Seguidores

Mostrando postagens com marcador greve pf. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador greve pf. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Policiais Federais cruzam os braços

A Polícia Federal em Mato Grosso (PF), cruzam os braços hoje (07) em uma paralisação nacional e ameaça greve durante o Mundial da Copa do Mundo. As principais demandas do movimento é a reestruturação da PF com o aumento de efetivo e atualização salarial. Outras paralisações devem acontecer até o início da Copa.

De acordo com o presidente do Sindicato dos policiais federais do Estado, Erlon Brandão, cerca de 50% do efetivo aderiu ao protesto. Em Mato Grosso, atualmente são 320 agentes que atuam em todo o Estado, incluindo os agentes administrativos. A maior carência está no município de Cáceres, 225 km a Oeste de Cuiabá, somente 42 policiais atuam na cidade que faz fronteira com a Bolívia.

A categoria irá se reunir às 9 horas em frente às superintendências da PF para um grande protesto, com faixas, cartazes, e com vendas nos olhos e mordaças, para alertar a população sobre a crise que o órgão enfrenta atualmente. Uma caminhada também deve ser feita até a sede do Partido dos Trabalhadores (PT), onde um documento com as reivindicações será entregue.

Policiais militares- Os policiais e bombeiros militares podem realizar manifestações e até mesmo uma greve, caso o governo do Estado não atenda às reivindicações da categoria, que pede por reestruturação salarial e pagamento de benefícios como adicional noturno e por insalubridade.

Uma assembleia foi marcada pela categoria para o dia 13 com o objetivo de apresentar e discutir a proposta de reestruturação salarial dos militares mato-grossenses.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Comissão de Direitos Humanos realiza audiência pública para apurar abusos cometidos na greve da PF

aud.pub.pf4ok

A Comissão de Direitos Humanos realizou na noite de ontem, 27/02, audiência pública requerida pelo deputado Sargento Rodrigues, em conjunto com Durval Ângelo (PT), para esclarecer as denúncias de violação de direito de greve e assédio moral cometidos em retaliação ao movimento grevista dos servidores da Polícia Federal, realizada no período de 7/08 a 14/10/2012.
Vários agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal acompanharam a reunião no Auditório da Assembleia, ocasião que denunciaram dirigentes  da Superintendência Regional do Departamento de Polícia Federal em Minas Gerais (SR/DPF/MG) de usarem do poder que têm para intimidar os servidores do movimento grevista, que segundo eles, estão sendo perseguidos por discutirem o formato da Polícia Federal, que há anos, muito se assemelha a um regime ditatorial. Para eles, a greve não significa apenas uma luta salarial, mas também uma mobilização para a modernização do sistema da corporação.  
Os policiais federais relataram, em documento entregue a todos os parlamentares presentes na reunião, várias ameaças e punições sofridas, como a escalação de agentes para viagens sem aviso prévio e pagamento de diárias, bem como a relotação de servidores em áreas totalmente distintas de sua formação.
O deputado Sargento Rodrigues, autor da lei complementar 116, de assédio moral, afirmou que no caso da greve dos agentes, escrivães e papiloscopistas há uma grave violação dos direitos humanos, do direito legal de greve, um abuso de poder e arbitrariedade, cometidos pelo alto escalão da Polícia Federal.
Rodrigues ressaltou, ainda, que os policiais federais podem contar com o apoio da Comissão de Direitos Humanos da Casa, para denunciar e apontar os erros e abusos cometidos contra os servidores. “Nós não vamos nos calar, existe lei, ela existe para ser cumprida, esse caso vai ser encaminhado ao Governo Federal e ao Ministério Público Federal”, afirma.
Estiveram presentes na reunião Rodrigo dos Santos Marques Porto, Presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Minas     (SINPEF); Luis Antonio de Araujo Boudens,  Diretor de Relações Sindicais do Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Minas Gerais; William dos Santos, Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais; Arthur Lobato Magalhães Filho, Psicólogo e Nívia Mônica Silva, Promotora de Justiça.
Veja as ações aplicadas contra os grevistas, denunciadas na Comissão:
  • transferência de lotação de servidores para setores totalmente diversos daqueles em que foram desenvolvidas suas competências;
  • escolha causística de policias para missões desenvolvidas em regiões inóspitas e perigosas;
  • recebimento de ordens para o cumprimento de missões fora da sede, sem o prévio pagamento de diárias, e em alguns casos, marcadas com poucas horas de antecedência;
  • envio de policiais com especialização na área de Inteligência Policial para atividades eminentemente ostensivas;
  • instauração de Processo Administrativo Disciplinar devido à greve;
  • tratamento diferenciado para os integrantes da greve;
  • publicação de portaria, afastando  o agente responsável pela condução de processos administrativos disciplinares da Comissão Permanente de disciplina;
  • viagem para prejudicar eleição sindical;
  • exclusão de Agente Federal, do grupamento tático de pronta intevenção da PF em Minas Gerais, designando-o para fazer parte da equipe que conduziria uma Operação de Inteligência Policial no âmbito da DELEPAT – Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Observatório da Imprensa: Greve ou quartelada?


Por Marco Aurélio Dutra Aydos

Um dos dilemas da democracia moderna é constantemente enfrentar-se com o radicalismo político sem perder de vista os meios democráticos para sua própria defesa. Um dos meios de defesa da democracia é a discussão pública, um pouco ausente da mídia. Quando exércitos terroristas como o Hamas são abençoados como grupos “militantes” pela mídia global, e a performance de atores da política é mais valiosa e eficiente do que a consistência ou verdade de suas bandeiras, este Observatório supre uma falta essencial, discutindo e criticando a mídia e, por extensão, os problemas sociais que ela não mostra com a profundidade desejada.

O problema da greve dos agentes de Polícia Federal é um caso de reticência e miopia da mídia que não mostra o que não procura ver, não responde ao que não pergunta. É verdade que a defesa da sociedade tem aparecido na mídia, mas essa defesa reduz o problema ao mero retrato dos inúmeros transtornos que o movimento causa, como filas intermináveis em aeroportos e obstrução à emissão de passaportes. No caso específico, porém, devemos ser justos com a mídia e convir que ela não mostra com clareza os motivos da greve porque esses motivos não são lá muito transparentes [...]

Clique aqui para ler a íntegra do artigo publicado pelo Observatório da Imprensa.

Fonte: Blog do Delegado

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Greve da PF só terminará após a reestruturação das carreiras


De A Tribuna On-line


A greve de agentes, escrivãos e papiloscopistas da Polícia Federal (PF), iniciada no último dia 7 de agosto, só deve terminar quando o governo apresentar um cronograma para a reestruturação dessas carreiras. A declaração é do presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Estado do Paraná (Sinpef-PR), Fernando Augusto Vicentine.

“Queremos a justa adequação da tabela salarial desses cargos, que são de nível superior. Não basta o governo se comprometer a fazer isso. Se não vier nada de concreto quanto à data de início dessa reestruturação da carreira, a greve não acaba”, disse Vicentine, em entrevista à Agência Brasil. “Quem criou o atual impasse foi o governo. Nós temos paciência, tanto que estamos negociando há mais de 900 dias.”

Na manhã desta segunda-feira, servidores em greve hastearam a bandeira do Brasil em frente ao edifício-sede da superintendência estadual da PF no Paraná. Os serviços de emissão de passaportes estão sendo efetuados por funcionários terceirizados.

Agentes, escrivães e papiloscopistas da PF recebem R$ 7,5 mil como salário inicial, o equivalente a 56,2% da remuneração dos delegados federais, cujo vencimento de início de carreira é R$ 13,4 mil. Além da equiparação com as carreiras típicas de Estado, como a de auditor da Receita Federal e a de oficial da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a categoria também reivindica novas contratações por concurso público.

No último dia 24 de agosto, o Sinpef-PR obteve uma liminar na Justiça Federal que impede a União de efetuar descontos nos salários dos servidores em greve. “Não há como reputar ilegal a greve deflagrada pelos policiais federais no estado do Paraná, não se justificando a medida de corte do ponto”, diz em sua decisão a juíza Giovanna Mayer, da 7ª Vara Federal de Curitiba.

“Trata-se [o corte de ponto], a bem da verdade, de forma explícita, ainda que oblíqua, de frustrar o regular exercício de direito constitucionalmente assegurado, o que não pode ser admitido.”

No mesmo dia, a presidenta do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargadora Marga Inge Barth Tessler,  suspendeu a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) uma liminar similar, que havia sido concedida ao Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul (Sinpef-RS). A última greve nacional da PF ocorreu em 2004 e durou cerca de dois meses.