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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Homenagem 100 anos de Marighella


Familiares e ex-companheiros, com o apoio da Comissão de Anistia e do Grupo Tortura Nunca Mais/BA, reúnem personalidades políticas, intelectuais, artistas e representantes de entidades e movimentos sociais para prestar homenagem ao líder revolucionário baiano Carlos Marighella, tido pelo governo militar como inimigo número um da ditadura, que completaria no próximo dia 5 de dezembro cem anos de nascimento. Um ato público marcará o início das comemorações pelo Centenário.

O evento acontece na próxima sexta-feira, 04 de novembro, a partir das 16h, no Cemitério de Quintas, em Salvador, onde se encontra o túmulo de Marighella, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, amigo do homenageado.

Carlos Marighella foi assassinado em São Paulo, no dia 4 de novembro de 1969, por agentes do DOPS, órgão responsável pela execução de muitos opositores do regime militar, e seus restos mortais foram trazidos para Salvador em 10 de dezembro de 1979 – Dia Universal dos Direitos do Homem, logo depois da promulgação da Lei de Anistia, em cerimônia que teve a presença e participação de centenas de pessoas para ouvir a leitura de uma mensagem escrita por Jorge Amado, amigo de Marighella e seu companheiro na bancada comunista da Assembléia Nacional Constituinte e na Câmara dos Deputados entre 1946 e 1948, lida na ocasião por Fernando Santana.

No atual momento cresce no Brasil um amplo movimento de reconhecimento histórico, que atribui a Marighella papel importante na derrota da Ditadura de 1964 ao tempo em que identifica o seu perfil político como de autentico herói nacional. Nesse contexto foi recentemente lançada a campanha PRO-MEMORIAL MARIGHELLAVIVE que pretende levantar recursos para  construir em Salvador- Bahia um Memorial dedicada a difusão do pensamento político de Marighella e destacar sua coerência como valor de inspiração da juventude brasileira.

Espera-se a presença da companheira e viúva Clara Charf e do filho de Marighella, Carlos Augusto. Também estará presente o jornalista e deputado Emiliano José, que dedicou a Marighella um dos seus livros de maior sucesso, bem como o vereador Italo Cardoso, representando a Câmara Municipal de São Paulo que recentemente concedeu a Marighella o titulo “post mortem” de cidadão paulista.  A Comissão de Anistia será representada pela Conselheira baiana Ana Guedes, militante política integrante do GTNM da Bahia.

QUEM FOI MARIGHELLA:

Nascido em Salvador, na Bahia, Marighella ficou conhecido pelo seu talento de estudante fazendo provas em versos no Colégio Central. Aos 18 anos iniciou curso de Engenharia na Escola Politécnica da Bahia e tornou-se militante do Partido Comunista.

Conheceu a prisão pela primeira vez em 1932, após escrever um poema contendo críticas ao interventor da Bahia. Em 1932 muda-se para o Rio de Janeiro. Em 1º de maio de 1936

Marighella foi novamente preso e enfrentou, durante 23 dias, as terríveis torturas da polícia. 
Permaneceu encarcerado por um ano sendo solto pela “macedada” – nome da medida que libertou os presos políticos sem condenação. Transferindo-se para São Paulo, Marighella passou a agir em torno de dois eixos: a reorganização dos comunistas, duramente atingidos pela repressão, e o combate ao terror imposto pela ditadura de Getúlio Vargas.Continue lendo no Blog AJD - Bahia:>>>>>>>>

quarta-feira, 13 de julho de 2011

PM's x Política: Herói ou subversivo? Contradição em termos...

           Por quê polícia e política não se combinam? Depende do lado em que se vê. Não existe instituição mais política do que as polícias, especialmente a militar. O entrosamento começa nas indicações para o posto maior da PM/BM, que são indicados pelo governador, passando por repasse de verbas das prefeituras para ajudar a custear a manutenção das cidades do interior, que as vezes culmina com a compra de viatura, inclusive por alguns prefeitos. A isso dão o nome de polícia comunitária, pelo bom relacionamento com a sociedade, os órgãos e entidades voltadas à cidadania, inclusive com os Conselhos de Segurança Pública, popularmente conhecidos como CONSEP. Até aí nenhuma novidade, pois é a política institucional, ou seja polícia e política com "P" maiúscula. Portanto esse é um lado da moeda.
           O outro lado é composto por aqueles que fazem política, de maneira independente, não instituicionalizada. Aí é que mora o problema, pois é algo sobre o qual a instituição além de não ter o controle, esta ainda teme que a tropa seja influenciada negativamente, (palavra tão relativa para o exemplo...que é negativo, positivo em se tratando de cidadania, direitos individuais, coletivos?...). Vemos alguns exemplos na história, de militares que pagaram com a vida pelo seu enganjamento, visão crítica e envolvimento político e liderança como Capitão do Exército Carlos Lamarca, Cabo Valério da PMMG. Outros não morreram, mas, padeceram como João Cândido, líder da "Revolta da Chibata" e ultimamente vimos o caso dos Bombeiros do Rio, que foram presos e anistiados pela repercussão negativa que trouxe para o governador do Sérgio Cabral. 
            O que dá hojeriza para muitos é imaginar que alguém que trabalha no estado, (policiais, bombeiros), e tem conhecimento de como funcionam os bastidores possam querer questionar aquilo que, para qualquer leigo seria inquestionável. Para os militares é fato, pela vivência e conhecimento ainda que superficial dos problemas do estado. Por isso eles são tão "caçados" pela administração, que teme que essas chamadas "lideranças negativas possam propagar esses problemas.
            Cabo Daciolo, um dos líderes dos bombeiros cariocas prometeu greve de fome até que a PEC 300 seja aprovada. Sinceramente não sei se terá forças para suportar, mas, com certeza é mais um exemplo clássico de militar que pagaria com a própria vida por acreditar na sua ideologia e defender suas crenças. Todos sabemos que o governo federal tem dinheiro para bancar a diferença salarial. Ora, senão como explicar o projeto "trem bala", o aumento para os 39 ministros e a própria presidenta Dilma, sem falar nos dinheirinhos na cueca, o mensalão, as obras superfaturadas, o enriquecimento ilícito de muitos políticos. Os militares tem certeza da verdade sobre tudo isso, disso eu tenho certeza. Por isso política e PMs são antagônicos...pois, se servimos ao sistema somos "heróis", se lutamos contra ele, nos tornamos subersivos...
          
            Anastácio/blog No Q.A.P