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segunda-feira, 3 de março de 2014

Em greve, garis protestam na Central do Brasil e mandam prefeito "varrer sozinho" no Carnaval (welcome)


Osvaldo Praddo/Agência O Dia

Mais de 300 garis se reuniram na manhã desta segunda-feira (3), próximo à Central do Brasil, no centro do Rio, para protestar contra os baixos salários da categoria no município. Os manifestantes atacaram diretamente Eduardo Paes com gritos de “o prefeito vai varrer sozinho”, em referência à grande quantidade de lixo despejada nas ruas durante o Carnaval.
Em assembleia realizada pouco antes do protesto, cerca de 3.500 decidiram mantaer a greve, que já dura três dias. Alguns bairros da capital fluminense estão tomados de lixo, sobretudo, os locais por onde passaram os blocos no domingo (2) e o Sambódromo. A Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) conta com cerca de 15 mil garis.
Na Lapa, bairro boêmio da cidade, resíduos sólidos aglomeravam-se pelas calçadas, meios-fios e canteiros. O mau cheiro incomodava as pessoas que passavam pelas ruas. Durante a manhã, um grupo de garis da Comlurb, sem o uniforme, faziam a limpeza nos Arcos da Lapa. O turista inglês John Mills que veio ao Rio pela primeira vez para o carnaval não sabia da greve.
— Eles foram espertos por fazer a greve logo neste período, pois a cidade está realmente muito suja.
Bairros como Copacabana e Botafogo não apresentavam problemas com a limpeza urbana nesta manhã, com ruas limpas e lixeiras vazias.
Apesar da paralisação parcial, foram recolhidos no sábado (1º), segundo a Comlurb, 26 toneladas de lixo no Sambódromo e mais 4 toneladas em seus acessos.
Nos principais blocos de sábado, incluindo o tradicional Cordão da Bola Preta, foram recolhidas 79,2 toneladas de resíduos.
Reivindicações
O movimento grevista reivindica ajuste salarial de R$ 803 para R$ 1,2 mil, aumento no valor do tíquete-alimentação diário de R$ 12 para R$ 20, pagamento de horas extras para quem trabalhar nos domingos e feriados, como previsto em lei, e melhores condições de trabalho. Eles fizeram um protesto ontem na sede da prefeitura.
No sábado (1º), o TRT-RJ (Tribunal Regional do Trabalho do Estado do Rio de Janeiro) declarou a “abusividade e ilegalidade” de qualquer movimento de paralisação dos garis vinculados à Comlurb. O Sindicato e Comlurb não reconhecem a greve. A Companhia informou por meio de nota que está em negociação com o sindicato da categoria “como faz todos os anos no período do acordo coletivo”. Até o fechamento desta matéria a Comlurb não havia se manifestado sobre a paralisação nem sobre as providências para solucionar o problema do lixo.
R7