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terça-feira, 26 de julho de 2011

A morte da Amy Winehouse, mídia e o teatro dos vampiros


           Há tempos que a sociedade faz glamour com a morte dos jovens, principalmente se estes forem midiáticos, e lhes puder render algum retorno financeiro em revistas, matérias, edições póstumas etc. Todos acompanharam a morte trágica da cantora inglesa Amy Winehouse, por mais que eventualmente ela tenha morrido de causas naturais, (pouco provável para quem tinha apenas 27 anos). O fato é que vimos muitos artistas brasileiros falarem tanta besteira em torno do caso, como a cantora Sandra de Sá que disse: "assim como Cazuza a Emy morreu cedo, ela tinha uma supersensibilidade"...Cazuza morreu com AIDS. Jeanis Joplin morreu praticamente no palco, estressada, estafada com tantos shows, mal alimentada, sem dormir, refém dos abutres, como assim deveriam ser chamados alguns empresários que sugam o artistas até o extremo.
           Por outro lado a mídia ao invés de tratar o fato como tragédia, pois morrer aos 27 anos em nada tem de lindo, espetacular. Ao contrário mostra o quanto nossa sociedade é vil, e trata o assunto como se fosse algo que pertence a classe dos geniais. Ou seja morrer cedo é genial, é inteligente, uma forma diferente de declarar apoio ao suicídio, pois quem duvida que a morte de Winehouse não foi um suicídio lento? Tinha até apostas na internet, cujo site daria prêmio para quem adivinhasse o dia exato da morte.
           No Brasil vimos recentemente a morte de Cássia Eller, que muitos disseram que estava drogada, principalmente aqueles que estavam de serviço na clínica onde ela procurou ajuda, e não foi atendida, pelo medo dos funcionários de que ela estivesse drogada. Anos mais tarde, ficou provado que a cantora não estava, e queria apenar ser socorrida.
           Que sociedade podemos esperar, quando a maioria elogia o martírio, o suicídio e a morte dos que morrem jovem? É para essa sociedade que a polícia trabalha, com a qual convive no dia-a-dia, atendendo ricos, pobres, famosos e anônimos, sem ter nenhum tipo de poder para transformar a realidade. Somos o funil desse esgoto moral, ou..."os franelinhas" do cinema, cujo filme é o teatro dos vampiros...porém real.

             Anastácio/blog No Q.A.P