Seguidores

Mostrando postagens com marcador marcha contra corrupção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador marcha contra corrupção. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Procurador em MS propõe presídio só para corruptos

Imagine uma prisão destinada só para corruptos. Eles teriam suas fotos expostas permanentemente num mural, na entrada do presídio, e receberiam aulas de ética, moralidade e honestidade. 

Parece exercício de ficção, mas o procurador da República Ramiro Rockenbach, do Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul, propôs ontem ação civil pública que pede a criação do primeiro presídio federal só para corruptos do Brasil, exatamente nesses moldes. 

No texto da ação, o procurador diz que o país ocupa apenas a 73ª posição no ranking de nações menos corruptas, segundo pesquisa com 182 países feita pela organização Transparência Internacional neste ano.

Alpino
Rockenbach diz ainda que, hoje, 1.400 pessoas cumprem pena por delitos relacionados à corrupção no país.

"Se todos os corruptos do Brasil fossem postos na cadeia, precisaria construir pelo menos um [presídio] por Estado", afirma o procurador. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Movimento contra a corrupção volta às ruas neste 15 de novembro em 40 cidades. Veja no mapa a hora e o local das manifestações

Fernanda Nascimento

Dois meses depois das primeiras manifestações, o movimento contra a corrupção voltará às ruas pela terceira vez na próxima terça-feira, feriado que comemora a proclamação da República. A mobilização, que teve início em 7 de setembro, promete organizar atos de protesto em 40 cidades espalhadas por 15 estados. Em 12 de outubro, mais de 25 mil pessoas participaram das passeatas promovidas em dez capitais.
Veja no mapa abaixo as principais manifestações programadas para esta terça-feira. Para conferir os locais dos eventos e acessar os grupos de discussão no Facebook, basta clicar na cidade.

Coluna do Augusto Nunes - Veja.abril.com.br
Blog da Renata

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Segunda Marcha Contra a Corrupção ganha novos temas

Movimento convocou protestos em 25 cidades em 18 estados no país.

Organizadores em Brasília planejam ONG para manter mobilização.

Do G1, em Brasília
A segunda onda de protestos popularizada como Marcha Contra a Corrupção conseguiu mobilizar, novamente, milhares de manifestantes em várias capitais. Embora menos numerosa que a primeira edição, realizada no Sete de Setembro, a mobilização desta quarta-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, ganhou novos temas.

Protestos foram convocados em ao menos 25 cidades de 18 estados em todas as regiões do país, principalmente articuladas nas redes sociais e blogs. Organizadores já planejam uma ONG para nacionalizar o movimento.
Em Brasília, manifestantes usaram fantasias para protestar contra impunidade. Na foto, jovem caminha em direção ao Congresso como o personagem "V". (Foto: Nelson Antoine/Fotoarena/AE)
Em Brasília, que concentrou o maior número de pessoas – entre 7.000 e 10.000, segundo estimativas da Polícia Militar – os manifestantes levaram à Esplanada dos Ministérios novos temas.

Além da validação da Lei da Ficha Limpapara as eleições de 2012 e o fim do voto secreto nas votações do Congresso, houve também protesto contra uma eventual limitação dos poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão criado para fiscalizar os juízes.

Ainda neste mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar ação proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) que visa a limitar o raio de investigação do CNJ. Ainda neste ano, o STF também julga a validade da Ficha Limpa. Já a discussão sobre o fim do voto secreto foi retomado no Congresso após a absolvição da deputada Jaqueline Roriz(PMN-DF).
No Rio de Janeiro, 2.000 pessoas caminharam pela orla de Copacabana, na Zona Sul, segundo a Polícia Militar.

Na capital federal, outros movimentos aproveitaram a marcha para outras reclamações. Algumas faixas pediam mais concursos do governo federal. Esposas de militares (proibidos de participar) também reivindicaram aumentos salariais.

Segundo um dos líderes do Movimento Contra Corrupção (MCC), Walter Rodrigues, o objetivo é que as manifestações adquiram um caráter nacional. Na próxima semana, eles irão discutir a possibilidade de transformar o MCC em uma ONG.

"Vamos fazer uma videoconferência com os representantes das cidades na próxima quarta ou quinta-feira para discutir como nacionalizá-lo", disse.

Pelo país
Em São Paulo, a marcha se concentrou novamente na avenida Paulista, iniciada em caminhada a partir do Museu de Arte de São Paulo (Masp) por volta das 14h. Estimativas da Polícia Militar apontavam para a presença de 2.000 pessoas. Durante a mobilização, um homem foi preso por suspeita de quebrar o vidro de uma lanchonete Mc Donalds e de um banco. Na rua da Consolação, um grupo de punks com máscaras e panos enrolados no rosto se partiu para cima de outros manifestantes e da imprensa. No tumulto, uma mulher de 64 anos cortou o queixo ao cair na calçada.
marcha contra corrupção (Foto: Mauro Pimentel/AE)Marcha Contra a Corrupção se concentrou na orla de Copacabana (Foto: Mauro Pimentel/AE)
Em Belo Horizonte, a manifestação se concentrou na praça da Liberdade, região nobre da cidade e próxima à antiga sede do governo estadual. Segundo a PM, 200 pessoas apareceram. Manifestantes pediram ainda o imediato julgamento dos acusados de crimes no esquema do mensalão e a devolução aos cofres públicos de dinheiro comprovadamente desviado por políticos corruptos.

Em Goiânia, onde o governo contabilizou cerca de 1,2 mil pessoas, a marcha atraiu estudantes universitários, professores, profissionais liberais e donas de casa. A maioria foi vestida de preto e percorreu 4 km no centro da cidade.
Em Curitiba, cerca de 500 pessoas partiram da Universidade Federal do Paraná (UFPR) até ruas do Centro Histórico e foram até o Centro Cívico. Estudantes mascarados se misturaram com aposentados, caras-pintadas e ativistas. Não havia sequer uma bandeira de partido político. Durante a passeata, alguns moradores jogaram água nos manifestantes.

Em Salvador, a marcha percorreu o circuito Barra-Ondina, famoso por receber os trios elétricos de Carnaval. Cerca de 800 pessoas apareceram, com bandeiras, apitos, narizes de palhaço e caras pintadas. Entre jovens e crianças, foram vistos também juízes e advogados.
Em Recife, a marcha levou cerca de 300 pessoas à avenida Boa Viagem, ao som de apitaço e palavras de ordem. Várias mães aproveitaram o feriado, quando também se comemora o Dia das Crianças, para levar os filhos pequenos.

Em Fortaleza, trio-elétricos animaram a caminhada ao som de canções engajadas como "Brasil", de Cazuza, e "Para Não Dizer que Eu Não Falei de Flores", de Geraldo Vandré. Na capital cearense, estudantes expressavam revolta contra o que ficou conhecido como "escândalo dos banheiros", esquema de desvio de dinheiro destinado a construção de banheiros populares que, segundo o Tribunal de Contas do Estado, chegou a um rombo de R$ 16 milhões.
Em João Pessoa, o público se concentrou no Busto de Tamandaré, e caminhou pela orla da praia. A mobilização foi organizada por entidades locais ligadas à advocacia e à imprensa.
G1 DF

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Marcha contra a corrupção ocorrerá nesta quarta dia 12/10 em 25 cidades brasileiras. Confira, participe!!!

Convocada para esta quarta (12), a nova Marcha contra a Corrupção pretende mobilizar 25 cidades. No Twitter os organizadores divulgarão a marcha a partir das 20h de hoje (11) através das tags #ProtestaBrasil e  #MarchaContraCorrupcao .
Abaixo a informação de Juliana Castro, publicada em O Globo:
RIO – A marcha contra a corrupção convocada para o feriado desta quarta-feira está sendo organizada pela internet há pelo menos um mês e contará com eventos 25 cidades em 17 estados, além do Distrito Federal. Os organizadores dizem não ter expectativa sobre o número de pessoas que podem comparecer aos atos – boa parte deles simultâneos -, mas esperam superar a barreira dos 25 mil manifestantes, que foram às ruas no Sete de Setembro .
(…)
A divulgação pela internet ganhou na terça-feira um reforço. Os organizadores se juntaram e promoveram um twittaço para informar corretamente o dia, local e horário da manifestação no Rio. Nem mesmo a previsão de chuva desanima:
- A previsão é de sol entre nuvens, podendo chover. Estou torcendo muito para que não chova. Mas, mesmo com chuva, tenho certeza de que as pessoas interessadas vão comparecer ao evento – disse Cristine Maza, do movimento “Todos Juntos contra a Corrupção”.
Íntegra aqui.

Abaixo os locais e horários dos protestos:


AL – Maceió – Antigo 7 Coqueiros até o Antigo Alagoinhas, às 13h
AM – Manaus – Centro, em frente ao colégio Dom Pedro, às 14h
BA – Salvador – Cristo da Barra, às 14h
CE – Fortaleza – Praça da Imprensa rumo ao Cocó, às 14h
DF – Brasília – Museu Nacional, às 10h
ES – Vila Velha – Praia da Costa, às 12h
GO – Goiânia – Início na Praça Universitária às 10h e término na Praça Cívica
MA – São Luís – Praça do Pescador , na Avenida Litorânea, às 14h
MG – Belo Horizonte – Saída às 14h da Praça da Liberdade até a Praça 7
MG – Uberlândia – Praça Tubal Vilela, às 14h
PA – Belém do Pará – Praça do CAN, às 14h
PA – Santarém – Concentração em frente à prefeitura, às 17h, até o fórum
PE – Recife -Pracinha de Boa Viagem, às 14h
PB – João Pessoa – Busto de Tamandaré, às 14h
PI – Teresina – Praça da Liberdade, às 14h
PR – Curitiba – Santos Andrade, em frente à escadaria da UFPR, às 14h
PR – Campo Mourão – Praça Central, às 14h
RS – Porto Alegre – Parque da Redenção, durante toda a tarde
RJ – Rio de Janeiro – Copacabana, em frente ao posto 4, às 13h
SC – Brusque – Praça Barão de Schneeburg, às 9h
SC – Florianópolis – Trapiche Beira Mar, às 10h
SC – Jaraguá do Sul – Praça Ângelo Piazera, às 14h
SP – São Paulo – Avenida Paulista, em frente ao Masp, às 14h
SP – Santos – Parque da Independência, às 14h
SP – São José dos Campos – Vicentina Aranha, às 15h

fonte: implicante.org 

Atenção "dedo-duros", ao trabalho já!!!! kkk....

sábado, 8 de outubro de 2011

Investir na polícia é dobrar os cofres do governo

Por Carlos dos Anjos*

O dicionário Aurélio define POLÍCIA da seguinte forma: s. f. Segurança pública; patrulha; conjunto das leis que asseguram a ordem pública; a corporação incumbida de a manter. Igualmente, define POLICIAR da seguinte forma: v. t. Vigiar ou guardar, segundo leis ou regulamentos policiais; zelar; patrulhar; conter; refrear; fiscalizar.
 
O ilustre professor Pimenta Bueno (Processo penal brasileiro, p. 11), citado pelo não menos ilustre professor Fernando Tourinho, esclarece que a “Polícia Civil indaga de todos os fatos suspeitos, recebe os avisos, as notícias, forma os corpos de delitos para comprovar a existência dos atos criminosos, sequestra os instrumentos dos crimes, colige todos os indícios e provas que pode conseguir, rastreia os delinquentes, captura-os nos termos da lei e entrega-os à Justiça Criminal, juntamente com a investigação feita, para que a justiça examine e julgue maduramente”.

Como policial civil, filho de um também policial civil, pude pessoalmente constatar e me sinto feliz de dizer que a polícia é aquele jogador camisa dez que recebe a bola na defesa, dribla três adversários, avança em velocidade pelo meio de campo, finta mais dois adversários se desvencilhando das pancadas e impedindo as faltas, atrai a marcação do último zagueiro e dá um passe celestial antes que o atacante figure em situação de impedimento, permitindo que o mesmo fique cara a cara com o goleiro. Obviamente que se a polícia é o jogador camisa dez, o atacante é a justiça criminal que examina e julga.

Considerando que o Estado tem a obrigação de proporcionar aos seus cidadãos condições aceitáveis de educação, saúde, habitação, saneamento e infraestrutura, certamente que a polícia, como instituição do Estado, não deve se restringir a proporcionar aos cidadãos tão somente segurança pública.

Hodiernamente, a polícia do amanhã e a justiça devem mobilizar esforços conjuntos para atender aos demais anseios da sociedade. Dotado de um novo prisma, o governante apropriado para a realidade que vivemos se afigura em um administrador capaz de visualizar além os números dos valores que poderiam ser gastos com o pagamento de salários dignos e equipamentos de qualidade.

Nesse diapasão, posso afirmar que o governante inteligente e sagaz é aquele capaz de compreender que O GOVERNO NÃO “GASTA” COM A POLÍCIA E A JUSTIÇA. O GOVERNO “INVESTE”!

Um estudo realizado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp (Federação das Industrias de São Paulo) no ano de 2008 aponta que o custo médio anual da CORRUPÇÃO NO BRASIL representa de 1,38% a 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), isto é, algo em torno R$ 41,5 bilhões a R$ 69,1 bilhões.

No período entre 1990 e 2008, a média per capita do PIB no Brasil foi de US$ 7.954. Entretanto, a pesquisa verificou que se o país estivesse entre os menos corruptos esse número subiria para US$9.184. O mesmo estudo ilustra que a redução dos níveis de corrupção beneficiaria setores como educação, saúde, habitação, saneamento e infraestrutura, de tal sorte que o governo disponibilizaria de mais dinheiro em seus cofres para realizar investimentos nessas áreas. Vejamos os dados:

Para a educação o número de matriculados na educação fundamental das redes públicas de ensino iria de 34,5 milhões para 51 milhões de alunos. Um acréscimo de 47,%, que compreenderia mais de 16 milhões de jovens e crianças.

Com a saúde, nos hospitais do SUS, a contagem de leitos para internação, que hoje é de 367.397, poderia crescer 89%, que significariam 327.012 leitos a mais para os doentes.

Com habitação o número de moradias também aumentaria. A projeção do PAC é beneficiar 3.960.000 famílias. Com a diminuição da corrupção, mais 2.940.371 famílias poderiam ser beneficiadas, isto é, um acréscimo de 74,3%.

Na área de saneamento a quantidade de residências acolhidas, segundo cálculo do PAC, é de 22.500.00. O serviço poderia subir 103,8%, adicionando mais 23.347.547 domicílios com esgotos, atenuando os riscos de doenças na população e a mortalidade infantil.

No setor de Infraestrutura os 2.518 km de ferrovias, segundo o PAC, seriam majorados de 13.230 km, ampliação de 525% para o despejo da produção da nação. Os portos poderiam saltar dos 12 que existem para 184, um aumento de 1537%. Outrossim, com a redução dos índices de corrupção o dinheiro poderia ser aproveitado para a construção de 277 novos aeroportos, um incremento de 1383%.

Além dos valores desviados que poderiam ser empregados conforme exposto acima, existe ainda um montante que o Estado deixa de ganhar em decorrência da corrupção. Segundo um estudo publicado pelo coordenador da Escola de Economia de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcos Fernandes, a perda de produtividade provocada por fraudes no país atinge a casa de US$ 3,5 bilhões de dólares por ano. Fernandes afirma que “da mesma forma que estradas e portos bem estruturados melhoram a produtividade do país, instituições ineficientes diminuem os ganhos da nação”.
Portanto, a corrupção é um grave problema que carece de ser combatido pela polícia com o apoio da justiça. A polícia precisa se tornar uma instituição mais eficiente, assim como a justiça também precisa. Por isso, insistimos que é de fundamental importância que o Estado invista recursos na polícia e na justiça.

Destaco, por oportuno, que os investimentos do Estado na polícia e na justiça não devem resultar de pensamentos mirabolantes, como temos verificado ao longo dos últimos anos. A polícia e a justiça precisam, eminentemente, de investimentos no capital variável (salário) e no capital humano (saúde e educação de seus servidores). É irretorquível que, hodiernamente, as pessoas (material humano) são o maior capital de uma instituição ou empresa.

Registro que deixo de discorrer sobre a teoria marxista segundo a qual o conceito de capital humano corresponde a uma “reificação” por considerar que a abordagem é demasiadamente cansativa e desnecessária, de tal sorte que não pode ser exaurida em poucos parágrafos.

Assim sendo, o que realmente precisa ficar claro é que o Estado precisa investir no servidor. É impossível vislumbrar que um profissional que recebe um salário ridículo, insuficiente para pagar sua alimentação, moradia e saúde, ainda consiga investir na própria formação profissional.

Destaca-se que esse é o servidor que o governo concebe que vai combater essa endemia chamada corrupção, assim como, combater as demais modalidades criminosas.

Ocorre que, os dois últimos concursos da Polícia Civil do Rio de Janeiro (2008 e 2009) e o último concurso da Polícia Militar, criaram uma situação sui generis. Inúmeros profissionais, graduados de nível superior nas mais diversas áreas de ensino, se submeteram ao concurso público e, após concluírem a Academia de Polícia, ingressaram nos quadros dessas duas instituições.

Entrementes, a burlesca realidade das Polícias do Rio de Janeiro, no que atine principalmente ao desmedido número de responsabilidades de um cargo policial em equivalência ao pior dos PIORES SALÁRIOS DO BRASIL está forçando esses profissionais a abandonarem os quadros dessas duas instituições para se dedicarem ao trabalho autônomo ou para integrarem outras instituições públicas que remuneram adequadamente seus servidores.

Os números da evasão de agentes policiais para outras instituições públicas, após aprovação em concurso público beira o absurdo. Isso demonstra o quão habilitado e preparado é esse profissional capaz de lograr êxito e ser aprovado em seguidos concursos públicos de elevada dificuldade.

Em verdade, o Estado do Rio de Janeiro perde. Por conseguinte, a sociedade fluminense também perde.

Ainda sobre o tema corrupção, acrescento um dado da Controladoria-Geral da União divulgado no corrente ano (2011) e que certamente serve como baldrame de informações para os dados da corrupção nos Estados. O relatório da Controladoria informa que nos últimos oito anos, 2.969 servidores do poder executivo foram expulsos da administração pública pela prática de corrupção. Entre os anos de 2003 e 2010 foram demitidas 2.544 pessoas, 247 perderam cargos comissionados e 178 tiveram as aposentadorias cassadas.

Veja que dentre os principais motivos para as expulsões jazem: o uso do cargo para a obtenção de vantagens (1.579 casos ou 33,48% do total de expulsões), improbidade administrativa (933 casos), propina (285 casos) e lesão aos cofres públicos (172 casos).

Existe um provérbio bíblico que apregoa que “aquele que anda com os sábios será cada vez mais sábio, mas o companheiro dos tolos acabará mal”. Nada mais é do que o antigo ditado popular de que “uma maçã podre estraga o cesto”.

Portanto, verifico que o fortalecimento das corregedorias internas, dentre elas, as corregedorias de polícia, é um processo necessário e fundamental.

Todavia, repito! PRECISAMOS TAMBÉM DE MELHORES SALÁRIOS. As responsabilidades de um cargo policial não condizem com a atual política salarial pregada pela grande maioria dos Estados do Brasil, incluindo, o Rio de Janeiro.

Citei apenas um exemplo de modalidade delituosa (a corrupção) que se combatida com maior rigor pela polícia e pela justiça, evidentemente, acarretará a redução de seus índices, beneficiando grandemente diversos outros segmentos da administração pública (educação, saúde, habitação e etc). Deveras, o combate de diversas outras modalidades delituosas que não foram mencionadas nesse artigo certamente também beneficiariam outros segmentos da administração pública, e por consequência, a qualidade de vida dos cidadãos.
Aproveitando o ensejo, mencionarei um segundo exemplo de modalidade delituosa (a pirataria).

Voltemos aos números. Vejamos os números da pirataria no Brasil.

A Câmara de Comércio dos Estados Unidos e o Conselho Empresarial Brasil Estados Unidos, em parceria com a Associação Nacional pela Garantia dos Direitos Intelectuais (Angari), divulgaram em novembro de 2008, aqui no Rio de Janeiro, um relatório sobre o consumo de produtos piratas no país.

A pesquisa indica que o Brasil deixou de arrecadar, nos primeiros dez meses de 2008, R$18, 6 bilhões em impostos, quase 5% do total arrecadado entre janeiro e setembro daquele ano, isto é, um total de cerca de R$ 480 bilhões.

Segundo o Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual, o Brasil deixa de arrecadar, atualmente, cerca de R$ 30 bilhões por ano com pirataria e contrabando. Estima-se que dois milhões de empregos formais deixam de ser criados em decorrência desse problema.

Por outro lado, segundo a INTERPOL (International Criminal Police Organization - ICPO), o Brasil movimenta entre R$ 60 bilhões e R$ 70 bilhões com o comércio de produtos piratas.

Uma projeção do professor de finanças públicas licenciado da Universidade de São Paulo e presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco), André Franco Montoro Filho, publicada em abril de 2010, aponta que a sonegação de impostos no país tem quase a mesma proporção da carga tributária. Para uma carga que beira 35% do Produto Interno Bruto (PIB), a sonegação é na ordem de 30%.

Em outras palavras, a sonegação de impostos no país equivale a 30% do Produto Interno Bruto.

Não sou matemático, sou policial. Entrementes, diante do cabal apresentado, estimo que cada R$1,00 investido na POLÍCIA e na JUSTIÇA representa um ganho aproximado de R$2,00 para os cofres do governo. Quiçá, se fizermos uma análise mais detalhada, veremos que essa cifra é ainda maior.

Diga-me qual investimento na atualidade demonstra um retorno semelhante a um investimento feito na polícia e na justiça. Poupança? CDB? Fundos de ações? Papéis da dívida?

Acordem senhores administradores públicos!

EMPREGAR DINHEIRO NA POLÍCIA E NA JUSTIÇA É UM EXCELENTE INVESTIMENTO!

Destarte, é crucial fortalecermos essas duas instituições (Polícia e Justiça) que, em verdade, não pertencem a esse ou aquele governo, mas sim ao Estado, e, consequentemente, ao cidadão.

Carlos dos Anjos é policial civil no Estado do Rio de Janeiro. Graduado em Direito e cursando Tecnologia da Informação, está há 1 (um) ano e 3 (três) meses na Instituição. (Texto reduzido em seu original).

fonte: SINDPOL-RJ

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Impunidade e injustiças patrocinadas pelo Judiciário serão alvo das passeatas anti-corrupção em 12 de outubro

Enquanto segmentos esclarecidos da sociedade se mobilizam, via Internet, para mais uma “Marcha contra a Corrupção”, no próximo feriado de 12 de outubro, a elite da (in)Justiça tupiniquim nos empurra, goela abaixo, um dos mais vergonhosos exemplos de impunidade ao Governo do Crime Organizado. O poder sem fim do imortal José Sarney parece ser a verdadeira inspiração para o Superior Tribunal de Justiça anular as mais contundentes provas produzidas por operações da Polícia Federal.

Não tem consistência a alegação de “falha processual” ou de “ilegalidade” na obtenção das provas – principalmente nas escutas telefônicas em que os agentes do crime se revelam em viva voz. Mas foi assim que o STJ jogou no lixo toda a operação Boi Barrica, na qual a Polícia Federal cometeu o pecado mortal de investigar parentes de José Sarney (presidente do Senado). Agora, pelo mesmo argumento simplório de “ilegalidade na obtenção de provas”, a Justiça pode detonar outras quatro operações da PF.

Além da Boi de Barrica (já detonada), correm séria ameaça de dar em nada as operações Voucher (que comprovou picaretagens no Ministério do Turismo), a Navalha (que flagrou desvios de verbas em obras públicas), a Mãos Limpas (que comprovou a corrupção no Amapá, estado politicamente controlado pelo esquema Sarney) e a famosa Caixa de Pandora (que pegou o esquema mensaleiro do ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, com ramificações com a família Roriz, que já levou o corporativismo da base governista a salvar o pescoço da deputada Jaqueline.

A pizzaiada judicial (impossível de engolir) pode ser o grande prato para os protestos do próximo dia 12 de outubro. O Judiciário corre o risco de ser alvo de desmoralização, nas ruas. Nada pode ser pior para a inconsistente democracia brasileira que isto. Mas as pessoas comuns já percebem que são as maiores vítimas da impunidade. Seja nos crimes de corrupção, nos abusos de autoridade cometidos pelos agentes do poder estatal, em ações criminosas de oligopólios contra os consumidores que passam impunes nos tribunais, até os casos de delitos de trânsito – em que irresponsáveis ao volante matam e não param na cadeia.

No momento, a grande questão conjuntural é: Se a elite do Judiciário (indicada para as Altas Cortes pelos políticos) prefere não dar valor às escutas da Polícia Federal, será que eles terão a mínima sabedoria de escutar a voz rouca das ruas que já grita, em tom ainda baixo, mas crescente, contra a injustiça e a impunidade? A resposta será fundamental para o destino da Segurança do Direito no Brasil.
 
Por Jorge Serrão
  Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net



© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 20 de Setembro de 2011.