notícias

Loading...

Contatos

Impostômetro. Acorda Brasil!!!

...

Seguidores

Frase de Ruy Barbosa

Mostrando postagens com marcador efetivo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador efetivo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Um país sem "inteligência"

           Por Marcelo Anastácio - Blog "No Q.A.P" 
                    
      Aquela polícia simplesmente repressiva, com o policial de superpoderes, habilidoso com as mãos e desastroso com as palavras, já é paradigma ultrapassado. Hoje muitos policiais buscam se qualificar, seja para outros concursos públicos, cujo pré-requisito é a exigência do curso superior, seja pelo crescimento individual. A tropa está melhora a cada dia o nível intelectual, isso é fato! Nesse aspecto as instituições de segurança pública ganham muito!

         Contudo, essa melhoria na qualificação da mão-de-obra, quase nada pode refletir na melhoria do serviço prestado. Isso porque, mesmo nos lugares onde há bons equipamentos, viaturas novas, efetivo adequado, ainda sim, o modelo de policiamento brasileiro é atrasado, pois vivemos a utopia do policiamento ostensivo. Como se os criminosos respeitassem a farda. Inclusive um deputado de Goiás, major da reserva, que defende o desarmamento de armas letais para a polícia, tamanho absurdo; como se vivêssemos na Inglaterra, com o mesmo ordenamento jurídico, a mesma equidade social, etc.

         O modelo brasileiro é tão arcaico, já no seu planejamento, que prioriza o policial ostensivo, as viaturas de patrulhamento preventivo que por sorte irão prender o criminoso, sempre após o crime; que será preso se não for bom no volante, ou não dispuser de um veículo possante. Caso contrário a fuga será sempre certa. Por quê a inteligência não é valorizada? Por quê não se reserva parte do efetivo para o serviço de inteligência? A resposta é óbvia, há o conflito de competências entre a Polícia Civil, que por força constitucional é quem tem esse dever, mas não tem efetivo suficiente. A PM por sua vez, tem o serviço de inteligência autorizado, desde que seja para fazer a defesa interna. As vezes desvia alguns agentes, até com boa intenção, porém o faz sempre com o temor de ser descoberta ou denunciada pelo Ministério Público, por usurpação de função. 
             
       O Brasil não tem inteligência, na proporção que as fronteiras continentais exigem, por isso temos "indústrias paralelas", seja nas drogas exportadas em navios ou importações de armas  por exemplo. E tudo isso irá escoar para as grandes Capitais, onde o soldado desprovido da clarividência deverá se expor, enquanto o criminosos disfarçados e protegidos pela "falta de inteligência" do estado, continuarão escondidos, com seus comércios paralelos e clandestinos. E o melhor, sem pagar tributos...protegidos pela "inteligência do Estado".

         Marcelo Anastácio