o caso, e transferiu o oficial para a CORREGEDORIA. Isso mesmo, para a corregedoria. CONTINUE LENDO NO BLOG DO CABO JÚLIO

sexta-feira, 30 de março de 2012

Denuncia de assédio moral contra a Subcorregedoria da PM em Teófilo Otoni

TEÓFILO OTONI - NOVAS DENÚNCIAS E DESTE VEZ CONTRA A SUBCORREGEDORIA DA PM DAQUELA CIDADE

Cabo Fernando boa noite,

Os fatos e argumentos que passo a expor são carecedores de severas apurações pelos representantes de Classe da PMMG e do CBMMG, pois mais uma vez, Teófilo Otoni é palco de fortes cenas de abuso de autoridade e violações de direitos humanos, que tiveram como reflexo o afastamento psicológico de dois Soldados da PMMG.

            Dessa vez companheiro, as investidas foram protagonizadas pelos militares da SUBCORREGEDORIA, desta cidade, conforme passo a expor:

1º Instante: Ocorre que na data de 26/03/2012, na parte da manhã, os Graduados 1º Sargento Tavares e 2º Sargento Renato, componentes da Subcorregedoria, de posse de uma viatura policial identificadas com Letras Garrafais “SUBCORREGEDORIA”, estacionaram sua viatura na porta de entrada da Unidade de Atendimento Integrado – “Posto UAI”, desta cidade com intuito de fiscalizar a .. .. ...... que ali presta seus serviços a mais de um ano. Dentro daquele órgão governamental, encontraram a militar desempenhando com excelência todas as atividades a ela conferidas, de forma correta e profissional, contudo, mesmo assim os graduados, realizaram vários questionamentos quanto as atribuições operacionais da militar, sendo que nada foi encontrado de anormal pelos corregedores, os quais foram embora. Ressaltamos ainda, que essa primeira sessão de sabatina, ocorreu na frente de vários funcionários civis do UAI e vários freqüentadores e usuários.Continue lendo no Blog do Cabo Fernando:>>>>

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Deputado pede afastamento de Major da Corregedoria da PM








Na tarde de terça-feira, 13/12, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou requerimento do deputado Sargento Rodrigues ( PDT) que solicita o afastamento do Major Paulo Roberto de Medeiros do cargo que ocupa na Corregedoria da Polícia Militar. O auditório da ALMG foi o centro de uma longa discussão que teve como foco na abordagem de fortes denúncias, entre elas, a de perseguição em processo administrativo e violação de direitos humanos, praticadas pelo Major Paulo Roberto de Medeiros, lotado na Corregedoria em desfavor do Capitão PM Leopoldo de Vasconcelos Maria.Na reunião também foram expostos relatos de outros policiais contra a Corregedoria da PM. Tais depoimentos colocaram em questionamento a isonomia por parte da Corregedoria, alegando que o órgão tem se pronunciado favoravelmente apenas nos casos em que se envolvam policiais com altas patentes.


 
O advogado Daniel Mendonça e representante do Capitão Leopoldo de Vasconcelos expôs aos presentes a falta de sensibilidade por parte do Major Paulo Roberto de Medeiros durante o curso do Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O Deputado Sargento Rodrigues (PDT), um dos autores do requerimento para realização da audiência, solicitou ao corregedor Coronel Hebert Fernandes Souto Silva, explicações sobre o retorno de um ofício enviado ao Comandante Geral , que questiona o princípio de moralidade administrativa do Major Paulo Roberto de Medeiros, quanto a sua permanência nas funções de assessor na Corregedoria, já que o mesmo possui em seu histórico a acusação de prática de furto de mercadoria ocorrido no interior de um hipermercado da capital no ano de 1996, quando ostentava a patente de capitão. O Corregedor Coronel Hebert esquivou-se e não conseguiu explicar porque o parlamentar não havia recebido um retorno de um ofício, enviado há 1 ano e meio atrás. Mas, depois afirmou que o retorno havia sido encaminhado à Comissão de Direitos Humanos.


 
Outro fato relevante na audiência foi esclarecido, quando o deputado Sargento Rodrigues questionou ao major, porque o parlamentar havia sido citado na denúncia contra o capitão,quando em depoimento, o major afirmou ter estado pessoalmente com o deputado Sargento Rodrigues e, que o parlamentar, é quem havia lhe fornecido as informações sobre o autor das denúncias sobre sua vida pregressa. Questionado pelo deputado, o major se retratou, afirmando que tal conversa e encontro nunca existiram.


 
Alegando problemas de saúde, o Capitão Leopoldo se manifestou ao final da audiência, negou o crime a ele imputado e reforçou aos presentes que sofre por parte do Major Paulo Roberto Medeiros retaliações, detalhando aos presentes que as mais de 30 notificações, denunciando arbitrariedades por parte da equipe da Corregedoria, enviadas àquele órgão, sequer foram apuradas.


 
O Major Paulo Roberto de Medeiros acusa o capitão Leopoldo em inquérito policial militar instaurado em outubro de 2011, da divulgação por parte do capitão de fatos de sua vida pregressa, bem como supostos fatos ocorridos na Corregedoria com parentes do investigado e o ofendido, difamando-o e injuriando-o para terceiros e para coronéis da PM, por meio da Internet e Intranet. A PM, na época, abriu um IPM para investigar quem havia denunciado o major. Durante a audiência, o Major se defendeu, alegando que apenas é um assessor dentro Corregedoria e que seu trabalho se restringe à emissão de pareceres. O corregedor da PM, Coronel Hebert Fernandes Souto Silva defendeu o major, afirmando que sua reputação, quanto assessor é ilibada, mesmo citando o episódio ocorrido há 15 anos, quando o major Paulo Medeiros fora acusado e punido administrativamente pela prática de furto. Hebert também reclamou da defesa do capitão, alegando que seu advogado estaria impedindo o andamento do processo. O Coronel acusou o capitão de veicular em blogs  notícias difamatórias contra o major Paulo Roberto de Medeiros.

Outras denúncias

Durante os questionamentos ponderados pela audiência, surgiram outras denúncias trazidas por policiais e ex-policiais que retratam retaliações sofridas e tortura nas prisões.

Ao final da audiência foi aprovado requerimento do deputado Sargento Rodrigues ( PDT),que solicita que seja encaminhado ofício pedindo afastamento do major Paulo Roberto de Medeiros dos quadros da Corregedoria da PMMG, em razão da incompatibilidade de sua permanência por carência dos pressupostos da idoneidade e moralidade, como também, em atenção ao art. 37 da Constituição da República, em obediência aos princípios norteadores da administração pública, dentre eles a moralidade e a impessoalidade. Também no requerimento foi solicitado o envio de cópias do ofício e das notas taquigráficas da audiência ao Procurador-Geral da Justiça do Estado e ao Presidente da Conselho da OAB/ MG.

Compareceram à audiêcia pública representando o Coronel PM Renato de Souza, o Coronel e Corregedor da PM, Hebert Fernandes Souto Silva;o convocado Major PM Paulo Roberto de Medeiros, Chefe da CPM1 da Corregedoria da PM; o Coronel PM Jefferson Rodney de Oliveira – vereador da Câmara Municipal de Bom Despacho; representando o Major PM Antônio José Zinato – o advogado Antônio José Zinato; Fábio Henrique Queiroz, Chefe do Departamento Jurídico do Centro Social dos Cabos e Soldados, representando o Presidente Cabo Coelho; o Cabo PM Kleber Muniz da Silva e Daniel Igor Mendonça, advogado, representando o Capitão Leopoldo de Vasconcelos Maria do Quadro de Oficiais da Reserva da Polícia Militar.

Fonte: Site Deputado Sgt Rodrigues

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Audiência sobre assédio moral na Corregedoria da PMMG



Debate quente na tarde de hoje, 13, durante uma audiência na Assembleia Legislativa. Um capitão da PM denunciou que estava sendo perseguido por um major da corregedoria e pediu para ser ouvido pelos deputados da Comissão de Direitos Humanos.
Fonte: Tv Alterosa/Blog do Rei

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Novo modelo no combate a corrupção policial


A experiência colombiana de combate à corrupção policial é um exemplo e tanto de que é possível reduzir essa praga, a maior chaga das forças da lei no Rio

por Caio Barretto Briso, de Bogotá 


É inegável que o Rio de Janeiro realizou avanços importantíssimos na área de segurança nos últimos anos. A retomada de regiões inteiras da cidade das mãos dos traficantes de drogas foi um exemplo palpável de progresso. A queda dos principais índices de criminalidade também. Por isso mesmo, as recentes notícias sobre o envolvimento de onze policiais militares — incluindo um chefe de batalhão — no assassinato da juíza Patrícia Acioli chocaram a população. Antes esperançosas com as conquistas, as pessoas agora estão atônitas e se perguntam se a euforia anterior não passou de mera ilusão. Pois quem acreditou que todos os problemas estavam resolvidos porque algumas favelas foram pacificadas de fato se enganou. Nenhuma guerra contra o crime organizado será bem-sucedida se aqueles que deveriam proteger a lei estiverem, repetidas vezes, à margem dela. E a realidade cruel é que temos hoje uma das polícias mais corruptas do Brasil. Embora gravíssima e de difícil solução, tal situação pode melhorar de forma significativa. Outras cidades e países, em diferentes momentos de sua história, enfrentaram o mesmo desafio e saíram vitoriosos. De todos eles, o caso mais parecido com o nosso, pelo grau de depravação das corporações e pela proximidade cultural, é o da Colômbia. VEJA RIO foi até lá conhecer a experiência, um modelo que pode ser seguido aqui. "O segredo é tornar a luta contra o crime a prioridade número 1 do governo", afirma Hugo Acero, consultor das Nações Unidas e ex-secretário de Segurança de Bogotá, a outrora perigosa capital colombiana.


Apresentação de novos oficiais na academia

Como todas as políticas públicas bem executadas, a fórmula de nossos vizinhos baseou-se em princípios muito simples. Diante do descalabro total, com boa parte da instituição policial dando a impressão de que estava na folha salarial do megatraficante Pablo Escobar, morto em 1993, era preciso começar de novo. A primeira atitude foi a criação de um órgão externo à corporação, com amplos poderes de fiscalização. Semelhante ao Ministério Público e composta de jovens advogados, a Fiscalía General de la Nación atua de forma implacável na perseguição aos desvios cometidos pelas forças de segurança. Desde sua criação, em 1991, foram expulsos da Polícia Nacional nada menos que 20 000 homens, mais de 20% do efetivo atual. Seu trabalho foi facilitado com a aprovação de uma lei, no mesmo ano da morte de Escobar, que agilizou sobremaneira os processos de ejeção dos criminosos. No Rio, um procedimento como esse pode demorar até dois anos. Na Colômbia, apenas alguns dias. Em paralelo, realizou-se uma reestruturação completa da carreira. Logo na largada, os integrantes da tropa receberam um aumento de 30%, acrescido de um plano de promoções por metas alcançadas e bônus em caso de sucesso. A ideia era atrair perfis diferentes, incentivando a entrada de mulheres (atualmente elas representam 8% do contingente) e abrindo as portas para pessoas com diplomas em diversas especialidades. Hoje, mais da metade dos policiais de Bogotá possui nível superior. Há dezoito anos, o índice não passava de 10%. Aqui não temos sequer essa estatística. "O objetivo é que em 2014 todos falem inglês", conta o major Domingo Lopez, ele mesmo formado em agronomia e gestão pública. 

Cena do filme Tropa de Elite 2

O soldado médio da Polícia Nacional — lá ela é unificada, com hierarquia militar, não existindo a polícia civil — hoje é um profissional como Nelson Eduardo Jimenez, de 34 anos. Formado em administração de empresas, ele mora em uma casa confortável de quatro quartos, comprada graças a um longo financiamento, com aparelhos domésticos novos e um carro do ano na garagem. Seus familiares têm direito a se tratar no hospital da corporação, entre os melhores de Bogotá, e sua filha Mariana, de 3 anos, poderá estudar no colégio criado para os herdeiros de oficiais e militares. Nos fins de semana, a família frequenta um clube esportivo da classe — sem falar nas férias, quando eles têm a opção de viajar para hotéis exclusivos espalhados pelo país. Professor de defesa pessoal na Escola de Cadetes General Santander, a principal formadora de agentes da Colômbia, Jimenez foi promovido recentemente e já mira uma nova ascensão, daqui a dois anos, pois mantém seu índice — usado para avaliar o desempenho da tropa — sempre elevado. Funciona assim: cada integrante recebe 1 200 pontos em janeiro e precisa chegar a dezembro pelo menos com o mesmo número. Faltas e deslizes são subtraídos desse total, desempenhos positivos são adicionados. Quem chega a uma pontuação de 900 pode ser expulso. E os que ultrapassam os 1 500 se credenciam a promoções e cursos. "Ser policial aqui é mais do que uma profissão", diz ele. "É um projeto de vida."



A prisão do coronel Cláudio Oliveira: acusado de mandar matar a juíza Patrícia Acioli: a realidade imita a ficção

Não existem indicadores precisos para medir o grau de corrupção de uma corporação. O alto número de expulsões, seguido por sua drástica diminuição, pode indicar tolerância zero com os infratores no primeiro momento e uma tropa mais higienizada nos anos seguintes. A melhora nos índices de criminalidade, especialmente depois de um período de descontrole, também costuma ser encarada como avanço não só da eficiência, mas da integridade dos policiais. Na Colômbia, as duas variáveis aconteceram nas últimas duas décadas (veja o quadro nas páginas 28 e 29). Mas o melhor termômetro para mensurar o impacto dessas mudanças foi a recuperação da imagem da Polícia Nacional junto à sociedade colombiana. Em 1993, a taxa de confiança da população nela era de apenas 17%. Hoje, esse número chega a 61%, um progresso notável em menos de duas décadas. "Mas essa é uma guerra sem fim. Qualquer descuido ou leniência com as fraudes pode levar rapidamente ao retrocesso", adverte Alex Wong, diretor sênior do World Economic Forum e especialista no tema. 



Como as pragas na lavoura ou a gordura no organismo, a corrupção policial se espalha rápido — e cede terreno lentamente. No Rio, é difícil precisar como a situação chegou a este ponto, com a criação de bem lubrificados canais de arrecadação de dinheiro por parte da banda podre da segurança pública. Sabe-se, porém, que a idoneidade nunca foi a característica mais marcante de boa parte dela. Na verdade, ela já nasceu sob a égide da fraude e tinha na sua origem a missão de favorecer uma classe social, a corte. Quando foi criada por dom João, em 1808, recrutava os elementos mais baixos da sociedade, e suas mais diversas funções — como fiscalizar obras — eram um convite à bandalheira. A falta de ética foi tão grande que, em 1831, o regente Feijó acabou com a polícia. Dois meses depois nasceu uma nova tropa, com ampla substituição de oficiais. Como se vê, a limpeza não foi tão caprichada. Com o passar dos anos, pagar uma "cervejinha" ao guarda virou uma cena quase folclórica na cidade e as ligações com o jogo do bicho e o crime em geral ficaram cada vez mais intensas. 


O policial Jimenez e sua filha Mariana: grau universitário e promoções

Foi o poderio do tráfico de drogas, impulsionado a partir da década de 80, o grande divisor de águas na história da degradação da polícia. Com o aumento do consumo, o "arrego" (propina) ganhou escalas nunca alcançadas e a proximidade entre os grupos convenceu os desonestos de que o crime compensava, sim — e muito. Curiosamente, a melhor narrativa dessa evolução deu-se no filme Tropa de Elite 2 — O Inimigo Agora é Outro. Na trama, um major da PM observa o lucro dos bandidos do morro obtido com a distribuição de gás e outros serviços. Decide então tomar o lugar dos criminosos e tocar os diversos empreendimentos ele mesmo. É ficção, porém a obra do diretor José Padilha não está longe da realidade. Evidentemente, existem exceções, mas agentes da lei estão envolvidos hoje em todos os negócios ilegais praticados no estado. Da venda de armas e cocaína à máfia dos caça-níqueis. Das conexões irregulares de TV a cabo nas favelas à segurança de bicheiros. "As relações com o crime se aprofundaram à medida que os bandidos se organizaram e ficaram poderosos. Depois, os policiais passaram a copiar esses modelos", diz o historiador Milton Teixeira.


Se existe um consolo, é a certeza de que a cúpula da segurança pública sabe o que precisa ser feito. O secretário José Mariano Beltrame, que esteve em Bogotá com o governador Sérgio Cabral no início de 2007, tem uma visão muito clara sobre o problema e vem reafirmando a disposição de limpar a polícia. Uma de suas principais decisões nesse sentido, a ser implantada a partir de janeiro, é a reforma na grade curricular e na carga horária das academias de formação de militares e civis, de onde estão saindo mais de 500 homens por mês. Serão descartadas algumas disciplinas e acrescentadas novas, com ênfase em temas como direitos humanos e cidadania — exatamente como na polícia colombiana. Os instrutores das escolas, hoje voluntários, passarão a receber 65 reais por hora de aula.

Além disso, estão sendo investidos 536 milhões de reais em tecnologia. As aquisições mais importantes são tablets 3G de bordo e câmeras que filmarão as viaturas por dentro e por fora. A localização exata dos automóveis e as gravações poderão ser acessadas ao vivo pelas corregedorias das corporações. Nem o uniforme será mais o mesmo. "Nossa polícia foi preparada para a guerra, mas agora precisamos mudar isso. É a hora de formarmos policiais cidadãos", afirma o secretário, que também aposta no aperfeiçoamento das investigações, como ele fez na Polícia Federal. "Posso ser aplaudido ou vaiado. é o risco que corro. Mas, por favor, deixem-me fazer do meu jeito." A faxina precisa ser grande. Felizmente, experiências como a colombiana mostram que é possível limpar, pelo menos, a parte mais grossa da sujeira.

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