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domingo, 25 de novembro de 2012

A matança de policiais pode amadurecer a classe

     
      Os últimos anos têm mostrado aos trabalhadores da segurança, o quão se faz necessário o amadurecimento da categoria, além da maior participação nas discussões sociais para não se ver preterida nas mudanças que estão por vir. Nos últimos anos os profissionais da segurança começaram a ensaiar uma participação qualitativa, no intuito de resgatar a cidadania, cujo lema é moda (mais do que fato), entre os civis. 

       Esse amadurecimento vai desde a inserção nas redes sociais, organizando eventos, criando comunidades afins, blogues e sites com temas relativos à categoria, passando pela reivindicação de melhoras das condições de trabalho, salário, direitos trabalhistas, combate ao assédio moral, acesso aos Direitos Humanos, regulamentação da carga horária, pagamento de periculosidade/insalubridade, dentre outros.

        Inocentemente, muitos no seio da tropa acreditavam que esses benefícios, (alguns já previstos na Constituição Federal), seriam "doados" para a família militar como benesses, pela misericórdia e alguns eventos demonstraram que não é bem assim. Passeatas pela PEC 300, a famosa emenda constitucional que cria o piso nacional dos profissionais da segurança pública, assim como a PEC 308 para os agentes penitenciários e sócio-educativos, mostraram a esses profissionais o quanto é árdua a tarefa de cobrar seus direitos, e mais, o quanto é necessário que tenhamos políticos oriundos dessas classes. Pelo efetivo desses trabalhadores, somados ao parentes, amigos, estima-se que seja em torno de quatro milhões. Se compararmos ao número de deputados federais, por exemplo, a representação quase inexiste.

        Mas, não foram apenas os fatos recentes, como as pec's supra citadas, que despertaram a consciência política da classe, o surgimento de grupos do crime organizado, a matança e verdadeira caça aos policiais acabam por acelerar essa maturidade, onde podemos concluir que não é só com armas que se vence a violência. Precisamos de um pelotão de políticos enjangados em suprir as demandas da classe, e no jogo político a malandragem dos gabinetes é bem diferente da encontrada nas ruas, onde o inimigo está identificado, diferentemente das artimanhas políticas, onde se dá o tapinha das costas num dia e no outro se vende a categoria por interesses nada republicanos.

          Precisamos transferir os títulos de eleitor, para votarmos naqueles em que acreditamos. Temos que votar em candidatos da classe, em pessoas que conhecemos minimamente a sua história e depois de eleito, continuarmos nossa vigilância. Caso contrário, seremos refém do crime organizado armado, e da omissão organizada política.     

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A Politização dos Militares


 Avaliação dos resultados obtidos nessas eleições.
   Como observador atento da questão da politização dos militares podemos dizer que sua atuação foi dentro do esperado, podendo ser considerada como excelente. A politização de uma categoria não é algo que ocorre de maneira rápida, ainda mais em se tratando de militares.
Não podemos esquecer as lutas travadas ainda na década passada pelos organizadores da APEB e de outras instituições criadas por militares com o fim de defender seus interesses. As associações e os dirigentes, geralmente praças, foram atacados por todos os lados pelas instituições e até por alguns dos colegas. Uma das acusações mais freqüentes era que eles queriam se eleger, como se isso fosse algo ruim para a categoria.
Outra acusação, a que mais pesou na justiça, foi a que dizia que se tornariam sindicatos militares e haveria greves e mobilizações ilegais. Sabemos que essa nunca foi a intenção. Graças às associações e seus sites que muitos de nós fomos esclarecidos sobre nossos direitos e como responder legalmente em caso de abuso de autoridade, assédio moral etc.
Ainda na década passada alguns militares que se candidataram foram compulsoriamente transferidos para locais longínquos, muitos já conseguiram reverter a situação.
A politização da categoria está ocorrendo, e numa velocidade bem maior do que na verdade poderíamos supor, somente nessas eleições tivemos conhecimento de mais de doze militares eleitos para vereadores e um para prefeito, fora o que não soubemos ainda.Continue lendo na Sociedade Militar

terça-feira, 24 de julho de 2012

O potencial político dos Militares Estaduais nas Eleições 2012


Representação política da classe dos Militares Estaduais
Não dá mais para suportar tamanho descaso com a segurança pública no Brasil que só é prioridade nos discursos políticos, por ocasião das eleições. A classe dos militares estaduais encontra-se, como nunca, madura e unida o suficiente para se organizar, de forma democrática, para o embate político-eleitoral. Temos votos suficientes e consciência livre para demonstrar a nossa força nas eleições de 2012, contudo, precisamos evitar a dispersão e nos concentrar em torno de um projeto que melhor se aproxime dos nossos interesses como militares e cidadãos de Minas Gerais. Vamos já inserir novos representantes nas Casas Legislativas e nas Prefeituras por ocasião das eleições de 2012. Vamos dar, mais uma vez, demonstração de nossa união e competência. No Brasil e no Parlamento, quem não tem voz, não tem vez. Atrevo-me a colaborar com algumas ideias e passos que deveremos adotar desde agora. Restam ainda seis meses para o 1º turno das eleições, que será no dia 07/10/12, e ainda há tempo para tomada de atitude, mobilização e ação. Vamos começar com um vereador e chegar, num futuro próximo, a um Presidente da República.
1. Quantos somos? Na PMMG temos 44.788 militares ativos, 24.242 na reserva; no CBMMG temos 5.422 bombeiros ativos, 938 na reserva. Os pensionistas de ambas as Instituições estão em torno de 11.236 pessoas. Ao total, a nossa desprezada família militar estadual já soma 86.626 pessoas, sendo todos eleitores, sem contar nossos filhos com mais de 16 anos. Somos reconhecidas lideranças e referências no seio de nossas famílias, amigos e comunidade. Para cada integrante podemos agregar, minimamente, mais 10 parentes e amigos leais. Aí nossa força se multiplica para mais de 950.000 votos em todo o Estado. Seria o suficiente para termos deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores comprometidos verdadeiramente com nossa classe. O que temos assistido são políticos e politiqueiros que a cada dia não mais nos surpreendem com envolvimento em corrupção, e nada fazem de bom. Já os que ousam timidamente nos defender, por vezes se confundem e expõem as pessoas e as nossas Instituições em suas atividades parlamentares, sem verdadeiramente valorizar nossa classe e defender nossos interesses.
2. Como mobilizar nossa família? Cada integrante desta Família Militar Estadual e aí entenda-se o titular (Policial Militar, Bombeiro Militar e Pensionista), deve reunir e conscientizar seus familiares e amigos que estejam em condições de votar e convencê-los da importância deste projeto, se quisermos dar uma autêntica contribuição para a faxina na política e eleição de pessoas verdadeiramente éticas e comprometidas com as principais causas da sociedade: segurança, saúde e educação. Faça uma relação particular e nela evite, se puder, inserir o nome de outro PM/BM/Pensionista. Cada um destes deve ter a sua própria lista contendo minimamente 10 (dez) eleitores fiéis. Com a internet, esse processo se tornou muito mais exequível. Parece pouco e infantil, mas até o momento não conseguimos nem esta união e nem testar nossa capacidade máxima de interferimos num processo eleitoral.
3. Em quem votar? Teremos diversos candidatos militares ou civis. Vote naquele que se comprometer com as nossas causas e seja ético, trabalhador, de ficha limpa, com reconhecida capacidade de gestão e representatividade, com história e passado honroso. Comece por analisar os nossos candidatos militares e faça sua melhor escolha no âmbito do município em que votar. Vamos dar uma atenção especial para as grandes cidades, como Belo Horizonte, Contagem, Vespasiano, Juiz de Fora, Uberaba, Uberlândia, Montes Claros, Teófilo Otoni, dentre outras. Se tiver algum parente ou amigo por lá também, faça mais um esforço e canalize estes eleitores em prol desta nossa mobilização.
4. Qual o comprometimento vamos exigir dos nossos candidatos? (1) Jamais se comportar como os políticos atuais que assistem passivamente os reincidentes deslizes e são incapazes de reagirem por conta própria. Sequer aprovaram uma necessária reforma política e digna que o parlamento brasileiro tanto precisa; (2) Atitude, coragem e competência técnica para fazer com que o parlamento não só discuta, mas também promova as mudanças legislativas necessárias para a melhoria da vida do cidadão em coletividade; (3) Represente a Família Militar Estadual em todas as matérias que lhe são afetas, preservando as pessoas e respeitando as Instituições, sabendo tratar das questões nos ambientes devidos, com equilíbrio e maturidade. É tão prejudicial não elegermos representantes quanto elegermos pessoas irresponsáveis que, utilizando do nome da Corporação como plataforma política, desqualifique, por corrupção, falta de decoro ou falta de ética, nossa classe militar. Resumindo: é necessário um candidato moderno, ético, honesto, realizador, comprometido com a nossa classe e com os nossos valores militares. Assuma conosco esta ideia, vamos dar um passo à frente: sejamos responsáveis pelo protagonismo policial militar na política, vamos ser os autores da nossa própria história. Quem não decide seu destino o verá decidido por outros! Vamos construir nosso futuro político sem depender dos maus políticos no futuro! O nosso futuro está em nossas mãos!


Edição Nº 5 do Jornal On line da AOPMBM
Fonte: Blog AMIGOS DE CASERNA