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sábado, 25 de abril de 2015

Aonde se esconde a honra?


 O que é honra? Poderíamos dizer que são comportamentos relacionados a virtudes, respeito, dignidade, honestidade. Mas, como esses valores são vistos ou encarados na sociedade hoje em dia? Com tantas notícias de escândalos de corrupção "ensinados" pela classe política ou governos não é surpresa nenhuma que aqueles representantes eleitos, de fato representam, ao menos em parte, o sentimento de muitos que compõe a base social, no sentido ruim é claro. 

 A cultura da malandragem sempre esteve na moda. O jeitinho, a vantagem sempre foram venerados. Diria que é uma deformação cultural nossa, inclusive reconhecida internacionalmente, quando Walt Disney criou o famoso personagem Zé Carioca, sujeito malandro, etc e tal. No Brasil se critica o ladrão, mas, se compra celular roubado. Se critica o traficante, mas, a cada dia o número de usuários aumenta. Se critica o corrupto, mas, sempre tem alguém esquentando recibos, para comprovar gastos que não existiram, burlando assim o fisco.

 Se a honra é um valor desbotado, desvalorado até, eu diria, o que pensar no termo honra militar? Aí é que esbranquecimento acontece com muito mais evidência. Primeiro no sentido composto do termo honra militar. A honra é e sempre será um atributo inerente ao ser. Essa dissociação é discriminatória e excludente em si. É como se houvessem duas sociedades, quando na verdade não há.  O que existe é uma única classe social com virtudes ou qualidades, defeitos ou distorções. Ao colocar o militar fora da realidade já o torna vulnerável. Porque sob qualquer aspecto que se enxergue, ou o veremos como alguém que só reprime, ou alguém que eventualmente deve ser reprimido por ser tido como algo acima de quem genuinamente é o seu chefe; o cidadão.

A dicotomia fica mais clara se olharmos no presente a realidade sem honra nas mortes inglórias das balas perdidas, ou de policiais executados durante o serviço ou fora deles; enquanto os políticos, (que deveriam ser igualmente os mantenedores da honra), fazem nada ou muito pouco para mudarem o "status quo". Mas, repito, de fato eles nos representam, no que de pior produzimos e somos.

 Onde fica a honra militar quando um secretário de segurança compra viaturas superfaturadas? Onde está a honra quando o crime desorganizadamente organizado enfrenta o Estado organizadamente desorganizado e no meio estão os alvos móveis das futuras balas perdidas, ou encontradas? Onde está a honra militar quando o Estado é confessadamente assaltado e esvaziado nas propinas e nas instituições atingidas pela ferrugem da corrupção? Aonde está a honra, sem militares? Aonde está a honra com fardas? Para que serve a honra, senão mero conceito abstrato e até aqui humanamente inatingível? Eles dirão..."Isso é um ideal a ser atingido"...Aonde se esconde a honra? Até quando obedeceremos quem desobedece nossos ideais?

terça-feira, 24 de março de 2015

Militar do Exército é preso tentando aplicar golpes em Jataí


11079594_908365232546884_1336738747149945498_nFardado o Militar Marcos Vinicius Bento da Silva, foi detido em flagrante logo após tentar aplicar um golpe em uma instituição financeira no Centro de Jataí, nesta tarde.

Uma das atendentes do estabelecimento desconfiou, quando o Militar pediu para que ela depositasse o valor de três mil reais em três contas diferentes. O homem usava um aparelho celular afirmando que a ordem do depósito partia de um coronel do exercito. E o dinheiro seria para o pagamento de soldados.

Ao perceber o golpe a atendente acionou a Policia Militar, que constatou que uma Casa Lotérica e uma Agência do Correio também foram visitadas pelo suspeito.

Segundo o Delegado Ederson Bueno, ele passava o celular para a funcionaria do estabelecimento, e o interlocutor se passando por um Coronel do Exercito alegava que precisava fazer três depósitos, sendo cada um no valor de Um Mil Reais, informando que após efetuar o deposito o autor iria repassar o dinheiro.

O Marcos Vinicius alegou a Polícia que também havia sido vitima de um golpe, ao verificar o aparelho, o Delegado constatou que as ligações tinha origem do DDD (85), código que corresponde ao estado do Ceará.
Para o Delegado o suspeito falou que havia recebido o telefonema de uma pessoa dizendo que ele havia ganho em um sorteio o valor de Cinquenta Mil Reais, mas para receber o premio ele precisava fazer o deposito de Três Mil reais em uma Casa Lotérica ou em um Correio.

Marcos Vinicius Bento da Silva foi autuado em flagrante pelo crime de estelionato. As investigações sobre o caso continua, na tentativa de identificar esta segunda pessoa.Com informações de Vinicius Esteves (TV Sucesso)

segunda-feira, 23 de junho de 2014

PROCURA-SE MILITAR DESAPARECIDO



Apoio Policial Veículo do PM De Luca localizado dentro de um córrego. Retirado o veículo, nada mais foi localizado em seu interior.


Qth Albert Fink quase tietê no Parque Maria Helena em Suzano. Área do 32 BPM/M.



O Carro foi encontrado em um braço do tiete, os Bombeiros e várias viaturas encontram-se pelo local.
O lugar onde acharam o carro do Sd Rodrigo De Lucca é reduto do Pebinha do PCC, o Gilmar da Hora Lisboa.
As buscas continuam... AJUDEM A COMPARTILHAR...


quarta-feira, 25 de julho de 2012

MILITARES MUITO ENDIVIDADOS

Amostras:  
Ativa – 0,125% da população./ Reserva/reformados – 0,04% da população (0,0395%)
 Obs. 1) As amostras, além de conter participantes de todas as forças em praticamente todos os estados da federação, representam, no caso dos militares da ativa, aproximadamente 0,12% da população total (de Aprox.288.000), um número bem expressivo. Para comparação, em São Paulo, onde a população de eleitores beira os 28.000.000, normalmente o IBOPE entrevista de 1000 a 1500 pessoas, somente cerca de 0,005% da população estudada. Para uma amostra similar a da revista elet. Sociedade Militar o IBOPE teria que entrevistar mais de 30.000 pessoas.
2) Dado o bom nível da amostra podemos acreditar que as conclusões refletem bem e com pouca margem de erro a situação da população em foco.Continue lendo SOCIEDADE MILITAR

segunda-feira, 12 de março de 2012

Família Separada pelo Estado, é Legal?

RESOLUÇÃO Nº 4.123 DE 20 DE DEZEMBRO DE 2010.

Dispõe sobre os procedimentos para a movimentação de militares na Polícia Militar de Minas Gerais - PMMG.
Alterada pela Res 4137/2011.
O CORONEL PM COMANDANTE-GERAL DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE MINAS GERAIS, no uso da competência que lhe é conferida pelo artigo 6º, inciso VI, do Regulamento aprovado pelo Decreto n. 18.445, de 15 de abril de 1977 (R-100), e em conformidade com a Lei Estadual n. 5.301, de 16 de outubro de 1969, que contém o Estatuto dos Militares do Estado de Minas Gerais - EMEMG, RESOLVE:

Art. 8º Constituem requisitos para a movimentação por interesse próprio:
I – ter obtido avaliação satisfatória na última Avaliação de Desempenho Individual (ADI);
II - estar classificado, no mínimo, no conceito B, com 30 (trinta) pontos positivos;
II – estar classificado, no mínimo, no conceito B, com 20 (vinte) pontos positivos; (Redação dada pela Res. 4137/2011)
III - estar apto no TPB;
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IV - não ter sido sancionado, nos últimos 24 (vinte e quatro meses), por mais de uma transgressão disciplinar de natureza grave transitada em julgado ou ativada;
V - não estar submetido a Processo Administrativo Disciplinar (PAD), Processo Administrativo Disciplinar Sumário (PADS) ou Processo Administrativo de Exoneração (PAE);
VI - não ter sido transferido por conveniência da disciplina nos últimos 3 (três) anos;
VII - ter, no mínimo, 3 (três) anos a contar da data da última movimentação ou de conclusão de qualquer curso de formação/habilitação da Instituição; Continue lendo no Blog da Renata:>>>>>>

sábado, 31 de dezembro de 2011

Militar brasileiro morre em acidente na força de paz no Haiti

Um militar brasileiro que integrava a Missão da ONU para Estabilização do Haiti (Minustah) morreu no final da tarde de sábado (30) em um acidente de carro quando deixava a base do Batalhão 2 do Brasil, localizado na capital do Haiti, Porto Príncipe.

Segundo o tenente-coronel Sérgio Lamelas, relações-públicas do batalhão, o soldado Diego Mendes dos Santos, de 22 anos, fazia a segurança de um jipe militar que deixava a base quando teria se desequilibrado e caído do veículo de uma altura de cerca de 1,5 metro, batendo a cabeça no chão.

Apenas um intérprete haitiano o acompanhava naquele momento, pois ele estava na parte de trás do jipe. Ele não estava usando capacete balístico, diz o oficial, mas portava um fuzil.

“O soldado foi levado para o Hospital Militar da Argentina que integra a missão da ONU, onde foi socorrido. Mas morreu, possivelmente de traumatismo craniano”, afirmou o coronel ao G1.Continue lendo, click aqui:>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

PEC garante isenção previdenciária para militar inativo

Fabio Trad: PEC permitirá recuperação
dos salários dos militares
inativos e pensionistas
A Câmara analisa proposta de emenda à Constituição (PEC 80/11) que iguala a forma de contribuição previdenciária dos militares inativos e dos pensionistas de militares à dos servidores públicos civis aposentados.
 
Segundo a proposta, a contribuição dos militares inativos para a pensão militar incidirá apenas sobre a parcela da remuneração que exceder o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social, atualmente fixado em R$ 3.691,74, como ocorre para os funcionários públicos.
 
Diferença de tratamento
 
O autor da PEC, deputado Fabio Trad (PMDB-MS), discorda das diferenças de tratamento entre os militares e os servidores públicos. “No caso dos militares, não há parcela de isenção, incidindo a contribuição para a pensão militar sobre o total da remuneração dos inativos e pensionistas”, afirma.
 
Ele acredita que a PEC permitirá uma recuperação dos salários dos militares inativos e pensionistas, sem a necessidade de alocação de recursos orçamentários.

Tramitação
A admissibilidade da proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada, será examinada por comissão especial e votada pelo Plenário em dois turnos.
 
Agência Câmara/blog Notícia da Caserna

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Briga entre PMs presos termina em facadas

Dois meses depois de a “farra da cerveja” dos policiais presos no Batalhão Especial Prisional (BEP) virar um problema para a Secretaria de Segurança Pública, a tentativa de homicídio de um detento, na madrugada de ontem, pôs o sistema de segurança da unidade novamente em questão. A briga foi entre o cabo da Polícia Militar (PM), Wagner Dantas Alegre, de 33 anos, e o ex-cabo PM Haroldo da Silva Banhos, de 37. De acordo com a assessoria da corporação, Haroldo, preso em 2008, e Alegre, detido dois anos depois — acusados de integrar diferentes grupos de extermínio — cultivavam uma rixa antiga.

Por conta de um desentendimento, que começou com um empurrão na noite de Natal, Haroldo foi à cela de Alegre enquanto ele dormia, na madrugada de ontem, e o atingiu com um objeto cortante nos pulsos, no pescoço, na barriga e nas pernas. Os dois foram levados para o Hospital Central da PM, no Estácio. Com ferimentos leves, Haroldo foi liberado e prestou depoimento ao oficial de dia em seguida.

Segundo a mulher do cabo, Camila Alegre, grávida de quatro meses, até a noite de ontem ele permanecia em estado grave:

— Quem fez isso com ele não fez sozinho. Acho difícil que ele sobreviva.

domingo, 4 de dezembro de 2011

O SEPULCRO DAS IDÉIAS (metamorfose militar)

Sou oficial há alguns anos, mas ingressei na Polícia Militar como praça simples, foi nesse tempo que passei a observar o comportamento dos homens que comandam os destinos dessa intrigante organização. Ao entender o comportamento deles pude me adaptar. Nunca fui muito de falar ou escrever, muito menos de reivindicar direitos. Não nego que isso é uma falha como cidadão, mas busquei compensá-la sendo um observador contumaz. Tornei-me uma coruja do sistema...
Acompanhei vários oficiais desde os tempos de moleque na academia, e vi como muitos deles, depois de ingressarem no primeiro posto, deixam escapar um sentimento, muitas vezes até sincero – e sempre ingênuo – de "mudar a corporação" quando a oportunidade chega.
"Quando eu chegar a coronel, vou mudar isso, vou mudar aquilo..." Inúmeras foram as vezes que ouvi companheiros repetindo esta mesma frase nos primeiros anos de oficialato.
Depois disso, quando chegam a capitão, muitos já esqueceram a ideia "revolucionária" de mudar a PM. Esses podem ser chamados tranquilamente de "precoces", pois logo entendem que o sistema foi feito para eles.
Outros mais raros alimentam a ideia de "dias melhores" até o posto de major. Só que esses, quase sempre, são os que ainda não melaram os dedos no adocicado mel que corre entre as estrelas e gemadas. Os preteridos ou perseguidos pelo sistema são os que ainda reclamam e falam em mudanças.
De tenente-coronel acima, "mudança" é apenas uma palavra no Aurélio. Até mudança de local de trabalho se chama "movimentação" e mudança de comando se chama "passagem".
Quando, finalmente, atingem o último posto da corporação, intitulam-se a si mesmos de "cardeais" – expressão que era usada com um prazer esquisito por um coronel ex-diretor do DETRAN, no governo Suruagy –; nesse momento, o sistema já os absorveu por inteiro. Até os mais sinceros e de bom coração não falam mais em mudanças ou em ideias contrárias ao seu agora amado sistema. Pelo contrário, o posto de coronel constrói na cabeça deles um forte militar contra ventos de mudança. Embora nada possa ser comparado a um coronel da PM, pode-se dizer que é mais ou menos como o cara pobre que consegue enriquecer e passa a ter raiva de pobre, principalmente dos parentes pobres.
Os coronéis são os que chegam à "terra prometida" pelo sistema; aqui não corre apenas leite e mel. Há muitos espólios mais a serem rateados.
Talvez eu também me torne um cego guiando cegos (embora seja quase impossível chegar a coronel por antiguidade, muito menos, pobre de mim, por "escolha"), porque o sistema foi feito para não ser vencido. Não é por acaso que a PM se mantém de pé, por quase dois séculos, quase sem mudanças. Todas as mudanças políticas e jurídicas deste país nunca mudaram as briosas.
Em matéria de sobrevivência a PM bota o Rambo no bolso.
Mas, pense bem, não é sem razão que os coronéis defendem esse sistema com as próprias vidas. Se eles não plantam, não semeiam, não se esforçam para ganhar o pão de cada dia, dão ordens sem ser mandados, porque mudariam as coisas?
Se eles são os herdeiros da PM nunca vão abrir mão de sua propriedade privada.
Observei também que cada coronel sobe ao posto com uma espada e uma mordaça nas mãos. Nem adianta você querer ver, essas armas são invisíveis, estão por baixo das gemadas... São afiadas e manipuladas e aperfeiçoadas nas reuniões secretas do "clero".
A missão principal de um coronel (se você pensava que era só sentar na cadeira e assinar papéis está redondamente equivocado) é calar as vozes contra o sistema.
Qualquer ideia nova soa o alarme, levanta o coronel de sua poltrona, saca a espada de cortar línguas afiadas e a mordaça de calar os contras. Um coronel da PM é um carrasco. Um carrasco das ideias. Um decepador de cabeças pensantes. Não há remorso. Não se vê hesitação. Não existe indulto. A cabeça levantada contra o sistema tem o destino da cabeça de João Batista porque há sempre uma amante do rei que quer o prêmio numa bandeja de inox.
Outra missão dos coronéis é a de detergentes do sistema.
O coronel-detergente limpa e purifica a imagem da PM para mostrá-la numa vitrine. Essa é a PM que a sociedade vê; principalmente a sociedade-autoridade, a sociedade-governo e a sociedade-imprensa.
Nisso, os coronéis são auxiliados por todos nós, oficiais. As praças também contribuem porque o sistema é envolvente, sedutor e nos faz vender sua boa imagem lá fora. É a força da doutrina plantada no CFAP e Academia, onde os chips são implantados nos cérebros.
Além de tudo, as gemadas dão poderes de camaleão: mudam o comportamento de um coronel conforme o local e a pessoa. Se estão diante de uma autoridade capaz de lhes render frutos políticos ou prestígio, são bons atores para mostrar retidão e seriedade, e em muitos casos "babação" mesmo. Se estão perante pares, procuram se mostrar inteligentes; quando estão diante de um subordinado... (comentários dispensados).
E o sepulcro?
Bem, quando alguém fala que fulano ou beltrano é como um "sepulcro caiado", está dizendo, na verdade, que a pessoa até tem boa aparência por fora, enquanto lá por dentro, no interior invisível, a coisa é muito desagradável.
A PM não deveria ser assim, mas hoje, para infelicidade nossa, ela é um sepulcro caiado pelos coronéis. "Por fora, bela viola, por dentro, pão bolorento."
Não é a corporação – quase sempre usada como poderoduto até o palácio do governo e outros nichos do poder –, mas o que os coronéis-coveiros fizeram dela (com exceções raras), seja lhe impondo uma legislação coxa, seja lhe desviando dos trilhos, sua missão.
Portanto, recapitulando, a missão dos coronéis é simples: caiadores de sepulcros e coveiros das ideias indesejadas ou que ameacem o poder das gemadas.
Muitas coisas bem cabeludas são escondidas por trás da pompa externa da PM, lustrada, pelo lado de fora, por seus poderosos comandantes.
Dentro desse sepulcro das ideias, rola coisa feia. Mas para os "gemadões" há sempre um céu de brigadeiro. Não tem tempo ruim. A mamata das viaturas, dos telefones 8833 e 3315, de motoristas à disposição; viagens de "estudos" recheadas de diárias obesas, grana dos "mensalinhos" (aqueles pagos pelos bancos, no Interior e na Capital, pelas usinas, fazendas e empresas de ônibus que "contribuem" para as unidades da PM); da rica tia DAL; das taxas arrancadas dos alunos do CFAP e Academia, do acesso ao poder pelos subterrâneos da PM; do abuso de autoridade, usado tanto para mamar como pra perseguir os subordinados.
Quando era tenente, trabalhei com um coronel no CPI que deixava motorista e viatura à disposição de seus dois filhos e da esposa, inclusive aos sábados, domingos e feriados.
É por isso tudo que os coronéis se atiram de corpo, alma e gemadas ao ramo de coveiro, e acabam se tornando tão bons que passam a sepultar as próprias ideias. É o sistema que importa: manter o sistema é preciso, viver não é preciso.
Como a vida às vezes é irônica e engraçada. O tempo como aluno de oficial e a promoção a coronel é um círculo que se fecha. Quando se é aluno não se fala do sistema porque não se pode ou não se conhece. Quando se chega a coronel, ninguém fala porque só um doido cospe no prato que come.
Não posso negar que, na qualidade de oficial, namoro o sistema, gosto dele, mas tem coisas que precisam chegar ao conhecimento da sociedade.
É por isso que dificilmente essa minha relação com o sistema acabará em casamento, porque pra casar mesmo, meu filho, tem que ter acesso ao papa, mas, pra isso, precisa antes ser cardeal, senão, melhor meter uma promoção por tempo de serviço e ser cardeal na reserva.
Por fim, uma coisa é certa: eu não estou preparado para caiar sepulcros...

Fonte:  Blog da Renata

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Associações militares x cidadania

               
  Por Marcelo Anastácio
         Vejo muitos colegas de farda se queixarem da postura de algumas associações, na maioria das vezes com toda razão, seja pela inércia de alguns advogados, seja pela má fé de alguns dirigentes que sequer prestam contas para os sócios. Há associações que inclusive ameaçam processar ou abandonar a causa dos sócios que ousarem a fazer qualquer tipo de denúncia.

             Hoje é um dia especial, 20 de outubro de 2011, e a história é construída pela massa, que derruba mais um ditador Muamar Kadafi, que se arvorou no poder da Líbia por mais de quarenta anos. Mas, o que tem a ver  um assunto com o outro, ainda mais em se tratando de notícia internacional. O povo quando participa será sempre, sempre o soberano, e nas associações não é diferente. Quantos de nós quando vemos os atos de convocação para assembléia, (nas raras vezes em que são divulgados), quantas vezes nós fomos? Quantas vezes deixamos o churrasquinho, o futebol, a pesca para participar de algum evento na associação? Qual o sócio que um dia teve coragem de denunciar um advogado na OAB, além de processá-lo por mal atendimento ou abandono da causa? Não temos essa cultura, por isso não se presta contas, por isso não somos respeitados.
        
            Não haverá milagres seja na associação militar ou de bairros, seja no partido ou nação, se não mudarmos a nossa concepção diante da política. Enquanto alimentarmos o discurso plantado por aqueles que  deturpam a coisa pública, de que a política é suja, sempre veremos aquela mesma meia dúzia, que perdura no     
senado, no congresso, nas câmaras de vereadores e nas associações militares. Ou participamos para construirmos juntos o nosso futuro, ou viveremos alheios, sendo comandados, subjugados e oprimidos pelos tiranos, oportunistas e derrotados principalmente pelo nosso comodismo. Temos que participar, e literalmente  vestir a camisa, não apenas no dia do jogo, mas, todos os dias. Ser brasileiro quando o hino toca é passageiro demais, temos que cantá-lo no dia-a-dia.
          
           Por isso, temos que participar das chapas, ou pelo menos nos mantermos bem informados para saber em quem não votaremos, e a partir daí tudo fica mais fácil. Não existem salvadores da pátria, muito menos em associações. Eles os eleitos, têm que se sentir vigiados, para que tenham zelo e probidade. Ir votar é muito pouco para a construção da nossa cidadania...portanto se as associações são o que são, será sempre reflexo da inércia ou da nossa efetiva participação e cobrança.


             Marcelo Anastácio/blog No Q.A.P

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

PM já opera em viaturas com computadores de bordo

A Secretaria de Estado de Segurança está liberando cerca de 200 viaturas equipadas com computadores de bordo com acesso à internet com chips 3G. Os carros, que serão utilizados pela Polícia Militar, começarão a ser distribuídos pelo 2º Batalhão (Botafogo), 5º Batalhão (Centro), 19º Batalhão (Copacabana), 23º Batalhão (Leblon), 39º Batalhão (Belford Roxo), Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas e Corregedoria Interna.

O governador do Estado, Sérgio Cabral; o secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame; e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Erir Costa Filho, apresentarão algumas viaturas que já tiveram concluídas as instalações do primeiro lote de computadores comprados pelo governo do Estado, em parceria com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A apresentação acontecerá nesta quinta-feira (6/10), às 8h, no Quartel General da Polícia Militar, na Rua Evaristo da Veiga, 78 - Centro.

A previsão é de que 2 mil computadores sejam instalados em viaturas, que serão distribuídas inicialmente a todos os batalhões da região metropolitana. O custo estimado de implantação do novo equipamento é de R$ 6,9 milhões. Atualmente, os carros da Polícia Militar possuem um terminal de bordo com recursos mais limitados, recebem apenas três linhas de texto com informações repassadas por seus respectivos batalhões.

Os novos terminais multimídia foram estudados pela Subsecretaria de Modernização Tecnológica da Secretaria de Segurança. Esses equipamentos possuem tela tátil, teclado e permitirão aos policiais receberem informações das ocorrências com a localização georeferenciada e o posicionamento de outras viaturas.

Os terminais vão possibilitar ainda a consulta de dados de pessoas e veículos pelo Portal da Segurança. O conteúdo será disponibilizado de acordo com a senha de acesso do policial. Será possível também fazer registros eletrônicos, o que permite agilizar o trabalho, que antes era restrito à caneta e ao papel.

As informações cadastrais das ocorrências em andamento serão encaminhadas pelo sistema de internet de uso interno (intranet). O registro será digital e os dados serão encaminhados às Delegacias Legais. Este novo processo permitirá ao policial militar mais agilidade no registro de ocorrência e o retorno rápido ao patrulhamento nas ruas.

Outro ponto positivo é a maior integração entre os trabalhos das Polícia Militar e Polícia Civil. Atualmente, ao encaminhar as ocorrências às delegacias, os policiais civis precisavam ingressar manualmente com os dados que recebem do Policial Militar, isso acarreta maior tempo de atendimento das ocorrências.

Os computadores de bordo fazem parte de um pacote de novas tecnologias que serão implantadas nas novas viaturas da Polícia Militar. Além dessa novidade, já está em fase de licitação na Secretaria de Segurança a compra do primeiro lote de 4 mil câmeras que serão instaladas em breve nas viaturas para registrar todo o trabalho dos policiais. Cada carro possuirá duas câmeras.
 
Jornal do Brasil

sábado, 24 de setembro de 2011

Uberlândia sedia Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu (e tem PM na disputa)

Este fim de semana Uberlândia vai sediar o Brasileiro de Jiu-Jitsu. Cerca de mil atletas participam, entre eles lutadores jovens, experientes e campeões mundiais. Como Willian Caetano e *Denílson Borges, de Uberlândia. É no tatame que os dois atletas têm passado a maior parte do tempo. E toda rotina de treinos puxados tem um bom motivo: a preparação para o Campeonato Brasileiro, que acontece neste fim de semana em Uberlândia. A competição vale vaga para o mundial do próximo ano.

Willian Caetano, que tem 15 anos, ganhou o mundial deste ano com a faixa branca na categoria pesadíssima. Já Denílson, que tem 38 anos, faturou dois mundiais com a faixa marrom, categoria sênior. Ele conta com a experiência no esporte para se sair bem em casa.
 
fonte: Globo Esporte/Tv Integração Uberlândia
 
*Denilson Borges (de kimono escuro) é Cabo PM da ativa, lotado no 32° BPM, atualmente matriculado no CEFS. O militar tem várias medalhas no currículo, inclusive em campeonatos internacionais.
 
 Anastácio

sábado, 6 de agosto de 2011

Militar e auditor da CGU assumirão cúpula do Dnit

Autarquia foi alvo de denúncias de corrupção no mês passado

A presidente Dilma Rousseff indicou um oficial-general do Exército e um auditor da CGU (Controladoria-Geral da União), que também foi militar, para as duas principais diretorias do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). A decisão criou um desconforto dentro do órgão, ainda mais porque os outros cinco diretores indicados também não são servidores de carreira do próprio Dnit.

As escolhas de Dilma foram entendidas como um recado de que há uma espécie de "intervenção" para reconstruir a imagem da autarquia, mergulhada numa onda denúncias de corrupção no último mês.

Indicado para ser o diretor-geral, cargo mais importante do órgão, o general Jorge Ernesto Pinto Fraxe era diretor de Obras de Cooperação do Exército. O nome dele foi negociado por Dilma com o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri. A presidente informou a Enzo que gostaria de nomear um general para botar ordem no Dnit. Optaram por Fraxe, que já conhece o setor por ter feito interlocução com o Dnit dentro do Exército.

Dilma quer, a curto prazo, que seja feita uma "radiografia" da autarquia. Fraxe tem fama de habilidoso e ter um estilo de "cobrança" de resultados semelhante ao da presidente. Segundo colegas, ele gosta de mostrar serviço e fazer propaganda disso.

Ao escolher um membro das Forças Armadas, Dilma repete atitude tomada pelo ex-presidente Itamar Franco. O general Bayma Denys foi ministro dos Transportes em 1994 e o general Romildo Caim assumiu a Secretaria da Administração Federal no ano anterior.

O diretor executivo indicado, Tarcísio Gomes de Freitas, é funcionário da CGU. Antes de ingressar na controladoria, foi do quadro de engenheiros do Exército Brasileiro. Hoje é lotado hoje como coordenador-geral de Auditoria da Área de Transportes da CGU. A diretoria executiva é o cargo que cuida das licitações do Dnit. O cargo era ocupado por José Henrique Sadok de Sá, demitido após o Estado revelar que a empresa da mulher dele faturou R$ 18 milhões em contratos vinculados ao Dnit.
 
R7