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quarta-feira, 14 de março de 2012

Onde está a ministra Maria do Rosário, aquela que odeia os militares?

Dezessete dias depois do incêndio que destruiu a base brasileira na Antártica, as famílias do sargento da Marinha Roberto Lopes dos Santos, de 45 anos, e do suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo, de 47 anos, mortos tentando combater o fogo na Estação Comandante Ferraz, ainda sofrem para enterrá-los. Os corpos chegaram em 28 de fevereiro à Base Aérea do Galeão, vindos de Punta Arenas, no Chile, e só foram liberados pelo Instituto Médico-Legal (IML) do Rio na última sexta-feira, depois de feitos os exames de DNA. Os corpos, no entanto, continuam no IML. Revoltados com a demora, os parentes reclamam que as informações sobre o caso são desencontradas. Até a noite de ontem, eles não tinham qualquer previsão oficial sobre quando serão realizados os sepultamentos. Na Bahia, familiares ainda aguardavam o translado do corpo de Carlos Alberto para Salvador.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Bolsonaro xinga Ministra dos Direitos Humanos de "lombriga anêmica"

Maria do Rosário é o novo alvo de Bolsonaro


"Lombriga anêmica"
Com o kit-gay aparentemente fora do noticiário, Jair Bolsonaro se agarrou aos militares para continuar batendo no governo.
Desta vez, Bolsonaro ataca o governo por pressionar os militares no episódio da nota com críticas a Dilma Rousseff, por ela não ter censurado falas de ministras e do PT contra a ditadura.
No plenário da Câmara, por exemplo, Bolsonaro só se refere a Maria do Rosário por um termo nada elegante: lombriga anêmica. Diz Bolsonaro:
– Aquela lombriga anêmica diz que vai prender os militares e a Dilma bate palma.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Desembargadores, Juízes e Políticos - como funciona a troca de favores

Juízes e Políticos.​..a entrevista​-bomba dada à VEJA. E NINGUÉM VAI PRESO....

Desembargadores, Juízes e Políticos - como funciona a troca de favores

15/08/2011Entrevista direta no fígado: esta Ministra deveria ser cogitada para ir para o Supremo. Vejam sua franqueza e coragem (origem)

A ministra Eliana Calmon, a corregedora do CNJ: "Eu sou uma rebelde que fala"

A corte dos padrinhos

A nova corregedora do Conselho Nacional de Justiça diz que é comum a troca de favores entre magistrados e políticos

Em entrevista a VEJA, Eliana Calmon mostra o porquê de sua fama. Ela diz que o Judiciário está contaminado pela politicagem miúda, o que faz com que juízes produzam decisões sob medida para atender aos interesses dos políticos, que, por sua vez, são os patrocinadores das indicações dos ministros.

Por que nos últimos anos pipocaram tantas denúncias de corrupção no Judiciário?

Durante anos, ninguém tomou conta dos juízes, pouco se fiscalizou. A corrupção começa embaixo. Não é incomum um desembargador corrupto usar o juiz de primeira instância como escudo para suas ações. Ele telefona para o juiz e lhe pede uma liminar, um habeas corpus ou uma sentença. Os juízes que se sujeitam a isso são candidatos naturais a futuras promoções. Os que se negam a fazer esse tipo de coisa, os corretos, ficam onde estão.

A senhora quer dizer que a ascensão funcional na magistratura depende dessa troca de favores?

O ideal seria que as promoções acontecessem por mérito. Hoje é a política que define o preenchimento de vagas nos tribunais superiores, por exemplo. Os piores magistrados terminam sendo os mais louvados. O ignorante, o despreparado, não cria problema com ninguém porque sabe que num embate ele levará a pior. Esse chegará ao topo do Judiciário.

Esse problema atinge também os tribunais superiores, onde as nomeações são feitas pelo presidente da República?

Estamos falando de outra questão muito séria. É como o braço político se infiltra no Poder Judiciário. Recentemente, para atender a um pedido político, o STJ chegou à conclusão de que denúncia anônima não pode ser considerada pelo tribunal.

A tese que a senhora critica foi usada pelo ministro Cesar Asfor Rocha para trancar a Operação Castelo de Areia, que investigou pagamentos da empreiteira Camargo Corrêa a vários políticos.

É uma tese equivocada, que serve muito bem a interesses políticos. O STJ chegou à conclusão de que denúncia anônima não pode ser considerada pelo tribunal. De fato, uma simples carta apócrifa não deve ser considerada. Mas, se a Polícia Federal recebe a denúncia, investiga e vê que é verdadeira, e a investigação chega ao tribunal com todas as provas, você vai desconsiderar? Tem cabimento isso? Não tem. A denúncia anônima só vale quando o denunciado é um traficante? Há uma mistura e uma intimidade indecente com o poder.

Existe essa relação de subserviência da Justiça ao mundo da política?

Para ascender na carreira, o juiz precisa dos políticos. Nos tribunais superiores, o critério é única e exclusivamente político.

Mas a senhora, como todos os demais ministros, chegou ao STJ por meio desse mecanismo.

Certa vez me perguntaram se eu tinha padrinhos políticos. Eu disse: “Claro, se não tivesse, não estaria aqui”. Eu sou fruto de um sistema. Para entrar num tribunal como o STJ, seu nome tem de primeiro passar pelo crivo dos ministros, depois do presidente da República e ainda do Senado. O ministro escolhido sai devendo a todo mundo.

No caso da senhora, alguém já tentou cobrar a fatura depois?

Nunca. Eles têm medo desse meu jeito. Eu não sou a única rebelde nesse sistema, mas sou uma rebelde que fala. Há colegas que, quando chegam para montar o gabinete, não têm o direito de escolher um assessor sequer, porque já está tudo preenchido por indicação política.

Há um assunto tabu na Justiça que é a atuação de advogados que também são filhos ou parentes de ministros. Como a senhora observa essa prática?

Infelizmente, é uma realidade, que inclusive já denunciei no STJ. Mas a gente sabe que continua e não tem regra para coibir. É um problema muito sério. Eles vendem a imagem dos ministros. Dizem que têm trânsito na corte e exibem isso a seus clientes.

E como resolver esse problema?

Não há lei que resolva isso. É falta de caráter. Esses filhos de ministros tinham de ter estofo moral para saber disso. Normalmente, eles nem sequer fazem uma sustentação oral no tribunal. De modo geral, eles não botam procuração nos autos, não escrevem. Na hora do julgamento, aparecem para entregar memoriais que eles nem sequer escreveram. Quase sempre é só lobby.

Como corregedora, o que a senhora pretende fazer?

Nós, magistrados, temos tendência a ficar prepotentes e vaidosos. Isso faz com que o juiz se ache um super-homem decidindo a vida alheia. Nossa roupa tem renda, botão, cinturão, fivela, uma mangona, uma camisa por dentro com gola de ponta virada. Não pode. Essas togas, essas vestes talares, essa prática de entrar em fila indiana, tudo isso faz com que a gente fique cada vez mais inflado. Precisamos ter cuidado para ter práticas de humildade dentro do Judiciário. É preciso acabar com essa doença que é a “juizite”.
 
blog RVCHUDO

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

30 ANOS – Ministra do STF rende homenagens à policial militar

Como parte das comemorações dos 30 anos do ingresso da mulher na Polícia Militar de Minas Gerais, a ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, proferiu palestras, na manhã desta sexta-feira, 9, para mais de 300 policiais militares femininas, sob o tema Contribuição da Mulher para o Fortalecimento da Cidadania. A ministra chegou a Belo Horizonte às 9h e seguiu direto para o auditório da CDL, à Avenida João Pinheiro, Belo Horizonte, onde foi recebida pelo presidente do Tribunal de Justiça Militar, Coronel Rúbio Paulino, e pelo chefe da Assessoria de Comunicação Organizacional, Tenente-Coronel Alberto Luiz.

No encontro com o comandante-geral da PMMG, Cel Renato Vieira de Souza, ainda no hall da CDL, Cármen Lúcia agradeceu o convite para vir à Capital mineira e falou sobre a importância da presença da mulher nos quadros da Corporação: “Ela tem um papel especial na história da Instituição, que, sabiamente, as recebeu de braços abertos”. Depois destacou que a sociedade só teve a ganhar com a medida adotada há 30 anos, uma vez que a policial militar, junto com seus pares, está também preparada para atuar nas forças de segurança.

Em sua palestra, a titular do STF lembrou a luta da mulher, que, através dos séculos, sofreu todo o tipo de humilhação e perseguição. “Muitas mulheres escaparam do jugo masculino e conseguiram obter o respeito de uma sociedade que se mostrava voltada apenas para a defesa dos interesses do homem. “Lembro que meus tios apresentavam suas esposas como ´minha patroa´, dando a entender que elas detinham o poder de mando. Tudo não passava de uma retórica, uma vez que nossas avós, e muitas mulheres até hoje, só tinham o direito de ficar caladas, tanto dentro quanto fora de casa”.

Quando a PMMG abriu as portas para a mulher, contribuiu para que essa mesma mulher adquirisse a cidadania plena, tendo em vista que ela passou a atuar em igualdade de condições na segurança pública e a ocupar um posto de trabalho, até então inatingível. Nos crimes contra a mulher, a policial militar tem uma importante participação com o seu olhar feminino e com sua capacidade de avaliar e cooperar com seus pares. “Acho que podermos fazer mais, ser mais. A Polícia Militar está de parabéns por essa comemoração.”

ORGULHO

Com entusiasmo idêntico, o Cel Renato ressaltou a visão futurista do Cel QOR Jair Cançado Coutinho que, 29 de maio de 1981, como comandante-geral, assistiu à assinatura, pelo então governador Francelino Pereira, do ato que criava a Companhia de Polícia Feminina. “De lá para cá, muita coisa mudou e elas acompanharam o progresso da Polícia Militar, considerada orgulho do povo mineiro”, disse o oficial, para depois que “esse crescimento veio acompanhado de competência, dedicação e profissionalismo, nos setores operacional e administrativo”.

O suspense ficou por conta da afirmação do Cel Renato, que, ainda na abertura do encontro, disparou: “Em breve, a PMMG será comandada por uma policial”. E explicou: “A Polícia Militar de Rondônia foi comandada pela Coronel Angelina, uma profissional competente que se formou em nossa Academia de Polícia Militar, no Bairro Prado, em Belo Horizonte. Então, tudo levar a crer que nossas policiais militares também têm a competência de assumir um comando geral”.

Mais adiante, o comandante-geral afirmou que “ser policial feminino não é tarefa fácil e depende muito de capacidade e de competência, adjetivos essenciais até mesmo para ingressar na PMMG, que exige cada vez mais do candidato. Ela, em sua multijornada de mãe, esposa e filha, é exemplo para a formação de um sociedade batalhadora e consciente de seus deveres e obrigações. Assisti ao nascimento da Companhia Feminina e o progresso da policial militar como profissional de segurança pública. Este é um orgulho que não abro mão e que muito me envaidece”.

OLHAR

“A mulher tornou a PMMG habilitada para prestar um serviço à sociedade com outro olhar, um olhar sensível e humano”, pontuou o chefe do Estado-Maior da Corporação, Cel Márcio Martins Sant´Anna. Ela observa que “a sociedade é formada por homens e mulheres, então, nada mais justo que ter essa mulher em nossa fileiras para dar mais legitimidade às nossas ações, que acompanham o desenvolvimento dos hábitos e costumes da Nação”.

Para o oficial, uma instituição como a PM, que tem a sociedade como destinatária de seus serviços não pode prescindir do olhar feminino que a mulher tem para a cidadania. Estamos orgulhosos de poder desenvolver, juntos com as policiais militares, trabalho que beneficiam a população em todos os seus escalões. 'Elas, atualmente, são imprescindíveis em todas as áreas de atuação da Polícia Militar de Minas Gerais”, concluiu.

CONQUISTOU

Já para o Diretor de Recursos Humanos, Cel Juarez Nazareth, “a mulher nas instituições é uma questão de solidariedade. Além do mais, ela conquistou esse espaço por meio de muita perseverança e demonstração de capacidade”.

Segundo ele, na Corporação, a policial militar se faz presente e necessária em todas as funções que desempenha com muito profissionalismo. “Comemorar esses 30 anos nada mais é que reconhecer a grande contribuição delas para a Instituição, bem como de sua atuação perante a sociedade e o povo mineiro”, assegurou.

GRANDE MOMENTO

Quem também ressaltou o trabalho da mulher na PM, foi o Tenente-Coronel Alberto Luiz. Para ele, “esse é um grande momento, já que mulher vem contribuindo para a humanização, harmonia e sensibilidade na essência e na manutenção de uma polícia cidadã. Vejo a comemoração desses 30 anos como um respeito consagrado pela Constituição, que é o princípio da igualdade, uma vez que todas elas são profissionais de segurança pública”.

MOMENTOS MARCANTES

"Acredito que o momento mais marcante da minha carreira é, sem dúvida, a transição entre ser civil e me tornar militar. Essa mudança de postura comportamental, filosófica e cultural é o que considero muito importante, tanto na minha carreira quando na minha vida."

Coronel Tânia Aguiar - Assessora Técnica de Saúde

"Nós, da Associação Feminina de Assistência Social – AFAS, temos uma ótima parceria com as policiais militares. Costumo brincar e dizer que a mulher entrou para 'perfumar' a Corporação. A sensibilidade feminina é muito importante para qualquer empresa ou instituição e, na PM, não é diferente."

Regina Sant'Anna - Vice-presidente da AFAS

"O momento mais marcante foi quando vivenciei a minha primeira troca de tiros no serviço operacional. Aquela situação de perigo foi inesperada, na ocorrência, recuperamos um carro roubado e libertamos um refém que estava preso no porta-malas."

Sargento Vanessa - Assessoria de Comunicação do 33º Batalhão

"Vejo esse momento de confraternização como um exemplo de como a Polícia Militar valoriza a mulher dentro de seu quadro de funcionários. As policiais atuam com a sensibilidade mais apurada, o que influencia em um melhor trabalho a ser executado."

Stael Mônica de Souza - Presidente da AFAS

"Há dois anos na Polícia Militar, o momento que não esqueço e que mais me emociona foi, sem dúvida, a minha formatura no Curso Técnico em Segurança Pública - CTSP. Quando coloquei a divisa no meu braço e vi a felicidade da minha família tive certeza da minha real vocação."

Soldado Polyana Rosse - Seção de Apoio ao Protagonismo Infanto-Juvenil

SLOGAN

Com o slogan O Olhar Feminino no Fortalecimento da Cidadania, o encontro de hoje reuniu, além da ministra Cármen Lúcia e do Cel Renato Vieira de Souza, o presidente do Tribunal de Justiça Militar, Rúbio Paulino; o ex-comandante-geral da PMMG, Cel QOR Sócrates Edgar dos Anjos; a ex-subchefe do Estado-Maior da PMMG, Cel QOR Luciene de Albuquerque; o psicólogo paulista Eliano Pelini, que falou sobre a Saúde da Mulher; autoridades militares e civis e parentes e amigos das policiais militares.

Alexandre França/Sheila de Ângelis
Blog Cidadania e Dignidade