Reviravolta no caso do policial militar morto a tiros por policiais civis na saída de um baile funk, em Esmeraldas, na Grande BH. O depoimento de uma testemunha à Comissão de Direitos Humanos da Assembléia de Minas pode mudar os rumos da investigação. Presidente Comissão Direitos Humanos, o deputado Durval Ângelo foi quem ouviu o depoimento da nova testemunha do caso, que não será identificada. Ele afirma que ela contou que o militar foi executado. O que realmente aconteceu naquele dia 15 de janeiro ainda é um mistério. Os quatro policiais civis foram ouvidos pela corregedoria do órgão, o inquérito corre sob sigilo e é acompanhado pelo Ministério Público.
Depois de tomar conhecimento na última sexta-feira (7) de um plano para matá-lo, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) disse nesta segunda-feira (10) que não pretende recuar de sua candidatura à prefeito do Rio de Janeiro, nas eleições do próximo ano.
Em entrevista concedida à Rádio CBN, o deputado disse que não vai se intimidar diante das ameaças recebidas. Segundo documento da Coordenadoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, o ex-cabo da Polícia Militar, Carlos Ary Ribeiro, o Carlão, que fugiu do Batalhão Especial Prisional (BEP), em setembro passado, estaria articulando um plano para executá-lo. O foragido receberia R$ 400 mil pelo feito.
O parlamentar é muito visado por milicianos desde que presidiu a CPI das Milícia e levou dezenas de integrantes de grupos paramilitares para trás das grades.
Freixo contou também que, além de entrar em contato com o secretário de Segurança José Mariano Beltrame, já reforçou sua segurança pessoal.
- Na última campanha tive que deixar de visitar comunidades dominadas por milicianos. Mas agora será diferente. Terei que ter um planejamento, mas vou enfrentar e fazer o que tem que ser feito. - declarou Freixo.
- Estou com a segurança reforçada e tomo as minhas precauções. Estou mudando a rotina e o que nos resta é aumentar o cuidado - afirmou o deputado. Segundo ele, as ameaças se intensificaram depois do assassinato da juíza Patrícia Acioli.