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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

UBERLÂNDIA: 153 HOMICÍDIOS SÓ ESSE ANO...



A Polícia Militar (PM) registrou mais um homicídio na cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, na manhã desta quarta-feira (3).

As informações preliminares são de que um rapaz foi morto a tiros por volta das 9h45, na rua Bahia, no bairro Marta Helena.

Testemunhas viram quando dois homens passaram em um carro de passeio branco e efetuaram vários disparos contra o jovem conhecido como “Gabriel”.
A vítima era suspeita de participar da morte de um outro jovem, que aconteceu na no começo da madrugada de hoje, no mesmo bairro.

Policiais militares estão no local e a Perícia Técnica da Polícia Civil (PC), deu início aos trabalhos de investigação.
Ninguém foi preso até o momento de acordo com a PM e o caso será investigado.

Com este homicídio, Uberlândia registrou somente no ano de 2012, 153 mortes violentas de acordo com a contagem do Portal P10.

Erivelton Rodrigues
Fonte: Redação P10

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Uberlândia receberá R$ 9 milhões do Estado para investir em segurança

Autoridades discutiram sobre segurança pública em Uberlândia (Foto: Felipe Santos/G1)
Foto: Felipe Santos/G1

Uberlândia vai receber um investimento de R$ 9 milhões do Estado que será aplicado em segurança pública como estratégia para enfrentar a criminalidade, a partir de janeiro de 2013. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz, na tarde desta quinta-feira (9), na 9ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp).
O secretário se reuniu com o comandante geral da Polícia Militar, coronel Márcio Martins Sant´Anna e o chefe da Polícia Civil, Cylton Brandão, que saíram de Belo Horizonte para discutir com autoridades de Uberlândia soluções e estratégias para combater a criminalidade no município, que segundo eles, está na pauta das prioridades da secretaria.
Durante a manhã, representantes do Ministério Público, Judiciário, da Polícia Militar e Civil debateram sobre a situação do menor infrator, do tráfico de drogas e do sistema prisional. "Uberlândia tem uma posição também de prioridade dentre todas regiões, pela dimensão da cidade e fizemos a reunião onde definimos medidas pontuais", explicou o Rômulo Ferraz durante a coletiva que contou com a presença do prefeito Odelmo Leão.
Rômulo Ferraz afirmou que o recurso foi viabilizado por meio de financiamento de R$ 90 milhões que Minas Gerais captou junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). "Viabilizamos para Uberlândia recursos na ordem de R$ 8 milhões para Polícia Civil, sendo que R$ 3 milhões serão destinados para a construção de um prédio onde será feito o Posto de Perícia Integrado (PPI) e o Instituto Médico Legal (IML) e ainda R$ 5 milhões para a construção de um prédio da Delegacia Regional da Cidade", ressaltou. As licitações para a edificações dos prédios serão abertas a partir de janeiro de 2013. Continue lendo no G1

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

CONHEÇA O CUSTO DA VIOLÊNCIA NO BRASIL

Custo da violêcia ultrapassa R$ 200 bilhões por ano no Brasil

Embora não haja dados atualizados disponíveis, é possível estimar que o Brasil gaste mais de R$ 200 bilhões anuais para suprir os custos impostos ao país pela escalada da violência.

O valor - que um estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) aponta ser equivalente a cerca de 5% de toda a riqueza gerada internamente - corresponde a um volume semelhante ao que se pleiteia para o aumento dos investimentos na área de educação, por exemplo.

Trata-se de uma despesa crescente, independentemente do cenário econômico vivido pelo país. Tanto que, até mesmo nos anos em que o PIB esteve à míngua, o gasto com segurança pública cresceu, como em 2009.

Segundo cálculo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, esse segmento representou quase R$ 50 bilhões em despesas em 2010, enquanto em 2003, significava menos da metade deste valor, R$ 22,6 bilhões.

Ocorre que o prejuízo econômico gerado pela violência vai muito além dos gastos com segurança pública. Atinge diretamente também a saúde, o judiciário, o sistema prisional, o orçamento das famílias das vítimas e, indiretamente, a economia como um todo.

"O problema é que não temos no Brasil uma política que freie a violência. O ganho econômico, promovido por meio de ações como o Bolsa Família, ajudam, mas precisamos fazer muito mais", pondera Nelson Calandra, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

Segundo ele, esse processo passaria necessariamente pela educação - por exemplo, com ações em escolas para reduzir a presença de organizações criminosas nesse ambiente -, mas teria de envolver também um olhar sobre a desagregação familiar enfrentada pela sociedade e, além disso, uma grande mudança no sistema prisional, evitando o encarceramento por pequenos delitos.

O custo de um preso para o Estado fica em torno de R$ 2 mil por mês. Há cerca de 500 mil detentos no Brasil e outros 160 mil à espera de vagas em presídios. Para alojá-los, segundo Calandra, seria necessário o desembolso de cerca de R$ 8 bilhões.

Ainda que os dados atuais sobre os custos da violência diretamente impostos à saúde sejam escassos, na comparação das despesas com segurança pública, os gastos do Brasil não ficam atrás dos registrados por países nos quais os índices de criminalidade são mínimos.

Por exemplo, em 2009, o investimento em segurança pública brasileiro representou 1,5% do PIB, enquanto o país registrou uma taxa de homicídio de 21,9 para 100 mil habitantes. Na Espanha, o gasto foi de 1,3% do PIB, para 0,7 homicídio/100 mil. 

"As despesas crescem ano a ano, mas é muito difícil mapear onde está esse gasto.

E, na prática, gastar mais não implica que haja eficiência", diz Samira Bueno, coordenadora de pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A dificuldade dessa relação direta entre os investimentos em segurança e a redução da criminalidade foi recentemente percebida em São Paulo - um dos Estados que mais desembolsam recursos na área.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, foram R$ 11,82 bilhões em 2011, ante R$ 10, 49 bilhões em 2010.

Mas o próprio governador Geraldo Alckmin atribuiu publicamente, na semana passada, o aumento nos índices de violência no estado a "meses difíceis" enfrentados pela polícia paulista no combate à criminalidade.

Os homicídios aumentaram 21% no primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano anterior. "Lamentavelmente, é a escalada da violência", reconheceu o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto.

No Rio, segurança no estado custou cercas de R$ 2,8 bilhões ao governo em 2010.

Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública

sexta-feira, 20 de julho de 2012

A falta de investimento social e altos índices de homicídio: "ISSO É JUSTO?"

   Luana Piovani e outros famosos estrelam campanha pela descriminalização dos usuários de drogas Viva Rio/Divulgação
  Todos estão escandalizados com os altos índices de homicídios, especialmente quando envolvem jovens brasileiros. Porém, não deveríamos ter estranheza, pois as drogas estão cada vez mais comuns, seja em que classe for. Como explicar a perplexidade dos homicídios se parte influente da sociedade, especialmente os artistas defendem o consumo? Como coibir o tráfico sem combater o usuário?

        Mais uma vez o foco do problema não está sendo enfrentado e os pseudo-especialistas sobre segurança, descarregam seus argumentos frágeis no pretexto de que só através do combate repressivo é que se diminuirá os altos índices de homicídio. Todos sabemos que as mortes têm relação direta com as drogas, sejam para matar delatores, seja para matar devedores (já que o tráfico não tem SPC - Serviço de Proteção ao Crédito), seja para matar concorrentes das bocas de fumo, sem falar nas cracolândias onde os usuários vivem como bichos de esgoto, sujos, sem dignidade, desdentados, famintos e repletos de doenças. O que os governos fazem para recuperar os drogados? Minas criou a bolsa-noiado que garante R$900,00 reais para as famílias dos dependentes pagarem clínicas de reabilitação. O melhor programa de prevenção as drogas chama-se PROERD, mas, infelizmente atinge apenas os estudantes. 

         A matança de jovens no tráfico aumentará muito mais ainda, se políticas de reabilitação não forem feitas de maneira direcionada. Drogas não é só repressão, drogas é questão de saúde pública e falando em saúde...para os "normais" já faltam leitos, vagas nos hospitais, imaginem para os noias?...Estamos longe do problema e o combate as drogas me lembra um cachorro doido, que passa horas correndo atrás do próprio rabo. O Estado que não investe em efetivo na Polícia Civil, visando elucidar os crimes, o estado que não investe em novos hospitais e centros de reabilitação, o estado que finge não ver o exército de zumbis nas praças do Brasil esmolando, fumando crack, fazendo pequenos crimes...não pode se espantar com os altos índices de homicídios.
       

quinta-feira, 19 de julho de 2012

MINAS É O CAMPEÃO DE HOMICÍDIOS NO SUDESTE

Minas tem o índice mais alto de assassinatos no Sudeste.
Minas Gerais é Estado do Sudeste que registrou o maior crescimento em dez anos no número de assassinatos envolvendo crianças e jovens com até 19 anos. Em 2000, foram 361 vítimas da violência no Estado, contra 657 em 2010, um aumento de 82%. Se for considerada a taxa de mortes para cada mil habitantes, o salto é ainda maior: passou de 5,2 em 2000 para 10,7 em 2010, uma elevação de 106,7%.

Os dados são do Mapa da Violência 2012 - Crianças e Adolescentes do Brasil, feito pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), com base em balanços do Ministério da Saúde. 
Comparando com os demais Estados do Sudeste, só o Espírito Santo também apresentou crescimento no índice de homicídios (49,8%), enquanto São Paulo e Rio tiveram quedas significativas no período (78,2% e 37,1%, respectivamente).

"Minas vive hoje um salto de violência que outros Estados já viveram na década de 80 e 
conseguiram minimizar", comentou o pesquisador do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Luis Felipe Zilli. O crescimento da taxa de homicídios do Estado supera, inclusive, a elevação nacional, que foi de 15,8% de 2000 para 2010. 

Entre todos os Estados brasileiros, Minas fica em 14º lugar entre os que mais registram assassinatos de crianças e adolescentes, considerando os índices de 2010. Em 2000, o Estado ocupava a 21ª posição.

Capital. Em Belo Horizonte, a pesquisa também aponta aumento na taxa de homicídios para cada 100 mil habitantes, passando de 21,8 para 26,6 no período. O salto foi de 21,8%, o segundo maior entre as capitais do Sudeste, perdendo apenas para Vitória (ES), que teve um acréscimo de 90,3%. Já São Paulo e Rio de Janeiro continuam na contramão, com queda de 85,2% e 55%, respectivamente. Em números absolutos, a capital mineira teve 167 homicídios de crianças e adolescentes em 2000, contra 168 em 2010, uma elevação de 0,6%.

Preocupação. O que preocupa os especialistas é que os índices de violência permanecem em alta em Minas. De acordo a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), a taxa de homicídios, considerando o público adulto e juvenil, cresceu 16,3% no Estado de 2010 para 2011. Neste ano, a média continua sendo de dois assassinatos por dia na capital. "Agora, que os índices estão em alta, fica difícil para o Estado controlar a tendência de criminalidade", concluiu Zilli.


A pesquisa

Fonte. O Cebela é uma sociedade civil sem fins lucrativos, fundada há 30 anos, no Rio de Janeiro. No estudo foram utilizados dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Violência deixa 65 mortos em BH apenas em maio (no país da copa...)

Era uma manhã de terça-feira em Belo Horizonte, feriado do Dia do Trabalhador, quando moradores do bairro São Francisco, na região Noroeste, foram surpreendidos por tiros. O alvo: um catador de papel conhecido como Coroa, que trazia no bolso um cachimbo desses usados por dependentes de crack. Começava ali o balanço feito pela reportagem de O TEMPO dos homicídios registrados em maio na capital. Foram contabilizadas 65 vítimas da violência sem freio que segue em alta em todo o Estado.

O índice de maio é 16% superior ao último levantamento divulgado pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), em janeiro deste ano, quando houve 56 assassinatos. Desde então, a Seds mantém em sigilo os dados de Belo Horizonte, sob a justificativa de que vai publicar em breve um balanço semestral dos crimes no período.

Diante do silêncio do governo, a reportagem acompanhou todos os chamados publicados em maio no site da Polícia Militar e também o estado de saúde das vítimas de tentativas de homicídio que deram entrada nos hospitais. O resultado foi uma média de dois assassinatos por dia, o que confirma que não houve diminuição da violência registrada em 2011. No ano passado, ocorreram 762 assassinatos, uma frequência de 63 mensais - aproximadamente dois por dia.

Os números deste ano tornam-se preocupantes se forem levadas em conta as 11 ocorrências de maio classificadas pela polícia como "achado de cadáver", sendo que pelo menos cinco vítimas tinham sinais claros de agressão. Além disso, 19 pessoas sofreram tentativas de homicídio e foram levadas para hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Entre os oito que ficaram internados nos hospitais João XXIII e Risoleta Neves, todos sobreviveram. Os demais não foram identificados ou foram levados por amigos e/ou familiares para local não informado. Continue no jornal O TEMPO

terça-feira, 3 de julho de 2012

Brasil tem 14 das 50 cidades mais violentas do mundo

Maceió é a primeira brasileira, e sete das 12 sedes da Copa de 2014 são listadas por ONG. Metade das 10 primeiras colocadas são mexicanas. Na América Latina estão 40 

São Paulo – Cinco das 10 cidades mais violentas do mundo estão no méxico, aponta pesquisa divulgada nesta sexta-feira (13). A relação traz a lista dos 50 municípios com maiores taxas de criminalidade no mundo, das quais 45 estão no continente americano, 40 na América Latina e 14 no Brasil. A líder do indesejável ranking é San Pedro Sula, em Honduras, seguida de Juárez, no México.

O estudo do Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública y Justicia Penal (Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal, em tradução livre) leva em conta o índice de homicídios dolosos de cada local. San Pedro Sula tem taxa de 158,87 homicídios para cada 100 mil habitantes. A mexicana teve 147,77 para o mesmo grupo.

"Cabe advertir que algumas das cifras correspondentes a cidades e jurisdições subnacionais mexicanas poderiam ser mais elevadas do que as consignadas no estudo", alerta o relatório. No caso de Juárez, no estado de Chihuahua, por exemplo, descobriu-se em 2011 que 150 assassinatos haviam sido ocultados pelas estatísticas oficiais – que mostravam 1.974 mortes violentas. Se os dados corretos fossem usados, o local teria mantido a posição de líder pelo quarto ano seguido.

Entre as cidades brasileiras, apenas capitais foram consideradas. Maceió é a terceira colocada, com 135,26 homicídios por 100 mil habitantes. A seguir, Belém, em décimo, teve 78,08 homicídios por 100 mil. Vitória, Salvador, Manaus, São Luís, João Pessoa, Cuiabá, Recife, Macapá, Fortaleza, Curitiba, Goiânia e Belo Horizonte também estão incluídas na lista.

Das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, apenas Brasíla, Natal, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo não figuram na lista das 50 mais violentas do planeta. As outras sete estão na lista. As capitais gaúcha e fluminense chegaram a figurar na lista das 50 mais violentas em 2010, mas ficaram de fora em 2011.

O estudo considera apenas cidades de mais de 500 mil habitantes com informações estatísticas sobre violência disponíveis na internet. Quatro cidades mexicanas saíram da lista e duas debutam pela primeira vez (Monterrey e Veracruz). Dez brasileiras ingressaram no ranking.

Tantas capitais brasileiras entraram na lista pelo "aumento considerável da incidência criminal e de homicídios" em meio a um "rápido crescimento urbano", na avaliação do estudo. Há ainda um agravante, noticiado na "imprensa internacional e nacional do Brasil", segundo o estudo. Um levantamento do Instituto Sangari sustenta que em quatro unidades federativas não há dados de 2011 disponíveis sobre o tema na internet. Por isso, foram levados em conta informações do ano anterior.
O Brasil é o país com mais "representantes" na lista, seguido do México, com 12, e da Colômbia, com cinco, África do Sul e Estados Unidos com quatro, Venezuela com três e Honduras com duas. O estudo considera apenas cidades de mais de 500 mil habitantes com informações estatísticas sobre violência disponíveis na internet. 


50 cidades mais violentas do mundo

posiçãocidadePaísHomicídiosHabitantesTaxa
1San Pedro SulaHonduras1.143719.447158,87
2JuárezMéxico1.9741.335.890147,77
3MaceióBrasil1.5641.156.278135,26
4AcapulcoMéxico1.029804.412127,92
5Distrito CentralHonduras1.1231.126.53499,69
6CaracasVenezuela3.1643.205.46398,71
7Torreón (metropolitana)México9901.128.15287,75
8ChihuahuaMéxico690831.69382,96
9DurangoMéxico474593.38979,88
10BelémBrasil1.6392.100.31978,04
11CaliColômbia1.7202.207.99477,90
12GuatemalaGuatemala2.2483.014.06074,58
13CuliacánMéxico649871.62074,46
14MedellínColômbia1.6242.309.44670,32
15MazatlánMéxico307445.34368.94
16Tepic (área metropolitana)México299439.36268,05
17VitóriaBrasil1.1431.685.38467,82
18VeracruzMéxico418697.41459,94
19Ciudad GuayanaVenezuela554940.47758,91
20San SalvadorEl Salvador1.3432.290.79058,63
21Nova OrleansEstados Unidos199343.82957,88
22Salvador (y RMS)Brasil2.0373.574.80456,98
23CúcutaColômbia335597.38556,08
24BarquisimetoVenezuela6211.120.71855,41
25San JuanPuerto Rico225427.78952,60
26ManausBrasil1.0792.106.86651,21
27São LuísBrasil5161.014.83750,85
28Nuevo LaredoMéxico191389.67449,02
29João PessoaBrasil5831.198.67548,64
30DetroitEstados Unidos346713.77748,47
31CuiabáBrasil403834.06048,32
32RecifeBrasil1.7933.717.64048,23
33Kingston (metropolitana)Jamaica5501.169.80847,02
34Cidade do CaboÁfrica do Sul1.6143.497.09746,15
35PereiraColômbia177383.62346,14
36MacapáBrasil225499.11645,08
37FortalezaBrasil1.5143.529.13842,90
38Monterrey (área metropolitana)México1.6804.160.33940,38
39CuritibaBrasil7201.890.27238,09
40GoiâniaBrasil4841.302.00137,17
41Nelson Mandela Bay Metropolitan Municipality (Port Elizabeth)África do Sul3811.050.93036,25
42BarranquillaColômbia4241.182.49335,86
43ST. LouisEstados Unidos113319.29435,39
44MosulIraque6361.800.00035,33
45Belo HorizonteBrasil1.6804.883.72134,40
46PanamáPanamá5431.713.07031,70
47Cuernavaca (zona metropolitana)México198630.17431,42
48BaltimoreEstados Unidos195620.96131,40
49DurbanÁfrica do Sul1.0593.468.08730,54
50JoanesburgoÁfrica do Sul1.1863.888.18030,50
Fonte: Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública y la Justicia Penal A.C.. 2012.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

PMs mortos neste ano já corresponde a 70% do total de 2011


De janeiro a junho deste ano, 33 agentes da Polícia Militar foram assassinados


O número de policiais militares mortos em São Paulo por criminosos, de janeiro a junho deste ano, já corresponde a 70% do total de PMs assassinados em 2011. Só entre domingo (17) e a noite desta quarta-feira (20), três PMs foram assassinados. 

O comandante da Polícia Militar, Roberval França, afirmou que 47 policiais militares foram executados em 2011, dos quais 26 estavam no horário de folga. Até junho deste ano, 33 agentes foram mortos. 
França se encontrou com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e depois marcou uma entrevista nesta quinta-feira (21) para dizer que os assassinatos de PMs não foram causados por ataques da facção criminosa que atua a partir de presídios do Estado. 
— Não há nenhuma ligação com facção criminosa. Nós temos absoluta certeza disso. São fatos isolados. 
Mortes



Outro policial militar foi baleado e morto depois de reagir a um assalto, no bairro Parque São Domingos, zona oeste, no final da tarde de quarta-feira. O PM trabalhava como segurança em uma loja de roupas, quando bandidos invadiram o estabelecimento e anunciaram o assalto.

No domingo (17), outro policial militar foi morto quando chegava em casa, no bairro de São Mateus, zona leste de São Paulo. Segundo a polícia, o crime aconteceu por volta das 9h, quando ele chegava do mercado com a mulher e a filha.

Em São Mateus, também na zona leste, uma base da PM na avenida Luis Pires de Minas foi atacada, por volta das 23h30, por homens que ocupavam um Fiat Palio. Eles passaram atirando contra o local. Ninguém ficou ferido. A base comunitária fica a 4 km da academia onde, duas horas antes, o soldado da Cavalaria da PM foi morto.


terça-feira, 29 de maio de 2012

PESQUISA RELEVA ENDIVIDAMENTO DOS MILITARES DO BRASIL

PESQUISA - MILITARES MUITO ENDIVIDADOS

MILITARES MUITO ENDIVIDADOS - PESQUISA REALIZADA PELO SITE SociedadeMilitar.com - ATIVA E RESERVA - PRINCIPAIS DADOS OBTIDOSPopulação considerada – Aprox. 288.000 Ativa e 290.000 Reserva e reformados.

Amostras:  

Ativa – 0,125% da população./ Reserva/reformados – 0,04% da população (0,0395%)

Obs. 1) As amostras, além de conter participantes de todas as forças em praticamente todos os estados da federação, representam, no caso dos militares da ativa, aproximadamente 0,12% da população total (de Aprox.288.000), um número bem expressivo. Para comparação, em São Paulo, onde a população de eleitores beira os 28.000.000, normalmente o IBOPE entrevista de 1000 a 1500 pessoas, somente cerca de 0,005% da população estudada. Para uma amostra similar a da revista elet. Sociedade Militar o IBOPE teria que entrevistar mais de 30.000 pessoas.

2) Dado o bom nível da amostra podemos acreditar que as conclusões refletem bem e com pouca margem de erro a situação da população em foco.


QUESITO APRESENTADO DADOS OBTIDOS

Escolaridade

30% dos entrevistados da reserva/ref. possuem nível superior.
39,6% dos entrevistados da ativa possuem nível superior.
30% das praças possuem nível superior.

Militares da ATIVA e a Casa própria

57,14% não possuem casa própria.
Militares da RES./REFORMADOS e a casa própria
69% Declararam que não possuem casa própria.
Militares próximos da aposentadoria e a casa própria
50,5% dos militares entrevistados que tem mais de 20 anos de serviço ainda não possuem casa própria.

Principal dívida militares da ATIVA

60% têm como principal dívida empréstimo(s) para quitar dívidas anteriores.

Principal dívida militares da RESERVA E REFORMADOS
73% dos militares da RESERVA OU REFORMADOS têm como principal dívida empréstimo(s) para quitar dívidas anteriores.

Condição de saldar suas dívidas mensais. (Militares da ATIVA)
20,44% dos entrevistados têm condição de quitar normalmente suas dívidas mensais.

73% declararam que mensalmente deixam de quitar alguma conta.

Condição de saldar suas dívidas mensais. (Militares. RES e REF.)

16% declararam que sempre têm condição de quitar normalmente suas dívidas mensais.
Mais de 80% normalmente não tem condições de quitar suas dívidas mensais.

Comprometimento da atividade militar por conta de problemas sociais, econom. e psicológicos decorrentes da condição financeira

81,2% dos entrevistados acham que acontece sempre ou eventualmente.

66,8% declararam que acontece sempre.
2,5% acham pouco provável ou que nunca acontece.

Comprometimento de renda mensal do pessoal da ativa

45,6% dos militares da ATIVA têm dívidas com emp. consignado e/ou cheque especial que ultrapassam 50% da renda mensal.

Comprometimento de renda mensal do pessoal da reserva e reformados.

58,2% dos militares da RESERVA OU REFORMADOS têm dívidas com emp. consignado e/ou cheque especial que ultrapassam 50% da renda mensal.

Tempo de serviço

2,2% dos entrevistados têm menos de 5 anos de serviço ativo.
46% dos entrevistados têm até 15 anos de serviço ativo.
46,6% dos entrevistados têm de 20 a 30 anos de serviço ativo.


a)  73% dos entrevistados da ATIVA e 77% da reserva/ref. deixam mensalmente de quitar pelo menos uma conta - Em pesquisa recente, divulgada pela Fecomercio-RJ recebemos a informação que a parcela de famílias residentes na Região Metropolitana do Rio de Janeiro com alguma conta fixa em atraso em janeiro ficou em 14,8%. Outra organização, a CNC (Confederação Nacional do Comercio de bens, serviços e turismo), apurou que em fevereiro de 2012 a parcela de consumidores com contas em atraso foi de 20,5%. Diante desses números percebe-se claramente que a percentagem de 75% de entrevistados deixando de quitar pelo menos uma conta é um número que destoa. Certamente fruto da perda contínua de poder aquisitivo da categoria em análise. Vide artigo http://montedo.blogspot.com/2012/03/sobre-remuneracao-dos-militares....

b) 45,6% dos entrevistados da ATIVA devem no cheque especial e/ou empréstimo consignado mais de 50% de seus pagamentos – A CNC divulgou dados em fevereiro de 2012 informando que o percentual médio de comprometimento de salário do brasileiro foi de 29,9%. Levando-se em consideração ainda que a CNC considerou em sua pesquisa o endividamento com Cheque pré-datado, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimos pessoal, prestações de carro e seguros mais uma vez percebe-se que a sociedade aqui estudada se encontra em situação economicamente bem pior já que consideramos somente cheque especial e consignado.

c) 60% dos entrevistados da ATIVA e 73% da res./ref. responderam que sua principal dívida é um empréstimo (s) para quitar dívidas anteriores acumuladas. Esse dado é dos mais preocupantes, diante da perda de poder aquisitivo a família militar tenta se recompor apelando para empréstimos, dívidas atrasadas com escola, casa própria e saúde são quitadas geralmente com empréstimos consignados, na esperança de que em um futuro próximo ocorra um reajuste salarial.
d)Mais da metade dos militares da reserva e reformados (69%)Declararam na pesquisa que não possuem casa própria.

e) Observa-se que a defasagem salarial parece ter alcançado primeiro e com mais força os militares da reserva e reformados.
Mais informações por meio do email socmilitar@gmail.comou rasrio@yahoo.com.br

Agradecimentos aos Blogs: montedo.blogspot.com, militar.com.br, aperoladomamore.net e militaresunidos.blogspot.com 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

CARTA ABERTA AO GOVERNO DA BAHIA FEITA POR UM CIDADÃO BAIANO

COMERCIANTES BAIANOS, APÓS A GREVE DA PM, VÃO PEDIR ANISTIA NO PAGAMENTO DO ICMS. PORQUE? Hoje á noite, dia 06.02.2012, fui com a minha esposa ao Salvador shopping passear e fazer compras, uma vez que queria aproveitar as ofertas da liquidação anual. Lá chegando, observei que era muito pequena a quantidade de pessoas a circular pelos corredores e nas próprias lojas estavam apenas os vendedores tristes e desanimados. Fiquei estarrecido com a ausência dos freqüentadores de shopping ávidos por boas liquidações. Ao retornar para minha casa, pois moro no bairro Stella Maris vi a Avenida Paralela semi deserta, o que não é tão comum antes das vinte horas. Realmente, a greve do PM está tendo uma repercussão inusitada. O comércio da capital e do interior está parado e sofrendo com a diminuição das vendas. Como a população está com medo de sair as ruas, face a FALTA DE SEGURANÇA, o comércio fica sem a sua principal força propulsora: a clientela. Sem vendas não há recursos financeiros para pagar empregados, impostos etc. Observo, também, que se o governo não conseguir negociar e terminar a greve nos próximos oito dias ela vai adentrar no período de Carnaval, e quem vai garantir a segurança do folião? Será que o exercito vai para a avenida? Ou a Força Nacional? É claro que não, pois eles não foram preparados para isso. Sem policia militar não tem carnaval, essa é a verdade. Sem carnaval quem vai paga o ônus político nas próximas eleições? Efetivamente, se o governo não acabar essa greve, através das negociações(Se usar a violência vai ser uma tragédia social e política para nós baianos, mas sobretudo para o PT), os possíveis candidatos do PT na Bahia nas próximas eleições podem enterrar os seus pleitos e esperar um futuro bem distante para colocarem suas caras na telinha. Por isso, o momento político e social que passa a Bahia é extremamente grave, a sociedade civil está amedrontada, como nunca vi acontecer por essas bandas, e merece do governo mais respeito devendo, imediatamente, encontrar uma solução pacifica para a greve da PM. Mas o pior ainda pode acontecer. Imaginem se numa dessas prisões de PM, ou reintegração na Assembléia Legislativa, , ou nas passeatas um dos grevistas no enfrentamento com a Policia do Exercito venha a sofrer lesões ou até mortes, que vai ser o responsável político? Que Deus não deixe o pior acontecer, pois, o pior será lembrado por muitas gerações, como fruto da incompetência e da irracionalidade humana. Como cidadão brasileiro e baiano desejo poder voltar o mais rápido possível a andar sem medo pelas ruas da cidade do Salvador. Por favor senhor governador use a sua autoridade, sua racionalidade e o seu bom senso e acabe, sem violência, essa greve da PM, e tenha certeza que o povo baiano se lembrará num futuro bem próximo, obrigado! 

Simião Sousa Campos é advogado militante e professor na cidade do Salvador.
Comentário feito neste blog.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Greve da PM: 278 carros roubados em Salvador e RMS

Desde a assembleia realizada por parte dos policiais militares na Bahia, na última terça-feira (31) até a tarde desta segunda-feira (06), 278 carros foram roubados em Salvador e região metropolitana, de acordo com informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública. Ainda segundo os dados do órgão, destes carros roubados, 43 veículos já foram recuperados.

População aguarda solução
 
Ainda não há previsão para o final da greve dos militares. Mas na tarde de hoje, representantes de quatro associações da Polícia Militar encontram-se reunidos com o arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger. Com objetivo de intermediar a greve parcial policiais militares na Bahia que dura quase uma semana. O arcebispo convidou as associações para uma reunião na residência episcopal, na Federação.
 
Membros da Associação dos Praças da Polícia Militar da Bahia (APPM), Associação dos Subtenentes, Sargentos e Oficiais da Polícia Militar da Bahia (ABSSO), Associação de Policiais e Bombeiros da Bahia (ASPOJER) e Associação dos Oficiais da Polícia Militar da Bahia (AOPMBA) vão participar do encontro.
 
Ainda na tade desta segunda deve ocorrer um encontro com o comandante geral da Polícia Militar, coronel Alfredo Castro, no Quartel do Comando Geral dos Aflitos, no Campo Grande. 

Fonte: Bocão News

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Maioria dos brasileiros está insatisfeita com a segurança pública do País



Pesquisa CNI-Ibope aponta que 51% da população considera a segurança "ruim" ou "péssima". Congresso Nacional é visto como a instituição mais ineficiente

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo CNI-Ibope sobre a segurança pública do Brasil revelou que 51% da população a considera "ruim" ou "péssima". Além disso, apenas 15% dos entrevistados percebem melhora na segurança no País nos últimos três anos. O estudo foi realizado com 2.002 entrevistados a partir de 16 anos em 141 cidades. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Dentre os entrevistados, 36% consideram a segurança pública “regular” e apenas 12% avaliaram como “ótima” ou “boa”. O percentual de entrevistados que avaliaram a situação da segurança pública como “ruim” ou “péssima”, como já citado, chega a 58% entre o Nordeste e 57% entre periferias das capitais brasileiras.

Durante a execução da pesquisa, foi apresentada uma lista de 23 problemas que o País estaria enfrentando. Com os resultados finais, foi montado o ranking problemático e a "saúde" foi apontada por 52% da população como o maior desafio do Brasil. Em segundo lugar, a "segurança pública" seguida pelas "drogas" com, respectivamente, 33% e 29% de escolha.

Sendo o estudo focado na percepção dos brasileiros sobre a segurança pública, nos desdobramentos da pesquisa, pode-se descobrir que as Forças Armadas e a Polícia Federal são reconhecidas pela população como as instituições mais eficientes em assuntos de segurança; o Congresso Nacional e o Poder Judiciário são considerados os mais ineficientes.

Violência e a criminalidade

O estudo revelou ainda que 30% dos entrevistados já sofreram diretamente com a violência no último ano. Entre os participantes, 9% foram furtados, assaltados ou agredidos, 19% possuem um parente que sofreu algum desse tipo de violência e em 2% os dois sofreram diretamente com o tema. A causa principal da violência no País é o uso de drogas, segundo os entrevistados. Outro ponto interessante é a afirmação de que 80% dos brasileiros já mudaram seus hábitos devido à violência. A mudança mais frequente relatada pelos entrevistados é o ato de evitar andar com dinheiro nas ruas.

Para mudar a realidade do País, a população acredita que o caminho seria o combate direto ao tráfico de drogas. A sociedade também defende punições mais duras contra o crime, sobretudo mais violentos. Porém, os participantes da pesquisa se mostraram incertos sobre a execução da pena de morte no País. Entre as conclusões do estudo, pode-se dizer que os brasileiros não acreditam que a legalização da maconha não irá reduzir a criminalidade.

Penas mais rigorosas

A população brasileira defende penas mais rigorosas para os crimes violentos. Dentre os entrevistados, 79% concordam total ou parcialmente que penas mais rigorosas reduzem a criminalidade. Por maior rigor nas penas, 69% da população é favorável à prisão perpétua. No entanto, 15% são totalmente contra essa medida. No caso de crimes leves, 82% dos entrevistados são a favor total ou parcialmente da aplicação de penas alternativas à prisão como, por exemplo, trabalho comunitário.

De acordo com a pesquisa CNI-Ibope, a população está rigorosamente dividida sobre a aplicação da pena de morte no Brasil: 46% são favoráveis (31% totalmente e 15% parcialmente) e 46% são contrários (34% totalmente e 12% parcialmente). O gerente-executivo da Unidade de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, que divulgou o estudo, enfatizou que tais dados demonstram haver grande vontade da sociedade no combate à violência.

Do Ig/blog arma branca

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Estados que não informarem dados de criminalidade terão verba cortada, afirma Ministro


O governo federal deixará de repassar verbas destinadas à área de segurança pública aos estados que não informarem corretamente as estatísticas sobre a criminalidade, disse nesta segunda-feira (10) o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Segundo ele, a decisão constará de medida provisória que será assinada pela presidenta Dilma Rousseff criando o sistema nacional de estatística e informação em segurança pública.

“Obrigaremos os estados a repassarem informações dentro de um padrão metodológico que nos permita termos ciência, o mais próximo do tempo real, da ocorrência da criminalidade. Os estados que não repassarem essas informações não receberão do governo federal verbas da segurança pública”, disse Cardozo.

Segundo o ministro, o país não dispõe de dados nacionais confiáveis para saber “onde e com que intensidade” ocorrem os crimes. Por isso, o Ministério da Justiça precisa recorrer a estatísticas do Ministério da Saúde, que não são ideais para trabalhar em segurança pública - não distinguem, por exemplo, homicídios culposos e dolosos (quando há a intenção de matar) e não mostram roubos). Além disso, eles são divulgados com defasagem de mais de dois anos. Os dados consolidados mais recentes, por exemplo, são de 2008.

Em evento na cidade do Rio de Janeiro, o ministro disse ainda que é preciso investir nas polícias técnicas, para melhorar as investigações de homicídios e outros crimes. Ele também destacou a necessidade de combater a corrupção em todas as instâncias estatais, em especial na polícia e no Judiciário. Em relação à corrupção na polícia, Cardozo ressaltou que as corregedorias precisam perder seu “espírito corporativo” e punir os maus policiais.
AGÊNCIA BRASIL

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Brasil tem taxa de homicídios maior que quatro países árabes juntos (no país da copa)

De acordo com a pesquisa, o crime organizado e as gangues de rua estão diretamente relacionadas ao número de mortes nas Américas. Ainda, assim, a maior parte dos assassinatos ocorre em países da África, 36% do número total de mortes estimadas por ano pelo Unodc (468 mil).

O Estudo Global de Homicídios 2011 divulgado nesta quinta-feira coloca o Brasil entre os três primeiros países da América do Sul com a maior taxa de assassinatos nos últimos anos, mas não é só isso. O levantamento mostra, ainda, que o País tem índice maior de homicídios que Egito, Iraque, Jordânia e Líbia juntos.
 
A pesquisa, realizada pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc), mostrou que o Brasil tem taxa de 22,7 assassinatos para cada 100 mil habitantes. A Líbia, por outro lado, recente palco de conflitos entre exército e civis, tem apenas 2,9 assassinatos para cada 100 mil habitantes.

Nos demais países árabes esse índice é ainda menor: 2 no Iraque; 1,8 na Jordânia e 1,2 no Egito. Ao todo, os países somaram 7,9 homicídios para cada 100 mil habitantes, 14,8 a mais que no Brasil.

Os dados divulgados nesta sexta foram cedidos por instituições dos próprios países. No caso de Brasil e Egito os levantamentos são de 2009, Iraque e Líbia têm levantamentos de 2008 e na Jordânia os dados são de 2006.

Cenário mundial

O relatório revela ainda que, na contramão da maioria dos países da Ásia, Europa e América do Norte, que desde 1995 vêm registrando uma redução nas taxas de homicídio, a América Central e o Caribe têm verificado um aumento nesses índices e hoje se aproximam de um cenário de "crise".

Jornal do Brasil