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domingo, 25 de maio de 2014

Começa a greve dos Policiais Civis sergipanos

Veja as propostas oferecidas pelo Governo aos delegados e demais policiais civis


Desde às 6 horas de hoje, 24/05/2014, sábado, que teve início a greve por tempo indeterminado dos Policiais Civis sergipanos.

O governo do Estado encerrou os trabalhos, impondo aos Policiais Civis a mudança da forma de pagamento de seus salários: de ‘vencimentos e vantagens’ para ‘subsídio’. Com essa mudança, os Policiais Civis deixam de ter direito a perceber valores referentes a horas extras (veja o que disse o Secretário da Casa Civil, Zezinho Sobral), adicional noturno, gratificações (periculosidade e curso) e os adicionais de terço e triênio.

A base da Polícia Civil (Agentes, Agentes Auxiliares e Escrivães), representada pelo SINPOL, recusou a proposta final do governo. Para a base da Polícia Civil, a implantação do SUBSÍDIO somente seria aceita se houvesse uma compensação financeira razoável para a perda de tantos direitos. Os delegados da Polícia Civil, representados pela ADEPOL, aceitaram a mudança e os valores propostos pelo governo.

Para o presidente do SINPOL, Antonio Moraes, não causou nenhuma surpresa a aceitação dos delegados a proposta do governo. Para os delegados de polícia o governo foi bastante generoso financeiramente.

As propostas do governo

No final da tarde de ontem, 23/5, sexta-feira, os delegados Alessandro Vieira e João Batista, respectivamente, representante da SSP na comissão de negociação e Secretário Adjunto da SSP, esmiuçaram TÃO SOMENTE a proposta rejeitada pela base da Polícia Civil.

Por questão de justiça, e para que toda a sociedade saiba de TODAS as informações, apresentamos também a PROPOSTA aceita pelos DELEGADOS DE POLÍCIA. Para os Delegados de Polícia, os valores foram bem mais atraentes, talvez isso tenha os convencido de aceitar tão rapidamente e sem maiores crises o que foi oferecido pelo governo.

Para Agentes, Agentes Auxiliares e Escrivães, esses valores são iguais ou próximos de suas atuais remunerações brutas. Para a base da Polícia Civil, estar-se trocando SEIS por MEIA DÚZIA.

ASCOM SINPOL Sergipe

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Governador de Sergipe alerta sobre 'barril de nitroglicerina'

Por Gerson Camarotti (gcamarotti@bsb.oglobo.com.br) | Agência O Globo 



BRASÍLIA - O governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), alertou que a greve dos policiais militares na Bahia mostra que os estados estão sentados "num barril de nitroglicerina", numa referência ao risco que ao estado democrático de direito no país. Ao GLOBO, Déda revelou que há uma preocupação dos governadores que passaram a conversar depois desses primeiros episódios em vários estados. Ele afirmou que nesses conflitos, a sociedade se transforma na grande refém e disse que está na hora de se discutir um novo modelo para a segurança pública no país.

- Os estados estão sentados num barril de nitroglicerina que ameaça o estado democrático de direito no Brasil. É preciso abrir uma agenda de diálogo no país para pensar um novo modelo para a segurança pública. As atuais instituições criadas pela Constituição precisam ser reavaliadas, inclusive os seus papéis e suas atribuições. Os militares querem ter os direitos dos civis, sem abrir mão do caráter militar das instituições - ressaltou Déda.

Para o governador petista, parte desses movimentos tem origem em projetos políticos e eleitorais de grupos e associações de policiais militares. Ele alerta ainda que as anistias recentes a movimentos grevistas da categoria ajudaram a incentivar novas greves. E adverte que há um ação coordenada em todo o país para incentivar as greves, numa mobilização pela aprovação da PEC 300, que estabelece um piso nacional de policiais militares e bombeiros.

- Há um grau de politização desses movimentos grevistas, inclusive com interesses partidários e eleitorais. Vários desses líderes são candidatos. Também há por trás disso uma mobilização nacional pela aprovação da PEC 300. As associações de policiais se transformaram num poder paralelo de comando dos PMs. E nesse conflito, a sociedade se torna a grande refém - alertou Marcelo Déda.

Ele lembrou que há duas semanas, na prévia das comemorações do Carnaval conhecida como Pré-Caju, uma parte do efetivo ameaçou entrar em greve. E que cerca de 900 policiais militares não compareceram à convocação para atuar no evento. E que outros 400 policiais apresentaram atestado de doação de sangue para justificar a ausência. Na ocasião, houve três homicídios por arma branca, no evento que contou com 1 milhão de pessoas.

- A população é que vai pagar com a vida e com o seu patrimônio por esses movimentos. Se não for discutido um novo modelo para a segurança pública, não sei onde isso vai parar. Esse movimento pode virar um rastilho de pólvora - advertiu o governador.