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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Falta de macas também atinge os Bombeiros em Belo Horizonte (...no país da Copa...)

Falta de macas prejudica bombeiros

A falta de macas em hospitais e unidades públicas de pronto-atendimento de Belo Horizonte não compromete só a frota de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O Corpo de Bombeiros tem enfrentado o mesmo problema. Os veículos da corporação, equipados para o transporte de doentes e feridos, também ficam retidos durante horas na porta das unidades de saúde, devido à escassez do equipamento necessário para a transferência e internação dos pacientes.

Segundo o major Sebastião Carlos, o Corpo de Bombeiros conta com 12 ambulâncias para o resgate de feridos na capital e região metropolitana. Como ocorre com os veículos do Samu, parte da frota da corporação também fica comprometida quando, por falta de leitos, os prontos-socorros e unidades de pronto atendimento “confiscam” as macas destinadas ao transporte de pacientes. “É um problema recorrente, que acontece justamente pela elevada demanda do Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirma o major Sebastião.

Atraso
Além disso, a retenção das ambulâncias provoca considerável atraso no atendimento de outras ocorrências, como de acidentes de veículos nas rodovias. “Nunca deixamos de atender casos graves, no entanto, já registramos demora significativa”, adverte o major.

De acordo com o oficial, o problema é registrado com mais frequência de quinta-feira a domingo, no fim da tarde e à noite. Todos os casos são repassados às coordenadorias das respectivas unidades médicas.

“A orientação dada aos militares da corporação é pelo constante diálogo. Para tentar agilizar o processo, buscamos informar ao corpo clínico responsável pelo primeiro atendimento o quadro de saúde dos socorridos”, completa o major Sebastião Carlos.

O objetivo é tentar o remanejamento ou a reclassificação do paciente. Desta maneira, os casos de maior gravidade passam a ser tratados como prioritários.

Como o Hoje em Dia informou na edição de ontem, a retenção das macas, nas unidades públicas de saúde, compromete 23% da reduzida frota do Samu. Servidores que trabalham no resgate afirmam que, em média, um veículo chega a ficar 12 horas esperando a devolução do equipamento. Por hora, uma ambulância inoperante deixa de socorrer até dez pessoas.