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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Desembargador lança projeto inédito e pioneiro para o combate ao crack, com apoio do Rotary, em São Paulo

www.fiquealerta.net
Por Jorge Serrão em 06/10/11


O desembargador Antonio Carlos Malheiros colocará em prática, na região conhecida como Cracolândia, um posto de atendimento para definir a internação compulsória de crianças e adolescentes viciados. Coordenador da Infância e Juventude do TJ-SP e professor das Faculdades Integradas Rio Branco, Malheiros promete que, nas próximas semanas, a cidade de São Paulo conhecerá um projeto inédito e pioneiro para o combate ao crack.

Idealizador do projeto, que tem o apoio da Fundação de Rotarianos de São Paulo, o professor e desembargador Malheiros explica que a iniciativa foi baseada nos princípios de solidariedade e é amparada legalmente pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente): “A proposta é conhecer a situação da criança. Ela será beneficiada porque vamos procurar os dois lados dessa questão, do menor e da família. Com isso, teremos condições de decidir se encaminhamos a criança para um abrigo, para uma clínica, ou até se tem condições de voltar para casa”.


O posto de atendimento deverá entrar em funcionamento ainda esta semana na terrível Cracolândia que serve de cenário para mortos-vivos que se viciam e, na maioria dos casos, praticam outros crimes para financiar a compra de drogas. O professor Malheiros aposta no sucesso da iniciativa: “Estaremos em contato com essa realidade e contaremos com o apoio de profissionais especializados, como assistentes sociais e médicos, e ainda contaremos com o apoio do Poder Público”.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Policial larga arma por crack

                         
Eles trabalham com segurança pública e ajudam no combate ao tráfico de drogas. No entanto, casos de policiais dependentes químicos são mais comuns do que apontam as estatísticas. "Junto de advogados e médicos, eles compõem o grupo de profissionais com maiores índices de uso de drogas", informa o psiquiatra Bruno de Castro Costa, especialista em dependência química. Segundo ele, o alto nível de estresse dessas carreiras os coloca ainda mais vulneráveis.

O assunto é delicado e desagrada a cúpula das polícias, que guarda segredo sobre os números de viciados em crack nas corporações. A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) não diz quantos são os profissionais afastados ou em recuperação. A Polícia Civil conta com um programa específico para prevenção e tratamento, o Programa de Acompanhamento Psicossocial (PAPS), que também mantém sob sigilo. Um vídeo em seu site apresenta a iniciativa como "acompanhamento psicossocial com visitas hospitalares e visitas nos domicílios de profissionais afastados, com o objetivo de diagnosticar os problemas que acometem os policiais".

De condições precárias de trabalho a problemas familiares, os motivos apontados pelos policiais para começar a usar o crack são inúmeros. Para alguns deles, a convivência com usuários e criminosos, o consumo de drogas legalizadas, como a cerveja, e a proximidade com as drogas por força da profissão são pontos fundamentais para entender como um policial se rende ao crack.

Foi o caso de Fabrício (nome fictício), um ex-agente de polícia de 42 anos, que é dependente químico e foi usuário de crack e cocaína por dez anos. O uso galopante da droga lhe trouxe inúmeros problemas e grandes perdas. "Comecei na cocaína e passei para o crack, que é o fundo do poço. Já gastei todo o meu salário em drogas, e quando não tinha mais grana, passei a vender coisas minhas. Chegava em casa sem celular, tênis e jaqueta; eu trocava tudo em pedra", relata. Internado mais de uma vez, disse que conheceu vários policiais dependentes químicos. "A polícia já perdeu um monte de profissionais que ficaram doentes (por causa da droga), vários bons policiais morreram de overdose. Conheci um viciado em crack que me disse que estava apenas aguardando a morte".
 
Reportagem: Rafael Rocha
Foto: Cristiano Trad
Jornal OTempo

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