Seguidores

Mostrando postagens com marcador xonofobia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador xonofobia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de março de 2012

Massacre de estrangeiros na França versus assassinato do brasileiro na Austrália

          Por Marcelo Anastácio - Editor Blog No Q.A.P
          O que a morte de quatro crianças na França tem a ver com o assassinato do brasileiro que morava na Austrália? Aparentemente nada, já que os países estão em continentes, culturas, idiomas diferentes, então não teria nexo o massacre na escola francesa com a execução do brasileiro. Ledo engano. 

          Em ambos os casos, percebemos a xenobobia estatal, especialmente na França que vive o momento eleitoral ou eleitoreiro...e naturalmente para justificar problemas na economia, com o desemprego a culpa pelas mazelas recai sempre nos estrangeiros. Aliás, Hitler foi o rei nesse discurso, na ocasião contra os judeus. Mas, voltando a França, daí surge um demente e sai atirando em crianças com descendências diferente a francesa. Já no caso da Austrália, bem semelhante ao caso da Inglaterra onde os policiais mataram o brasileiro Jean Charles, com a suposição xenofóbica de que ele tinha semelhanças com algum eventual terroristta árabe. A polícia, representante letal do estado, tenta sempre legitimar a dificuldade em lidar com a intolerância, seja racial, religiosa ou cultural, e por não ter habilidade neste quesito, apesar de considerar suas culturas superiores, são pobres em inteligência interpessoal, então, ao invés do diálogo, acabam matando como forma de justificar seu preconceito.

          É bom lembrar que tanto na primeira quanto na segunda Guerra Mundial, o Brasil deve ter sido o país que mais acolheu estrangeiros, sem nenhum tipo de preconceito, oferecendo oportunidade de emprego, moradia, alimentação e por isso mesmo tem muitas colônias de vários países como a China, Japão, Alemanha, Itália, que vivem principalmente no sul do Brasil, pela similaridade com o clima ao europeu.

         O Brasil mais uma vez continua com as portas abertas e dando aulas de como conviver com as diferenças, sejam elas quais forem, religião, cultura, etnia. O dito primeiro mundo é muito pobre, não de capital, pois a maioria tinha piratas que roubaram muito da América no passado, mas, são pobres de espírito. Venham para o Brasil, pois aqui serão bem tratados e só morrerão de raiva com os políticos, que se pudéssemos mandaríamos para os seus países. Essa mentalidade de que o brasileiro é bom de bola e samba é uma concepção atrasada, tão arcáica quanto o preconceito que os brasileiros sofrem no exterior.   

Por Marcelo Anastácio - Editor Blog No Q.A.P