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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Vídeo: SUPOSTO INTEGRANTE DO PCC DESAFIA JUÍZ

video


Muitos não entendem o serviço policial e por isso somos alvo de críticas pelos "doutores" que aparecem durante a ocorrência e tentam tumultuar, interferindo no bom andamento da ação. Nessa hora todos falam o que você deve fazer, o que pode e o que não pode e por aí vai, mas estranhamente não falam nada para o dentista, eletricista da CEMIG quando estes estão a desempenhar suas funções. Pra esses sempre respondo: _Ponha um "cano" na cintura e vem fazer o que eu faço.

A maioria quer uma atitude mais energética do policial somente quando são vitimadas por algum cidadão infrator (se eu disser ladrão, vagabundo, marginal, etc... o pessoal dos "Direitos dos Manos" acaba comigo).

Não concordo com os excessos, mas ficar atrás do ar condicionado é muito fácil, costumo dizer que na rua lidamos com o leão, raivoso, que ataca sem piedade suas vítimas sem se preocupar se aquele valor que ela trás consigo servirá para colocar alimentos na mesa ou se o trauma deixado irá se curar com o tempo.

A magistratura de uns tempos pra cá vem lidando com uma situação diferente, pois os juízes sempre julgaram o "cordeirinho", aquela pessoa que na audiência está fragilizada, cabisbaixa, oprimida pelo estado que o trancafiou, onde um policial perverso o prendeu sem motivo algum.

Nesse vídeo você poderá acompanhar essa mudança, "os leões" estão se rebelando e alguma coisa tem que ser feita, a legislação tem que mudar, será que precisaremos esperar que as próximas vítimas sejam os responsáveis pelo legislativo para vermos alguma atitude?

“A Nação que confia mais nos seus direitos do que em seus soldados, engana a si mesma e cava sua ruína.” (Rui Barbosa)

Colaborador: VAMP MOR

sábado, 28 de janeiro de 2012

REVOLTADO COM JUIZ, EMPRESÁRIO ENTRA ATIRANDO EM FÓRUM NO CE

Um empresário foi preso na noite de quinta-feira no município de Guaraciaba do Norte (CE), na região de divisa com o Piauí, acusado de tentar matar o juiz Magno Rocha Thé Mota. De acordo com a polícia, Aldir Furtado Lopes estava inconformado com a decisão do magistrado de liberar Elias Balbino - que é acusado de sequestrar os filhos do empresário no final do ano passado.

De acordo com servidores do fórum da cidade, o homem entrou no prédio já efetuando disparos e chegou a apontar a arma para um promotor que estava no local. Ao todo, conforme o relato policial, foram três disparos que deixaram marcas no prédio. Os tiros causaram pânico em servidores que trabalhavam no momento da ação. O empresário fugiu em um veículo e houve perseguição e troca de tiros com PMs. Ele acabou preso e os policiais apreenderam uma espingarda com 12 cartuchos deflagrados.

Aldir estava inconformado por que o homem liberado da prisão pelo juíz tinha invadido a casa da família no dia 28 de dezembro. Além de sequestrar três filhos, um amigo da família e a empregada doméstica, Elias Balbino e Raimundo Firmino Neto também são suspeitos de terem roubados joias, aparelhos eletrônicos e um carro.

OMAR JACOB, Direto de Fortaleza. Especial para Terra
Blog Notícia da Caserna

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Juízes abandonam a comarca de Catolé do Rocha-PB, após ameaças de morte


A Comarca de Catolé do Rocha-PB está sem magistrado. Os quatro juízes que realizavam mutirão para acelerar processos criminais abandonaram os trabalhos após receberem ameaça de morte.

O corregedor do Tribunal de Justiça, desembargador Nilo Ramalho, informou que montou esquema especial de segurança para viabilizar o retorno dos magistrados.

Os juízes usarão carros blindados e terão escolta policial.

“Eles estão amedrontados”, disse Ramalho.

O mutirão foi montado há 20 dias para acelerar a tramitação dos processos acumulados na cidade. Mas a partir do momento em que os magistrados começaram a expedir notificações e ordens de prisão passaram a receber ameaças de morte.

As notificações atingem acusados de homicídios, tráfico de drogas e até chacinas.

“Esse mutirão está incomodando”, acredita o desembargador.

Catolé do Rocha é uma das cidades alvos da operação Laços de Sangue, montada pelo Grupo Tático da Polícia Civil para investigar crimes de pistolagem entre famílias.

As contendas e disputas entre clãs seriam responsáveis pela morte de mais de cem pessoas nos últimos 40 anos.

A cidade já estava sem juiz há alguns meses. O mutirão foi montado com magistrados de comarcas vizinhas em caráter de revezamento.

Fonte: Blog mari fuxico

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Juiz que combateu máfia siciliana diz que Brasil precisa de polícia judiciária independente, sem subordinação aos políticos

O juiz Roberto Scarpinato foi um dos principais magistrados da Itália no combate às organizações mafiosas. Atuou nos anos 1980 e 1990 ao lado do magistrado Giovanni Falcone, morto no ano de 1992, em atentado da máfia siciliana. Ele participou da Operação Mãos Limpas, que debilitou a máfia italiana e fez entrar em colapso um esquema de fraudes no sistema partidário do país. Também foi o responsável pela sentença dada a Giulio Andreotti, sete vezes primeiro ministro da Itália, condenado a 24 anos de prisão por cumplicidade com a máfia.

Protegido por seguranças, Roberto Scarpinato esteve em São Paulo na última semana. Em entrevista à Agência Brasil, falou sobre seu trabalho no combate ao crime organizado e sobre a “vitória” da Itália contra a máfia. Ele destacou como principal fator de sucesso contra os mafiosos, diferentemente do que ocorre no Brasil, a atuação de uma polícia judiciária independente, controlada pelo Judiciário, e não pelo Executivo.

“O grande sucesso da Itália é que a magistratura do Ministério Público, além da independência, ela tem todo o controle da atividade policial. E tem a possibilidade de investigar e de buscar as autorias e materialidade dos crimes independentemente”, disse.

No Brasil, as atribuições de polícia judiciária são da competência das polícias Civil, subordinadas ao Poder Executivo dos estados, e da Federal, comandada pelo Executivo Federal.

Fatores importantes no combate ao crime organizado, de acordo com Scarpinato, foram também a criação de um corpo de magistrados e de uma polícia altamente especializados em organizações criminosas do tipo máfia, assim como a elaboração de uma legislação apropriada para enfrentar o fenômeno mafioso.

“Não se pode combater o crime organizado com as mesmas leis e as mesmas regras que valem para uma associação deliquencial simples, como quadrilhas e bandos, por exemplo. Para se combater um cancro, não se pode usar o mesmo remédio para se combater um problema estomacal comum”, comparou.

Há um artigo específico na legislação italiana para associações criminosas, de matriz mafiosa. A pena mínima é de 20 anos de prisão. O regime de detenção de membros do crime organizado na Itália também é diferenciado. Segundo o magistrado, não há visitas íntimas e o contato com o mundo exterior ao presídio é reduzido. Todas as conversas entre presos e visitas, com exceção dos diálogos com os advogados, são gravadas. “Não bastava só condenar um mafioso à privação de liberdade. Um membro de uma organização mafiosa potente continuaria a enviar mensagens à sua organização de modo a continuar a comandar o crime”.



Agência Brasil/Blog do Experidiao.com

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Delegados e juízes estão sofrendo ameaças de morte na PB, diz polícia


Dois suspeitos de envolvimento no atentado contra o diretor do Presídio Regional de Patos, no Sertão paraibano, foram detidos na quinta-feira (13) em um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) próximo a Pombal. Conforme o órgão, a prisão foi feita com base na denúncia de que a dupla iria assaltar a agência dos Correios de Catolé do Rocha. Um deles tem 16 anos de idade e outro tem 19. Este último seria ex-presidiário natural da cidade de Sapé, na Zona da Mata. Os dois passaram a noite na delegacia da Polícia Civil para prestar depoimento nesta sexta-feira (14).
Segundo a Polícia Civil, autoridades policiais e do Poder Judiciário da Paraíba estão recebendo ameaças de morte desde que a operação Laços de Sangue foi desencadeada em setembro, resultando na prisão de 17 suspeitos de praticar 'pistolagem' no Sertão.
G1 PB

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Juízes e membros do Ministério Público fazem manifestação hoje, em Brasília

Manifestação em Brasília reúne mais de 1,3 mil juízes e membros do Ministério PúblicoJuízes e integrantes do Ministério Público de todo o país promovem nesta quarta-feira (21/9), em Brasília, ato para reforçar o papel e a importância das instituições para a cidadania e a democracia brasileira. Mais de 1.300 profissionais estão sendo esperados no Dia Nacional de Valorização da Magistratura e do Ministério Público. “Somos dez entidades representativas e queremos mostrar à sociedade que, como todos os profissionais deste país, desejamos segurança para exercer com tranquilidade nossa atividade, uma política remuneratória que recomponha as perdas inflacionárias e um sistema de saúde e previdenciário adequado”, afirmou o juiz Renato Sant’Anna, presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra).

O ato público começará às 11h no Salão Negro do Congresso Nacional. Os participantes do movimento entregarão aos parlamentares manifesto centrado em três eixos: a instituição de política nacional de segurança que garanta a incolumidade da saúde e da vida, com imediatas alterações legislativas pertinentes; um sistema de saúde que previna adoecimentos físicos e mentais, com adequada cobertura previdenciária; uma política remuneratória que respeite a Constituição Federal e garanta a recomposição das perdas inflacionárias e que resgate a valorização do tempo de carreira dos Membros da Magistratura e do Ministério Público.

Em seguida, os participantes do Dia Nacional de Valorização da Magistratura e do Ministério Público seguem a pé até o Supremo Tribunal Federal, onde serão recebidos pelo ministro Cezar Peluso. O Procurador-Geral da República também receberá os magistrados e membros do MP. Será lançada uma campanha de valorização da magistratura e do Ministério Público, que ressaltará a importância do setor para a cidadania e para a democracia.

“É preciso deixar claro que não estamos reivindicando reajuste salarial. Desde 2006, tivemos 9% de reajuste, enquanto a inflação do período foi de 31%. Nossos vencimentos perderam quase um quarto do poder de compra e a Constituição determina reajuste anual e irredutibilidade do nosso subsídio. Ou seja, a Constituição não está sendo respeitada. Por isso, defendemos uma política remuneratória definitiva”, comentou Renato Sant’Anna.

O Dia Nacional pela Valorização da Magistratura e do Ministério Público será promovido o pela Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público da União (Frentas), integrada pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Associação Nacional do Ministério Público Militar (ANMPM), Associação dos Magistrados da Justiça Militar Federal (Amajum), Associação dos Magistrados do Distrito Federal e Territórios (Amagis/DF), e Associação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (AMPDFT), em articulação com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp).
 
Rondonotícias.com.br

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Caso da juíza assassinada na ótica do Grupo Sargentos PMDF

Senhores e Senhoras,

Me solidarizo com todos vocês e com todas as afirmações feitas nesta mensagem. Quando a casa que é furtada ou invadida é a do vizinho, normalmente fingimos que sentimos muito, mas quando é a nossa, aí a coisa muda de figura. É o caso dos nossos nobres Magistrados. Assisti, semana passada, o programa “Mais Você” da Ana Maria Braga, no qual a apresentadora intrevistou um jurista e um promotor sobre a nova lei do flagrante e, segundo eles, poucos serão os crimes em que o praticante será preso. Fiquei, como cidadão, indignado com esta lei. Percebe-se um grito de revolta na garganta da sociedade. O povo brasileiro deveria se mobilizar e cobrar do Congresso a alteraração desta lei, cujo o teor é uma afronta aos direitos fundamentais do cidadão.

Boa observação!!! Agora os Juízes querem segurança:

O assassinato da juíza Patrícia Acioli trouxe a tona um tema bastante interessante:

Os juízes estão querendo segurança particular. Queremos apenas lembrar aos magistrados que:

- Mais da metade dos crimes de morte que acontecem hoje no país, são proferidos por pessoas já condenadas e soltas por esses mesmos juízes que agora querem "seguranças contra os bandidos".

- Nenhuma viatura da polícia militar (que combate o crime todos os dias) são blindadas, então porque os carros dos juízes deveriam ser? (ainda por cima pagos com o dinheiro da população) Se o juiz quiser um carro blindado, que ele saiba que ele ganha suficientemente bem para blindar seu carro particular.

- Querem detector de metais nas portas dos tribunais - Na hora de fazer um teste de bafômetro, o motorista que está colocando a vida de várias pessoas em risco por dirigir embriagado, não é obrigado a produzir prova contra si, mas será que vão deixar ele entrar no tribunal se ele se recusar a passar pelo detector de metais alegando esse mesmo direito?

- Querem que os criminosos da juíza sejam presos - além de soltarem a maioria dos criminosos presos, os processos ainda são lentos e se arrastam no judiciário então será que eles têm moral para pedir que a polícia execute seu trabalho a contento se eles mesmos não executam os deles?

- Querem aplicar a justiça para os matadores da juíza - Se forem policiais, que tal aposentá-los com vencimentos integrais? (Essa é a pena mais proferida por juízes corruptos e que são pegos infringindo as leis) então, será que serão usados os mesmos critérios?

Grupo SARGENTOS PMDF
Profissionais esclarecidos,
Instituição fortalecida!!!

Colaborador: Jean Pierre Lopes da Silva
 
Nota do blog: Lembram do falecido juíz vulgarmente conhecido como "Lalau", pelos desvios das obras do prédio do Ministério do Trabalho em São Paulo? Então, prisão domiciliar e tudo...

domingo, 4 de setembro de 2011

A visão de um Promotor sobre a PM e a própria justiça

Trechos da entrevista do Promotor de Justiça Paulo Roberto Cunha Júnior a edição de 04/09/11 do Jornal O DIA. Entre vários assuntos, ele fez comentários sensatos sobre a corrupção, maus policiais e decisões equivocadas da justiça.

O DIA: Oito PMs do batalhão de São Gonçalo são suspeitos. Isso é prova da ousadia?

PAULO ROBERTO: A Divisão de Homicídios faz trabalho meticuloso para chegar aos culpados. Quem cometeu o crime bárbaro e covarde fez um desafio aberto às instituições. E as instituições estão respondendo à altura. O trabalho está mantido, as investigações estão prosseguindo, os processos andando, os júris sendo feitos. Houve ousadia, mas houve profunda e infeliz ignorância. As instituições são maiores que as pessoas.

O DIA: O 7º BPM é reduto de grupo de extermínio. O que o senhor diz sobre isso?

PAULO ROBERTO: Tenho a convicção que não é pior que outros do estado. Se, hoje, suas mazelas estão em evidência é porque o MP e o Poder Judiciário estavam agindo, talvez mais firmemente, para combatê-las. É importante dizer que em muitos momentos tivemos apoio de comandantes do 7º BPM, como o coronel Ricardo Quemento, coronel Marcos Daflon, coronel Menezes, atual Corregedor da PM, coronel Teixeira, coronel Roberto Gil, e outros.

O DIA: Parte da munição que matou Patrícia era da PM. Como é possível vencer a batalha do Estado x Estado?

PAULO ROBERTO: Os policiais não vêm de Marte, nem de Júpiter. Se vivemos numa sociedade em que a corrupção está disseminada, em que a ladroagem é aceita, como podemos querer que a polícia seja melhor? Se no Congresso Nacional cerca de 30% dos parlamentares são réus – fora os investigados – como ter legislação penal eficiente? Se os tribunais superiores adotam entendimentos jurídicos que alimentam a impunidade, como esperar respeito às instituições? O caso Patrícia marca uma encruzilhada na História brasileira: ou as pessoas de bem nos cargos públicos se unem para repensar o caminho que estamos seguindo, ou vamos afundar de vez na bandidagem e construir, ao invés de uma democracia, uma cleptocracia sem controle.

O DIA: Qual é o maior desafio no combate aos grupos de extermínio, assim como a contravenção, que conta com agentes do estado?

PAULO ROBERTO: É preciso que haja instrumentos legais adequados. É preciso que haja mais responsabilidade, firmeza, consciência das instâncias superiores ao julgar. Por exemplo: é possível entender que um PM acusado de executar uma pessoa, fraudar ocorrência, ainda assim, responder ao processo em liberdade? Esse entendimento é razoável? Em São Gonçalo tivemos caso em que PMs presos por forjarem auto de resistência, foram soltos em Habeas Corpus, e, logo depois, presos em flagrante sequestrando e extorquindo. O que dizer à sociedade?
 
ODIA

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Lista de investigados tem 36 PMs de São Gonçalo

Um é sargento cedido à segurança do TJ. Alguns morreram ou foram excluídos da corporação

POR VANIA CUNHA

Rio - Na lista dos 91 policiais militares que respondem a processos por homicídio na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo — onde atuava a juíza Patrícia Acioli, assassinada há 15 dias —, 36 deles estão lotados no 7º BPM (São Gonçalo). Outros 14 figuram nos quadros do 12º BPM (Niterói). Um sargento foi cedido para a Diretoria Geral de Segurança Institucional do Tribunal de Justiça (TJ), órgão responsável pela proteção de magistrados que recebem ameaças.
 
ODIA
 
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Após suspeita de participação de PMs na morte de juíza, presidente da OAB-RJ diz que é preciso realizar 'faxina' na polícia

RIO - O presidente da seção Rio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), Wadih Damous, disse nesta terça-feira que as declarações do comandante da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, de que policiais militares podem ter participado do assassinato da juíza Patrícia Acioli, em Niterói, são "gravíssimas". Damous afirmou ainda que é preciso ser realizada, com urgência, uma "faxina" na polícia do estado porque, segundo ele, "não é aceitável que tenhamos nas fileiras policiais assassinos ou mandantes de assassinatos". Ainda segundo o presidente da OAB, é preciso combater a corrupção policial e a atuação das milícias. Damous, porém, defendeu melhores salários para os policiais e um melhor aparelhamento das unidades militares, além do fortalecimento das corregedorias.


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Por mais segurança, juízes federais decidem greve em assembléia virtual

Os juízes federais decidem, em assembleia virtual nesta quarta-feira (17), se entram em greve para reivindicar mais segurança. Os magistrados querem que seja aprovado o projeto de lei que cria a Polícia do Judiciário e estabelece que os julgamentos envolvendo organizações criminosas sejam feitos por um órgão colegiado, e não por um magistrado só.

A assembleia de hoje, organizada pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), pode decidir pela greve, por uma paralisação em 21 de setembro ou pela continuidade das negociações. Para decidir, os magistrados podem votar por email, via intranet ou nas delegacias seccionais.

Os juízes pedem também a equiparação de benefícios com os integrantes do Ministério Público, aumento salarial, revisão dos subsídios (cotas mensais), criação de 225 cargos para juízes e ampliação da Justiça Federal no segundo grau para agilizar os julgamentos.

A Ajude diz que, em abril deste ano, mais de 90% dos juízes federais realizaram uma paralisação nacional pela revisão dos subsídios, igualdade de direitos com o Ministério Público e maior segurança para julgar os líderes do narcotráfico internacional e do crime organizado.

O resultado da assembleia será divulgado amanhã, às 14h, de acordo com a associação.

Fontes: http://www.24horasnews.com.br
blog Amigos da Caserna

Mais 30 policiais vão dar segurança a juízes, anuncia TJ-RJ

PMs do 7º BPM, investigados por juíza Patrícia Acioli, serão transferidos durante investigações

Depois de se reunir com o governador Sérgio Cabral, com o presidente da Associação de Magistrados Brasileiros, Nelson Calandra e o secretário geral da Comissão Nacional de Justiça, Fernando Marcondes, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Manoel Rebêlo anunciou que mais 30 policiais vão dar proteção a juízes ameaçados no estado.

Jornal do Brasil

sábado, 13 de agosto de 2011

Segurança no país da COPA: JUIZ MAIS AMEAÇADO DO BRASIL TEM ESCOLTA DE 10 AGENTES FEDERAIS E POSTO POLICIAL EM CASA!


Escoltado por dez policiais federais 24 horas por dia e com um posto policial dentro da própria casa, o juiz mais ameaçado do Brasil, Odilon de Oliveira, disse que o assassinato da juíza Patrícia Acioli, de 47 anos, na madrugada de sexta-feira (12) em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, expõe o descaso com a segurança dos magistrados que atuam no combate ao crime organizado. Patrícia era conhecida por sua atuação rigorosa e tinha um histórico de condenações contra policiais. Apesar de seu nome constar em uma lista de 12 pessoas marcadas para morrer, ela não tinha mais escolta desde 2007. Considerado linha dura, Oliveira perdeu a conta de quantas ameaças sofreu em 13 anos de atuação na área criminal. Ele foi responsável pela condenação do líder da maior facção criminosa do Rio, o traficante Fernandinho Beira Mar. Titular da 3ª Vara Federal Especializada em Crimes de Lavagem de Dinheiro, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Oliveira coleciona centenas de condenações de traficantes e contrabandistas. Ele também foi responsável por confiscar 80 fazendas, 75 imóveis, aviões, centenas de automóveis, embarcações e dinheiro do crime organizado. Embora conte com um forte aparato de segurança, o magistrado ressalta que muitos juízes que atuam em varas criminais estão vulneráveis a atentados porque não dispõem de escolta e afirma que o Estado brasileiro atua com descaso no combate ao crime organizado. - Quando um país não tem condições de proteger suas próprias autoridades, imagine a situação da sociedade.

Juízes ridicularizados

Sem papas na língua, Oliveira denuncia que juízes que se sentem ameaçados e pedem segurança são muitas vezes ´ridicularizados´ pelos tribunais que, segundo ele, também reduzem o efetivo das escoltas frequentemente ´à revelia das próprias autoridades´. - Os próprios tribunais muitas vezes ridicularizam o juiz que se diz ameaçado. Isso é grave e é um descaso muito grande. Eles afirmam: ´porque não acontece com fulano, fulano, fulano e só acontece com você´. A gente encontra esse tipo de cinismo. Oliveira cita como exemplo a morte do juiz Alexandre Martins de Castro, que atuava no combate ao crime organizado e foi assassinado em março de 2003, quando saía de uma academia em Vitória, no Espírito Santo. Ele lembra que, assim como aconteceu com a juíza Patrícia, a escolta do magistrado havia sido reduzida de três policiais para apenas um. Segundo Oliveira, se sentindo abandonado, o juíz de Vitória dispensou a presença do agente. São ameaças concretas. Ninguém ameça ninguém à toa ou passa trote. Isso não existe. São pessoas alheias que ainda não tiveram compreensão da realidade. Não conhecem nem a realidade brasileira ou se deixam levar pelo cinismo. Isso acontece bastante. Ele lembra que a juíza Patrícia Acioli atuava em um ambiente de extremo risco porque ´condenava, prendia e investigava pessoas muito preparadas e familizariadas com a criminalidade, tanto combatendo quanto navegando com o crime. São pessoas destemidas, daí o risco maior´.

Agentes de segurança carimbando processos

Hoje, os magistrados ameaçados de morte contam com uma segurança temporária feita pela PF (Polícia Federal). No Senado Federal, um projeto de lei, recomendado pela Associação de Magistrados, promete criar uma guarda especializada para garantir a proteção de juízes. Pela proposta, cada tribunal teria segurança própria e seria responsável pelo treinamento dos novos policiais. Oliveira é favorável ao projeto de lei, mas lembra que os tribunais federais já contam com 6.000 agentes concursados para cuidar da segurança dos magistrados e dos fóruns. Entretanto, ele afirma que esse contingente estaria atuando em funções administrativas. - Estão todos carimbando processos. Há um desvio funcional e o Poder Judiciário é responsável por isso. Ironicamente, ao mesmo tempo que condena criminosos a penas de prisão, Oliveira perdeu a liberdade de ir e vir durante 13 dos seus 62 anos. Embora se revele ´decepcionado e magoado´ com o Estado brasileiro, diz que adora o que faz e que pretende continuar trabalhando até ´ser expulso pela aposentadoria compulsória aos 70 anos´. Ele não sabe, no entanto, se vai contar com o aparato de segurança quando se aposentar, daqui a oito anos.

Fonte: R7 Notícias/Blog Diniz K-9