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terça-feira, 26 de junho de 2012

Falta de efetivo na PC-MG: Policiais solitários são obrigados a carregar defuntos sozinhos em Minas




No calor de uma multidão em um estadio de futebol 22 homens trabalham para fazer com que uma bola vá ao gol do adversário, alguns jogadores ganham uma fortuna para ficar correndo atrás de uma bola por 90 minutos. No trabalho do Perito Criminal do interior isso também ocorre, porem, as avessas. Na delegacia regional de Bom despacho por exemplo, no vento frio de uma madrugada solitária, um Perito Criminal atende sozinho a 22 cidades simultaneamente no decorrer do seu plantão.



Solitário, as vezes desarmado, as vezes com um velho revolver calibre 38, o Perito de plantão conta muita das vezes com Deus e com a sorte.



O cenário é muito diferente do que é visto nos seriados americanos do tipo CSI.



E lá vai o Perito sentado ao volante do o UNO da Pericia por centenas e centenas de quilômetros por plantão.

Diferentemente da região metropolitana da capital onde as Seções são especializadas, o Perito Caipira atende a tudo que aparece, de homicídio a acidente de trânsito, de constatação de drogas a crime ambiental. Este profissional polivalente, tem ainda de ser digitador e secretário da seção de pericia, atendendo ao publico, pois não há no interior outros funcionários na seção alem dos PeritosContinue lendo no Blog do Experidião

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Sem rabecão, Valadares não tem como remover corpos

GOVERNADOR VALADARES – A remoção de corpos de vítimas de morte violenta ou suspeita até o Posto de Perícias Integradas (PPI) da Polícia Civil de Governador Valadares está sendo feita por funerárias particulares. O serviço de responsabilidade do Estado está suspenso há três semanas, depois que o único rabecão foi parar na oficina, com problemas no motor. 

 O outro veículo especializado nesse tipo de serviço foi excluído da frota da polícia há cinco meses, devido ao péssimo estado de conservação, e está apodrecendo no pátio do PPI.

A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que um novo veículo deve chegar ainda essa semana e garantiu que o serviço prestado pelas funerárias particulares não está sendo cobrado. Se uma pessoa for abordada por um agente funerário exigindo pagamento para levar o corpo até o PPI, deve denunciar imediatamente. Segundo a assessoria, se nenhuma funerária fizer o transporte até o PPI, algum rabecão, de outra regional, pode ser acionado.


Funcionário de uma funerária de Governador Valadares, que pediu para que não fosse identificado, disse que somente no mês de janeiro transportou até o PPI nove corpos, todos gratuitamente.


“Não recebemos nenhum centavo por isso. A única vantagem é que, no local onde o cadáver está, fazemos contato com a família. Informamos que fazemos o funeral da vítima”, disse o rapaz, que alegou ser comum o transporte de corpos até o posto de perícias. “Já levei mais de mil. Antes desse rabecão estragar, o outro veículo da polícia já estava encostado. Este mês busquei dois corpos em Resplendor, que fica distante 140 quilômetros de Valadares. Mesmo assim, a funerária não foi contratada para fazer o funeral. Esse trabalho que fazemos para suprir uma deficiência do estado pode render serviços, como também pode dar prejuízos”.


Não há previsão de quando o rabecão que está na mecânica voltará a rodar. Por mês, o veículo recolhe, em média, 30 corpos em Valadares e em outras 64 cidades que integram o 8º Departamento da Polícia Civil. A assessoria de imprensa do órgão informou ainda que a Superintendência de Investigações e Polícia Judiciária já elaborou um planejamento para aquisição de novos veículos para transporte de cadáveres. Entretanto, aguarda a liberação orçamentária.


Além dos veículos, a polícia reconhece ainda a falta de profissionais para atender no PPI. Apenas três médicos legistas alternam os horários de trabalho, mas o ideal seria pelo menos cinco. O delegado regional já se reuniu com prefeitos da região para encontrar alguma alternativa. A prefeitura de Valadares deve destinar ao posto de perícia um médico legista do município, enquanto o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Doce (Cisdoce) deve fornecer dois profissionais.
 

Fonte: Hoje em Dia - 02/02/2012/site Deputado Sargento Rodrigues
Autor: Daniel Antunes - Leonardo Morais