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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

PM Leandro Prates conquista o ouro nos 1.500m

Por um centésimo, PM Leandro Prates conquista o ouro nos 1.500m
Por Lydia Gismondi

Direto de Guadalajara, México

NA ÚLTIMA VOLTA, BRASILEIRO ARRANCA PARA A VITÓRIA, PERDE O FÔLEGO NOS ÚLTIMOS METROS, MAS LEVA A MELHOR SOBRE O EQUATORIANO BYRON EFREN PIEDRA



Ele veio correndo por fora. Ali, entre o sexto e sétimo lugares.  Até que na última volta, Leandro Prates acelerou o passo e foi deixando todos os adversários para trás. Na sua cola vinha o equatoriano Byron Efren Piedra mas, apesar do fôlego que começou a faltar nos últimos metros dos 1.500m, o brasileiro levou a melhor. O adversário bem que estufou o peito, só que ainda faltou um pouquinho para evitar a derrota para o policial militar por apenas um centésimo: 3m53s44 contra 3m53s45. O bronze foi para o venezuelano Eduar Villanueva (3m54s06).
leandro prates  pan-americano guadalajara (Foto: AFP)Leandro Prates e Byron Piedra se esforçam na chegada dos 1500m  (Foto: AFP)
Piedra dava como certo o alto do pódio. Comemorava antes mesmo do resultado oficial. Enquanto isso, o brasileiro ainda no chão, não escondia a apreensão. E ela só terminou depois que o o "photo finish"  confirmou que ele era o dono da medalha dourada. Um prêmio e tanto para o baiano, natural de Vitória da Conquista, que pediu afastamento do quartel para pode competir em Guadalajara.
- Eu fiquei tremendo. Queria uma medalha, independentemente da cor dela, se fosse dourada, se fosse de bronze... Eu queria levá-la porque tem muitas pessoas no Brasil torcendo por mim. Ficava pensando: “Será que eu vou conseguir, será que não vou?”. Quando eu vi no painel que eu tinha ganho, fui comemorar - disse Leandro.
Piedra, com cara de poucos amigos, disse que o Ministério Equatoriano iria recorrer do resultado.
- Ele também é um colega de competição, sempre estou competindo com ele. Eu aqueci com ele, conversamos antes da prova. É um amigo. Mesmo se eles recorrerem, se pegarem a medalha, eu estou tranquilo, fiz o meu melhor. O mais difícil foi treinar para poder vencer. Estou há 30 e poucos dias aqui para suportar a altitude e, graças a Deus, o treinamento que nós fizemos aqui valeu a pena - afirmou o brasileiro.
Globo.com/BLOG DA RENATA