Debate quente na tarde de hoje, 13, durante uma audiência na Assembleia Legislativa. Um capitão da PM denunciou que estava sendo perseguido por um major da corregedoria e pediu para ser ouvido pelos deputados da Comissão de Direitos Humanos.
O policial militar João Dias Ferreira, pivô do escândalo que derrubou o ex-ministro do Esporte Orlando Silva (PCdoB-BA), foi preso na tarde de ontem (07) no Palácio do Buriti após ter agredido dois servidores e jogado R$ 159 mil no chão (!?). Notícia daFolha.com:
O policial militar João Dias Ferreira, que acusou um esquema de desvio de dinheiro no Ministério do Esporte, foi solto na noite desta quarta-feira após pagar fiança. Ele havia sido detido horas antes após ter agredido dois servidores do governo do Distrito Federal e ter jogado R$ 159 mil no chão, dinheiro que diz ser de propina de pessoas ligadas ao governador Agnelo Queiroz (PT), ex-chefe da pasta.
Segundo o advogado de Ferreira, ele recebeu “inúmeras” propostas de pessoas ligadas a Agnelo e, ontem, teria decidido aceitar para poder filmar a entrega do dinheiro.
O pagamento seria um “cala-boca” para que o policial não falasse das irregularidades no Ministério do Esporte e os desdobramentos do caso.
“Ele recebeu ontem esse dinheiro na casa dele de pessoas que ele entende que sejam do governo, como forma de ‘cala-boca’. Ele resolveu então ir devolver o dinheiro e foi na secretaria de Paulo Tadeu, que é quem ele entende que foi a origem do dinheiro”, disse o advogado de Ferreira, André Cardoso.
O policial foi preso em flagrante na tarde desta quarta-feira, na sede do governo do DF, o Palácio do Buriti. Ele foi detido após agredir uma assessora da secretaria de governo, comandada por Paulo Tadeu –um dos principais aliados de Agnelo.Continue lendo no blog Implicante:>>>>>>
O policial militar Allan Coelho Monteiro, que trabalha na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade da Formiga, na zona norte do Rio de Janeiro, é acusado de matar o comerciante Rafael Antonio Cesar Dias Pereira, na madrugada de ontem, durante uma briga de trânsito na Rodovia Washington Luiz.
A Corregedoria da Polícia Militar (PM) informou na manhã de hoje que já obteve junto ao plantão judiciário, às 3h da madrugada, o mandado de prisão preventiva do policial militar.
O corregedor da PM, coronel Waldyr Soares Filho, informou que o policial ainda não foi preso, mas seus familiares já disseram que ele se apresentará na tarde de hoje. "A corregedoria agiu proativamente e obteve o mandado porque o caso é muito grave", disse o corregedor.
Em depoimento de mais de sete horas à Polícia Federal, o policial militar João Dias Ferreira, que fez denúncias sobre a existência de um esquema de corrupção no Ministério do Esporte envolvendo o ministro Orlando Silva, disse ao deixar o prédio da PF que confirmou as acusações e apresentou parte das provas que comprovam a participação do ministro e de funcionários do primeiro e segundo escalões no esquema de desvio de dinheiro público.
Em reportagem publicada pela revista Veja no último sábado, Ferreira denunciou um esquema de corrupção noPrograma Segundo Tempo, que repassa recursos para incentivar a prática de esportes entre crianças de baixa renda. Segundo a denúncia, o próprio ministro teria recebido dinheiro desviado do programa, em troca da liberação de recursos para organizações não governamentais. O esquema teria movimentado mais de R$ 40 milhões em oito anos.
Ferreira adiantou que novos documentos e áudios que comprovam o esquema de corrupção serão entregues na segunda-feira
Ferreira não detalhou as provas que foram apresentadas à Polícia Federal, mas adiantou que novos documentos e áudios que comprovam o esquema de corrupção serão entregues na próxima segunda-feira (24). “Vai ser o nocaute”, declarou. Segundo ele, entre as provas estariam gravações, prestações de contas e relatórios de fiscalização fraudados e com datas falsas.
O policial disse ainda ter apresentado à PF uma lista com pelo menos 15 pessoas envolvidas no esquema que podem ajudar a comprovar as acusações de desvios do Programa Segundo Tempo. Na lista, estão funcionários do Ministério do Esporte e dirigentes de organizações que recebiam os repasses. Os citados serão convocados a prestar depoimento, segundo Ferreira. A PF não se manifestou sobre o depoimento.
Em entrevistas e depoimentos a parlamentares desde domingo (16), Orlando Silva tem negado as acusações e tentado desqualificar o denunciante. Na terça-feira (18) na Câmara, o ministro chamou Ferreira de “desqualificado”, “criminoso” e “bandido”.
“O ministro diz que eu não tenho provas, mas eu estou muito tranquilo. Quem tem que passar a se preocupar a partir de agora é ele, porque eu estou entregando as provas aqui na Polícia Federal e também vou à Procuradoria-Geral da República”.
Ferreira declarou que pediu proteção policial, mas que não houve negociação de delação premiada. O policial foi preso ano passado pela Operação Shaolin, da Polícia Civil do Distrito Federal, que investigava fraudes no repasse de recursos do Programa Segundo Tempo. Ferreira, que dirigia uma associação de kung-fu é acusado de desviar R$ 2 milhões do programa.