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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Esquerda Caviar preconceituosa: "O Batman vai salvar o Brasil"?

Harold Von Kursk, nosso colaborador, me pede, frequentemente, notícias do Brasil. Alemão, naturalizado canadense, ele tem a intenção de voltar para cá um dia. O jornalista Marcelo Zorzanelli já lhe ofereceu pouso algumas vezes.
Von Kursk esteve em meados dos anos 80 no Rio de Janeiro, jovem e cheio de esperança. Conta que não se lembra muito bem. Menciona um bar, mulheres estranhas e sua mente fica enevoada daí em diante.
Harold tenta entender o momento por que nós passamos. As manifestações são como as da praça Tahrir, no Cairo? A Copa vai ser cancelada? O que são rolezinhos? Quem é Barbosa?
Eu tento explicar o Brasil para o gringo, mas o Brasil é inexplicável. Ou era. Eu preciso mandar a ele um vídeo com a perfeita tradução do país. Aquele mesmo, o registro magnífico do encontro entre um cineasta que se diz “rico”, uma fotógrafa macartista, um francês desavisado e o Batman.
O diretor de cinema Rodolfo “Dodô” Brandão, de “Dedé Mamata”, cult dos anos 80, topou com o protético Eron Morais de Melo, que se fantasia como o Cruzado Encapuçado (ai) desde os protestos no ano passado.
Os dois se cruzaram na esquina das avenidas Ataulfo de Paiva e Afrânio de Melo Franco, no Leblon, no dia em que um rolezinho estava marcado para acontecer no shopping.
“ Você é o símbolo da Justiça vestido de capitalismo americano?”, pergunta Brandão, do nada, de graça.
“Eu venho para a rua combater. Quantas vezes você foi às ruas para lutar pela população?”, devolve Eron. “Você quer discutir Batman COMIGO?”. Eron transmitia uma indignação gigantesca ao ver sua legitimidade contestada, logo ele, que provavelmente conhece o personagem melhor do que seu criador, logo ele, que num calor de 40 graus põe uma roupa preta e sai para passear.
No meio do bate boca, entra uma senhora apoplética, se auto-declarando de direita, irritadíssima com o homem morcego. “Manipulado, manipulado!” Ela dá um tapa na lente da câmera (!?!). “Existe um plano, sim! Pode botar aí. Existe um plano de ocupação comunista, totalitarista no país! Será que ninguém quer ver isso?”
Um pobre coitado francês faz perguntas estranhas a Brandão, com tradução capenga do cameraman que o acompanha. Quer saber se há algum tipo de discriminação (?!?). Brandão responde que não, emenda que ganha “muito bem” e que vai beber depois com o “pessoal da Cruzada”, que é, segundo consta, um condomínio famoso na área.
A cena toda é maravilhosa, farsesca, estupidamente brasileira. Nada é o que parece. Num dia lindo, quatro tipos absurdos, diferentes e complementares, sem a mais remota possibilidade de se entender, se encontram numa esquina arborizada para discutir a política e a vida. Há uma tensão crescente e a impressão de que a coisa vai descambar para a pancadaria e o caos num segundo. Tudo se acomoda.
Lembra o final de “Fellini 8 e Meio”, com aquele cortejo, sem a música de Nino Rotta. Lembra mais ainda o comício populista de “Terra em Transe”, de Glauber Rocha. “Por que você mergulha nessa desordem?”, indaga, no filme, a ativista política ao intelectual interpretado por Jardel Filho.
Mas é bem melhor que isso.
Batman é um dentista, o cineasta rico de Havaianas não tem essa grana, a fotógrafa é só uma olavete triste, o francês mora em Santa Teresa. Você não surpreenderia se, na seqüência do bate boca, todos fossem tomar uma cerveja e dividir uma porção de bolinho de bacalhau no boteco.
A única certeza é que aquela bagunça é nossa. Fico pensando em enviar o vídeo ao Harold, mas temo que, ao assistir, ele desista de aparecer por aqui. Ou não — se isso acontece numa esquina carioca num dia de semana, tudo é possível.
“A democracia no Brasil foi sempre um lamentável mal-entendido”, já dizia Bruce Wayne, ou melhor, Sérgio Buarque de Hollanda. Bom, é a mesma coisa.
Comento: Esse senhor de camisa azul, que estufou o peito pra falar que "ganha bem pa caralho" deve ser um cineasta falido que vive as custas das benesses da Lei Ruanet...preconceito puro!!!

quarta-feira, 13 de março de 2013

BA: concurso da polícia pede comprovação de virgindade


Uma norma constante no edital de um concurso público promovido pelo governo baiano para a Polícia Civil do Estado levou a seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a emitir um nota de repúdio nesta quarta-feira. O edital exige a comprovação de virgindade para candidatas aos postos de delegado, escrivã e investigador.
"Essa exigência nos dias atuais é, extremamente, abusiva e desarrazoada em virtude da grave violação ao inciso III do art. 1º da Constituição Federal de 1988, que consagra o Princípio da Dignidade da Pessoa Humana, bem como ao art. 5º do citado Diploma Legal, que dispõe sobre o Princípio da Igualdade e o Direito a Intimidade, Vida Privada, Honra e Imagem", diz a nota da Comissão de Proteção aos Direitos da Mulher da OAB-BA.
O edital pede exames de "coloscopia, citologia e microflora" às candidatas, mas libera a apresentação dos exames para as mulheres com "hímem íntegro", exigindo, no entanto, a apresentação de atestado médico para a comprovação da referida condição, com assinatura, carimbo e CRM do médico que o emitiu.
Segundo a OAB-BA, o Estado "atuou desrespeitando o mínimo existencial para as candidatas". "A imposição legal de critérios de admissão baseados em gênero, idade, cor ou estado civil configura uma forma gravosa de intervenção no âmbito da proteção à igualdade jurídica (CF, art. 5º, caput) e da regra que proíbe quaisquer desses requisitos como critério de admissão (art. 7º, XXX,CF), além das violações à Lei 9.029/95", diz trecho da nota.
"Exigir que as mulheres se submetam a tamanho constrangimento é, no mínimo, discriminatório, uma vez que tal exigência não tem qualquer relação com as atribuições do cargo, além de tornar mais oneroso o concurso para as candidatas do gênero feminino", segundo a OAB-BA.
O concurso tem 600 vagas, com salários variando de R$ 1.558,89 a R$ 9.155,28.
Terra tentou contato com a Secretaria de Administração do governo da Bahia, sem sucesso.
Comento: O que a virgindade tem a ver com a profissão? Ela usaria isso em alguma abordagem? Muito infeliz esse edital...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Filho de Bolsonaro ataca manifestantes: "Foram os vagabundos de sempre"

O protesto contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PP) na Universidade  Federal Fluminense (UFF) não foi bem digerido pelos filhos do parlamentar. Pelo microblog Twitter, eles não pouparam os alunos de críticas e minimizaram o impacto da manifestação, garantido quepalestra dentro da faculdade transcorreu sem problemas. O vereador Carlos Bolsonaro (PP) foi mais agressivo e chamou os manifestantes de "vagabundos" e "boiolas". 
"Bolsonaro vai à UFF de barca e depois almoça com Comandante da Polícia Militar e alguns dizem que ele saiu de camburão. Revolucionários maldosos e mentirosos. É a meia dúzia de vagabundos de sempre", disse o vereador. "A UFF é uma excelente faculdade, mas existem alguns boiolas por lá".
Já o deputado estadual Flávio Bolsonaro replicou a declaração de um usuário que apoiava seu pai. "Quanto ao protesto na UFF,a maioria ali vive na cantareira se pegando e fumando maconha!Eles não têm moral". 
Os irmãos Bolsonaro também postaram outro vídeo no qual tentam desqualificar o protesto.