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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

"A sociedade carioca cria seus ‘capitães do mato’ e depois os joga aos leões"


 E assim colocamos nas ruas do Grande Rio nossos ‘capitães do mato’. E vamos esperar que eles fizessem o que? Em minha opinião já fazem até muito, da forma correta, diante do universo em que trabalham, vivem e convivem… . E eles erram, erram cometendo erros que muitas vezes custam a vida de inocentes. E por isso são punidos, expulsos de sua corporação, perdendo seu ganha pão e indo para a cadeia. Nós fazemos o que? Gritamos: – Os joguem aos leões! Os crucifiquem! E assim aplacamos nossa consciência omissa diante do que se passa em nossa polícia militar. Continue lendo no blog do Segadas

segunda-feira, 17 de março de 2014

Vídeo: Policiais dão socorro, porém a viatura abre e a vítima é arrastada...


Era cerca de 9 horas desse domingo 16/03/14, quando uma viatura do 9º BPM (Rocha Miranda) descia a Estrada Intendente Magalhães, no sentido Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio, com o porta-malas aberto. Depois de rolar lá de dentro e ficar pendurado no para-choque do veículo apenas por um pedaço de roupa, o corpo de uma mulher foi arrastado por cerca de 250 metros, batendo contra o asfalto conforme o veículo fazia ultrapassagens. Apesar de alertados por pedestres e motoristas, os PMs não pararam. Um cinegrafista amador que passava pelo local registrou a cena num vídeo.

A mulher arrastada era Claudia Silva Ferreira, 38 anos, baleada durante uma troca de tiros entre policiais do 9º BPM e traficantes do Morro da Congonha, em Madureira. Em depoimento à Polícia Civil, os PMs disseram que a mulher foi socorrida por eles ainda com vida, e levada para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, mas não resistiu. Já a secretaria Estadual de Saúde informou que a paciente já chegou à unidade morta. Ela levou um tiro no pescoço e outro nas costas.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

PM de Cuiabá mata deficiente auditivo em abordagem


Jovem de 19 anos foi baleado nas costas por policiais militares na tarde desta terça-feira (7) na Avenida República do Líbano, em Cuiabá (MT). Ademar Silva de Oliveira, deficiente auditivo, foi atingido após uma abordagem feita por PMs no local. De acordo com o sargento que comandou a operação com mais dois agentes, e que não teve o nome divulgado, o rapaz não teria obedecido a ordem de parar e recebeu o tiro que teria a intenção inicial de imobilizá-lo.

O delegado Geraldo Gezoni Filho, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), é o responsável pela apuração do caso e já recebeu em depoimento a confissão do sargento que assumiu o disparo, isentando o resto de sua equipe.  De acordo com o delegado, a PM foi informada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) de que haveria um homem portando arma de fogo transitando na região, o que motivou a abordagem.
A morte causou revolta entre familiares e pessoas próximas a Ademar. O pai do rapaz, Ademar de Oliveira, disse que a ação policial foi realizada por profissionais “despreparados”para atender a uma ocorrência desse tipo. “Essa polícia está despreparada para atender ocorrências. São situações que devem ser repensadas”, lamentou ao Diário de Cuiabá.
Segundo Ademar, o filho não poderia atender à abordagem da polícia porque nasceu com deficiência auditiva, além de ter também deficiência mental. Ele recebia cuidados do pai e da irmã, e tomava medicações diárias. No dia de sua morte, ele havia pulado o muro de casa para sair à rua. “Com tanto bandido solto por aí roubando, vão matar um coitado desse?”, indignou-se em depoimento ao G1.
O jovem estaria portando um facão, o que ainda assim não justificaria a ação da forma como foi feita, de acordo com o coronel Jadir Metelo da Costa, do 1º Comando Regional da Capital. “Na hora, é muito complicado, pois trata-se de uma abordagem numa pessoa armada com arma de fogo, passível de reação de atirar nos policiais. Agora, abordar alguém armado com uma faca é outra situação”, ressaltou ao Diário de Cuiabá.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Furar a barreira lá fora autoriza o policial atirar, aqui o PM é preso

Vejam como as concepções de polícia e segurança pública são diferentes. Nos Estados Unidos mulher fura barreira policial, e é executada com vários tiros. Não tinha sequer um canivete dentro do carro. A imprensa brasileira e internacional tratou o caso como um possível atentado terrorista, e neste caso, a polícia pode desrespeitar os Direitos Humanos e fazer a execução sumária. O que fizeram nos Estados Unidos foi crime, execução, e por sorte a criança que estava no carro não foi assassinada. No Brasil, em casos análogos, o PM é denunciado, execrado, esfolado vivo...vejam as manchetes abaixo e compare:

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O que substituirá as Polícias Militares?


Não é vocação das polícias brasileiras serem cidadãs, democráticas, comunitárias e humanas: com seu público interno ou com seu público externo, sujeito dos seus serviços. Basta ler a Constituição Federal para se dar conta de que os policiais militares, por exemplo, não podem se sindicalizar, sendo legalmente tratados como semicidadãos, embora sejam cobrados como vetores de cidadania. O Código Penal Militar (1969), a que todos os PMs e BMs brasileiros estão submetidos, foi decretado por ministros militares “usando das atribuições” conferidas pelo famigerado Ato Institucional nº 5, o AI-5.
Foto: Fábio Motta/AE
Por outro lado, pesquisas se amontoam demonstrando que no Brasil, quando se trata de atuação policial, o nível de violência praticada por parte do Estado supera em muito o tolerável, notadamente no que se refere a execuções extrajudiciais tendo como amparo autos de resistência forjados.
É simples entender por que aqui se utiliza o termo “vocação”. É que nossas polícias nãonasceram para garantir direitos de minorias, para evitar que injustiças sociais ocorram, nem para evitar que os mais fortes abusem dos mais fracos. Elas possuem em seu nascedouro certa orientação para as garantias do poder governamental de ocasião, que costuma replicar os interesses de certas elites, já que estamos falando do sistema político-eleitoral brasileiro.
Sim, em muitos momentos nossas polícias atuam em observância aos preceitos cidadãos, democráticos, comunitários e humanos. Mas este não é seu talento: é como se diferenciássemos Mozart e sua capacidade inata de lidar com a música de um homem já idoso que resolve aprender tocar piano por distração. Aliás, não parece mais que isto a relação das polícias com estes conceitos, uma espécie de “cereja do bolo”, um enfeite pronto para dar certo toque publicitário à atuação policial, admitido de bom grado por grande parte da nossa imprensa.

Neste contexto, virou moda pedir a cabeça das polícias militares, como se só as PMs fossem praticantes de abusos. Seria útil para os que sustentam este discurso, primeiramente, definir o que vem a ser “polícia militar”. Se significa ser violenta em sua atuação, teremos que extinguir polícias civis, instituições prisionais e até mesmo algumas recém-criadas guardas municipais. Como se vê, o problema é muito maior do que a tentação de criar um bode expiatório, alimentado principalmente por rancores ideológicos que o termo “militar” adquiriu no país.
O Brasil não pode correr o risco de perder outra oportunidade de remodelação das polícias brasileiras – 1988 passou, uma Constituição com pretensões democráticas foi promulgada e a discussão sobre o modelo de polícia está no vácuo até hoje. Mudar é urgente, mas não se trata de um passo no escuro: além de saber qual polícia não queremos, é preciso discutir e definir a polícia que queremos. Iniciar garantindo cidadania, dignidade e humanidade aos próprios policiais é um boa prioridade a ser definida.
 *Danillo Ferreira é tenente da Polícia Militar da Bahia, estudante de Filosofia, autor do blog www.abordagempolicial.com” e associado do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

terça-feira, 27 de março de 2012

Homem morre após ser imobilizado com pistola taser da PM em SC

SÃO PAULO - Um homem de 33 anos morreu na madrugada deste domingo, em Florianópolis, depois de ser imobilizado por uma pistola taser, que dá choques, usada pela Polícia Militar. O assistente de controladoria Carlos Barbosa Meldola, chegou a ser socorrido por uma equipe de emergência do Samu, mas não resistiu.

De acordo com a Polícia Militar, a mulher de Meldola acionou a PM porque ele estava agitado, sob efeito de entorpecentes, e durante uma discussão ameaçou se jogar da sacada da residência, localizada na Praia dos Ingleses. Por volta das 2h, a PM chegou ao local, constatou que Meldola estava alterado e aparentava ter usado drogas. A PM afirma que o homem tentou se jogar e foi imobilizado com a pistola taser. Ele caiu, então, do lado de dentro da casa. Os policiais perceberam que Meldola estava desacordado e chamaram o Samu.

- Quando os dois soldados chegaram lá tentaram conversar e acalmá-lo. O homem ficou ainda mais nervoso e fez menção que iria se jogar da janela quando um dos policiais usou a taser para imobilizá-lo e caiu imediatamente. Ele parou de respirar e morreu - disse o o assessor de comunicação da Polícia Militar catarinense, major Alessandro Marques.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a morte a aguarda os laudos periciais para identificar a causa da morte. A pistola taser foi apreendida. A mulher dele deverá prestar depoimento, assim como os PMs que atenderam o chamado.

-A arma foi apreendida. Mas é um caso atípico, pois o taser foi usado mais de 200 vezes desde final de 2008, quando a Polícia Militar adquiriu 100 dessas armas - ressalta o major Alesssandro Marques.