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segunda-feira, 11 de junho de 2012

RIO +20 deveria se chamar RIO +171

            
   
             Por Marcelo Anastácio - Blog No Q.A.P

      O Brasil que segue...sediará um evento para discutir sustentabilidade, como se autoridade tivesse, não em relação aos recursos naturais sempre abundantes  mas, sobretudo em relação as práticas e exemplos que o Estado brasileiro não dá aos seus cidadãos. Se não vejamos: no transporte, temos um enorme parque aquático, que sequer é explorado, em compensação vemos  as grandes cidades vivendo o caos nosso de cada dia com engarrafamentos panes nos trens, metrô, falta de ônibus, poluição urbana pelo excesso de veículos nas  ruas, justamente pela ausência de uma política de transporte que de fato seja eficaz, acessível e ágil  Então, no transporte público, seríamos reprovados.

        Na geração de energia temos boas temos além do álcool, outras pesquisas em andamento, como óleo de dendê, e as próximas gerações poderão usufruir o petróleo extraído do pré-sal. Contudo, como explicar a criação de novas usinas atômicas no Brasil, pais farto de opções energéticas, enquanto o muitos países estão descartando essa modalidade? A Alemanha vai desativar 22 usinas nucleares até 2022. O Japão desativa mais uma usina nuclear. Enquanto o Brasil terá nova usina nuclear: Angra III. Que sustentabilidade é essa, a ser proposta na RIO +20, se nossos paradigmas comprometem as gerações futuras?  O “Relatório Brundtland”, publicado em 1987, diz que sustentabilidade é “suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas”. Esta é a ideia! (Fonte: SWU).

       Aliás esse nome RIO +20 é bem sugestivo, se lembrarmos dos desabrigados das tragédias consecutivas do "Morro do Bumba" e da região serrana do Rio, como Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, teremos muito a comemorar. Enquanto no Japão os desabrigados pelo tsunami já começaram a receber suas casas, no Brasil, milhões e milhões foram desviados, e outros milhares estão morando de favor até hoje.

       Isso falando só no Brasil, fora outros países como os EUA e China que não respeitam nenhum protocolo ambiental.

       RIO +20 é sobretudo um evento político-marqueteiro-eleitoral. Assim como a ECO 92, foi um festival de relatórios sem nenhum aproveitamento prático, vinte anos depois veremos a falácia ser repetida, remaquiada, rebatizada... 

      Por Marcelo Anastácio
      Blog No Q.A.P