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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Proibir rolezinhos é proibir o direito de ir e vir


"E agora José?" diria o poeta Carlos Drummond de Andrade, e se eu pudesse parafraseá-lo diria que o efetivo acabou, a praça de alimentação sopitou, a galera de rolezinho chegou...Por mais que fiquemos espantados com tal fenômeno, o fato é que a Constituição Federal ainda nos garante o direito de ir e vir e portanto, se reunir, seja onde for, não caracteriza por si só crime algum.

           Assim como nas manifestações de junho de 2013, as concentrações começavam ingênuas, àquelas protestavam contra o aumento da passagem; diferente dos grupos que organizam os "rolezinhos", que não tem pauta nenhuma a ser reivindicada. Será que essa rebeldia é inconsciente, desorganizada, apartidária?

              Vivemos um momento ímpar na história da humanidade, onde os sistemas estão ou serão questionados na velocidade de um clique, cujas instituições (sempre atrasadas para acompanhar as mudanças), se vêem inconsistentes diante da postura refratária da sociedade. Como diria Caetano "alguma coisa tá fora da ordem, fora da nova ordem mundial".

             Qual deve ser o papel das polícias ante aos "rolezinhos"? O fato que nenhuma corporação brasileira tem efetivo para conter tais fenômenos sociais. Repito: nenhuma! De mais a mais, qualquer ato contrário ao direito de ir e vir será configurado como violação aos direitos fundamentais, humanos. Ou as empresas contratam mais seguranças, formando exércitos particulares, ou de fato sofrerão prejuízos incalculáveis diante da possibilidade desses aglomerados. Veja quantos rolezinhos já estão marcados pelo Brasil

                Finalmente a "classe média do PT" ou classe média bolsa família chegou aos shoppings, só que sem o poder de consumo. Então não precisamos entender de magia para antever o que está por vir; saques, roubos, furtos, caos...Mas, enquanto isso não acontecer...não há crime.

                Voltando a pergunta inicial do poeta "e agora José?" qual será a postura do Estado? Mudar a lei? Criminalizar o direito de ir e vir? Jogar (mais uma vez) a responsabilidade na truculência da polícia, usando-a como massa de manobra? Só o profeta Nostradamus poderia nos responder. O fato é que nosso sistema está com os dias contados. É muita gente para poucos shoppings, para poucas vagas de emprego, muito dízimo para poucos deuses, muita propaganda para pouco dinheiro no bolso...

domingo, 12 de janeiro de 2014

"Classe Média do PT" dando um "rolezinho" no shopping (welcome)



Comento: Com certeza a "classe média do PT (partido dos trabalhadores), como não tem dinheiro para comprar quando vai ao shopping dar um "rolezinho"; causa o frisson na galera...Para leitores estrangeiros, essa é uma modalidade social nova onde é quase uma catarse, inconsciente coletivo, que não sabe ao certo dizer, se expressar, protestar...contra a falácia do governo que insiste em dizer que há novos emergentes ingressando na espécie de "nova classe média". A se esses jovens tivessem um pouquinho mais de organização, educação...Quem sabe não estejamos diante de uma nova tese para os futuros sociólogos?! Quem sabe isso não seja uma nova modalidade de reality show?! O fato é que; turistas não deixem de visitar os shoppings brasileiros quando vierem assistir a Copa e as Olimpíadas 2016...