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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Polícia divulga vídeo em que PM finge aceitar ‘mensalão' do tráfico no RJ

A polícia liberou, na tarde desta sexta-feira (13), o vídeo em que um policial militar simula receber o dinheiro de um traficante.
De acordo com a polícia, quatro policiais militares motivaram a operação Conexão Mandela, da Polícia Militar e do Ministério Público do Rio de Janeiro, ao denunciarem uma tentativa de suborno de traficantes de Teresópolis, na Região Serrana. Eles receberam um “mensalão” do tráfico durante cerca de quatro meses, sob orientação da Justiça, para poder chegar aos acusados.

As imagens foram liberadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Coordenadoria de Inteligência (CI) da Polícia Militar .
Segundo a polícia, a imagem mostra o traficante Leo, que está foragido, e que foi mandado do Rio de Janeiro para Teresópolis, saindo do carro e indo até o policial militar entregar o dinheiro combinado. Todos os valores foram depositados em uma conta judicial, ainda de acordo com a polícia.

De acordo com os promotores, a ação controlada – quando uma prisão em flagrante é adiada estrategicamente – foi fundamental para a realização das 13 prisões efetuadas na quarta-feira (11) e ainda a apreensão de dois menores. Duas pessoas morreram em troca de tiros com a polícia. Inicialmente, os quatro PMs receberam, juntos, R$ 4 mil por mês. Depois esse valor diminuiu para R$ 2 mil. Leia mais e veja o vídeo no G1, clique aqui:>>>>>

domingo, 4 de setembro de 2011

MP-RJ arquiva 96% dos casos de homicídio para cumprir meta


O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) arquivou 6.447 inquéritos de homicídios (96% do total de casos reexaminados) apenas de abril a julho deste ano. As mortes devem ficar sem esclarecimentos para que o MP-RJ cumpra a Meta 2, do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que determina que todos os inquéritos de homicídios dolosos abertos até 2007 sejam concluídos ainda neste ano. O objetivo era combater a impunidade, desenterrando 140 mil inquéritos abandonados nos cartórios policiais, mas os promotores têm optado por arquivamentos em massa. Nos primeiros quatro meses de Meta 2, os MPs do País já arquivaram 11.282 casos e ofereceram denúncia em apenas 2.194. As informações são do jornal O Globo.

Alguns promotores arquivam investigações que nem chegaram a começar. Em abril, quando o trabalho começou, o Rio acumulava 47.177 inquéritos em aberto. As vítimas eram, geralmente, moradores de áreas pobres. O servente Geílson de Carvalho, 35 anos, foi morto a pauladas por traficantes em 1998. Para receber o DPVAT, a então companheira da vítima mentiu na delegacia ao dizer que ele fora atropelado, fraude desmascarada pelo irmão do morto e admitida pela mulher. Além de não apurar a fraude, a polícia manteve a classificação de "atropelamento". Em 9 de agosto, a promotora Andréa Amin pediu o arquivamento do caso. Segundo o jornal, ela disse que não leu as peças do inquérito que revelavam a fraude, mas que, mesmo se tivesse lido, teria pedido o arquivamento. Já há métodos para arquivamentos em massa: a decisão de uma das promotoras é exatamente igual em 11 casos, mudando só o nome da vítima. Em nota, ela alegou que os textos são iguais porque "os fundamentos são os mesmos". O Rio é o segundo maior arquivador, só superado por Goiás.
 
Fonte: Jornal do Brasil