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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Juíza é assassinada a tiros dentro de Fórum em cidade de Mato Grosso


Juíza Glauciane Chaves de Melo (Foto: Assessoria/TJMT)A juíza Glauciane Chaves de Melo foi morta a tiros por volta das 11h desta sexta-feira (7) durante horário de expediente no interior do Fórum da Comarca de Alto Taquari, a 509 km de Cuiabá. A Polícia Militar informou que o suspeito do crime é o ex-marido dela. Ele teria entrado no local, efetuado disparos contra a magistrada e fugido, em seguida. A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada a um hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
A polícia informou que está fazendo buscas na região na tentativa de localizar o suspeito do crime. No entanto, até as 12h desta sexta-feira, ele ainda não havia sido preso. Por conta do crime, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), Orlando Perri, informou, por meio de nota, que irá até o município para acompanhar de perto o caso.
Para auxiliar nas buscas pelo suspeito, foi solicitado o reforço de agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da Polícia Militar da região Araguaia. Ainda para evitar a fuga do ex-marido da juíza, as rodovias de acesso aos estados de Goiás e Mato Grosso do Sul devem ser bloqueadas pela Polícia Rodoviária Federal.
Glauciane tomou posse do cargo em junho do ano passado. Antes ela tinha atuado como advogada e como assessora de um juiz em Belo Horizonte (MG). Conforme informação divulgada pela assessoria do TJ-MT na época na posse, Glauciane ficou classificada em 20º lugar no concurso e escolheu a Comarca de Alto Taquari para trabalhar ao levar em consideração ser um local tranquilo para atuar.
Quando se mudou para a cidade, ela estava casada. Segundo o TJ-MT, o casal se separou em dezembro do ano passado. Eles não tiveram fihos. 
Pollyana AraújoDo G1 MT

sábado, 1 de outubro de 2011

Tenente-coronel disse que seria ‘um favor’ matar juíza, revela cabo à Justiça


Depoimento de PM complica mais ex-comandante

Segundo cabo acusado, tenente teria sido orientado a matar juíza com apenas um homem para que crime ficasse em segredo

POR ADRIANA CRUZ/ODIA
Rio - ‘Você me faria um grande favor’. A frase do tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, 46 anos, ex-comandante do 7º BPM (Alcântara), ao seu braço-direito, o tenente Daniel dos Santos Benitez, 27, teria sido a senha para morte da juíza Patrícia Acioli, executada com 21 tiros, dia 11 de agosto. A revelação foi feita nesta sexta-feira por um dos 11 acusados de envolvimento no crime em depoimento de mais de quatro horas na 3ª Vara Criminal de Niterói. Ele é o segundo militar a aceitar a delação premiada — informações em troca de redução de pena. Sete PMs, entre eles os oficiais, estão presos em Bangu 1, presídio de segurança máxima.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Rodrigo Pimentel fala sobre combate aos crimes cometidos por policiais



G1

Juíza morta: segundo cabo, Patrícia Acioli foi morta porque atrapalhou esquema de propina de PMs (no país da Copa...)



O assassinato da juíza Patrícia Acioli — morta com 21 tiros em 11 de agosto deste ano — teria sido motivado pela redução na entrada de dinheiro do tráfico num círculo de PMs do 7º BPM (São Gonçalo). Entre eles, o tenente-coronel Claudio Luiz Silva de Oliveira, ex-comandante da unidade, preso ontem por envolvimento no homicídio. A denúncia foi feita pelo cabo X., um dos policiais presos pela execução da magistrada.
Em depoimento dado à Justiça e ao Ministério Público, na tarde de anteontem, o cabo denunciou um esquema de propina envolvendo nove policiais do Grupo de Ações Táticas (GAT) do 7º BPM e o tenente-coronel Claudio Oliveira — que, até ontem, comandava o 22º BPM (Maré). Ele afirmou que os policiais recebiam de R$ 10 mil a R$ 12 mil por semana do tráfico de drogas de comunidades de São Gonçalo. Por causa das prisões de PMs decretadas por Patrícia Acioli, o espólio estaria diminuindo, o que levou à execução da juíza.
Ainda segundo o depoimento, eram feitas operações frequentes principalmente nos morros da Coruja e do Salgueiro. Nos locais, traficantes eram presos, e armas e drogas, apreendidas. O dinheiro achado com os bandidos era dividido entre os PMs, incluindo o comandante. O tenente Daniel dos Santos Benitez Lopes, um dos presos pela morte da magistrada, seria o responsável pelo repasse da verba.
Segundo a versão, as armas usadas na execução eram espólio de guerra. Uma delas, calibre 40, teria sido apreendida no Morro da Coruja.
No depoimento prestado ao juiz Peterson Barroso Simão, aos promotores Leandro Navega e Rubem Viana, e aos defensores Jorge Mesquita e Carlos Felipe, o cabo X. deu detalhes sobre o planejamento e as motivações para a execução da juíza Patrícia Acioli.
O PM — que contou tudo para obter direito à delação premiada e à redução de até dois terços da pena — confirmou que os policiais foram duas vezes ao local do crime, na Rua dos Corais, em Piratininga, Niterói. Eles estudaram os horários e hábitos de Patrícia e planejaram o crime.
De acordo com o depoimento, que durou mais de duas horas, depois de sair do Fórum de São Gonçalo a juíza Patrícia Acioli foi seguida até em casa por uma moto, onde estavam o cabo Sérgio Costa Júnior e o tenente Daniel Benitez. O tenente teria adquirido a moto usada na emboscada contra Patrícia. Já o cabo Jefferson de Araújo Miranda estaria em um Palio vermelho, dando cobertura. O carro foi incendiado depois do crime. X. apontou ainda o envolvimento de um policial do 12º BPM (Niterói).
Após o depoimento do cabo, o tenente-coronel Claudio Luiz e outros seis PMs — Charles de Azevedo Tavares, Alex Ribeiro Pereira, Carlos Adílio Maciel Santos, Sammy dos Santos Quintanilha, Jovanis Falcão Júnior e Júnior Cezar de Medeiros — tiveram a prisão temporária decretada.
Os cinco primeiros, além de Sérgio, Daniel e Jefferson já estavam presos pela morte de Diego da Conceição Beline, de 18 anos, em 3 de junho. Eles tiveram a prisão decretada por Patrícia horas antes da morte da magistrada.
Carolina Heringer e Paolla Serra
Extra.globo.com

PM nega que reabertura da UPA da Maré tenha relação com prisão de ex-comandante


A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Maré, na Zona Norte da cidade, foi reaberta na manhã desta quarta-feira (28) pelo secretário de Estado de Saúde, Sérgio Côrtes, e o comandante geral da Polícia Militar em exercício, coronel Álvaro Garcia. A unidade estava fechada há dois dias, devido a problemas de segurança naquela região. 
Questionado sobre a relação da reabertura da unidade com a prisão do tenente-coronel Claudio Luiz de Oliveira -  já que o oficial foi quem requisitou o fechamento da unidade devido a presença de traficantes fortemente armados naquela região - Garcia negou a relação entre os fatos. Ele afirmou ainda que, se Cláudio Luiz de Oliveira não estivesse preso, a UPA da Maré seria reaberta do mesmo jeito.
Jornal do Brasil

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Caso da juíza assassinada na ótica do Grupo Sargentos PMDF

Senhores e Senhoras,

Me solidarizo com todos vocês e com todas as afirmações feitas nesta mensagem. Quando a casa que é furtada ou invadida é a do vizinho, normalmente fingimos que sentimos muito, mas quando é a nossa, aí a coisa muda de figura. É o caso dos nossos nobres Magistrados. Assisti, semana passada, o programa “Mais Você” da Ana Maria Braga, no qual a apresentadora intrevistou um jurista e um promotor sobre a nova lei do flagrante e, segundo eles, poucos serão os crimes em que o praticante será preso. Fiquei, como cidadão, indignado com esta lei. Percebe-se um grito de revolta na garganta da sociedade. O povo brasileiro deveria se mobilizar e cobrar do Congresso a alteraração desta lei, cujo o teor é uma afronta aos direitos fundamentais do cidadão.

Boa observação!!! Agora os Juízes querem segurança:

O assassinato da juíza Patrícia Acioli trouxe a tona um tema bastante interessante:

Os juízes estão querendo segurança particular. Queremos apenas lembrar aos magistrados que:

- Mais da metade dos crimes de morte que acontecem hoje no país, são proferidos por pessoas já condenadas e soltas por esses mesmos juízes que agora querem "seguranças contra os bandidos".

- Nenhuma viatura da polícia militar (que combate o crime todos os dias) são blindadas, então porque os carros dos juízes deveriam ser? (ainda por cima pagos com o dinheiro da população) Se o juiz quiser um carro blindado, que ele saiba que ele ganha suficientemente bem para blindar seu carro particular.

- Querem detector de metais nas portas dos tribunais - Na hora de fazer um teste de bafômetro, o motorista que está colocando a vida de várias pessoas em risco por dirigir embriagado, não é obrigado a produzir prova contra si, mas será que vão deixar ele entrar no tribunal se ele se recusar a passar pelo detector de metais alegando esse mesmo direito?

- Querem que os criminosos da juíza sejam presos - além de soltarem a maioria dos criminosos presos, os processos ainda são lentos e se arrastam no judiciário então será que eles têm moral para pedir que a polícia execute seu trabalho a contento se eles mesmos não executam os deles?

- Querem aplicar a justiça para os matadores da juíza - Se forem policiais, que tal aposentá-los com vencimentos integrais? (Essa é a pena mais proferida por juízes corruptos e que são pegos infringindo as leis) então, será que serão usados os mesmos critérios?

Grupo SARGENTOS PMDF
Profissionais esclarecidos,
Instituição fortalecida!!!

Colaborador: Jean Pierre Lopes da Silva
 
Nota do blog: Lembram do falecido juíz vulgarmente conhecido como "Lalau", pelos desvios das obras do prédio do Ministério do Trabalho em São Paulo? Então, prisão domiciliar e tudo...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Inquérito conclui que Tenente comandou dois Cabos na execução da juíza no Rio


Inquérito conclui que três PMs executaram juíza

Um tenente e dois cabos do 7º BPM são os responsáveis pelo assassinato de Patrícia Acioli, com 21 tiros, no dia 11 de agosto

Rio - O tenente Daniel dos Santos Benitez Lopes e os cabos Sergio Costa Junior e Jefferson de Araujo Miranda — do Grupo de Ações Táticas (GAT) do 7º BPM (São Gonçalo) — tiveram as prisões temporárias decretadas ontem, pelo plantão judiciário de Niterói, acusados do assassinato da juíza Patrícia Acioli. A magistrada foi atingida por 21 tiros na noite do dia 11 de agosto, quando chegava de carro em Piratininga, Niterói. No pedido de prisão temporária, os policiais são definidos como ‘membros de uma verdadeira organização criminosa de altíssima periculosidade’.

Os três já estão presos na Unidade Prisional — antigo BEP — acusados ainda da morte de Diego de Souza Beliene, de 18 anos, no Complexo do Salgueiro, São Gonçalo, em junho. As prisões foram decretadas por Patrícia horas antes de ser covardemente executada. Segundo a conclusão do inquérito da Divisão de Homicídios do Rio (DH), um mês antes do assassinato de Patrícia, uma advogada telefonou para o cabo Jefferson Miranda.

O carro de Patrícia foi crivado de tiros. Pelo menos onze projéteis atingiram a magistrada quando ela chegava em sua casa, em Piratininga, Niterói

Na conversa revelou que a magistrada iria incluir no processo sobre Diego toda a guarnição do GAT que esteve no local. Até então, só os cabos Sammy dos Santos Quintanilha e Flávio Cabral Bastos tinham sido presos. Jefferson foi ao encontro de Sérgio Costa Junior em São Gonçalo. No fim da tarde, ambos marcaram com o tenente Daniel dos Santos Benitez Lopes no Largo do Barrada, Niterói. De lá, os três seguiram para a rua onde Patrícia morava, no bairro do Tibau, e lá permaneceram por cerca de meia hora, retornando para o Largo do Barrada.

No dia 12 de julho, a juíza enviou ofício ao comando do 7º BPM para que fossem informados os nomes e identidades dos integrantes da guarnição do GAT que participaram da operação no Complexo do Salgueiro. Em 11 de agosto, dia do crime, a advogada de um deles foi ao Fórum de São Gonçalo e soube pela própria Patrícia Acioli que ela iria decretar a prisão dos outros policiais.

Família fez 500 adesivos para distribuir da missa de um mês da juíza

Foi aí que, de acordo com as investigações, essa advogada telefonou para seu cliente, para o cabo Jefferson e o tenente Daniel Benitez, que estava no 7º BPM, na Rua Doutor Alfredo Backer, no Mutondo. O cabo Sérgio Costa Junior também estava na unidade. Daniel e Sérgio se deslocaram para o Fórum de São Gonçalo, na Avenida Getúlio Vargas, de onde Patrícia Acioli saiu por volta das 23h15 em direção à sua casa onde foi executada.

As origens para o bárbaro crime

Segundo investigações da Divisão de Homicídios do Rio, o assassinato de Patrícia — que não tinha escolta policial — tem como origem um crime ocorrido pouco mais de dois meses antes de sua morte, no dia 3 de junho. Na ocasião, guarnição do GAT do 7º BPM, comandada pelo tenente Daniel dos Santos Benitez Lopes, fez uma incursão no conjunto da PM, no Complexo do Salgueiro, e matou Diego da Conceição Beliene.
Na 72ª DP (São Gonçalo), os policiais alegaram que a morte foi decorrente de auto de resistência por parte de traficantes. As investigações, porém, não comprovaram a versão dos policiais e dois cabos tiveram a prisão temporária decretada pela juíza. No dia 11, o delegado da 72ª DP representou pela prorrogação das prisões.

Vítima foi seguida desde saída do Fórum

A análise das câmeras de monitoramento de vigilância da região mostra que a juíza foi seguida desde a saída do fórum por seus executores, que estavam em uma motocicleta Honda azul, modelo Falcon. Ao se aproximarem da ponte que dá acesso ao bairro do Tibau, os executores perceberam que Patrícia seguia para casa, onde eles já tinham estado um mês antes, e a ultrapassaram. Ficaram escondidos atrás de uma Kombi estacionada na frente de uma casa vizinha à de Patrícia.

A magistrada chegou e, ao parar seu carro em frente ao portão de casa, foi surpreendida por dois criminosos, que abriram fogo contra a janela e a porta lateral esquerda do Fiat Ideia dirigido por Patrícia. Ela foi atingida por 21 tiros. Os executores deixaram o local calmamente e de lá cada um dos acusados seguiu para a sua casa.

Conhecida pelo seu rigor contra grupos de extermínios formados por PMs, Patrícia Acioli tinha 47 anos

Os peritos da DH recolheram vários estojos e projéteis de calibres 38mm, 40mm e 45mm. A Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) informou que o lote foi vendido para a PM e parte destinado ao 7º BPM, como O DIA revelou dia 22. Um computador que armazenava imagens das câmeras do local também foi apreendido pelos investigadores. Ainda esta semana, eles esperam encontrar as armas do crime.

O passo a passo de um crime que afrontou o Judiciário e a sociedade

- Em 11 de agosto, a juíza Patrícia Lourival Acioli é morta com 21 tiros, em Piratininga, Niterói. Ela acabara de sair do fórum onde horas antes decretara a prisão de oito PMs acusados de forjar auto de resistência. Entre eles, os três apontados como seus assassinos.

- Após o crime, vêm à tona denúncias de que o Tribunal de Justiça negou escolta à magistrada que havia informado várias vezes à instituição que estava sendo ameaçada de morte. Patrícia estava sem seguranças desde 2007.

- Policiais do 7º BPM (São Gonçalo) foram apontados como principais suspeitos porque Patrícia era considerada linha dura nos processos que julgava sobre alto de resistência envolvendo os agentes do batalhão.

- Exames de balística provaram que as munições usadas no crime eram da PM, como O DIA noticiou em 22 de agosto. Os cartuchos de calibre 40 arrecadados no local da execução eram de um lote de 10 mil projéteis comprados pela PM. Eles foram distribuídos também para o 7º BPM.

- O Tribunal de Justiça enviou ao Ministério Público (MP) lista com 91 nomes de PMs que respondem a processos na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, onde Patrícia era titular. A lista foi refeita, o número caiu para 34 e 28 tiveram a prisão pedida. Eles foram afastados das ruas.

- Neste domingo entrevista de O DIA com a mãe da juíza foi pregada na cruz, que está na Praia de Icaraí, Niterói, desde o dia do crime.
 
POR ANA MIGUEZ/ODIA

sábado, 27 de agosto de 2011

Tenente Coronel da PM, suspeito estava perto do fórum antes da execução, escute as gravações...


Polícia investiga agora se moto rastreada que seguiu juíza para executá-la é de um policial militar ou da própria corporação

Rio - Um oficial do 7º BPM (São Gonçalo) é o principal suspeito de ter feito os disparos que mataram a juíza Patrícia Acioli e estava nas imediações do Fórum de São Gonçalo no dia 11, momentos antes do crime. A quebra do sigilo telefônico do PM, autorizada pela Justiça, revelou que ele, apesar de morar na Zona Oeste do Rio, estava perto da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo antes de a magistrada deixar o local.


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Fonte: ODIA

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Lista de investigados tem 36 PMs de São Gonçalo

Um é sargento cedido à segurança do TJ. Alguns morreram ou foram excluídos da corporação

POR VANIA CUNHA

Rio - Na lista dos 91 policiais militares que respondem a processos por homicídio na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo — onde atuava a juíza Patrícia Acioli, assassinada há 15 dias —, 36 deles estão lotados no 7º BPM (São Gonçalo). Outros 14 figuram nos quadros do 12º BPM (Niterói). Um sargento foi cedido para a Diretoria Geral de Segurança Institucional do Tribunal de Justiça (TJ), órgão responsável pela proteção de magistrados que recebem ameaças.
 
ODIA
 
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Tenente-Coronel da PM é acusado de ser o mandante do assassinato da juíza

Tenente-coronel da PM acusado de ser mandante de um assassinato

A juíza Patrícia Acioli, tinha pela frente a missão de julgar um tenente-coronel da PM acusado de ser mandante de um assassinato. A magistrada chegou a decretar a prisão do oficial em dezembro de 2010, mas ela determinou a libertação dele em março passado. O tenente-coronel, que integrou a cúpula da corporação, teria sido baleado numa emboscada em 2009.

JORNAL EXTRA/blog Coturno Carioca 

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Após suspeita de participação de PMs na morte de juíza, presidente da OAB-RJ diz que é preciso realizar 'faxina' na polícia

RIO - O presidente da seção Rio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), Wadih Damous, disse nesta terça-feira que as declarações do comandante da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, de que policiais militares podem ter participado do assassinato da juíza Patrícia Acioli, em Niterói, são "gravíssimas". Damous afirmou ainda que é preciso ser realizada, com urgência, uma "faxina" na polícia do estado porque, segundo ele, "não é aceitável que tenhamos nas fileiras policiais assassinos ou mandantes de assassinatos". Ainda segundo o presidente da OAB, é preciso combater a corrupção policial e a atuação das milícias. Damous, porém, defendeu melhores salários para os policiais e um melhor aparelhamento das unidades militares, além do fortalecimento das corregedorias.


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Balas usadas na morte de juíza são da Polícia Militar


Foto: Severino Silva / Agência O Dia


Juíza chegava em casa dirigindo um Fiat Idea quando 21 tiros foram disparados pelos assassinos, em Niterói

Projéteis recolhidos pelos peritos na cena do crime haviam sido comprados pela PM. Parte da munição teria ido para quartel de São Gonçalo, onde há suspeitos lotados

Rio - As balas usadas no assassinato da juíza Patrícia Acioli são da Polícia Militar. Os agentes da Divisão de Homicídios (DH) já sabem que os cartuchos de calibre 40 arrecadados no local da execução, em Piratininga, Niterói, são de um lote de 10 mil projéteis vendido pela Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) à PM. O próximo passo da investigação é descobrir quais foram os batalhões abastecidos. Informalmente, a Secretaria de Segurança levantou que parte da munição foi distribuída para três unidades — uma delas seria o 7º BPM (São Gonçalo).

No local onde a juíza foi assassinada, no dia 11, policiais da DH encontraram cápsulas de dois calibres: 40 e 45. No entanto, só os projéteis de calibre 40 são usados pela PM. Os de calibre 45 são exclusivos das Forças Armadas. A magistrada foi atingida por 21 disparos. Segundo fontes ligadas à investigação e à cúpula da Secretaria de Segurança, como os cartuchos têm número de lote, os investigadores pediram informações à fabricante do material e souberam o nome do comprador. Na sexta-feira, a PM foi consultada pela Secretaria sobre a distribuição do lote para fazer o levantamento. Numa verificação superficial, viu que parte dos cartuchos é do estoque enviado a unidades do Interior.

Para os investigadores, a informação é importante, uma vez que há suspeitas de que entre os autores do crime estejam homens que respondiam a processos na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, onde Patrícia atuava. Ela participou de julgamentos de integrantes de grupos de extermínio, milícia e contravenção. Entre os envolvidos, há policiais do 7º BPM.

Corregedor na mira de milícia

Na semana em que a juíza foi morta, outra autoridade recebeu ameaças. Informações passadas ao Disque-Denúncia no dia 18 dão conta de plano para matar o corregedor-geral da PM, coronel Ronaldo Menezes.

Segundo o relato, o crime estaria sendo tramado por policiais civis e militares (entre estes, um PM reformado), todos ligados a uma milícia de Ramos, Zona Norte. Dois dos policiais citados já foram presos pela Polícia Federal.

Ainda segundo a denúncia, o motivo do crime seria a suposta prisão dos envolvidos, determinada pelo coronel Menezes. Procurado, o oficial não comentou o assunto.

Outro pedido de escolta negado

Em processo de março de 2009, o Tribunal de Justiça negou escolta para Patrícia Acioli. O despacho foi dado pela juíza Sandra Kayat, por ordem do então presidente do TJ e atual presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Luiz Zveiter. A decisão foi tomada ‘por não se vislumbrar a necessidade de adoção de qualquer medida extraordinária de segurança’.

Zveiter afirmou que a escolta de Patrícia foi retirada, em 2007, antes de sua gestão no TJ. Advogado da família da juíza, Técio Lins e Silva disse que vai pedir cópia do processo para ver se as informações podem ajudar nas investigações.

Reportagem de João Antônio Barros e Vania Cunha
ODIA

sábado, 13 de agosto de 2011

Juíza executada teria condenado mais de 60 policiais

Juíza executada prendia PMs e tinha relações perigosas com policiais

 RIO - Em depoimento no dia 25 de março de 2011, a juíza Patrícia Acioli, assassinada na madrugada de sexta-feira quando chegava em casa, em Niterói , contou à Corregedoria Interna da Polícia Militar que o principal motivo do fim do relacionamento com o cabo da PM Marcelo Poubel Araújo, com quem "viveu maritalmente" por cinco anos, foi a ingerência do militar nos processos que ela julgava sobre "autos de resistência" - execuções sumárias camufladas pelos policiais após troca de tiros. Ela declarou que Poubel "defendia os colegas de farda".

O depoimento faz parte da sindicância aberta na 2ª Delegacia de Polícia Judiciária, subordinada à corregedoria, para apurar as suspeitas de agressão corporal, invasão de domicílio e ameaça de morte praticadas pelo cabo Poubel, no dia 2 de fevereiro, contra a juíza e o então namorado, o inspetor penitenciário Dayvid Eduardo Nunes Martins. Ele teria entrado na casa da juíza, em Piratininga, e surpreendido os dois no quarto.

Juíza foi vista com ferimento

Patrícia negou as agressões, mas o subtenente Marcos Antônio Fernandes, que atendeu à ocorrência de Piratininga, declarou que encontrara a juíza na porta de casa "de cabelos molhados, sinal de que havia acabado de tomar banho, e com um corte no rosto, que ainda sangrava". Ela não autorizou a revista na residência, e Poubel só se apresentou dias depois.

À sindicância, Patrícia disse apenas que Poubel era submetido, desde 2006, a tratamento psiquiátrico e psicológico, pois desenvolvera trauma após sofrer "profunda antipatia dos colegas de farda" no 7 BPM (São Gonçalo), onde era lotado. A origem desta hostilidade seria a atitude da juíza, como ela própria descreveu, ao condenar policias militares envolvidos com grupos de extermínio.

Porém, no mesmo depoimento, ela admitiu que Poubel passou a discordar das sentenças contra PMs.

Na madrugada de sexta-feira, pouco depois da execução da juíza, o cabo esteve no local do crime. Após gritar "Pati, estou aqui", vaticinou:

- Agora, eu sou o bola da vez. Vão me pegar.

Poubel tinha uma mesa no gabinete da juíza, onde comparecia fardado. Não saía dali nem nas conversas mais reservadas e demonstrava intimidade ao abrir as gavetas de Patrícia, para pegar chaves e papéis.

Há cinco anos, o cabo foi baleado na Rodovia Niterói-Manilha, na altura do Bairro Boa Vista, enquanto pilotava uma moto Honda Twister. Dois homens, também de moto, mas sem placa, aproximaram-se e o atingiram no braço esquerdo.

Já o caso da agressão domiciliar só chegou ao conhecimento da polícia por iniciativa do inspetor penitenciário. No boletim de ocorrência 00364/0081/2011, da 81ª DP (Itaipu), Dayvid relata que Poubel, após invadir o quarto, tomar-lhe a arma durante briga corporal e obrigar o casal a ficar de joelhos, passou a agredi-los com socos e chutes, além de "puxões de cabelo" na juíza.

Inspetor relatou agressão

Ao repetir o que sofrera à sindicância, em depoimento no dia 5 de fevereiro, o inspetor contou que o militar ameaçara "sufocar Patrícia com um saco plástico, pois sabia que ela tinha pavor desta prática". Poubel, segundo o relato do inspetor, também teria se deitado na cama e apontado a arma para a porta, supostamente para forjar uma troca de tiros antes de matar o casal.

- Ele disse que era o rei da forjação (sic) - disse Dayvid.

O inspetor fez exame de corpo de delito. Ele foi atingido no maxilar, nas costelas e teve o nariz quebrado. Conta que, desde então, tem medo de continuar morando em São Gonçalo. Não há, contudo, prova material na sindicância sobre a agressão à juíza.

Dayvid começou a namorar a Patrícia em janeiro e, nessas condições, compareceu ao gabinete da magistrada, no dia 2 de fevereiro, atendendo a uma intimação assinada por ela à chefia do inspetor.

Na intimação, anexada à sindicância, Patrícia alegou que queria a presença de Dayvid para depor no processo que investiga a morte de Alexandre Thome Ivo Rajão, jovem de 14 anos massacrado por um grupo supostamente rival em São Gonçalo.

O perfil da juíza

Conhecida por ser linha-dura, Patrícia, de 47 anos, era uma espécie de arqui-inimiga dos maus policiais. Estima-se que tenha condenado mais de 60 deles nos últimos dez anos de atuação. Ela ingressou na magistratura em 14 de dezembro de 1992. Antes de ir para a área criminal, trabalhou no Juizado da Infância e da Juventude. Desde 1999, estava à frente de centenas de processos na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, agindo principalmente no combate a milícias, grupos de extermínio e máfias do transporte alternativo e do óleo (o grupo roubava combustível de navios). No início da carreira, quando foi defensora pública, ela já teria sofrido um atentado.

Patrícia tinha três filhos, de 10 a 20 anos. Ela gostava de exibir fotos deles no celular. Quando estava com os amigos, longe do fórum, esquecia o ar solene do tribunal e gostava de usar jeans e camiseta. Os colegas da pós feita na UFF dizem que ela não bebia, o que não a impedia de ir a barzinhos para bater papo. Nunca falava sobre as ameaças, mas tinha verdadeira paixão pela magistratura e falava empolgada sobre o resultado de algumas sentenças.

Chegou a relatar uma investigação sobre policiais militares acusados de um assassinato em que ela foi até o local ajudar na coleta de provas, acompanhando a polícia. Era comum também tomar depoimentos na casa de vítimas.

- Ela ia junto com os policiais, tamanha vontade que tinha de elucidar os crimes. Não tinha pose, colocava a mão na massa - disse um amigo dos tempos de faculdade.

Outra colega da pós-graduação, psicóloga, classificou a juíza Patrícia Acioli como uma mulher vaidosa, mas sem excessos, e muito bem-humorada:

- Nos divertíamos muito. Ela era muito simples e alegre. Acho que carregava um peso tão grande que precisava respirar, dar uma relaxada.

OGLOBO