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Por Jorge Serrão
O mafioso esquema de Engenharia Social, comandado pelo Governo do Crime Organizado, arranja mais um jeitinho de tungar dinheiro do cidadão-eleitor-contribuinte que seja o propriotário (ops, proprietário) dos 70 milhões de veículos automotores que trafegam pelo Brasil. Até junho de 2014, os donos de carros, motos, caminhões e ônibus serão obrigados a pagar para usar o inconstitucional chip de identificação que servira de “dedo-duro” para turbinar a mafiosa indústria da multa de trânsito.
A etiqueta eletrônica, que deve custar mais de R$ 20 reais para cada dono de veículo, é uma medida de controle social inconstitucional. A obrigatoriedade do chip – que interessa às seguradoras, empresas de segurança e à indústria das multas, viola os preceitos constitucionais de privacidade e intimidade. O ir e vir do motorista torna-se passível de vigilância pela máquina governamental. O Detran de cada estado ficará responsável pela instalação do “BBB veicular” do sinistro Siniav (Sistema Nacional de identificação Automática de Veículos).
O sistema vai viabilizar a criação dos chamados “pedágios urbanos”. Também facilitará o esquema de aplicação de multas, por excesso de velocidade ou por falta de licenciamento, gerando mais recursos para os corruptos esquemas mensaleiros. A grana das multas entram nos cofres públicos como “receitas extraorçamentárias”. Não passam por fiscalizações dos tribunais de contas, por exemplo. Assim, a verba que teoricamente é usada para educação e melhorias no trânsito, na verdade, serve para aumentar os ganhos de empreiteiras que superfaturam os serviços de sinalização viária, permitindo o pagamento, por debaixo dos panos, dos generosos mensalões aos políticos.
O Siniav é regulado pela Resolução 364 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). As estradas e avenidas terão pórticos com antenas instalados em pontos estratégicos como trevos e junções de pistas. Quando o veículo passa por eles, a antena capta as informações que são armazenadas num banco de dados e usadas por diversos órgãos. Na prática, o chip funcionará como uma chave criptografada que é alterada a cada passagem dos veículos pelos pontos onde estão os sensores.
Ainda segundo a enfeitada retórica oficial, o chip não carregará nenhuma informação pessoal ou do veículo. Mas permitirá uma leitura mais ágil e barata que a da rede de radares e leitores de placas que existem atualmente no Brasil. Na bonita teoria, o sistema promete facilitar a fiscalização nas vias e possibilitar a implantação de vários serviços além de organizar o trânsito nas grandes cidades. Também contribuirá para a “segurança”, pois ajudará a recuperar, mais depressa, veículos roubados. Servirá também para a cobrança dos medievais pedágios – outra fonte de renda para empreiteiras que, generosamente, financiam as campanhas políticas.
Quem não botar o chip? Vai tomar multa. Além disso, se houver uma blitz logo à frente da detecção do veículo “fora da lei”, além de multado, o motorista poderá ter apreendido seu carro, moto ou caminhão.

