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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Tráfico de pessoas: direito internacional versus direitos (des)humanos


    As bandeiras que simbolizam posições patrióticas, que demarcam ou delimitam territórios, estão sendo desafiadas pelo direito internacional. Aliás, o que é mesmo esse tal direito internacional? Quando vemos milhares de africanos invadindo a Europa ou outras tantas centenas morrerem em naufrágios de navios repletos de imigrantes ilegais, sendo transportados como ratos e tratados por muitos como feras famintas é que me vem a mesma pergunta: o que é esse tal direito internacional? Deveria ser mais urgente essas preocupações humanitárias que estão muito além de um passaporte ou do que uma bandeira seja lá de que tribo for. A barbárie está no ar, mesmo depois do homem já ter ido à lua e planejando visitar Marte.

    O fato é que crescemos para fora, apenas sob a ótica de mercado, o lucro, mais valia; quando o paradigma deveria ser a educação, a felicidade ou a satisfação. O homem vai se tornando a cada dia refém dele mesmo, e prisioneiro de suas escolhas em torno do ter. Enquanto isso o ser é vendido, contrabandeado, subjugado feito mercadoria de baixo valor.

   Esse tal direito internacional deveria ser, muito mais ser do que um direito a ter. Enquanto as prioridades não forem humanísticas, colocando o lucro, o mercado como esteiras do ser, veremos cenas cada vez mais horripilantes e dantescas. Nenhum país está ou estará imune a fome, a doenças, a chegada de famílias desesperadas por um pedaço de pão. Imaginar que o direito internacional irá frear algo muito além dos direitos humanos, as necessidades humanas, a defesa da prole, o exercício do instinto de defender sua cria, seu estômago. Bolsa nenhuma de valores, exército nenhum, metralhadora nenhuma hão de vencer essas demandas. Ai dos policiais e militares que hão de enfrentar essas demandas pelo mundo na defesa de suas fronteiras...policiais que eventualmente usarão a força para remediar a falta de razão daqueles que governam ou que se dizem governantes, mas, colocam o homem sempre depois da propriedade ou do lucro.


    Mas, o que é mesmo direito internacional?