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terça-feira, 11 de março de 2014

“Se nada mudar, a PM vai acabar”

“Estamos no limite, se em no máximo uns quatro anos nada mudar, não tivermos concursos que supram efetivamente a necessidade que existe de efetivo, a Polícia Militar vai acabar, porque não vai ter gente para ir para a rua”, avaliou o diretor regional da ACS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul) em Dourados, Aparecido Lima.
 
O sindicalista reforçou em detalhes o cenário apontado em matéria publicada ontem no Dourados News, destacando que o efetivo policial disponível hoje ao 3º BPM (Batalhão de Polícia Militar) de Dourados é insuficiente para o porte da cidade e ainda a abrangência do batalhão, que atende a Dourados, Caarapó, Douradina, Itaporã e oito distritos da região.
 
“Não é culpa do nosso comando, e sim da Sejusp [Secretaria de Justiça e Segurança Pública] que não está formando gente suficiente. Estamos em uma condição defasada. Temos uma geração velha de policiais que estão se aposentando e vão se aposentar em poucos anos, tivemos baixas por morte, invalidez, afastamento. Aí eles abrem concurso para 100 vagas, por exemplo, só que nós tivemos baixa de 200. É nesse nível, ou seja, não resolve nada”.
 
Lima citou vários exemplos que ilustram o baixo efetivo policial de Dourados e o prejuízo desse cenário ao trabalho preventivo da polícia e também ao próprio policial. São 360 policiais no batalhão divididos em diversas atividades, como destacamento para os demais municípios, escolta, policiamento em presídio e unidades educacionais, serviços administrativos em geral, entre outros.
 
“No fim de semana passado, tínhamos cinco presos no Hospital da Vida e dois policiais foram deslocados para fazer a escolta. Isso acontece com certa frequência, e toda vez que é necessária uma escolta deste tipo, significa uma viatura a menos na rua. Além disso, tem policial que chega a tirar mais de 12 horas de plantão cuidando de preso, porque não tem quem o renda”.
 
O sindicalista destacou também o impacto da falta de efetivo no trabalho preventivo. Na rua, diariamente, segundo informações do comando do 3º BPM, estão 50 policiais em seis viaturas além das motos e de outros dois veículos: um à disposição do Getam (Grupo Especializado Tático Motorizado) e outra da Força Tática.
 
“A viatura hoje sai com dois policiais, quando no mínimo deveria sair com três, o que é previsto na legislação inclusive. Você vai fazer uma abordagem, aí um policial precisa cuidar da viatura, e o outro vai abordar sozinho, sem cobertura. É uma condição de risco. Ou sai os dois e deixa a viatura sozinha. É muito complicado. Houve aumento na demanda, acompanhando o crescimento de Dourados que tem muitos bairros novos, a população da área urbana cresceu e a polícia tem que se fazer presente nesses bairros. E como a gente vai fazer um trabalho melhor sem gente? Hoje temos uma situação de ter viatura, mas não ter gente para sair com ela”, questionou Lima.
 
Por fim, o representante sindical comentou às críticas ao funcionamento 190.
 
“Existe uma linha morta aqui. As pessoas pensam que o pessoal não atende porque não quer, mas não é isso. É outro problema crítico e absurdo porque a população vê no telefone a chance de salvar sua vida, de sair de um apuro, e quando liga não consegue falar”, finalizou Lima.
 
Dourados News/ronda.org.br

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A dura situação da Polícia Militar do Maranhão


pm ma
Batendo records nacionais: apenas 1 policial para cada 876 habitantes, 1 arma disponível para cada 2 policiais, 1 colete à prova de balas para cada 3 policiais, 1 algema para cada 9 policiais…


A Polícia Militar do Maranhão possui contingente de cerca de 6 mil homens, destes, 2 mil pertencem ao oficialato e portanto não vão para a rua. A corporação tem ainda a maior proporção do país entre o número de homens por habitante. Em nosso Estado, cada policial precisa cuidar de 876 maranhenses.
A PM maranhense não encontra parelha em nenhuma outra unidade da Federação quando o assunto é déficit de efetivo. O Paraná, segundo colocado, tem um policial para cada 610 habitantes, portanto, bem distante da realidade local, e isso sem levar em consideração que os indicadores sociais de nosso Estado nem se comparam ao de nossos colegas do sul, o que torna o desafio de nossos policiais ainda maior.
O cenário ganha contornos mais dramáticos quando se sabe que o Distrito Federal, melhor colocado nesse quesito, dispõe de um policial para cada 168 habitantes, um índice de primeiro mundo e impensável para o Maranhão, pelo menos enquanto continuarmos nas mãos de políticos descomprometidos com o Estado, com seus recursos naturais e com sua população.
O Déficit de policiais no Maranhão é de 12 mil homens, um dos maiores do país. Ainda, a Polícia Militar do estado é a única do Brasil que ainda é regida pelo RDE – Regime Disciplinar do Exército. A sobrecarga de trabalho  atinge a maior parte do efetivo. Tais dados corroboram as queixas da tropa de falta de condições materiais para fazer frente à criminalidade crescente no estado.
E isso não é tudo. A Polícia Militar do Maranhão dispõe apenas de uma arma de fogo para cada dois policiais, de acordo com a Pesquisa Perfil das Instituições de Segurança Pública, divulgada em 2013 pelo Ministério da Justiça. A razão entre o armamento e o efetivo da PM maranhense é de 2,15, também a maior do país, o que significa dizer que dois militares têm que dividir um mesmo revólver, pistola, metralhadora ou outro tipo de arma.
A tropa dispõe também de 693 algemas e 2.253 coletes à prova de bala. Em relação a estes últimos, constata-se que não cobrem nem mesmo um terço da tropa, diferente do que ocorre no Espírito Santo, São Paulo, Paraná e Distrito Federal, onde o número de coletes é superior ao efetivo.
Para se ter ideia de quão defasada está a PM do Maranhão no quesito armamento, em apenas três estados a defasagem se aproxima da registrada por nossa heroica tropa, ainda assim, em menor razão: Rio Grande do Norte (2,05), Amazonas (1,98) e Paraíba (1,73). 
*Edson Travassos Vidigal é advogado membro da Comissão de Assuntos Legislativos da OAB-DF, professor universitário de Direito e Filosofia, músico e escritor. 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Detentos fogem de cadeia, e os que se recusaram fugir; denunciam falta de segurança e efetivo de agentes



Comento: É o fim do mundo!!! A que ponto chegamos!!! Os presos clamando pelo agente penitenciário, que foi roubado, arma e veículo. E mais, ainda clamam por segurança...e denunciam que o agente trabalha sozinho. O Direitos Humanos!!! Cadê vocês!!! O detalhe é que estamos em Minas Gerais...o "Estado que mais investe em segurança pública do Brasil"...Já pensou se não tivesse investindo...

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Minas poderia evitar mais de 850 homicídios com aumento do efetivo policial


Alessandra Mendes - Hoje em Dia  
A redução da taxa de homicídios não requer apenas grandes mudanças sociais. O número de assassinatos pode cair, em proporções maiores a cada ano, mediante o aumento do efetivo policial. A conclusão, que contraria alguns discursos de gestores e especialistas em segurança pública, é de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O cruzamento de dados colhidos em mais de 5 mil cidades de todo o país mostra que a expansão de 10% no contingente das polícias militar e civil reduz, ano a ano, a taxa de homicídios.

Se esse ganho no efetivo ocorresse em Minas Gerais, em um ano, 133 mortes seriam evitadas. A redução de assassinatos chegaria a 545 casos em cinco anos e a 867 em uma década – ou 22% em relação aos dados de 2012 (veja quadro ao lado). Da mesma forma, a capital mineira também passaria a ter taxas menores de homicídios. A queda seria de 27, 109 e 174 assassinatos em um, cinco e dez anos, respectivamente.

“Não estamos aqui argumentando contra a redução da desigualdade de renda ou contra o aumento do nível de escolaridade da população. Estamos apenas ressaltando que o combate à criminalidade pode ser feito com sucesso sem passarmos por grandes mudanças na estrutura socioeconômica”, explica um dos responsáveis pelo estudo, Adolfo Sachsida, técnico de planejamento e pesquisa da diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Ipea.

Desligamentos
 
Apesar de positiva, a previsão não deve se concretizar a curto prazo em Minas. A expectativa do secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz, é a de que o efetivo da Polícia Militar, hoje com 45 mil servidores, cresça em torno de 10%, mas de forma fracionada até o fim de 2015. Até lá, esse “ganho” seria anulado, ao se considerar as aposentadorias e os desligamentos de policiais por outros motivos. “Um aumento repentino é inviável por causa dos custos”, justifica o secretário.

Além de mais policiais, outra estratégia que garante a redução de homicídios, conforme o estudo do Ipea, é a prisão de criminosos. Aumentar em 10% o número de detenções garante a queda no registro de assassinatos em 2% após cinco anos. Isto é, ao contrário do sustentado por alguns especialistas, prender bandidos é fundamental para a redução da violência. “Não precisamos mudar o mundo para mudar a situação caótica que vivemos. Isso é politizar demais esse tipo de debate. Prender mais assassinos e ter mais policiais nas ruas é uma solução eficiente”, afirma Sachsida.

Se comparada a outros países, a situação brasileira no que diz respeito à punição para homicidas é muito preocupante. Pesquisas internacionais apontam que, na Inglaterra, a probabilidade de uma pessoa cometer um assassinato, ser identificada, julgada e presa é de 80%. Nos EUA, as chances caem para 60% e, no Brasil, chegam a apenas 5%. Ou seja, de cada 20 assassinos, apenas um é condenado.

Blog do Cabo Fernando

quinta-feira, 9 de maio de 2013

MAIS POLICIAIS, MENOS MORTES


Estudo do Ipea aponta que aumentando o efetivo policial em 10% o índice de homicídios pode reduzir de 0,8% a 3,4% em um ano

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que existe uma relação direta entre o efetivo policial e os homicídios. Os números apontam que quanto mais policiais nas ruas, menos assassinatos. 

A população, sem consultar qualquer estudo, de maneira perceptiva mesmo, também acredita na relação mais policiais, menos mortes, que parece até óbvia. 

A pesquisa, porém, sai do “óbvio” quando quantifica essa relação é mostra quantos crimes podem ser evitados com mais efetivos nas ruas. 

Os pesquisadores do Ipea apontam, por exemplo, que o aumento do efetivo policial em 10% pode reduzir de 0,8% a 3,4% o índice de homicídios em 12 meses. No intervalo de cinco anos, a redução acumulada pode chegar a significativos 14%. 

É evidente que a violência não é combatida somente com o aumento do efetivo. São necessárias ações articulas para combater as diferenças causas da violência. 

Esse conjunto de ações vai da estruturação das policias (homens, equipamentos, inteligência etc), passa pela garantia de acesso da população mais vulneráveis aos serviços essenciais (saúde, educação, moradia, saneamento etc) e se complementa com políticas públicas inclusivas que sejam capazes de oferecer alternativas, sobretudo aos jovens – principais vítimas e autores da violência -, mais atraentes que o assédio do crime organizado. 

Mas, voltando aos dados do estudo, o aumento do efetivo, indiscutivelmente, é um dos tripés de uma política de enfrentamento à violência bem-sucedida. 

No caso do Espírito Santo, o sucateamento das polícias, sem dúvida, contribuiu para o aumento das taxas de homicídios na última década. 

Como revelou o coronel da reserva Sérgio Aurich, em entrevista a Século Diário em março deste ano, a PM, em 1993, tinha um efetivo de 8,2 mil homens. Vinte anos depois esse efetivo, em vez de aumentar, caiu. Só este ano o governador Renato Casagrande começa a repor lentamente os efetivos das polícias, que não foram repostos durante a gestão do ex-governador Paulo Hartung. 

Tomando por base os números do Ipea, que apontam que o aumento de 10% do efetivo é capaz de reduzir em até 3,4% os índices de homicídios, o leitor pode calcular quantas mortes poderiam ter sido evitadas se o governo passado tivesse investido com responsabilidade na Segurança Pública. 

Para deixar claro que o governo Hartung abandonou a segurança, basta avaliar outro dado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um policial para cada 250 habitantes. Para ficar dentro do parâmetro da OMS, a PM capixaba teria que ter hoje um efetivo de 14 mil policiais. Temos pouco mais da metade disso. Por isso, não por acaso, temos também a segunda maior taxa de homicídios do País há mais de uma década. 

Fonte:  Século Diário/AMESE

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

15 VIATURAS PARADAS NA DELEGACIA, AGUARDAVAM O REGISTRO (NO PAÍS DA COPA...)

viatura
Demora em registro de ocorrências deixa 15 viaturas da PM paradas na madrugada.


A falta de efetivo nos plantões da Polícia Civil fez com que 30 policiais militares esperassem nove horas para entregar ocorrências na madrugada desta terça-feira (5). As 30 viaturas usadas no combate à violência ficaram toda a noite paradas em frente à delegacia de menores.
Até mesmo vítimas de crime tiveram que ficar de molho no local. Uma jovem que foi assaltada por adolescentes e chegou às 19n para prestar depoimento. A previsão é que ela saísse de lá somente nesta manhã.
Os policiais civis alegam que o sistema é lento, o que compromete o registro das ocorrências. O órgão informou ao capitão Neto, da PM, que o problema não ser resolveria, pois havia apenas um delegado, três escrivães e um investigador para atender a demanda.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

CAMPANHA ELEITORAL EM UBERLÂNDIA: VERDADE PRECISA SER DITA

          
            Vídeo feito em 2009. De lá pra cá, o índice de homicídio, se comparado com algumas capitais, é superior, em relação ao número de habitantes.

       Com todo respeito que o deputado estadual Luiz Humberto Carneiro merece, enquanto candidato a prefeitura de Uberlândia, devemos analisar seu discurso e fazer algumas ressalvas, sobre tudo num tema muito melindroso que é a segurança pública. Reconhecemos o esforço do referido deputado, quando intercedeu junto ao governador, conseguindo a confecção das carteiras funcionais para todo o estado. Isso depois que este foi devidamente motivado por este blogueiro, o qual protocolou ofício e entregou pessoalmente ao deputado Luiz Humberto. Depois de quatro meses as carteiras começaram a ser emitidas. Muitos diriam, isso é obrigação, mas, outros políticos não se interessaram pela causa.
       
    De fato a frota de Uberlândia foi renovada, ainda que o valor das viaturas seja questionável, diria altíssimo.

  Porém, vemos algumas promessas neste último programa eleitoral que sinceramente não consigo entender, como "colocar um PM em cada escola", criação do Colégio Tiradentes. Tenho guardado até hoje o programa de governo do prefeito Odelmo Leão, que apoia o deputado Luiz Humberto, onde há oito anos atrás foi prometido a construção do Colégio Tiradentes, e até hoje nenhuma parede foi edificada. Sobre os policiais nas ruas, temos uma escala, onde quem trabalha no administrativo tem que complementar a carga horária nas escalas extras, e aqueles que trabalham no serviço operacional, para ter direito a um final de semana, têm que trabalhar 60 dias. Imagina se for criado um contingente de policiais para ficar na porta das escolas, como proposto pelo candidato Luiz Humberto Carneiro?

      Temos que ser justos e "dar a César o que é de César". Tire suas conclusões, vote naquele que você achar melhor, mas, temos que dizer a VERDADE. Afinal Uberlândia não está violenta...a maioria dos que morrem são ligados ao tráfico...não é?

domingo, 12 de agosto de 2012

PMs protestam contra mudança na escala de trabalho, em Goiânia

Eles dizem que estão sendo obrigados a estender a jornada de trabalho. Comando da PM nega que tenha obrigado os PMs a cumprirem o horário.


Policiais do Comando de Operações de Recobrimento da Polícia Militar (Core) fizeram um protesto na porta do 1º Batalhão, em Goiânia, na noite de sexta-feira (10). Os militares dizem que estão sendo obrigados a estender a jornada de trabalho.
Os 120 PMs que integram o grupo e 60 viaturas ficaram parados. Os militares alegam que receberam do comando a ordem para estender o expediente por mais três horas e que não foram avisados com antecedência sobre a mudança na escala de trabalho.
“Trouxeram para nós de maneira imposta a escala de 12 por 36 horas, que seria trabalhar em um dia e no outro não. Fora isso, ainda há a obrigatoriedade de trabalhar além do nosso horário”, reclama o sargento Santos.
“Perdi minha faculdade e meu direito de estudar. Essa situação está insustentável na polícia de Goiás. Toda a tropa está cansada e ninguém é voluntário para trabalhar nesse serviço. Trabalhamos com esmero e afinco e não temos nenhum reconhecimento”, destaca o soldado Vilas Boas.Continue lendo no G1 e assista o vídeo no G1

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Ou elegemos políticos de nossa classe, ou ficaremos eternamente sob um regime escravo

Policiais atuam na comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio

Na Rocinha, policiais reclamam de condição "desumana" de trabalho.



O governo do Rio de Janeiro está improvisando na área da Segurança Pública para instalar Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) em comunidades aonde não houve preparo antecipado, como acontece na Rocinha. Curiosamente, isto ocorre em um ano eleitoral.
Na Rocinha, o policiamento é feito,  segundo admitiu a própria Polícia Militar, por “estagiários” e não soldados. Por serem tratados ainda como em “fase de treinamento”, os recém-formados recebem como recrutas, menos do que é pago aos soldados. Mas, no fundo, todos exercem as mesmas funções de policiar.
Eles se formaram em maio, no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), na turma conhecida como 5ª Companhia Bravo, composta por 600 recrutas. Destes, cerca de 200 foram para a Rocinha. Lá ainda não há previsão de instalação das UPPs. Os demais formandos foram para o Complexo do Alemão, aonde a falta de estrutura também foi denunciada ao Jornal do Brasil na segunda-feira (30), por outro policial militar insatisfeito com o pouco caso do governo para as condições de trabalho nas UPP.
Alguns destes “recrutas” que estão na Rocinha, como um deles - o policial “Y” - confessou ao JB, têm dificuldades até para chegar ao 23º BPM, no Leblon, corporação à qual estão lotados. “A gente precisa de dinheiro para trabalhar. Para eles (oficiais), não importa se eu tenho aluguel, se eu preciso pagar a fralda dos meus filhos”, queixa-se. O curioso, pelo que diz, é que "até a Companhia que se formou depois de nós recebe vencimentos de soldados”, narra. 
O improviso, porém, é maior. Além da falta de pagamento, o policial "Y" enumera outras situações pelas quais passam cotidianamente que, segundo entende, afetam a “dignidade” da tropa.
Com ou sem instalações, os policiais dão jornada de 12h em pé. A medida, segundo a PM, visa protegê-los contra possíveis ataques. Se estiverem em viaturas, ficam ao lado delas. Mas muitos chegam à Rocinha em ônibus da corporação e tiram o serviço a pé. “Se sentarmos, por dez minutos que sejam, e algum superior nos ver, podemos ser presos”, revela o policial “Y”, cuja identidade foi preservada para evitar represálias. Segundo ele, durante as 12 horas de jornada, uma única refeição é distribuída.  Ao contrário do que ocorre no Alemão, onde os PMs ainda têm o banheiro das estações do teleférico que acabam usando, na Rocinha não há algo parecido. 
Segundo o policial “Y”, é preciso avisar antes de sair da viatura para ir a um banheiro, do contrário é possível sofrer autuação por abandono de posto. “Não temos banheiro. Ficamos a mercê da boa vontade dos comerciantes para utilizar os sanitários deles. Pedimos pelo rádio para ser liberados, e se um colega tiver um problema intestinal e não tiver tempo de avisar, como faz?” 
Ele insiste: "Não temos a quem recorrer, ficamos a mercê da sorte”, diz a fonte do JB CONTINUE LENDO NO JORNAL DO BRASIL
Jornal do BrasilLuciano Pádua

terça-feira, 26 de junho de 2012

Falta de efetivo na PC-MG: Policiais solitários são obrigados a carregar defuntos sozinhos em Minas




No calor de uma multidão em um estadio de futebol 22 homens trabalham para fazer com que uma bola vá ao gol do adversário, alguns jogadores ganham uma fortuna para ficar correndo atrás de uma bola por 90 minutos. No trabalho do Perito Criminal do interior isso também ocorre, porem, as avessas. Na delegacia regional de Bom despacho por exemplo, no vento frio de uma madrugada solitária, um Perito Criminal atende sozinho a 22 cidades simultaneamente no decorrer do seu plantão.



Solitário, as vezes desarmado, as vezes com um velho revolver calibre 38, o Perito de plantão conta muita das vezes com Deus e com a sorte.



O cenário é muito diferente do que é visto nos seriados americanos do tipo CSI.



E lá vai o Perito sentado ao volante do o UNO da Pericia por centenas e centenas de quilômetros por plantão.

Diferentemente da região metropolitana da capital onde as Seções são especializadas, o Perito Caipira atende a tudo que aparece, de homicídio a acidente de trânsito, de constatação de drogas a crime ambiental. Este profissional polivalente, tem ainda de ser digitador e secretário da seção de pericia, atendendo ao publico, pois não há no interior outros funcionários na seção alem dos PeritosContinue lendo no Blog do Experidião

terça-feira, 22 de maio de 2012

Falta de efetivo no Triângulo Mineiro: Militares da reserva convocados

                 
A falta de efetivo de policiais e a criminalidade em Uberaba, no Triângulo, vão fazer o Estado reconvocar 40 policiais militares da reserva para o trabalho ostensivo nas ruas da cidade e da região. A decisão, anunciada pelo comandante da 5ª Região da Polícia Militar, coronel Laércio dos Reis Gomes, ontem, visa suprir a demanda do efetivo da corporação, composta por 900 homens. Segundo ele, o processo de reconvocação está em andamento.

Já a Polícia Civil de Uberaba irá celebrar convênios com universidades para a contratação de estagiários para o serviço administrativo, liberando os homens para o trabalho investigativo. 

sexta-feira, 30 de março de 2012

Falta de Policiais: grávida vítima de assalto fica horas dentro de viatura para registrar ocorrência

767Grávida vítima de assalto fica horas dentro de viatura para registrar ocorrência.

A falta de estrutura da Polícia Civil em várias cidades do estado está deixando a população à mercê de criminosos e dificultando o trabalho a Polícia Militar. Militares prendem bandidos e não conseguem registrar as ocorrências em delegacias.

Nessa quarta-feira, uma grávida de 28 anos, vítima de assalto passou por uma situação vexatória. Além de ter sofrido violência do roubo, teve que esperar por horas dentro da viatura para que a ocorrência fosse registrada. O caso foi em Esmeraldas.Fonte: Blog do Experidião Porto

sexta-feira, 2 de março de 2012

Falta de investigadores agrava criminalidade (numa das cidades sedes da Copa 2014)

Para especialista, polícia fica sem ter como reprimir as ações de bandidos


CARLOS ROBERTO
investigador
Investigador Garofalo, da Seccion al Leste, afirma que a falta de agentes prejudica atuação


O déficit de policiais civis em Minas Gerais, sobretudo de investigadores, e a falta de um planejamento financeiro mais eficiente, voltado para a segurança pública, são apontados pelo sociólogo Luís Flávio Sapori, ex-secretário de Estado de Defesa Social, como responsáveis pelo avanço da criminalidade no Estado. De acordo com a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, atualmente, 6.818 investigadores atendem aos 853 municípios mineiros. O déficit é, segundo a diretoria do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindpol-MG), de 3.500 profissionais.
 
José Maria de Paula Cachimbinho, um dos diretores do Sindpol, reforça que os altos índices de criminalidade no Estado são reflexo do baixo número de profissionais atuando na Polícia Civil. Segundo ele, seriam necessários pelo menos mais 9 mil profissionais para qualificar o efetivo. Enquanto faltam investigadores, o agente Garofalo, da Seccional Leste, afirma que os bandidos aproveitam para dificultar os trabalhos de investigação. “Na saidinha de banco, por exemplo, eles usam capacete. Sem reconhecer de imediato, ficamos sem efetivo suficiente para dar resposta rápida à sociedade”, diz.
 
Luís Sapori argumenta que, com um número insuficiente de agentes, a Polícia Civil fica impossibilitada de reprimir os crimes e de identificar criminosos, ocasionando o avanço da impunidade e, consequentemente, dos crimes violentos. Dados divulgados na última quarta-feira, pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), apontam um crescimento, entre 2010 e 2011, de 7,4% no número de crimes violentos em Minas. O aumento em Belo Horizonte foi ainda maior, de 11,5%.
 
A solução apontada pelo sociólogo, para coibir a ação de criminosos e, dessa forma, reduzir os índices nos municípios mineiros é a melhor gestão pública dos recursos destinados à segurança. “A exemplo do Estado de Alagoas, que registrou a maior taxa de homicídios em 2010, apesar do mais alto investimento em segurança pública, de nada adianta se o valor gasto não for devidamente empregado. A questão é saber para onde os recursos estão indo”, enfatiza. Sapori reforça, ainda, que é preciso unir os esforços entre as polícias Civil e Militar.
 
Atualmente, Minas Gerais é, proporcionalmente ao orçamento, o Estado que mais investe em segurança pública, ao lado de Alagoas: 13,4% do total dos recursos. Os dados foram publicados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em novembro de 2011. “Resta saber se os recursos estão sendo destinados para melhorar concretamente a área. Na prática, a segurança pública em Minas está sendo abandonada pelo governo. Se o Estado não voltar a controlar a situação, imagino que este ano será bem pior do que 2011”, opina Sapori.
 
A Seds informou, por meio da assessoria, que se pronunciaria por meio de nota. Porém, até o fechamento desta edição, não havia se posicionado.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Detentos rendem policial e fogem de delegacia em Fortaleza



G1


Nota do blog: Como pode haver apenas um policial para cuidar das celas? Isso expõe não só o agente, mas, toda a população. O sujeito é preso, desarmado e foge com espingarda, etc. A polícia precisa ser autônoma, gerir a própria verba, para contratar mais, administrar melhor, sempre sob o controle social da imprensa, da justiça e da população. Enquanto for dependente dos farelos da política, dá nisso que vocês viram: ineficiência, falta de efetivo, planejamento...caos.

domingo, 9 de outubro de 2011

Absurdo no país da copa: Por falta de delegados, ocorrências agora poderão ser analisadas por telefone ou e-mail

"Esse é o país que vai sediar uma copa do mundo e olimpíada"...


A Polícia Civil precisou improvisar para amenizar a situação da falta de delegados no estado. Para que o cidadão não saia da delegacia sem conseguir registrar a ocorrência, por falta de autoridade policial, agora os delegados estão autorizados a analisar crimes menos graves, como furtos a residências, por telefone ou e-mail.


De acordo com o corregedor interno da Polícia Civil, Gilson Emiliano, a medida vai amenizar o impacto do baixo efetivo de delegados na instituição e impedir que os cidadão sejam obrigados a percorrer várias delegacias para registra uma ocorrência.
— Não se tratando de um flagrante delito ou uma medida cautelar judicial, o comissário deve entrar em contato com a autoridade para que ele tipifique o crime e dê as orientações de como proceder — explicou.
O estado do Rio tem 1.022 delegados, sendo 655 na ativa e 467 aposentados, o que dá uma média de 5,7 por município.
O presidente da Associação de Delegados do Rio de Janeiro, Wladimir Reale, acredita que o corregedor somente tornou oficial algo que já é feito.
— O quadro de delegados está reduzido pela metade, então a adaptação é necessária e momentânea. O delegado no fim de semana, por exemplo, está em uma central. Se ele for procurado vai analisar a ocorrência e, se for necessário, ele terá que se deslocar — acrescentou Reale.
Hieros Vasconcelos
extra.globo.com